Simon espera pronunciamento de Dilma à nação sobre manifestações nas ruas:
Para o senador, a presidente deve assumir papel de comando, não pelo %u201Cgrito%u201D, mas no %u201Cdiálogo%u201D, mas deixar claro que acabou a tolerância com a política de barganhas!
www.correiobraziliense.com.br - 03 abril de 2011

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse esperar que a presidente Dilma Rousseff fale à nação a respeito do quadro político após as manifestações no país. Em pronunciamento na tribuna, nesta sexta-feira (21), Simon avaliou que esse será o pronunciamento mais importante de Dilma, estando seu prestígio e mesmo sua reeleição amarrados ao que dirá em resposta ao recado que está vindo das ruas. "É hora de ela se identificar com esse povo que está nas ruas", afirmou.

Simon destacou ainda a reunião da presidente com um grupo de ministros para avaliar a situação. Para o senador, ela deve assumir papel de comando, não pelo “grito”, mas no “diálogo”, mas deixar claro que acabou a tolerância com a política de barganhas. Disse que a mensagem deverá ser também transmitida aos partidos da base governista. "Seria ridículo de minha parte pedir que Dilma rompesse com as alianças. Não digo isso, mas que ela pode reunir os partidos para mostrar as manchetes que estão percorrendo o mundo inteiro", disse.

Além da crença em que as manchetes sirvam como elemento de convencimento, ele também manifestou confiança na capacidade pessoal de Dilma Rousseff para enfrentar a situação. O senador lembrou que a presidente mostrou força para, ainda jovem, superar a tortura. Também mencionou suas qualidades como gestora, desde que participou do governo do Rio Grande do Sul e como chefe da Casa Civil de Lula. Agora, assinalou, Dilma deve tomar posição a favor de uma nova forma de fazer política. "Ou continua com a política do ‘troca-troca, vota comigo’ e as emendas serão atendidas ou com a política da grandeza", afirmou.

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O senador também comentou a condenação de Dilma ao fato de o PT, em São Paulo, ter orientado a militância a participar dos protestos. Líderes e manifestantes estão rejeitando a presença organizada de partidos. Simon lembrou que a iniciativa ocorreu depois da reunião de Dilma com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do PT e o marqueteiro João Santana. A seu ver, isso acabou estimulando a interpretação de que a ideia nasceu da reunião.

Simon condenou ainda a ação de manifestantes que, na contramão da maioria, praticaram atos de vandalismo durante os protestos.

DILMA ROUSSEF - Mapa das manifestações - Junho/2013


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