José Dirceu X Lula 2006
O documento estende a defesa ao Supremo tribunal Federal (STF), que julga os recursos de Dirceu, dizendo que “o exercício de pressão política sobre o Judiciário busca comprometer sua tarefa de limitar e controlar os demais poderes dentro de suas competências específicas”

Julho 23, 2007

José Dirceu - O novo lobista do Caribe

Quarta-feira, Novembro 30, 2005


"José Dirceu não sabe nadar"

FERNANDO MORAIS
ESPECIAL PARA A FOLHA


Embora o conheça há quase 40 anos, não privo da intimidade do deputado José Dirceu. Durante os 30 meses em que ele chefiou a Casa Civil da Presidência, estive em seu gabinete uma única vez e não foi para pedir, mas para lhe oferecer solidariedade após o caso Waldomiro Diniz. Nossas famílias não se freqüentam e até uma semana atrás eu nem sequer sabia onde fica sua casa. Um balanço de nossas relações políticas e partidárias desde 1979, quando ele foi anistiado, revelará mais divergências que afinidades.Por que, então, perguntam-me, meu comprometimento público com a defesa da inocência e do mandato de Dirceu? Tenho ouvido sugestões que vão do disparate ao insulto. Na semana passada, na cidade de Três Corações (MG), um professor universitário quis saber, a sério, se eu recebera ordens de Fidel Castro para apoiar o deputado. Em um debate no Sindicato dos Jornalistas do Rio, dias atrás, um colega perguntou, sem mover um músculo do rosto, se eu confirmava "um boato que corre nas redações do Rio", segundo o qual eu estaria sendo regiamente remunerado pelo próprio Dirceu para defendê-lo publicamente.Para responder a dúvidas tão desatinadas, tenho recorrido a uma singela passagem da vida de Ernesto Che Guevara. Logo após chegar ao poder em Cuba, entre as centenas de cartas que recebia do mundo inteiro, ele leu a de uma espanhola residente no Marrocos e, como ele, de sobrenome Guevara. Ela queria saber se poderia haver algum parentesco entre ambos. Che respondeu que, na verdade, nem sabia de que parte da Espanha tinha vindo sua família. "Não creio que sejamos parentes", escreveu, "mas, se a senhora treme de indignação cada vez que se comete uma injustiça no mundo, somos mais que parentes, somos companheiros".No fundo, é uma situação parecida. O deputado e eu não temos parentesco de qualquer natureza, mas somos companheiros. Eu o acompanho à distância desde que, foca do Jornal da Tarde, em 1966, cobri irregularmente o Movimento Estudantil, de que então ele era expoente. O que se passou depois eu soube lendo os jornais: levado para o Dops depois de desbaratado o congresso da UNE, em 1968, no ano seguinte ele seria um dos 15 presos políticos trocados pelo embaixador dos Estados Unidos. Exilado em Cuba, junta-se a outros 27 militantes e rompe com a ALN (Ação Libertadora Nacional), formando o Molipo (Movimento de Libertação Popular).Na volta ao Brasil, o grupo é dizimado. Entre os sobreviventes, com o rosto transfigurado por uma cirurgia plástica realizada em Havana, está o Daniel, nome de guerra adotado em Cuba por Dirceu durante o treinamento militar que lá recebeu.Com aparência e documentos falsos, ele se converte no pacato comerciante Carlos Henrique Gouveia de Mello, estabelecido em Cruzeiro D'Oeste (PR). Casa-se com Clara Becker, e com ela tem um filho, José Carlos, o Zeca Dirceu, atual prefeito da cidade. Nem para Clara nem para o filho "Carlos Henrique" revelaria sua verdadeira identidade.Este era um segredo compartilhado, no Brasil, com apenas três ou quatro pessoas da cambaleante organização guerrilheira. A "fachada" de dono de confecção permitia que Dirceu circulasse com desenvoltura pelo Brasil e mantivesse contato com seus companheiros sem despertar maiores suspeitas da repressão.Só com a anistia, em 1979, é que ele finalmente se sentiu seguro para contar a verdade à mulher e ao filho. Voltou a Cuba, desfez a plástica e retornou ao Brasil para iniciar uma brilhante carreira política que o levaria a se eleger deputado federal com mais de meio milhão de votos e a ocupar, desde janeiro de 2003, a Casa Civil da Presidência da República.É compreensível que setores de uma sociedade conservadora como a nossa tenham dificuldade para aceitar que alguém com semelhante história possa chegar onde chegou, ainda que por meios legais e constitucionais, como o voto. O inadmissível é que, em nome da divergência ideológica ou política, queiram esvurmá-lo da vida pública, condenando-o a um degredo de dez anos dentro de seu próprio país. Quanto mais argumentam, mais seus adversários deixam claro que não pretendem cassá-lo por seus eventuais defeitos, mas por suas virtudes. Parecem querer puni-lo não pelo que tenha feito, mas pelo que foi.A primeira tentativa de decapitação de José Dirceu aconteceu em fevereiro de 2004, quando do caso Waldomiro. O que aconteceu ali? A mídia divulgou cenas em que o então presidente da Loteria do Estado do Rio, Waldomiro Diniz, aparecia pedindo propina a um bicheiro. Embora o delito tivesse ocorrido muito antes de Lula se eleger presidente, o fato de Waldomiro ter depois ido trabalhar na Casa Civil era o elo que faltava. Pouco importava também se era um fato passado em um governo estadual de oposição ao PT: a presença de Waldomiro na equipe de Dirceu era anunciada como a prova incontestável de que o funcionário agia a mando do chefe da Casa Civil.Frustrada a degola no ano passado, as denúncias do ex-deputado Roberto Jefferson (aliás, retiradas pelo próprio) ensejaram o esquartejamento de que Dirceu vem sendo vítima há seis meses. O nervo exposto, a medula da acusação feita contra ele no relatório do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) está no final do documento, disponível a qualquer internauta no endereço
www2.camara.gov.br/conheca/eticaedecoro/notaqui.html.Delgado consome 70 intermináveis páginas para chegar à conclusão de que "não é crível" que tudo tivesse ocorrido sem que "um parlamentar com tamanho poder de decisão (...) soubesse". Com talento infinitamente maior, La Fontaine já nos contou essa história na célebre fábula do lobo e do cordeiro. Como não se conseguiu provar nenhuma ligação dele com os delitos, querem cassá-lo por ignorar que delitos estavam sendo cometidos.Mal escaldada pelos crimes que ela própria cometeu como Bar Bodega, Escola Base e Alceni Guerra, para ficar só em três casos, parte expressiva da mídia vem se comportando de maneira escandalosa no chamado "caso Dirceu".A imprensa investigou, julgou e condenou o deputado e agora tem surtos de histeria porque o Legislativo e o Judiciário se recusam a executar a sentença. Transformados em partidos políticos, veículos mandam às favas os escrúpulos de consciência e esquecem os mais elementares rudimentos do bom jornalismo.Exemplos pululam. Na semana retrasada, a revista "Veja" publicou uma reportagem de página e meia sobre a suposta falsificação da assinatura do ex-presidente do PT, Tarso Genro, em um documento enviado ao Conselho de Ética da Câmara. Um leitor habitual do semanário estranharia que em um texto de denúncia de mil palavras não houvesse qualquer acusação a Dirceu. A surpresa termina na última linha, onde o deputado entra como Pilatos no Credo: "Não há indício de que José Dirceu esteja envolvido nessa fraude". Na mesma "Veja", um colunista encerra seu artigo com esta gracinha: "Agora, só falta Dirceu andar sobre as águas".Pode ser. A frase lembra outra, pronunciada nos anos 60 pelo presidente americano Lyndon Johnson, e que pode ser parodiada para os tempos que estamos vivendo: "No dia em que José Dirceu andar sobre as águas, "Veja" dará na capa: ex-ministro não sabe nadar".

Fernando Morais, 59, é jornalista, escritor, membro do Conselho Superior da Telesur-TV, com sede em Caracas, e autor de "A Ilha" e "Chatô, o Rei do Brasil" (Companhia das Letras), entre outros

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>> um brasileiro com
sangue nas veias

Aposentado desafia agressor de Dirceu para duelo de bengalas

Isabel Braga - O Globo

BRASÍLIA - Que o julgamento do deputado José Dirceu (PT-SP) desperta muitas paixões e debates acalorados não havia dúvida, mas agora também tem produzido cenas insólitas no Congresso. Inconformado com a agressão sofrida na terça-feira pelo petista, o aposentado Hindemburgo Almeida Flores, gaúcho de 81 anos, desafiou o agressor de Dirceu para um duelo de bengalas nesta quarta-feira. O aposentado disse que não conhece pessoalmente o ex-ministro da Casa Civil, mas condenou a atitude do escritor Yves Hublet, paranaense morador de Brasília que acertou várias bengaladas em Dirceu quando este saía do plenário.
- Não conheço o José Dirceu, não sou contra nem a favor, mas é uma covardia o que esse outro fez com ele ontem. Vim aqui para desafiá-lo para um duelo de bengalas - protestou o aposentado.
O aposentado disse que votou em Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 e que não há dúvida de que há corrupção no país, mas afirmou que o presidente "está aí para acabar com ela". Para evitar que o aposentado cometesse alguma besteira, já que saíra de casa determinado a dar o troco ao agressor de Dirceu, a família do aposentado telefonou para a segurança da Câmara pedindo que ele fosse detido na entrada do Congresso. Neste momento, Hindemburgo aguarda a chegada da família num gabinete da Câmara.

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Na véspera da votação de seu processo, Dirceu recebe apoio de juristas e advogados

Dirceu passou as últimas semanas denunciando publicamente as irregularidades do processo, a começar pela falta de provas que justificassem o pedido de cassação. Na foto, ato em Santos (SP)

Às vésperas da votação em plenário a representação que sugere a perda de seu mandato por suposta quebra de decoro parlamentar, marcada para esta quarta-feira (30/11), o deputado José Dirceu (PT-SP) recebeu mais uma manifestação de apoio. Cerca de 100 juristas e advogados assinam documento (veja íntegra do texto no final desta matéria) em que defendem a democracia, “a complexidade de seus instrumentos de controle, respeitando os caminhos legítimos e recusando soluções que agridam o estado de direito”. A exemplo dos intelectuais e sindicalistas, que em ocasiões anteriores também divulgaram documento manifestando apoio ao ex-ministro, os advogados avaliam que o processo contra Dirceu é uma “acoberta o flagrante desrespeito aos princípios da presunção de inocência e da separação de poderes”. Nomes como o de Aldo Lins e Silva, Dalmo Dallari e Hélio Bicudo, que encabeçam a lista de assinaturas, conclama “a Câmara dos Deputados, seus órgãos e os demais Poderes, a defender o mandato do deputado José Dirceu, a reafirmar a crença na manutenção de nosso Estado Social e Democrático de Direito, observando suas regras e respeitando seus limites”.O documento estende a defesa ao Supremo tribunal Federal (STF), que julga os recursos de Dirceu, dizendo que “o exercício de pressão política sobre o Judiciário busca comprometer sua tarefa de limitar e controlar os demais poderes dentro de suas competências específicas”.Votação confirmadaO presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), confirmou para hoje a votação do processo contra José Dirceu, no plenário da Casa. Está marcada para hoje também a decisão da votação do recurso de Dirceu no Supremo Tribunal Federal (STF). A conclusão do julgamento do mandado de segurança impetrado pelo deputado petista no STF depende do posicionamento do ministro Sepúlveda Pertence. O voto dele deverá desempatar a votação do último dia 23, que terminou com cinco votos favoráveis e cinco contrários ao pedido. Na ocasião, Pertence não participou da sessão do Supremo, por problemas de doença.O gabinete do deputado José Dirceu anunciou que o parlamentar enviou comunicado e teve conversas com colegas parlamentares para tentar convencê-los de seus argumentos, de que não há provas de que tenha participado de esquema de corrupção envolvendo o PT e o governo. Para garantir a votação de Dirceu nesta quarta-feira, cumprindo a norma regimental de contar prazo de duas sessões plenárias, Aldo realizou duas sessões ontem (29) e anunciou que a votação deverá acontecer em sessão extraordinária, no início da noite de hoje.Pertence, que participou na terça-feira de reunião da primeira turma do Supremo, não adiantou a posição sobre o recurso de Dirceu. Caso o ministro vote favorável ao recurso da defesa de Dirceu, parte do processo de cassação do mandato de deputado terá de ser refeito pela Câmara dos Deputados, o que poderia adiar a votação em plenário.O presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), esteve com o presidente do Supremo, ministro Nelson Jobim e, ao final do encontro, confirmou que hoje será conhecido o voto do ministro Sepúlveda Pertence a respeito do recurso de Dirceu contra o parecer do Conselho de Ética, que sugere a cassação do parlamentar. Medida preventivaO relator do processo de cassação de Dirceu no Conselho de Ética, Júlio Delgado (PSB-RJ), já preparou um relatório sem a parte referente ao depoimento da presidente do Banco Rural, Kátia Rabelo, que está sendo questionado pelo petista no STF. Delgado tomou a iniciativa como medida preventiva, caso o Supremo hoje decida pela nulidade dessa parte. Delgado disse que estudou novamente todo o processo no último fim de semana e que há outros pontos no relatório que sustentam o pedido de cassação do mandato de Dirceu.Ao sair da reunião de coordenação do PT, na manhã de ontem, na Câmara dos Deputados, Dirceu disse que o presidente da Câmara, Aldo Rebelo está "corretíssimo" ao marcar uma sessão extraordinária para hoje à noite para a votação do processo em plenário. Ele negou que o governo federal esteja trabalhando para que a votação seja adiada ou mesmo que o caso tenha um desfecho mais rápido. "O governo nunca se envolveu nisso, ao menos que eu saiba. E olha que sou o principal interessado", afirmou Dirceu.Golpes de bengalaAinda ontem, José Dirceu foi agredido com uma bengala ao sair do plenário da Câmara. O agressor é Yves Hublet, de 67 anos. Escritor de livros infantis e oficial da reserva reformado, ele mora em Brasília.De cabelos e barba branca, Hublet disse que não planejou nada. Apenas sentiu um ímpeto de revolta ao ver o ex-ministro da Casa Civil. Antes da agressão, ele chamou Dirceu de "Fristão", nome de um personagem do livro Dom Quixote. Liberado após duas horas de depoimento, já que não houve queixa registrada, Yves Hublet, fez apenas uma declaração. "Leiam dom Quixote de la Mancha", disse.Já o deputado José Dirceu afirmou ter sido, mais uma vez, vítima de agressão. "Não tenho palavras para descrever o que aconteceu, mas vou continuar minha luta porque nada me intimida nem me fará voltar atrás na determinação de provar a minha inocência. O episódio, porém, mostra o ambiente de hostilidade desnecessária que se criou na vida política brasileira. Quando se fala em surrar o presidente da República, quando se diz que o presidente é 'bandidão', se cria um caldo de cultura de que o País não precisa."De Brasília
Márcia Xavier
Confira abaixo a íntegra do manifesto dos juristas em apoio a José Dirceu:Carta de advogados e juristas
Em defesa do mandato de José Dirceu e da Constituição
"Pelo que fizeram, se hão de condenar muitos.
Pelo que não fizeram, todos!
A omissão é o pecado que se faz não fazendo."
(Padre Antônio Vieira)
O conceito de Estado de Direito, por certo, não é unívoco, mas, em nosso país, apresenta contornos suficientemente objetivos. A supremacia da Constituição, a separação dos poderes, a superioridade da lei e a garantia dos direitos individuais são os alicerces de sua materialização.Como bem acentua Norberto Bobbio, todos os mecanismos constitucionais que impedem ou obstaculizam o exercício arbitrário e ilegítimo do poder, e desencorajam o seu abuso ou o seu exercício ilegal, integram, em sentido forte, a noção de Estado de Direito.A desconstrução de quaisquer das referidas pedras de toque ameaça gravemente nossas Instituições, e o próprio regime democrático em que ganham corpo.Um olhar lúcido e independente sobre o processo de cassação do mandato parlamentar de José Dirceu, com suas injustificáveis ilações, faz-nos mergulhar na fragilidade dos mecanismos de contenção dos já conhecidos interesses de determinados grupos sociais na ordem constitucional vigente.O desrespeito ao devido processo legal o alça a mera formalidade, dando contornos ainda mais graves ao que ora se denuncia.Julgamentos, políticos ou não, devem atender a um conjunto ordenado de atos e fatos, cujos fins são juridicamente regulados.As peculiaridades do julgamento legislativo não descaracterizam os limites impostos para sua atuação, em respeito estrito à proteção da ordem democrática. Acreditar na democracia é acreditar na complexidade de seus instrumentos de controle, respeitando os caminhos legítimos e recusando soluções que agridam o estado de direito. A clara tentativa de controle político da opinião pública acoberta o flagrante desrespeito aos princípios da presunção de inocência e da separação de poderes. O exercício de pressão política sobre o Judiciário busca comprometer sua tarefa de limitar e controlar os demais poderes dentro de suas competências específicas.E contra isso gritamos.
Falaremos sempre, mesmo quando o falar representar um perigo.
E nunca nos calaremos quando o calar representar um crime.Conclamamos, pois, a Câmara dos Deputados, seus órgãos e os demais Poderes, a defender o mandato do deputado José Dirceu, a reafirmar a crença na manutenção de nosso Estado Social e Democrático de Direito, observando suas regras e respeitando seus limites.
ALDO LINS E SILVA
DALMO DE ABREU DALLARI
HELIO PEREIRA BICUDO
JORGE DE SERPA
ADHEMAR GIANINI
ADILSON JOSÉ BARBOSA
ADOLFO ROSÁRIO DE CARVALHO
ADRIANA ANCONA DE FARIA
ADROALDO ALMEIDA
ALAN EMANUEL CAVALCANTE TRAJANO
ALBERTINO SOUZA OLIVA
ALBERTO MOREIRA RODRIGUES
ALICE MIEKO YAMAGUCHI
ANA LUCIA RIBEIRO MARQUES
ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO
ANTONIO ESCOSTEGUY CASTRO
ATON FON FILHO
CAMILA GIURNO
CARLA MARIA NICOLINI
CARLOS FREDERICO BENTIVEGNA
CARLOS GUEDES DO AMARAL JUNIOR
CARLOS HENRIQUE DE PONTES VIEIRA
CELSO MARTINS FONTANA
CLAUDIA TRINDADE
CLAUDISMAR ZUPIROLI
CRISTIANA CARVALHO MENDES DE OLIVEIRA CASTRO
DALVA OLIVEIRA
DANILO DE CAMARGO
DARCIO PAUPÉRIO SÉRIO
DOUGLAS GERSON BRAGA
EGIDIO SALLES FILHO
ELKE GOMES VELOSO
ELMANO DE FREITAS DA COSTA
ERLI CAMARGO
FÁBIO FERNANDES GERIBELLO
FLÁVIA CRISTINA DE ARAÚJO LOPES
FRANCISCA MARTIR DA SILVA
FRANCISCO JOSÉ CALHEIROS RIBEIRO FERREIRA
GERALDO RINALDI
HELIO FREITAS DE CARVALHO SILVEIRA
IMAR EDUARDO RODRIGUES
IVANI MARTINS FERREIRA GIULIANI
JEAN KEIJI UEMA
JOHN RÖHE GIANINI
JORGE SANTOS BUCHABQUI
JOSÉ ANTONIO DIAS TOFFOLI
JOSÉ EDUARDO MARTINS CARDOSO
JOSÉ RUBENS DA SILVA
JUAREZ SOARES CALDAS
JUCIMARA GARCIA MORAIS
JULIANA WERNEK DE CAMARGO
JULIO CESAR MACEDO AMORIM
LAFAIETE LUIZ DO NASCIMENTO
LILIAN RIBEIRO
LUIS FERNANDO MASSONETO
LUIZ CARLOS SIGMARINGA SEIXAS
LUIZ EDUARDO GREENHALGH
LUIZ JOSÉ BUENO DE AGUIAR
LUIZ TARCISIO TEIXEIRA FERREIRA
MARCIA JAIME
MARCIO LUIZ SILVA
MARCO AURELIO DE CARVALHO
MARCO AURÉLIO FERREIRA
MARCUS MENEZES BARBERINO MENDES
MARIA DAS DORES NASCIMENTO
MARIA LUIZA FLORES BIERREMBACH
MARIA LUIZA Q. TONELLI
MARICY VALLETTA
MOACYR NUNES DE BARROS
NILZA FIUZA
PATRICK MARIANO GOMES
PAULO TEIXEIRA
PEDRO ESTEVAM SERRANO
PEDRO GROSSI MATIAS
RENATO AFONSO GONÇALVES
RONALDO MARQUES DOS SANTOS
SARA MERCES
SERGIO RABELLO TAMM RENAULT
SIBELIUS JACINO
SOLANGE ROGELIA LUCHINI
SÔNIA MARIA RABELLO DOXSEY
SONIA RÁO
SONIA REGINA CESAR PAZ
STELLA BRUNA SANTO
SUZANA ANGELICA PAIM FIGUEIREDO
TARSO GENRO
TEREZINHA DE JESUS AMORIM
VICTOR CARLOS CASABONA
WALTER DO AMARAL

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O IMPRENSAMENTO-DEGOLA do
Deputado José Dirceu: 1964-2005

Muito diferente do que pensa Júlio Delgado, PSB-MG (guardem esse nome, para não reelegê-lo nunca mais!), as coisas ainda não estão decididas, para o julgamento de amanhã. Estamos no jogo.
Amanhã, o futuro da democracia brasileira estará nas mãos dos nossos deputados federais e é verdade, sim, que tudo poderá acontecer: ou se repetirão os vergonhosos tribunais de exceção, do tempo da ditadura, ou o Brasil começará a andar adiante.
Felizmente, a prova de que se joga amanhã muito mais do que, apenas, uma cartada eleitoral para 2006, apareceu hoje, felizmente ... nos jornais! Apareceu, portanto, a tempo. Acorda, Brasil!
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No UOL, Lucia-Hippólito – sobre a qual pesam denúncias graves de que esteja incluída na folha de pagamento do gabinete dos ACMs –, publica desejos e faz votos de Rainha Louca: “Cortem a cabeça do Dirceu” (em
http://noticias.uol.com.br/uolnews/brasil/entrevistas/2005/11/29/ult2614u337.jhtm ).
Na Folha de S.Paulo, Clóvis Rossi escreve, feito maluco, “Por mim, jogaria para o tal de povo decidir, por exemplo, o destino de José Dirceu.” (em
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2911200504.htm)
E, no mesmo dia... o mesmo General Meira Mattos (o mesmo! Aquele! O de 1964!), reaparece na Folha de S.Paulo! E faz firulas: “A crise política que abala o Brasil, projetando um quadro de incompetência administrativa e epidêmica corrupção, vem produzindo um sentimento generalizado de descrença no destino do país” (em
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2911200510.htm)
O famigerado Meira Mattos
É possível que poucos lembrem, hoje, desse famigerado General Meira Mattos, apresentado pela Folha de S.Paulo, em rodapé, em 2005, como: “Carlos de Meira Mattos, 92, general reformado do Exército e doutor em ciência política, é veterano da Segunda Guerra Mundial e conselheiro da Escola Superior de Guerra.”
É pouco rodapé, em 2005, para um golpista tão completo, de 1964. Meira Mattos é um dos últimos generais-brucutus ainda vivos. E não me interessa, agora, o motivo pelo qual o General Meira Matos, ponha-se a fazer firulas, no jornal, em 2005, aos 92 anos e sem tropa. Isso fica para outro dia.
O que me interessa hoje é ver e mostrar aí, explícito – no movimento de abrir páginas de jornal a esse general-brucutu de 64 –, o jornalismo marrom, escandaloso, golpista, antidemocrático, fascista, atrasista, horrendo, que pratica, em 2005, a Folha de S.Paulo.
Esse anti-jornalismo é que se chama, em 2005, “o imprensamento-degola do Deputado José Dirceu”, nos grandes jornais-empresas brasileiros, mas, sobretudo, na imprensa-empresa paulista. Esse imprensamento-degola de deputados federais democráticos tem história, no Brasil.
Ninguém pode supor que a Folha de S.Paulo ofereça ‘por acaso’ as suas páginas a esse execrável General Meira Mattos, e que as ofereça hoje, exatamente na véspera do julgamento do Deputado José Dirceu.
Ninguém pode ter dúvidas que o General Meira Mattos conhece José Dirceu, há muitos anos. Esse General Meira Mattos já prendeu-matou-e-arrebentou Dirceu, pessoalmente, pode-se dizer, em 1964.
Esse General Meira Mattos já prendeu-matou-e-arrebentou MUITOS deputados federais brasileiros.
Meira Mattos é, hoje, uma espécie de múmia, igualzinha àquela que Bolsonaro levou ao Plenário da Câmara de Deputados, para intimidar Dirceu (e a múmia saiu escorraçada, de lá) e, depois, à CPMI, para intimidar Genoíno (e a múmia foi posta pra correr, fácil, fácil, com dois gritos democráticos bem dados, pelo Senador Amir Lando – e pela televisão).
Hoje, ao oferecer suas páginas para esse General Meira Mattos, foi a vez de a Folha de S.Paulo dar uma de Bolsonaro, exatamente na véspera do julgamento de Dirceu.
É completamente inadmissível. A Folha de S.Paulo perdeu, completamente, o que tivesse de dignidade profissional ou jornalística. A Folha de S.Paulo perdeu completamente a vergonha.
A história narrada pela Academia Militar da Agulhas Negras conta, sobre esse General Meira Mattos e seus golpismos de general brucutu, no dia 31/4/1964, o seguinte:
“Dia 31/4/1964, o Coronel Carlos de Meira Mattos, comandante do 16º Batalhão de Caçadores, de Cuiabá, tão logo tomou conhecimento da eclosão do movimento em Minas Gerais, ainda no dia 31 de março, deslocou sua tropa por rodovia e via aérea, em caminhões e aeronaves comerciais requisitadas, com destino a Goiânia e Brasília. Após conseguir a adesão do 10º Batalhão de Caçadores, de Goiânia, e da Polícia Militar de Goiás, rumou para Brasília, ocupando a capital da República e assumindo o comando geral de toda a tropa lá aquartelada.
Às 22 horas de 1º de abril, João Goulart deixava a capital rumo a Porto Alegre.
Às 3:35 horas do dia 2, o Congresso, sob a presidência de Auro de Moura Andrade, votava o impedimento de João Goulart. Tropas do IV Exército (atual Comando Militar do Nordeste) prenderam o governador Miguel Arraes em Pernambuco. A "República Socialista" falhara integralmente, ocorrendo a fuga e prisões de "líderes" comunistas.” (Em
http://cadete.aman.ensino.eb.br/histgeo/HistMildoBrasil/Rev64/5O31Mar.htm)
Meira Matos, portanto, já foi um dos carrascos de Zé Dirceu e do sonho democrático de toda uma geração de brasileiros como Dirceu e como EU.
A Folha de S.Paulo, em 2005, quer ser o segundo carrasco de Zé Dirceu, 40 anos depois. No pasarán! Lula já é presidente. Aldo Rebelo já é presidente. José Dirceu já teve 600 mil votos e é deputado federal brasileiro!
Dirceu resiste e, com ele, resiste todo o Brasil civilizado e democrático. E o jogo continua a ser jogado. Meira Mattos está quase derrotado.
Coragem, Deputado José Dirceu! Falta, agora, bem pouco! Viva o Brasil.

[assina] Caia Fittipaldi. 29/11/2005
Para vários destinatários. Para todos os deputados federais, pela página da Câmara de Deputados, sob protocolo n.

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>> os mortos de Eldorado de Carajás

Ana Júlia: Relatório da CPMI da Terra é "uma ode à violência"

A senadora Ana Júlia Carepa (PT-PA) fez nesta terça-feira (29) um veemente protesto contra a aprovação do relatório alternativo do deputado ruralista Abelardo Lupion (PFL-PR) como texto final da CPMI da Terra. A parlamentar chegou a rasgar o relatório no corredor da Ala Nilo Coelho, no Senado. Emocionada, disse que o documento é um desrespeito à memória dos cerca de 1,5 mil trabalhadores rurais assassinados nos últimos 20 anos. "Sou senadora de um Estado campeão em morte por violência no campo e não poderia ser cúmplice desses assassinatos votando no relatório alternativo do deputado Lupion, que resume a situação do Pará em 19 linhas. Esse documento é uma ode à violência", acusou Ana Júlia.Ela ainda tentou negociar com os parlamentares da Comissão a retirada de algumas partes do relatório inicial, do deputado João Alfredo (Psol-CE). "Eles não concordaram em negociar ou mesmo discutir a retirada de itens do relatório. A bancada ruralista queria deliberadamente rejeitar o relatório para aprovar outro, criminalizando o MST", disse.

Mais tarde, porém, alguns itens acabaram retirados, como o que pedia o indiciamento de cinco coordenadores nacionais do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra): João Pedro Stédile, João Paulo Rodrigues, José Rainha, Jaime Amorim e Gilmar Mauro.

Também foi retirado o ponto que pedia ao TCU (Tribunal de Contas da União) a suspensão do repasse de recursos para Anca, Concrab e Iterra (Instituto Técnico de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária) – organizações que se apresentam como entidades parceiras dos sem-terra.Criminalização
No texto aprovado, Abelardo Lupion sugere a aprovação de um projeto de lei que transforma em crime hediondo o saque ou invasão de propriedade privada. Também pede o enquadramento de ocupação de terra como ato terrorista.

O parecer alternativo de Lupion – aprovado por 12 votos a 1 – desconsiderou completamente o relatório original, de autoria do deputado João Alfredo (Psol-CE) – este rejeitado por 13 votos a 8.

Para elaborar suas conclusões, João Alfredo ouviu 125 depoimentos e analisou 75 mil páginas de documentos sobre a estrutura fundiária brasileira, os processos de reforma agrária e urbana, os movimentos sociais de trabalhadores e os movimentos de proprietários de terras.

Alfredo também fez duras críticas ao relatório aprovado pelos ruralistas. "Esse documento impede qualquer forma de reforma agrária no Brasil. Se depender do Congresso, não haverá reforma agrária. A maior parte dos parlamentares defende a manutenção dos privilégios no campo. Eles querem garantir que mais de 50% das terras continuem concentradas nas mãos de apenas 1% da população", afirmou o deputado. Entre as falhas apontadas por ele no relatório de Lupion, está a recomendação de que o Banco da Terra seja mais utilizado para financiar a compra de propriedades pelos trabalhadores rurais.

"Ele acha que reforma agrária se resolve com a compra de terra. Isso é tão absurdo que basta observar os modelos de reforma agrária dos países mais capitalistas para verificar que esse não é o caminho", disse João Alfredo.Novas frentes
O parlamentar cearense afirmou que vai apresentar seu relatório - rejeitado pela CPMI - aos presidentes da Câmara, do Senado, do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça e ao procurador-geral da República. João Alfredo também pretende editar o documento e transformá-lo em uma peça de "luta pela reforma agrária". O deputado é contra a "criminalização" dos movimentos de trabalhadores rurais. De acordo com ele, os relatórios do Tribunal de Contas da União que apontam irregularidades em contratos do governo com entidade parceiras do MST ainda são preliminares e não poderiam ter sido usados para, no relatório alternativo, pedir o indiciamento das organizações. No relatório, João Alfredo pedia o indiciamento do presidente da UDR (União Democrática Ruralista), Luiz Antônio Nabhan Garcia, e o cancelamento do registro da organização como pessoa jurídica.

Segundo o deputado, imagens divulgadas pelo Jornal Nacional, da TV Globo, em 2 de julho de 2003, mostram que a UDR prepara homens para proteger a propriedade privada por meio da violência. Na reportagem, 15 supostos seguranças de proprietários de terras aparecem em treinamento de tiro com armas de uso militar restrito.

As informações são da Agência Brasil.

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MST divulga nota de repúdio ao relatório final da CPI da Terra

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou ontem (29) nota à impensa na qual repudia o relatório final aprovado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Terra. O documento propõe o indiciamento de três dirigentes de organizações parceiras do MST por repasse irregular de verbas para o movimento e pede que as organizações sejam responsabilizadas por danos causados pelas ocupações de terras ao patrimônio público, privado e ambiental. "A bancada ruralista tem como único objetivo criminalizar os movimentos socias do campo e deslegitimar as atividades de diversas entidades que lutam pela reforma agrária no Brasil", acusa o MST, na nota. "A parcialidade da CPMI se expressa na análise que faz dos repasses de recursos públicos às diversas entidades. As três entidade apoiadoras da reforma agrária receberam em dez anos 4% do que receberam as entidades patronais, defendidas pela bancada ruralista. As patronais somam R$ 1,5 bilhão", acrescenta.Na nota, o MST ainda ressalta a necessidade de uma reforma agrária "massiva e de qualidade", com o cumprimento das metas do 2° Plano Nacional de Reforma Agrária, firmado pelo governo federal.

Agência Brasil

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O uso do cachimbo entorta a boca...

Bancada do PT solidariza-se com Dirceu contra agressão física

O líder do PT na Câmara, Henrique Fontana (RS), divulgou na noite desta terça-feira, em nome da bancada, uma nota em solidariedade ao deputado José Dirceu (PT-SP), agredido por um
oficial da reserva da Aeronáutica ao sair do plenário da Casa. A seguir, a integra da nota:
“A Bancada do PT recebeu com indignação a covarde agressão cometida hoje contra o deputado José Dirceu dentro das dependências da Câmara e manifesta total solidariedade ao companheiro.
Ao mesmo tempo, a Bancada solicita ao presidente Aldo Rebelo empenho para que o episódio seja investigado rigorosamente e todas as medidas cabíveis sejam tomadas a fim de que fatos deploráveis como este não se repitam contra qualquer parlamentar.
Deputado Henrique Fontana
Líder da Bancada do PT na Câmara dos Deputados”

Agência Informes (www.informes.org.br)

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CURTAS E BOAS

Ombudsman da Bolha de São Paulo – crítica interna – Marcelo BerabaNão há justificativa jornalística para a Folha ignorar na primeira página o estudo da FGV que, a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE divulgada sexta-feira, conclui que a pobreza caiu 8% em 2004, conforme título interno do próprio jornal. Como os concorrentes trataram o assunto na edição de hoje: "2,6 milhões de brasileiros saem da miséria" ("Estado") e "FGV: queda da desigualdade reduziu miséria" ("Globo").Escândalo do "mensalão"O noticiário continua no terreno da fé (comentário: o ombudsman quer dizer MÁ-FÉ). "A Polícia Civil acredita ter encontrado duas testemunhas que podem ser o elo para elucidar o suposto 'caminho da propina' na administração do ministro Antonio Palocci na Prefeitura de Ribeirão Preto" ("Polícia ouve 'entregadores' de propina", pág. A6). Na versão da Edição Nacional, há mais: "Os policiais suspeitam que as entregas [de propina] foram feitas principalmente ao ex-secretário da Fazenda Ralf Barquete (...) mas não descartam entregas ao próprio Palocci".Discussão (ESSA É MUITO BOA!!!!)O "Estado" revela uma discussão importante que estaria ocorrendo entre procuradores da República: "Procurador quer abrir sigilo de jornalistas". É o nosso caso Judith Miller. (comentário: poderiam aproveitar também e abrir sigilo de alguns “cientistas políticos”).
FRASE
“Um partido sem jornal é como um exército sem armas” – jornal japonês Johji Shimbum, ao ser criado em 1875 – citado por Vito Giannotti, no jornal Brasil de Fato. Colaboração: Evaristo Almeida


Ganhador de olimpíada derruba mitos. Paulo Santos Ramos, aluno da 6ª série de uma escola de Brasília, foi o vencedor da 1ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas promovida pelos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia. Surdo, cego e portador de doença que atrofia membros do corpo, Paulo concorreu com 10 milhões de alunos de 31 mil escolas espalhadas por todo o país. Durante palestra feita para os professores que irão trabalhar nos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (Naah/S), que serão instalados pela Secretaria de Educação Especial (Seesp/MEC) em todo o país, a professora da Universidade de Brasília, Denise Fleith, destacou que o fato vai bater de frente com os inúmeros mitos que ainda cercam a educação de superdotados. Entre eles, o de que somente pessoas oriundas de classes mais favorecidas e sem necessidades especiais podem ter potencial de superdotação desenvolvido.
Leci Brandão elogia MEC na questão da diversidade.

Foi bastante prestigiada a abertura das comemorações da 3ª Semana da Consciência Negra no Ministério da Educação, nesta terça-feira, 29, no auditório do edifício-sede, em Brasília. O evento contou com a participação de cerca de 600 pessoas, dentre elas a sambista Leci Brandão e muitos convidados. Para Leci, a educação é a base e a solução das dificuldades na vida daqueles que vivem em desigualdade social. “Você, tendo educação, tem o saber. E o saber morre com você. Nós não podemos deixar de reconhecer que pelo menos o MEC está cumprindo o seu papel quando põe a questão da diversidade na educação e faz a implantação da
Lei 10.639, para recuperar a diáspora africana”. A lei determina o ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana.

MP autoriza o MinC e instituições vinculadas a realizarem Concurso Público. Na quarta-feira, dia 23 de novembro, foi publicada no Diário Oficial da União a Portaria nº 330, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que autoriza a realização de concurso público para o provimento de cargos no Ministério da Cultura e em três de suas instituições vinculadas. Desde a sua criação, em 1985, o Ministério da Cultura nunca realizou concurso público, apenas algumas de suas instituições vinculadas, fundações e autarquias, que realizaram concursos somente até a década de 90. A situação começou a melhorar neste ano, quando o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional pôde preencher cargos vagos e a Agência Nacional de Cinema (Ancine) conseguiram autorização para realizar concursos. "Quando assumimos o Ministério, já existia um estudo elaborado pela gestão anterior que apontava uma defasagem de 25% em nosso quadro de pessoal", explica o secretário-executivo do MinC, Juca Ferreira. "Podemos dizer que hoje vivemos uma situação de extrema sobrecarga que compromete a execução de nossas atividades e a qualidade dos nossos serviços, principalmente se considerarmos o fato de que o ministro Gilberto Gil ampliou consideravelmente as responsabilidades e ações do MinC", afirma Ferreira.
Saúde da Família De janeiro a agosto deste ano, o número de equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) aumentou 10,68% em relação a todo o ano de 2004, passando de 21.232 equipes para 23.499. No mesmo período, os investimentos destinados ao PSF foram de R$ 1,6 bilhão.
Ação já contra o Diabetes Nos próximos dias 29 e 30 de novembro, o Ministério da Saúde realiza a oficina de trabalho "Promovendo Conscientização sobre Diabetes no Brasil". O evento faz parte de uma grande mobilização mundial chamada Ação Já Contra o Diabetes.

- Avanço do Bolsa Família reduzirá ainda mais a pobreza e a desigualdade. Os números do Centro de Políticas Sociais da FGV (Fundação Getúlio Vargas) ainda não foram totalmente processados, sobretudo no que diz respeito às políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família. A avaliação é do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias. Para ele, quando o estudo estiver concluído, os indicadores sociais serão ainda mais positivos do ponto de vista da redução da pobreza e das desigualdades sociais do país.
-Inclusão de creches no Fundeb é vitória da sociedade, afirma Luci Choinacki. A deputada federal Luci Choinacki (PT-SC) comemorou o anúncio do ministro Antônio Palocci da inclusão das creches (zero a três anos) no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica. O ministro garantiu a destinação de R$ 200 milhões para o ano que vem e os recursos serão crescentes ao longo dos próximos quatro anos. Inicialmente, não constavam no fundo os recursos para as creches, mas após as mobilizações nos municípios e Estados em audiências públicas, manifestações, passeatas e abaixo-assinados, o governo federal reconheceu a importância do tema. No Brasil, segundo o IBGE, das 13 milhões de crianças de zero a três anos, 11% são atendidas em creches. Destas, somente 6% são em vagas públicas. “Tivemos uma grande vitória graças à mobilização social feita em todo o país. Foi o tamanho e a força do povo que sensibilizou o governo dessa necessidade”, afirma Luci. Apesar de a educação infantil ser de responsabilidade constitucional dos municípios, esta é a primeira vez que o governo federal se compromete com destinação de verbas para a área.
- Fiscalização retirou 3.365 trabalhadores de condições análogas à escravidão em 2005. De janeiro a outubro deste ano, a Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego já fiscalizou 310.169 empresas em todo o país. De acordo com o balanço da área, 22.836.510 mil trabalhadores foram alcançados pelas ações realizadas pelos auditores fiscais. Mais de 26 mil trabalhadores aprendizes foram contratados sob ação fiscal. Ao todo, foram autuadas por irregularidades trabalhistas 49.160 empresas e lavrados 87.907 autos de infração. O Grupo Especial de Fiscalização Móvel e as Delegacias Regionais do Trabalho realizaram até outubro deste ano 60 operações, alcançando 129 fazendas. Foram libertados 3.365 trabalhadores que estavam sendo mantidos em condições análogas à escravidão. Esses trabalhadores receberam um total de R$ 6.447.742,00 em indenizações trabalhistas. O Grupo Móvel é coordenado por auditores do trabalho, com apoio dos policiais federais e procuradores do Ministério Público do Trabalho, atuando em todo o território nacional.
- UNE inaugura Ponto de Cultura em Curitiba. A União Nacional dos Estudantes inaugura na próxima sexta-feira (2) o seu Ponto de Cultura em Curitiba, que tem parceria do Ministério da Cultura. A iniciativa integra o projeto do Circuito Universitário de Cultura e Arte, o CUCA da UNE. O lançamento – com debates, shows, mostras fotográficas e apresentações teatrais – será no Casarão da UPE, conhecido como Palácio dos Estudantes, localizado no centro histórico da cidade. O diretor de cultura da UNE, Tiago Alves, e artistas locais convidados vão participar da programação de abertura. “O lançamento marca um momento emblemático na retomada do trabalho cultural da entidade, revivendo um pouco do que foi o Centro de Cultura Popular (CPC) da UNE na década de 1960. É um passo decisivo de um processo que vem sendo construído há alguns anos”, avalia Tiago, que convida os estudantes interessados a participarem das reuniões abertas da coordenação, todas as terças-feiras, às 18h, no próprio Casarão.
- Minc destina R$ 1,6 milhão para projetos que valorizam culturas populares. Contemplando todas as regiões brasileiras, o Ministério da Cultura selecionou 46 projetos para receberem apoio financeiro, ainda este ano, através do concurso Fomento às Expressões das Culturas Populares. Para atender as entidades com projetos aprovados, o Ministério da Cultura destinará recursos da ordem de R$ 1.627.693,55. O Edital visa apoiar iniciativas no segmento das culturas populares que valorizem a diversidade cultural; favoreçam as condições de reprodução, continuidade e florescimento dessas expressões; e que promovam o conhecimento e o reconhecimento da importância de seus agentes e dessas diferentes expressões no Brasil. Dentre os já contemplados, quatro são da região Norte, 18 do Nordeste, seis do Centro-Oeste, 14 do Sudeste e quatro do Sul.
Ceará ganha mais um estádio de futebol. O Ministro do Esporte lançou na manhã do dia 26/11 a pedra fundamental para a construção de um estádio de futebol no município de Maracanaú (CE), cidade que faz divisa com Fortaleza. Trinta e oito escolas do município ganharam material esportivo do programa Pintando a Liberdade, também do Ministério do Esporte. Ao todo foram mil e sessenta e oito bolas e uma bandeira do Brasil para cada escola. O material foi fabricado por 120 detentos da PIRC – Penitenciária Industrial e Regional do Cariri. Eles devem fabricar, este ano, 25 mil bolas que serão utilizadas pelo programa Segundo Tempo e distribuídas em várias escolas do país.

Julio Cesar

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Terça-feira, Novembro 29, 2005




CARTA PARA O COMPANHEIRO
JOSÉ DIRCEU

Companheiro Dirceu,

não importa o que aconteça amanhã, um homem é a sua história, e nenhum deles pode cassar você da história do Brasil, a história de um patriota, de um guerreiro da democracia e das lutas do povo brasileiro. O seu nome, já é um nome que significa luta, honra e lealdade.

E os outros? Esses que conspiram novamente contra o Brasil e seu povo? O que serão amanhã? Nada!!! O mesmo que são hoje os conspiradores de ontem, nomes malditos da nossa história, que todos nós vamos fazer questão de anotar para o futuro.

Fique firme e em paz companheiro, a sua luta é a nossa luta, você tem a minha mais completa solidariedade.

Adauto Melo
Grupo Beatrice
http://grupobeatrice.blogspot.com/

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Car@s companheir@s,
Com a proximidade do meu julgamento pelo plenário da Câmara, houve um aumento substancial da quantidade de mensagens diárias recebidas por esta caixa postal. A sobrecarga tem provocado eventuais excessos no limite de armazenamento de mensagens. Podendo causar extravios.
Por causa disso, criamos um novo endereço eletrônico, para que as mensagens sejam enviadas com cópia e tenhamos a certeza de receber todas as manifestações de apoio e solidariedade, mantendo nosso vínculo nessa rede de resistência virtual.
O novo endereço é
dep.josedirceu@uol.com.br.
Um abraço forte do
José Dirceu.

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Na parte de dentro dos jornais tucanos

Petrobras receberá US$ 1,3 bi do BNDES para plataformas

Estatal deve investir um total de US$ 3,4 bilhões até 2008O BNDES assina, na segunda-feira, contrato com a Petrobras para financiar, com US$ 402 milhões, o projeto de construção da plataforma P-51, prevista para entrar em produção no fim 2007, início de 2008. A unidade, cujo casco está em construção na Nuclep, em Itaguaí (RJ), faz parte de um "pacote" de quatro novas plataformas que exigirá investimentos totais de US$ 3,4 bilhões, pela Petrobras, dos quais US$ 1,3 bilhão financiados pelo BNDES.As quatro unidades - P-51, P-52, P-53 e P-54 - além da P-50, inaugurada dia 23 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vão acrescentar 900 mil barris/dia (180 mil cada) à capacidade de produção da Petrobras até 2008. Mas como a produção de petróleo não cresce linearmente, a estimativa da estatal é que sua produção no Brasil chegue a 2,1 milhões de barris/dia em 2008 em relação aos atuais 1,7 milhão de barris/dia (1,723 na média de outubro).Na realidade, somados todos os projetos em andamento, somente do mar a Petrobras estará retirando, até 2008, mais 1,28 milhão de barris por dia de óleo. Além das seis plataformas gigantes, outras cinco menores produzirão mais 380 mil barris/dia. Ao mesmo tempo, somente em campos maduros, sujeitos a saírem de produção, a estatal produz hoje 500 mil barris/dia, metade em terra e metade no mar.Caberá aos presidentes do BNDES, Guido Mantega, e da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, assinarem, dia 5, o contrato de financiamento da P-51. Nos últimos dias as obras da plataforma, em Itaguaí, foram paralisadas por uma greve dos metalúrgicos que trabalham na construção e montagem do casco, o que poderia atrasar o prazo de entrega da unidade.O financiamento para a P-51 e para a P-54 já havia sido aprovado em maio deste ano. Existe a expectativa de que o empréstimo do banco para a P-54, da ordem de US$ 214 milhões, seja assinado em janeiro ou fevereiro de 2006. Outro financiamento de US$ 378 milhões, concedido pelo BNDES para P-52, já foi contratado e, de janeiro até outubro, o banco liberou US$ 165 milhões para o projeto.Tanto a P-52 quanto a P-54 estão em construção em Cingapura. A quarta plataforma, a P-53, está em fase de enquadramento pelo BNDES e a previsão é assinar o contrato de financiamento em meados de 2006. O banco deverá financiar a plataforma com US$ 280 milhões."O papel do BNDES é maximizar a produção de componentes brasileiros usados nas plataformas", diz Luiz Antonio Araujo Dantas, superintendente da área de comércio exterior do banco.Ele explicou que o financiamento às plataformas é considerado exportação dentro do regime aduaneiro especial Repetro. Por este regime, a Petrobras Nederland, subsidiária da estatal na Holanda, é quem compra as plataformas arrendado-as à Petrobras, no Brasil.No caso da P-53, a estrutura de financiamento é diferente. Criou-se uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), a ser financiada por um "pool" de bancos, que fará um contrato de leasing da plataforma com a Petrobras. Luciene Machado, da área de comércio exterior do BNDES, diz que a P-51 e a P-52 deverão ter um índice global de nacionalização, incluindo bens e serviços, de 60%. O apoio do banco se concentra, em bens e serviços, aos módulos que integram o chamado "topside" da plataforma."O esforço de nacionalização é possível porque a Petrobras tem compartilhado desse objetivo comum", diz Luciene. Ela prevê que na P-54 o índice de nacionalização global atinja 65%, percentual que será mantido para a P-53. Ela reconheceu, no entanto, que a médio prazo será difícil manter estes índices porque a indústria que fornece bens e serviços para o setor estará ocupada em 2006, quando a Petrobras deve lançar editais para mais duas plataformas. (Fonte: Valor Online)

BNDES aprova R$ 800 milhões para gasodutos na Amazônia

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento à Transportadora Urucu Manaus S/A, no valor de R$ 800 milhões e prazo de até 12 meses, a título de antecipação de um empréstimo de longo prazo, destinado à construção de um gasoduto para transportar até Manaus o gás natural produzido na província petrolífera de Urucu, além de outro duto para gás liquefeito de petróleo (GLP, o gás de cozinha), conectando Urucu ao terminal do Rio Solimões, no município de Coari (AM).A Transportadora Urucu Manaus S/A é uma sociedade de propósito específico (SPE) criada para instalar os gasodutos, visando monetizar as reservas de gás natural da Petrobras na Bacia do Solimões. Há estimativa de abertura de mais de 36 mil empregos - 9 mil diretos e 27 mil indiretos - durante a fase de construção dos empreendimentos, que demandarão recursos totais de R$ 1,44 bilhão.O trecho do gasoduto entre Coari e Manaus terá 383 quilômetros, enquanto o duto para transportar o GLP de Urucu até o Terminal do Rio Solimões, em Coari, será construído com 279 quilômetros.A instalação do gasoduto irá permitir que o gás natural produzido em Urucu, hoje reinjetado e queimado, chegue a Manaus e seja distribuído também a outros sete municípios ao longo de seu traçado - Coari, Codajás, Anamã, Anori, Caapiranga, Iranduba e Manacapuru.Outro importante avanço possibilitado por esse gasoduto será permitir a mudança da matriz energética de Manaus, por meio da conversão das termelétricas, que hoje utilizam diesel ou óleo combustível e passarão a consumir gás natural, que é mais adequado em termos ambientais e tem custo muito inferior.O projeto trará reflexos positivos para a balança comercial, ao possibilitar que o gás natural produzido na Amazônia substitua o consumo de óleo diesel, um derivado mais nobre, que ainda continua sendo parcialmente importado pela Petrobras.Localizada a 650 km a sudoeste de Manaus, a unidade da Bacia do Solimões é responsável pela produção média de cerca de 60 mil m³/dia de petróleo e de 9,5 milhões m³/dia de gás natural associado. O petróleo de Urucu, de alta qualidade, é o mais leve dos óleos processados nas refinarias do País. Essa característica possibilita a produção de derivados de alto valor agregado, como gasolina, nafta petroquímica, diesel e gás liquefeito de petróleo. (Fonte: JB Online)

Petrobras declara comercialidade de campo terrestre no ES

A Petrobras declarou a comercialidade de um novo campo de óleo pesado, na Bacia Terrestre do Espírito Santo. O campo, batizado de Inhambu, que em tupi-guarani significa um tipo de codorna (pássaro comum da região), apresenta óleo de aproximadamente 10º API. Está localizado no bloco exploratório BT-ES-12, no município de Jaguaré, no norte do estado, a cerca de 180 km de Vitória.Estudos realizados na área, associados às informações de produtividade dos reservatórios da formação Urucutuca, definiram a viabilidade econômica desta acumulação. A próxima etapa será a elaboração do Plano de Desenvolvimento, para definir a reserva de Inhambu. O novo campo está próximo à infra-estrutura de produção (estações, terminais, oleodutos e outras) já desenvolvidas pela Petrobras. (Fonte: JB Online)

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FGV aponta "queda espetacular no índice de pobreza"

A taxa de miséria no país atingiu em 2004 seu nível mais baixo desde 1992, segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio), apresentada na última sexta-feira (25/11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).O índice caiu 8% de 2003 para 2004, redução fortemente influenciada pela queda na distância entre os ricos e pobres no Brasil, registrada por três anos consecutivos. Somente em 2004, a desigualdade caiu duas vezes mais do que no ano anterior. A Pnad demonstra, a partir de avaliação do Centro de Políticas Sociais do IBGE, que a renda domiciliar per capita de todas as fontes (trabalho, aluguéis, programas sociais e outros componentes que integram o rendimento de uma família) teve aumento real.Primeira instituição a revelar o aumento da pobreza ocorrido em 2003, a FGV (Fundação Getúlio Vargas), com base na Pnad 2004, reafirma os avanços dos indicadores sociais relativos ao ano passado. "Houve uma queda espetacular no índice de pobreza em 2004, movida pelo aumento da ocupação, redução da desigualdade de renda do trabalho e pelo aumento de transferências focalizadas no Estado", afirma o economista Marcelo Néri, coordenador do Centro de Políticas Sociais.Néri também atribuiu a queda da pobreza ao crescimento econômico do país e listou fatores como estabilidade da inflação, reajuste do salário mínimo, recuperação do mercado de trabalho, aumento da geração de empregos formais e ainda o aumento da presença do Estado na economia. Ele disse também que o aumento da taxa de escolarização da população tem sido fundamental para a redução da desigualdade entre ricos e pobres."Há uma nova geração de programas sociais que está fazendo a sociedade brasileira enxergar que é preciso dar mais a quem tem menos. Entre os exemplos estão o programa Bolsa Família e o programa de aposentadoria rural. A cobertura destes dois programas alcança os bolsões de pobreza das zonas mais distantes dos grandes centros, reduzindo bastante a miséria no país."De acordo com o estudo da Fundação Getúlio Vargas, em 2004, 25,08% da população brasileira vivia abaixo da linha de pobreza, ou seja, ganhava menos de R$ 115 por mês. Em 2003, eram 27,26% dos brasileiros.Néri explicou que, na avaliação da FGV, o Brasil segue em ritmo compatível com o das Metas do Milênio, que busca reduzir a pobreza pela metade em 25 anos (de 1990 a 2015).Após o lançamento da pesquisa, adianta Néri, o Centro de Políticas Sociais da FGV disponibilizará um banco de dados em sua página na Internet (
www.fgv.br/ibre/cps)
Confirmação de expectativaSegundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, os dados confirmaram as estatísticas sobre a geração de empregos no governo do presidente Lula. Na cerimônia de abertura da 3ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador, neste final de semana em Brasília, ele destacou que a Pnad reafirma todos os números que o Caged tem demonstrado.A pesquisa revela que o mercado absorveu 2,7 milhões de novos trabalhadores em 2004 – um crescimento de 3,3% em relação ao ano anterior, quando a expansão foi de 1,2 milhão de pessoas. De acordo com o estudo, o nível de ocupação no ano passado superou todos os registrados de 1996 a 2003, embora ainda não tenha retornado ao patamar da primeira metade dos anos 90. A pesquisa também mostrou que em 2004 aumentou em 6,6% o número de empregados com carteira assinada; e o de trabalhadores por conta própria cresceu em 6%. No período, a indústria de transformação registrou o aumento mais expressivo, de 11,6% de empregados com carteira assinada.Distribuição de renda
Marinho afirmou que o resultado da Pnad-2004 indica o início de um processo de distribuição de renda no país. Segundo ele, o maior equilíbrio nas remunerações pode ser notado a partir dos dados do estudo, que mostram que os maiores salários baixaram, e os menores, aumentaram."Existe um processo de retomada da valorização real dos baixos salários. Se você se lembrar do preço do cimento, do arroz, do feijão e do gás em em janeiro de 2003, vamos chegar à conclusão de que os baixos salários tiveram, de fato, um ganho no poder de compra", disse. E destacou que o impulso dado ao crescimento dos menores salários ocorreu devido ao aumento do salário mínimo. Sobre a proposta do relator do Orçamento 2006, deputado Carlito Merss (PT-SC), de aumentar o salário mínimo para R$ 340, o ministro disse que esse seria "um ponto de partida muito interessante". O ministro ressaltou, no entanto, que uma política de valorização do salário mínimo em longo prazo é mais importante do que a discussão do valor. Segundo ele, em 2006 o governo deverá propor uma nova política de reajuste, com abrangência maior do que a de um mandato presidencial. "Nós pretendemos oferecer ao Congresso Nacional, até março ou abril, um Projeto de Lei estabelecendo essa política", afirmou.

Fonte: FGV

VERMELHO
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Editorial, Editorial do Portal Vermelho.

Oposição tenta tumultuar vida institucional do país

Quando o Supremo Tribunal Federal determinou ao Senado Federal a instalação da CPI dos Bingos, deferindo um recurso da oposição, os líderes do PSDB e PFL elogiaram a "independência e a sapiência" da mais alta Corte da justiça brasileira. Agora, quando esta mesma Corte pode suspender o processo de cassação do deputado federal José Dirceu, aqueles mesmo líderes tucanos e pefelistas que ontem bendiziam o Supremo, hoje o amaldiçoam. Prova de oportunismo maior não há!
Com deliberado intuito de tumultuar a vida institucional do país, a oposição aproveita esse episódio para tentar criar, artificialmente, um confronto entre o Congresso e o Poder Judiciário. É falso o argumento de que Supremo está ferindo as prerrogativas do Legislativo. É de sua responsabilidade preservar a todo e qualquer cidadão o direito de defesa. O Supremo não está se intrometendo nos assuntos de outro Poder, vai se pronunciar porque foi legitimamente provocado, assim como o fora no episódio da CPI dos Bingos.
A oposição atuou no decorrer dos trabalhos das CPIs sob a megalomania de estar acima de tudo e todos, inclusive do Estado de direito. Desrespeitou o princípio basilar do direito de defesa e açodada para condenar parlamentares da base do governo optou por "ritos sumários" à margem das normas do direito. No caso do deputado José Dirceu, a oposição assumiu, de público, tratar-se de um "julgamento político" no qual as provas são dispensáveis. Em outras palavras: puro arbítrio.
Mesmo que a matéria, o julgamento de Dirceu, esteja afeta à Câmara dos Deputados, o PSDB proclama que vai bloquear a votação do Orçamento Federal no Senado. Para a oposição pouco importa se os interesses da nação serão ou não prejudicados. Isso ficou nítido, também, na votação da Medida Provisória da Super-Receita. PSDB e PFL diziam abertamente que concordavam com o mérito, mas para prejudicar o governo rejeitaram a proposta no Senado. O que querem mesmo é paralisar o Congresso e governo.
Se agressividade política do PSDB e do PFL tem seus inegáveis efeitos destrutivos, por outro lado vai desnudando progressivamente a ganância da oposição de retornar, a qualquer custo, a qualquer preço, ao governo da República. Esta violência política tem seus efeitos, tem seus trunfos, mas provoca também indignação e repulsa na consciência democrática da nação.

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Capa do Manifesto

1847 - Dia do Manifesto encomendado

Reunião da Liga dos Comunistas, em Londres, confia a Marx e Engels a redação do Manifesto do Partido Comunista. A obra fundadora do socialismo científico será publicada em fevereiro de 1848 (a história não registra o dia).

Aconteceu em 29 de Novembro VERMELHO

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Marcha Nacional do Salário Mínimo leva trabalhadores a Brasília


Logotipo da CUT para a Marcha

No dia de hoje, trabalhadores de todos os Estados brasileiros realizam a 2ª Marcha a Brasília pela Valorização do Salário Mínimo. Também participam da manifestação, organizada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e pela CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais), a CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), a SDS (Social Democracia Sindical), a CAT (Central Autônoma dos Trabalhadores) e a CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil).Os manifestantes se concentram às 8h, na entrada da cidade de Candangolândia, às margens da estrada Parque Indústria e Abastecimento, de onde seguem até a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em um percurso de 14,5 km. A chegada à Esplanada está prevista para 15h.Bandeiras
Durante a marcha, as principais bandeiras que os trabalhadores vão defender são: um salário mínimo de R$ 400; o reajuste de 13% na tabela do Imposto de Renda e a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem diminuição de salário. A CUT também vai apresentar a proposta da taxação das grandes fortunas como alternativa para formar um fundo de valorização do salário mínimo, por meio da cobrança de 1,5%, em uma única vez, de quem possua patrimônio declarado superior a 8.000 salários mínimos (R$ 2,4 milhões).
Os manifestantes querem a adoção de políticas de valorização do salário e não apenas de recuperação do poder de compra. Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), o salário capaz de atender às necessidades vitais básicas (moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social) de uma família formada por um casal e dois filhos seria de R$ 1.468,24 (valor calculado em outubro de 2005).
Encontro com parlamentares
Às 17h, haverá uma audiência entre representantes das delegações e os ministros do Trabalho, Luiz Marinho; da Fazenda, Antônio Palocci; do Planejamento, Paulo Bernardo; e da Casa Civil, Dilma Roussef, quando a pauta de reivindicações será entregue. Após um ato político, marcado para as 19h na Esplanada, os manifestantes encerram a manifestação com um abraço ao Congresso Nacional, previsto para as 21h. No dia 30, em horário a ser confirmado, representantes das delegações entregam a pauta de reivindicações ao Congresso, durante audiências com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e com o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).Transmissão ao vivoA marcha será transmitida ao vivo, graças a uma parceria firmada pela CUT com a Agência Carta Maior O evento pode ser acompanhado on-line no Portal do Mundo do Trabalho desde a partida dos manifestantes de Candangolândia, até o começo encerramento das atividades, em frente ao Congresso Nacional. Para acompanhar a marcha, acesse o site
www.agenciacartamaior.com.br

Da redação, Érika Finati
VERMELHO

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Planejamento garante maior investimento da história das estatais

Num ano em que os investimentos do setor privado serão fracos, as estatais federais vão investir como nunca. Juntas, as 137 empresas sob controle do Estado devem aplicar R$ 41,695 bilhões em obras, modernização e aumento da capacidade de produção em 2006. O valor total, recorde histórico, será 15,8% superior ao executado este ano, que deve fechar com aplicações de R$ 36,011 bilhões.
Vislumbrando boas oportunidades de expansão, as empresas prometem pisar fundo no acelerador. “Os investimentos das estatais são extremamente importantes para o desenvolvimento do país, principalmente em áreas estratégicas, como a oferta de petróleo e energia”, afirma Eduardo Scaletsky, diretor do Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (Dest), do Ministério do Planejamento.
Sozinho, o grupo Petrobras, maior conglomerado do país, deve investir R$ 32,184 bilhões, o equivalente a 77% do total das companhias federais. Na visão do Ministério do Planejamento, a motivação básica da empresa é ganhar parcelas cada vez maiores de um mercado em expansão e, devido à escalada das cotações internacionais do óleo bruto, altamente rentável. O grupo vai investir R$ 8,089 bilhões nas atividades de exploração de petróleo e gás no exterior, em especial na América do Sul.
Planejamento
O outro motivo pelo qual as aplicações das empresas federais devem passar incólumes pelo mau momento dos investimentos no ano que vem é o planejamento. Os projetos são estruturados em médio e longo prazos, com expectativa de maturação em vários anos. Ou seja, os projetos a serem executados em 2006 já estavam previstos no plano estratégico das empresas e não devem ser revistos por questões conjunturais. Isso é especialmente verdade na área de energia elétrica, explorada pelo grupo Eletrobrás, que prevê investimentos de R$ 5,161 bilhões, o equivalente a 12,4% do total.
A composição dos recursos demonstra saúde financeira e pouca disposição para endividamento das estatais. Elas vão investir R$ 30,626 bilhões com capital próprio, tomando emprestado R$ 3,816 bilhões em operações de longo prazo. Dois terços das captações virão do exterior. O Tesouro Nacional deve entrar com aportes de R$ 325 milhões, principalmente para a modernização da Companhia Docas. Há outros R$ 6 bilhões de fontes de longo prazo, além de R$ 1,25 bilhão provenientes de aumento do patrimônio líquido.

VERMELHO
Com agências

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APESAR DELES,
O BRASIL MELHORA

Estudos da FGV mostram que a miséria no país é a menor desde 1992


A Fundação Getúlio Vargas (FGV) apresentou ontem um estudo que mostra os avanços dos indicadores sociais e a queda no índice de pobreza em 2004. A taxa de miséria no país atingiu, no ano passado, seu nível mais baixo desde 1992."Houve uma queda espetacular no índice de pobreza, movida pelo aumento da ocupação, redução da desigualdade de renda do trabalho e pelo aumento de transferências focalizadas do estado", afirmou o coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Néri.
O Estudo tem como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) apresentada na última sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esse é o primeiro estudo sobre a pobreza brasileira que utiliza os dados da pesquisa divulgada pelo IBGE. O levantamento do PNAD 2004 aponta indicadores que mostram evolução em educação, inclusão social e melhor distribuição de renda, além de aumento do nível de emprego.
O levantamento apresenta, por exemplo, o acréscimo de um milhão de novos estudantes de 2002 a 2004. A taxa de analfabetismo das pessoas acima de 15 anos caiu de 11,8%, em 2002, para 11,2%, em 2004. Também aumentou o número médio de anos de estudo em todas faixas de idade.
As comparações nos indicadores educacionais dos últimos cinco anos foram realizadas pelo IBGE e foi possível verificar que houve melhoria acentuada no nível de escolarização da crianças e adolescentes de cinco anos a 17 anos de idade entre 2003 e 2004.
Também verificou-se que, de 1999 até 2004, a parcela de crianças que não freqüentava a escola diminuiu de 29,0% para 18,2% no grupo de cinco anos e seis anos de idade; de 4,3% para 2,8% no de sete anos a 14 anos de idade; e de 21,5% para 17,8% no de 15 anos a 17 anos de idade.
Ainda nessa comparação, a taxa de analfabetismo das pessoas de 10 anos ou mais de idade caiu de 12,3%, em 1999 para 10,4%, em 2004. Na faixa etária de 10 a 14 anos de idade, onde se espera que a criança esteja pelo menos alfabetizada, a taxa de analfabetismo baixou de 5,5%, em 1999, para 3,6%, em 2004.
A pesquisa também aponta melhoria nas condições de vida, com aumento do acesso aos serviços de telecomunicações. O levantamento aponta como destaque o aumento do número de domicílios com telefone fixo e celulares (61,7% para 66,1%), microcomputador (14,2% a 16,6%) e acesso à Internet (10,3 a 12,4%), de 2002 a 2004.
Segundo o deputado Jorge Bittar (PT-RJ) esses elementos revelam "a consistência de uma realidade que está emergindo com base em responsabilidade e seriedade de iniciativas, tanto na orientação da política econômica como nas políticas sociais", disse.
Desigualdade - A pesquisa da PNAD revela ainda que a desigualdade de renda diminuiu nas regiões Norte (área urbana), Sudeste e Sul. No Centro-Oeste e no Nordeste, caiu em relação a 2002, mas se manteve estável em relação a 2003.
A participação na renda dos 50% mais pobres cresceu entre 2002 a 2004: passou de 14,4% da renda para 15,2% da renda total. Já os 5% mais ricos da população, por sua vez, tiveram redução de 33,8% para 32,5% da renda total, entre 2002 e 2004.
Ocupação - O levantamento também mostra que aumentou o número de ocupados em 3,8 milhões de trabalhadores de 2002 a 2004, atingindo o maior nível de ocupação desde 1996. A taxa de desocupação caiu no Brasil de 9,2% para 9,0%. Houve queda em todas as regiões, com exceção do Nordeste
Destaque também para o rendimento médio real do trabalhador, que depois de cair desde 1997, estabilizou-se em R$ 733 e a concentração das remunerações continuou em declínio: enquanto a metade com os menores rendimentos da população ocupada teve ganho real de 3,2%, a outra metade teve perda de 0,6%.


OIT: Brasil avança em negociações trabalhistas

O Brasil figura em primeiro lugar no ranking dos países latino-americanos que incluem os temas relacionados à maternidade e à paternidade nas negociações entre patrões e empregados. O dado consta do documento Negociação Coletiva e Igualdade de Gênero na América Latina, o primeiro da série Cadernos GRPE - Programa de Fortalecimento Institucional para a Igualdade de Gênero e Raça, Erradicação da Pobreza e Geração de Emprego -, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O documento, lançado no último domingo, durante o 7º Encontro Nacional sobre a Mulher Trabalhadora da Central Única dos Trabalhadores (CUT), traz dados comparativos sobre negociações coletivas realizadas entre 1996 e 2000 no Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai e Venezuela. Além do tema maternidade/paternidade e saúde da gestante, a pesquisa enfoca as cláusulas nas áreas de responsabilidades familiares, condições de trabalho, eliminação da discriminação e promoção da igualdade de oportunidades.
O deputado Vicentinho (PT-SP) parabenizou o movimento sindical brasileiro por ser, segundo ele, referência para outros países. "Chamo de sindicalismo cidadão, por não ver o trabalhador e a trabalhadora brasileira apenas como ser produtivo, mas como ser que tem direito à saúde, lazer e convivência" analisou.
Lembrou o deputado Tarcísio Zimmermann (PT-RS) que o Brasil possui uma legislação mais antiga que protege a maternidade e uma mais recente referente a temas vinculados à igualdade das mulheres. "A criação de uma secretaria a nível de ministério no governo Lula para tratar sobre isso, é uma prova do avanço brasileiro nesse nível de trabalho" afirmou. O deputado analisou ainda que "existe hoje uma militância muito forte das mulheres e uma consciência crescente a respeito da necessidade de leis e de práticas que combatam o assédio e protejam a natalidade" concluiu o parlamentar.
Das cláusulas negociadas coletivamente nos seis países pesquisados, 54,6% estão relacionadas à proteção da maternidade e da paternidade. O Brasil, segundo o documento, é o país em que se registra maior importância dessas duas cláusulas, com 62,6%, seguido da Argentina, com 56,1%. A pesquisa revela também que apenas 5,3% das cláusulas negociadas se referem às condições de trabalho. Neste item, o Brasil está em segundo lugar, com 15,6% de negociações. O Uruguai supera o país, com 22%.


Lula destaca importância do biodiesel


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em seu programa semanal de rádio, que considera o biodiesel o grande projeto do Brasil neste momento. Segundo o presidente, o projeto foi pensado para dar uma alavancagem no desenvolvimento do Nordeste, sobretudo na parte mais pobre, com o cultivo da mamona.
Lula explicou que o biodiesel vai ser produzido também com a soja e com o babaçu. Ele espera que, com isso, possa gerar muitos novos empregos. "Eu digo sempre: o emprego é o que dá dignidade ao ser humano", acrescentou.
Deputados da bancada do PT também consideram importante o projeto do biodiesel. Segundo o deputado Walter Pinheiro (PT-BA), o "biodiesel não é poluente e tem mais de 800 aplicações diferentes". Para o deputado Orlando Desconsi (PT-RS), o programa do biodiesel "demonstra uma visão ousada de futuro do governo brasileiro".
O deputado Fernando Ferro (PT-PE) elogia a "iniciativa do governo de fortalecer o combustível renovável". "Essa é a política mais avançada nessa área" disse. O parlamentar conta que essa ação traz benefícios para o país e para os agricultores, benefícios esses que podem ser imediatos, dependendo do retorno do plantio por exemplo, de mamona, que pode ser fonte para a produção do combustível.
Outros projetos - Ao comentar projetos que também considera importantes, o presidente citou a integração do Rio São Francisco às bacias do Nordeste setentrional. "É um canal que vai tirar apenas um por cento da água do rio São Francisco para levar água para 12 milhões de brasileiros e brasileiras beberem". Ele informou que a revitalização envolve um canal de, aproximadamente, 700 quilômetros de extensão. "Na margem direita e na margem esquerda foram desapropriados dois quilômetros e meio para que a gente possa fazer experiência com projeto de cooperativa, com projeto de agricultura familiar, dando ao Nordeste a possibilidade de ter uma experiência exitosa de reforma agrária".

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Manifesto do movimento sindical

Em defesa do mandato de José Dirceu

Com base em alegações, ilações e mentiras do ex-deputado Roberto Jefferson, a direita reacionária e setores da mídia vêm tentando levar ao cadafalso o deputado federal, ex-presidente do Partido dos Trabalhadores e ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Na ânsia de macular sua honra e assaltar seu mandato, numa postura histérica e revanchista, buscam no tapetão o resultado que não conseguiram no campo de batalha, seja ele eleitoral ou social.

Montaram um verdadeiro tribunal de exceção, tentando transformar o virtual em real, o boato em fato. Na ânsia de atingirem seus propósitos, os inquisitores se arvoram donos da verdade, enquanto não passam de donos de canais, jornais e revistas, os novos censores que ditam o que devem ou não ser divulgado.

A campanha movida por essa elite mesquinha tem o inegável e indisfarçável objetivo de atingir o governo do presidente Lula, conforme manifestação preconceituosa e fascistóide de um dos mais proeminentes líderes da banda neoliberal, "uma raça a ser extirpada da vida pública".

Seis meses após ter sido veiculado, o suposto esquema de compra de votos de parlamentares pelo governo, o "mensalão", acabou ruindo, soterrado pela total inexistência de provas. A única verdade que ficou provada sobre o caso foi a falsidade de Roberto Jefferson, cassado justamente porque mentiu sobre a sua existência e quebrou o decoro parlamentar. Sendo assim como poderia a mesma Casa que cassou um deputado por acusação caluniosa expulsar a principal vítima das calúnias de quem foi condenado exatamente por suas mentiras?

A inexistência de provas empurrou seus denunciantes a apelidar de "julgamento político" um processo inquisitório que agride as garantias constitucionais, rebaixa e desmoraliza o parlamento à condição de ventríloquo da mídia, a papel carbono dos interesses mais mesquinhos, antinacionais e antipopulares.

O exemplo recente da cassação "política" do deputado Íbsen Pinheiro dá uma pequena amostra de até onde pode ser injusta uma decisão tomada apenas e tão somente para satisfazer o ódio destilado pelas publicações privadas, que querem ditar à "opinião pública" o certo e o errado.

Manifestamos neste momento singular da vida nacional a mais irrestrita solidariedade ao companheiro José Dirceu, convictos de que sua trajetória de combatente pela liberdade, democracia e justiça social se confunde com a história de luta pela vitória do Brasil e da classe trabalhadora. Que o Congresso Nacional se eleve à estatura deste filho e não se apequene como as mariposas ao deslumbramento fugaz - e mortal - dos holofotes."

Assinam o manifesto:

Adi Santos Lima (FEM-CUT) • Albérico Sommer de Silva (SINTSAMA/RJ) • Alexandre Faria (SINTSAMA/RJ) • Alfredo de Oliveira Neto (CGTB-SP) • Angelo D´Agostini Junior (Sindsaude/SP) • Antônio Caccia (CGTB-PR) • Antonio Carlos Spis (Executiva Nacional CUT) • Antonio Neto ( Presidente da CGTB e vice da FSM) • Antonio Ribeiro (Presidente do Sindicatos dos Trabalhadores em Transportes Alternativos-RJ) • Aparecido Sério da Silva (Afubesp) • Ari Aloraldo do Nascimento (Executiva) • Ariovaldo de Camargo (CUT/SP) • Artur Henrique da Silva Santos (Executiva Nacional CUT) • Carlos Alberto Alves (Sinergia) • Carlos Alberto de Oliveira Pereira (Executiva Nacional CGTB) • Carlos Augusto Cesar (Químicos ABC) • Carlos Ramiro de Castro (APEOESP) • Carlos Rogério Nunes (Executiva Nacional CUT) • Carlos Tadeu Vilanova (Sinsexpro) • Cássio Teixeira (Afubesp) • Célia Regina Costa (Sindsaude/SP) • Cláudio da Silva Gomes (FSCM-CUT da CGTB da CGTB-RN) • Daniel de Melo Nunes (SINTSAMA/RJ) • Daniel Reis (Bancários de SP) • Dayer Gaglianone dos Santos (SINTSAMA/RJ) • Denise Motta Dau (Executiva Nacional CUT) • Djalma de Oliveira (Sinergia) • Edgar de Paula Viana (Executiva Nacional da CGTB e presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do DF) • Edílson de Paula (CUT/SP) • Edson Areias (CONTMAF) • Edson Severiano da Fonseca (Presidente) • Eliane Delvito Teixeira (SINTSAMA/RJ) • Elisangela Santos Araujo (Executiva Nacional CUT) • Enilda Virgínia (Presidente do Sindicato dos Empregados Administração Portuária de Recife) • Fábio Santos de Moraes (APEOESP) • Fábio Santos Silva (APEOESP) • Ferreira Pinto (SINTSAMA/RJ) • Francisca Trajano (Costureiras ABC) • Francisco Alano (Executiva Nacional CUT) • Francisco de Assis Ferreira (APEOESP) • Francisco França (Vereador Sorocaba) • Genildo Leandro da Costa (CGTB-RJ) • Gentil Teixeira Freitas (Sinergia) • Gerardo Raolino Filho (Secretário geral do Sindicato dos Rodoviários-CE) • Gerson Florindo de Souza (Bancários de Taubaté) • Gilda Almeida de Souza (Executiva Nacional CUT) • Gilson Freire (SINTSAMA/RJ) • Gilson Luiz Reis (Executiva Nacional CUT) • Gilson Soares de Brito (SINTSAMA/RJ) • Heraldo Gomes de Andrade (Secretário-geral da CGTB-SP e presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Santos) • Humberto Moreira (CGTB-BA) • Ivone Maria da Silva (Bancários de SP) • Izidio de Brito Correia (Metalúrgicos de Sorocaba) • Jacy Afonso de Melo (Executiva Nacional CUT) • Jayme Ramos (CUT/RJ) • João Antonio Felicio (Presidente da CUT) • João Batista (SINDPD-SP) • João Vaccari Neto (Executiva Nacional CUT) • Jorge Maia (SINTSAMA/RJ) • Jorge Menezes Campos (SINTSAMA/RJ) • José Antonio Garcia Lima (CUT/RJ) • José Celestino Lourenço (Executiva Nacional CUT) • José Félix Ramos (Presidente Sindicatos dos Empregados em Hotéis de Salvador) • José Lopez Feijoó (Metalúrgicos do ABC) • José Reinaldo Martins (Afubesp) • Juvândia Moreira Leite (Bancários de SP) • Lindolfo dos Santos (Tesoureiro da CGTB) • Lúcia Maria Rodrigues Pimentel (Secretária de Relações Internacionais da CGTB) • Lucia Regina dos Santos Reis (Executiva Nacional CUT) • Lucinei Paes de Lima (FAF e CUT/SP) • Luiz Antonio da Silva (Bancários de Taubaté) • Luiz Cláudio Marcolino (Bancários de SP) • Luiz Domingues Gomes (SINTSAMA/RJ) • Manoel Clemente (Sindicato dos Músicos de Araraquara e CGTB-SP) • Manoel Messias Melo (Executiva Nacional CUT) • Marcília Cabral Santos Matias (Municipais de SP) • Marcos Tresmondi (CUT) • Maria Aparecida Amaral G. Faria (Sindsaude) • Maria Ednalva de Lima (Executiva Nacional CUT) • Marilton José Viana Cavalcanti (Pres. CGTB-PE Nacional CUT) • Nélio Botelho (2º Vice-presidente Movimento União Brasil Caminhoneiro) • Neusa Santana Alves (Sinteps) • Nilson Camargo Coutinho (Metalúrgicos de Taubaté) • Nilson Costa da Silva (Metalúrgicos de Taubaté) • Nivaldo de Siqueira Gomes (FAF-CUT Rurais) • Oswaldo Lourenço (Executiva Nacional CGTB e presidente do Sindicato dos Aposentados e Pensionistas, Ferroviários/SP) • Pascoal Carneiro (Executiva Nacional CUT) • Paula Francinete Costa Leite (Municipais de SP) • Paulo Lage (Químicos ABC) • Paulo Sabóia (Presidente CGTB-SP e tesoureiro SINDPD-SP) • Paulo Sérgio Vieira (SINTSAMA/RJ) • Pérsio Dutra (Diretor Nacional de Finanças do DIESAT e diretor do SINPD-SP) • Ricardo Latge (Presidente da Associação dos Profissionais Geólogos-RJ) • Rogério Gianninni (Sind. Psicólogos SP) • Ronaldo Rosa Soares (SINTSAMA/RJ) • Sebastião Soares da Silva (Vice-presidente do Sindicato Nacional dos Servidores Públicos e vice-presidente da CSPB) • Sérgio Alves de Alencar (SINTSAMA/RJ) • Silvia Pereira (APEOESP) • Suely Fátima de Oliveira (APEOESP) • Telma Aparecida Andrade Victor (APEOESP) • Térsio Pedrazolli (Secretário Jurídico CGTB-SP) • Ubiraci Dantas de Oliveira (Vice-presidente) • Ubirajara Gomes de Aguiar (SINTSAMA/RJ) • Vagner Freitas (CNB-CUT) • Valmir Marques da Silva (Metalúrgicos de Taubaté) • Valmir Marques da Silva (Metalúrgicos de Taubaté) • Wagner de Castro (Bancários do ABC) • Wagner Gomes (Executiva Nacional CUT) • Waldemar Pires de Oliveira (Coticom-CUT)

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Segunda-feira, Novembro 28, 2005


Apocalypse Now

O fundamentalismo religioso e o capitalismo canibal destruíram a sexualidade humana de uma grande parcela da humanidade, esse é o preço que essas sociedades estão pagando por sua estupidez...
A mutilação e o horror, são a forma alegórica de expressão da derrota humana, lembro do coronel KURTZ de Apocalypse Now, no filme de Coppola, um filme magistral sobre a derrota humana. AM

mídia e cultura

Violência contra mulher é
entretenimento popular nos EUA

Como pode uma nação que abomina as punições cruéis e inusitadas adorar assistir a toda espécie de violência cruel e inusitada, como forma de distração?
Por Joanne OstrowThe Denver Post
Num dos últimos episódios de "CSI", a série dramática mais popular dos Estados Unidos, a cabeça de uma mulher foi encontrada num caixote de jornais à venda. Ao conferir o estado da vítima, um técnico legista encontrou e arrancou uma cobra lá dentro da boca decapitada.
Ao final de uma hora de programa (no episódio exibido pela primeira vez em janeiro), os detetives localizaram o assassino da mulher através das marcas de pneu sobre o casaco de couro dela, e logo depois a decapitação foi reencenada num flashback.
Mais de 28 milhões de pessoas assistem a "CSI" na CBS americana a cada semana, se emocionando com as perseguições aos criminosos e com os repugnantes efeitos especiais. Até mesmo nas reprises, as reconstituições criminais são líderes de audiência. A contagem de corpos mostra que não faltam vítimas do sexo masculino, mas são as mulheres que recebem o tratamento mais horripilante.
Apesar dos estudos que levantam preocupações quanto aos efeitos da violência produzida pela mídia, e mesmo diante das objeções feitas por vários grupos de interesse, a violência contra as mulheres continua servindo como uma receita infalível no cardápio do entretenimento popular. Nessa atual temporada de estréias americanas, a exibição de cenas de estupro, torturas e assassinato de mulheres tem sido um recurso especialmente popular para a apresentação de episódios de um programa de TV.
Num momento em que os Estados Unidos proclamam seus altos valores morais nos conflitos globais, a televisão manifesta algo de desconfortável sobre a nossa cultura. Como pode uma nação que abomina as punições cruéis e inusitadas adorar assistir a toda espécie de violência cruel e inusitada, como forma de distração?
"A exploração dos perigos vividos pela donzela funciona como ferramenta de marketing --e isso desde Fay Wray (no "King Kong" de 1933), segundo Matthew Felling, do Centro de Estudos de Mídia e Assuntos Públicos, na capital do país, Washington. Ele acredita que os americanos são espectadores mais para guerreiros do que para voyeurs - "Queremos ver o cumprimento da justiça e os malfeitores punidos".
Na diversão em horário nobre, "nós não queremos finais a la Chandra Levy, queremos desfechos a la Elizabeth Smart", diz Felling, se referindo às vítimas de dois casos-obsessões do noticiário nacional propagado pela TV a cabo. (O assassino de Levy nunca foi identificado, enquanto Smart, a abduzida, voltou sã e salva para sua família.)
Em nossa cultura, jamais permitiríamos que uma mulher fosse apedrejada até a morte por ter cometido adultério, mas nós usamos imagens da degradação feminina para vender produtos. (Apesar das constatações de que os espectadores se recordam menos dos comerciais quando esses são justapostos com imagens violentas, os anunciantes chegam a pagar U$ 465.000 --equivalente a mais de R$ 1 milhão-- por um comercial de 30 segundos no intervalo de "CSI", segundo informa a revista AdWeek.)
Violência vende programas-piloto
Grande parte da violência contra a mulher na atual temporada veio nos programas-pilotos exibidos pelas grandes redes, que são usados para vender uma série para os executivos das redes e para os anunciantes, e também para atrair a atenção dos espectadores para um determinado programa.
Os programas da atual temporada começaram com uma explosão de violência contra as mulheres, vítimas de alienígenas, de forças sobrenaturais ou de simples criminosos da raça humana. Inegavelmente, essa foi uma tendência. Mulheres foram abduzidas num automóvel, enclausuradas e torturadas numa caverna ("Criminal Minds" na CBS); retiradas do chuveiro para ter um feto arrancado do útero (na recém-cancelada "NightStalker" na ABC); e atacadas por aranhas desprendidas por um assaltante que depois estupra e mata uma mulher ("Killer Instinct" na Fox).
Uma mulher chegou a pegar fogo espontaneamente depois de ter sido arremessada contra o teto do quarto de seu bebê, numa ação de forças desconhecidas ("Supernatural", na rede WB).
Há algo de errado numa indústria em que os produtores acreditam que devem apelar para descrições de estupros, de atos de tortura ou de assassinatos horripilantes para atraírem a atenção das grandes redes de TV.
"Em termos culturais, estamos num momento muito confuso no que diz respeito à imagem das mulheres", diz a escritora feminista Jennifer Pozner, fundadora e diretora da organização Mulheres na Mídia & Imprensa.
Essa dependência da televisão em relação à violência contra as mulheres não é nenhuma novidade. Em "Law & Order: Special Victims Unit", que agora está em sua sétima temporada, "toda a série está fundamentada em `como podemos estuprar, torturar, assassinar e mutilar mulheres a cada semana?"'
Os críticos acreditam que foi o sucesso de "CSI" que provocou essa nova onda de imagens de violência hedionda.
O motivo pelo qual "CSI" vence seus competidores até mesmo nas reprises, teoriza Felling, é porque a série apresenta uma "justiça perfeitamente empacotada". O público não se importa de ver crimes horrendos, desde que no final os criminosos sejam devidamente capturados.
A explícita "CSI" e suas séries derivadas "CSI: Miami" e "CSI: NY" mostram que esse senso de justiça funciona. Da mesma forma, "Law & Order" é praticamente a série "Gunsmoke" para o novo milênio.
Ponto de virada cultural
Era um outro momento cultural quando, em 1988, Jodie Foster e Kelli McGillis co-estrelaram "Acusados", filme baseado num incidente real sobre uma mulher que foi estuprada por uma gang e que fica indignada com a sentença leve recebida pelos homens que a atacaram, ataque motivado por ela ter sido considerada de "caráter questionável".
A vítima (Foster) exige que uma promotora (McGillis) condene os homens que literalmente se confraternizaram durante o estupro. O filme acende a questão do trauma e dos horrores jurídicos vividos por vítimas de estupro, além de examinar a tendência da sociedade em culpar quem sofre o estupro.
Marcando uma virada na abordagem por parte da cultura-pop, "Acusados" provocou uma observação mais séria a respeito da ocorrência e das causas do estupro. O filme também provocou análises por parte da mídia, quanto à correlação entre o fato de se assistir às cenas de estupro numa tela e a ocorrência de crimes na vida real.
Essa mensagem parece que surgiu com o filme mas depois se perdeu. O estupro cada vez mais figura no centro das tramas, enquanto a televisão procura rivalizar com as imagens violentas exibidas nas salas de cinema.
E outras produções do horário nobre americano seguem a tendência lançada por "CSI". A audiência massacrante e o alto valor do intervalo comercial na CBS estabelecem um padrão para hábitos violentos. Na semana passada, em "CSI: Miami", uma mulher foi morta por um instrumento de solda; essa semana, um assalto a banco terminou em estupro. Mais uma semana, mais um crime sexual hediondo.
O sensacionalismo vende, não é só o sexo que vende, observa a feminista Pozner. Os anunciantes não chegam a se escandalizar com imagens ultrajantes; eles querem tudo o que venha a atrair os olhares para a tela. As redes alegam que dão aos espectadores o que eles querem, argumentando que 28 milhões de pessoas não podem estar enganadas.
Do ponto de vista de Jennifer Pozner, os produtores e as redes tendem a se pronunciar através de códigos. Quando eles dizem "audacioso" querem dizer "sexo e violência".
"Se você aumenta o grau do choque sensacional", ela diz, "você está aumentando o grau de violência contra as mulheres".
Uma teoria sustenta que o aumento da violência na TV é em parte atribuível à reação da censura após o episódio do seio nu instantâneo de Janet Jackson. Os produtores de televisão não podem exibir nudez, então apelam para a violência. "Estamos num período de ataques contra as mulheres e contra o feminismo ", conclui Pozner.
É apenas o crime e seus negócios
Mas, se realmente cresce nos últimos tempos a incidência de violência contra as mulheres na TV, com a exibição de algumas cenas bizarras, outros analistas da indústria se recusam a tirar conclusões mais abrangentes sobre esse propalado anti-feminismo. Eles argumentam que o gênero cresce apenas por causa desse imenso sucesso financeiro. Em outras palavras, são apenas negócios.
"O que observamos é muito menos uma vingança contra o feminismo ou um interesse renovado em colocar as mulheres como objetos em perigo, e muito mais a preponderância desse gênero de série policial de investigações", diz Robert Thompson, guru da cultura pop na Universidade de Syracuse.
Para criar dramas de investigação instigantes ano após ano, os roteiristas elaboram crimes audaciosos o bastante para manter a audiência durante uma hora.
"Assim eles escrevem sobre o que culturalmente é considerado o mais ultrajante dos crimes", segue o guru Thompson , "que é o crime contra mulheres e crianças."
Segundo esse ponto de vista, aumentar o tom da criminalidade nas séries faz com que os roteiristas criem o anseio no público para assistir à punição do crime. E para proporcionar aos programas um ar contemporâneo e manter a atenção dos espectadores, de vez em quando os criminosos se dão bem (o estuprador serial riu por último no episódio de "Law & Order: SVU" exibido na semana retrasada nos EUA).
Seja qual for o motivo, seja por razões financeiras ou seja por motivos enraizados mais profundamente na psique da nação, não há maneiras de evitar o poder brutal das imagens da TV, especialmente nas imagens contra as mulheres.
Jennifer Pozner ainda tem pesadelos provocados por um episódio de "Law & Order: Special Victims Unit", série sobre uma divisão que cuida de vítimas especiais, em que é exibido um estupro no metrô, diante de muitas pessoas. A câmera se detém nos olhos da mulher enquanto um homem cobre a boca da vítima, e aí corta-se para um dos carros do metrô cheio de passageiros, que não tiram olhos de suas leituras.
"Foi a demonstração mais visceral de impotência coletiva desde a cena do estupro sobre o fliperama em 'Acusados'", diz Jennifer Pozner.
Alteração da percepção sobre os desconhecidos
Enquanto as estatísticas provam que os crimes sexuais em sua maioria são cometidos por alguém que a vítima conhece, a televisão freqüentemente sugere o oposto. Os espectadores ficam com a impressão de que as mulheres devem temer os estranhos que surgem no mundo exterior.
"Esses programas estão aí para faturar com o terror contra as mulheres", diz Pozner. "O problema nesses programas é que as mulheres não têm escapatória, existem para ser mutiladas, torturadas, para serem vítimas sexy dos estupros ou para ser as lindas garotas-cadáveres."
Thompson contra-argumenta que uma revisão cuidadosa de certos episódios de séries dramáticas exibidos pelas grandes redes indica que eles são freqüentemente menos explícitos do que imaginam os espectadores. "Grande parte do horror fica subentendido nos diálogos."
Mesmo assim, há muitas cenas explícitas. As pessoas que trabalham com vítimas de violência sexual ficam perplexas e não entendem como o público pode assistir a tantos massacres e encará-los como mera atividade de lazer.
"Há um grande descompasso entre o que as pessoas assistem na televisão e o que elas passam em suas próprias vidas", diz Christina Walsh, do Centro Nacional sobre Violência Sexual e Doméstica, uma organização sem fins lucrativos baseada no estado do Texas. "As pessoas simplesmente dizem, 'Isso é apenas diversão, a vida real não é assim'".
"As pessoas têm um mecanismo de preservação altamente afiado para si mesmas - dizem assim, 'minha vida está segura, esse tipo de crime jamais interromperia a minha vida'", diz Christina Walsh. "Nós funcionamos nessa espécie de bolha. É o nosso instinto, o de olhar a violência na TV como quem olha um acidente de trânsito."
Walsh prefere não assistir. Como tantas pessoas que trabalham na área de saúde mental, ela acha que a violência contra as mulheres na ficção é cortante e afiada demais para ser encarada como uma simples diversão.
A motivação, de acordo com Alan Entin, psicólogo em Richmond, Estado de Virginia, é regida pelas "emoções baratas. Acredito que vários roteiristas são seres raivosos, e especialmente raivosos contra as mulheres".
Sob esse aspecto, a violência na TV simplesmente reflete o fato de que muitas pessoas são violentas em suas próprias vidas, ou têm a violência a flor da pele.
Dessa maneira chegam aos nossos lares raivas e medos num movimento que parece não ter fim --tudo em nome do entretenimento e da diversão.

Fonte: The NYT News Service

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Lavradores são libertados em
área ligada a grande frigorífico

Fiscalização libertou 16 trabalhadores que se encontravam em condições análogas à de escravo em fazenda de família proprietária do frigorífico Quatro Marcos. Área, localizada no Estado do Mato Grosso, já integrava a “lista suja” do trabalho escravo.
Leonardo Sakamoto* – Especial para a Carta Maior 25/11/2005
Brasília - O grupo móvel de fiscalização libertou em ação finalizada na segunda-feira (21) 16 trabalhadores que se encontravam em condições análogas à de escravo na fazenda Santa Luzia, município de Nova Bandeirantes, no norte do Estado do Mato Grosso. A ação foi realizada para monitorar a situação da propriedade – incluída na “lista suja” do trabalho escravo desde a criação dessa relação, em novembro de 2003 – e checar se a Santa Luzia poderia ter seu nome retirado da lista. Neste ano, quase 3500 pessoas já ganharam a liberdade através dos grupos móveis, formados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o Ministério Público do Trabalho e a Polícia Federal.
Segundo as regras do Ministério do Trabalho e Emprego, responsável pelo cadastro, a inclusão do nome do infrator na lista acontece somente após o final do processo administrativo criado pelos autos da fiscalização que flagrar o crime. A exclusão, por sua vez, depende de monitoramento do infrator pelo período de dois anos. Se durante esse período não houver reincidência do crime e forem pagas todas as multas e quitados os débitos trabalhistas e previdenciários, o nome será retirado. A relação tem servido para impedir empréstimos bancários e fundos públicos de financiamento, checar a legalidade dos títulos de propriedade e identificar as cadeias produtivas das fazendas.
Os fatos que a operação de fiscalização constatou poderão implicar na manutenção da Santa Luzia na “lista suja”. De acordo com a procuradora do Trabalho Márcia Medeiros, que acompanhou a ação, os trabalhadores estavam em situação extremamente degradante. A comida não tinha condições de consumo e a água em um dos quatro acampamentos em que estavam distribuídos cheirava a esgoto. Tinham que comprar seus próprios equipamentos de proteção individual e seus instrumentos de trabalho, como foices e enxadas. O fornecimento de ambos, por lei, é de responsabilidade do empregador. Estavam amontoados em redes em barracas de palha e lona que tinham que ser construídas por eles mesmos, pois o empregados não fornecia alojamento.
Todos haviam sido contratados para fazer roço e aplicação de veneno no pasto e para erguer cercas para o gado do patrão. Não havia assistência médica para os doentes.
Cadeia produtivaA fazenda Santa Luzia possui relações comerciais com o frigorífico Alta Floresta, pertencente ao grupo Quatro Marcos. Este, por sua vez, comercializa carne bovina com redes de supermercados como a Mundial, Casas Guanabara, Makro, entre outros. As redes Carrefour e Pão de Açúcar também compravam do frigorífico. Contudo, após terem conhecimento de um
estudo sobre a cadeia produtiva do trabalho escravo no Brasil, alertaram todos os seus fornecedores e cortaram relações com aqueles que mantiveram como clientes fazendas presentes na “lista suja”.
O estudo, da organização não-governamental
Repórter Brasil, mostra os itens que foram produzidos em fazendas da “lista suja” que são comercializados no mercado interno ou exportados. A pesquisa foi solicitada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos do governo federal e serviu de embasamento para que fosse firmado o Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo – iniciativa do Instituto Ethos de Responsabilidade Social e da Organização Internacional do Trabalho. O Pacto, assinado no dia 19 de maio em Brasília, já conta com cerca de 80 signatários, incluindo grandes empresas como Coteminas, Votorantin, Petrobras, Banco do Brasil, Carrefour e Pão de Açúcar.
Vale ressaltar que a família que controla a fazenda é a mesma que controla o frigorífico Quatro Marcos. Na fiscalização que levou a fazenda a entrar na lista suja – após denúncia de mães e esposas de trabalhadores, um grupo móvel libertou 129 pessoas entre abril e maio de 1997 – aparece como proprietário Sebastião Douglas Xavier. Ele é o dono do Grupo Quatro Marcos, que está entre os dez maiores exportadores de carne do país. Na fiscalização ocorrida nesta semana, Suzete Xavier e Rosane Xavier aparecem arrendando a mesma fazenda.
Em outubro deste ano, o jornal O Globo publicou reportagem em que denuncia a presença de trabalho escravo entre os fornecedores de grandes frigoríficos exportadores, com base em informações do estudo da cadeia produtiva. Na época, o grupo Quatro Marcos alegou, através de sua assessoria, que havia comprado “sem conhecimento da prática na fazenda”.
O frigorífico é membro da Associação Brasileiros das Indústrias Exportadoras de Carne e Sebastião Xavier, um de seus conselheiros. O Grupo Quatro Marcos exporta para a África, América, Europa e Ásia.
EducaçãoOs empregadores pagaram os direitos aos trabalhadores, totalizando R$ 35.603,78, e receberam nove autuações. Foi firmado um termo de ajuste de conduta em que estão registradas as obrigações da fazenda. A procuradora do Trabalho Márcia Medeiros conseguiu inserir no acordo uma indenização por dano moral coletivo diferente: os empregadores se comprometem a construir e aparelhar uma unidade escolar na zona rural de Nova Bandeirantes até agosto de 2006. “A escola mais próxima fica a 40 quilômetros de distância”, afirma Márcia. Caso os empregadores não cumpram o acertado, terão que pagar mais um valor de multa mensal pelo atraso e destinar R$ 100 mil ao fundo de amparo ao trabalhador.

* Leonardo Sakamoto é membro da
ONG Repórter Brasil

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Domingo, Novembro 27, 2005









E agora, que o patrão vai mal das pernas???


Segredos e mentiras do governo Bush

Bush vive o período mais crítico de seu governo, atingido por uma crescente onda de escândalos e denúncias de tortura, prisões ilegais, morte de jornalistas e manipulação de informações. Uma nuvem de segredos e mentiras paira sobre a maior potência do mundo.
O que começou como um boato ganhou agora atenção oficial. A União Européia iniciou investigações para esclarecer se a CIA violou os direitos humanos e a Convenção de Genebra no território europeu. No início de novembro, o jornal Washington Post publicou um artigo falando sobre a existência de prisões secretas da CIA em vários países, onde estariam detidos ilegalmente supostos terroristas. Essa história já vinha circulando há algum tempo, ganhando maior credibilidade a partir de sua publicação nos Estados Unidos. Os governos da Polônia, Romênia, República Checa, Geórgia, Armênia e Letônia negaram a existência de tais prisões em seus territórios, mas o desmentido não foi considerado suficiente pelas autoridades européias, que decidiram então abrir um processo oficial de investigação sobre a denúncia. O suíço Dick Marty foi encarregado de chefiar a investigação sobre as informações divulgadas pelo Washington Post. A organização Human Rights Watch apontou os governos da Polônia e da Romênia como colaboradores da CIA. Imagens de satélite estão sendo utilizadas para verificar a existência ou não de tais prisões secretas.
Um outro escândalo envolvendo a agência de inteligência norte-americana é sobre o uso de aviões secretos, transformados em prisões voadoras, para o transporte de acusados de terrorismo sem nenhum tipo de garantia jurídica. Tais aviões transportariam pessoas de países como Afeganistão e Iraque até os Estados Unidos e à base de Guantánamo, em Cuba. Vários destes vôos teriam feito escalas em aeroportos europeus. Autoridades da Força Aérea austríaca e o jornal alemão Berliner Zeitung afirmaram que o aeroporto de Frankfurt, o mais importante da Alemanha, seria o principal ponto na rota dos aviões da CIA entre 2002 e 2004. A imprensa espanhola também noticiou que o aeroporto de Palma de Mallorca serviu como escala nestas viagens durante os concorridos meses de verão, quando o movimento de turistas é muito intenso. A Casa Branca disse ao governo espanhol que não violou nenhuma lei do país e silenciou sobre o caso de Frankfurt.
Sucessão de escândalosO presidente George W. Bush vive um dos períodos mais críticos de seu governo, atingido por uma sucessão de denúncias e escândalos envolvendo colaboradores diretos. As denúncias sobre a existência de prisões secretas reavivaram as revelações sobre a prática de torturas nas prisões de Abu Grabi e Guantánamo. Como se não bastasse o próprio pesadelo em que se tornou o Iraque, com um saldo de mais de dois soldados norte-americanos mortos e pelo menos 16 feridos - um número que não pára de crescer a cada dia – as novas denúncias só fazem aumentar a oposição à guerra dentro dos EUA. E a situação se agrava também no terreno da política interna. Recentemente, um dos principais aliados de Bush, Tom De Lay, foi obrigado a renunciar à liderança republicana no Congresso, acusado de corrupção. Karl Rove e Lewis Libby, assessor de Bush e chefe de gabinete do vice-presidente Dick Chenney, respectivamente, foram acusados de crime federal por revelar a identidade de uma agente secreta da CIA, esposa do embaixador Joe Wilson.
Recentes pesquisas mostraram Bush com os piores índices de aprovação desde seu primeiro governo, oscilando entre 30 e 39%. Também contribuíram para essa queda a demora no socorro das vítimas do furacão Katrina, em Nova Orleans. Há duas semanas, Bush sofreu mais uma pesada derrota com a condenação, na Organização das Nações Unidas (ONU), do bloqueio a Cuba por 182 países (95,3% do total de países que integram a ONU). Na Cúpula das Américas, realizada em Mar del Plata, a proposta de retomar o projeto da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) foi rechaçada com fortes manifestações dos presidentes da Argentina, Nestor Kirchner, e da Venezuela, Hugo Chávez. Mas a maior evidência da crescente rejeição da população ao seu governo foi a derrota dos candidatos republicanos na disputa eleitoral pelos governos de Virginia e Nova Jersey.
Em uma matéria intitulada “Até quem votou no presidente Bush duvida dele”, o jornal New York Times destaca a queda acentuada do governo republicano. Uma pesquisa USA Today/CNN/Gallup, realizada em meados de novembro, revelou que apenas 37% dos norte-americanos aprovam Bush, seu menor índice de aprovação desde que assumiu a presidência. Há um ano, Bush tinha 55% de aprovação. Logo após os atentados de 11 de setembro de 2001, a sua aprovação era de 90%. Outra pesquisa, realizada pela Associated Press/Ipsos, também em novembro, constatou o mesmo índice de 37% de aprovação, com um acréscimo negativo. Apenas 42% dos entrevistados disseram acreditar que Bush é honesto, uma queda significativa considerando os 52% que tinham essa opinião no início deste ano. Vários entrevistados disseram não acreditar na honestidade de Bush em função das mentiras contadas à população no período que precedeu a invasão do Iraque (as famosas e nunca encontradas armas de destruição em massa de Saddam Hussein).
Bombas contra Al Jazira?Na semana passada, mais um caso veio se somar a onda de denúncias contra a administração Bush. O jornal inglês Daily Mirror publicou o teor de um memorando que relata uma conversa entre Bush e o primeiro-ministro britânico Tony Blair, onde o presidente norte-americano teria revelado sua intenção de bombardear a rede de televisão Al Jazira, do Catar. Segundo o Daily Mirror, Blair teria convencido Bush de desistir do ataque, alegando que ele teria conseqüências catastróficas no Oriente Médio. O diretor da Al Jazira, Wadah Khanfar, já solicitou ao governo britânico a divulgação do relatório confidencial que detalharia os planos dos EUA para o ataque à sede da emissora, em Doha. O caso gerou uma nova dor de cabeça para o governo Blair. Após o vazamento do teor do relatório secreto, a Procuradoria-Geral do Reino Unido advertiu a vários meios de comunicação que eles poderiam ser processados em virtude da lei de segredos oficiais, o que despertou a reação da imprensa que acusou o governo de querer praticar a censura no país.
Em uma carta enviada a Blair, Khanfar defendeu que a divulgação do documento é de interesse não só da Al Jazira, como dos jornalistas de todo o mundo. Proibir sua publicação, acrescentou, geraria muitas preocupações e dúvidas sobre o futuro da liberdade de imprensa no mundo. “Precisamos saber se essa conversa ocorreu ou não, se esse documento existe ou não”, resumiu. Nos últimos anos, em mais de uma ocasião, os EUA acusaram a Al Jazira de insuflar a insurreição armada no Iraque e de fazer propaganda para Osama bin Laden. Neste período, a rede de televisão árabe sofreu vários ataques diretos. Em 2001, o escritório da Al Jazira em Cabul foi destruído por duas “bombas inteligentes” aliadas. Em 2003, o repórter Tareq Avyoub morreu em um ataque com mísseis contra a delegação da emissora em Bagdá. Segundo a imprensa britânica, o memorando do governo de Londres levanta dúvidas sobre as alegações norte-americanas de que esses ataques teriam sido acidentais.
Uma nuvem de segredos e mentirasÉ mais uma história que, provavelmente, ficará mal contada, assim como tantas outras envolvendo o governo Bush. Uma reportagem da revista National Journal, publicada em novembro, afirmou que, apenas dez dias após os atentados de 11 de setembro, o presidente norte-americano foi informado por seus próprios serviços de inteligência de que não existiam provas sobre uma ligação entre o regime de Saddam Hussein e a rede Al Qaeda. Bush teria sido informado também que Saddam tinha tentado vigiar os movimentos da Al Qaeda no Iraque por acreditar que a organização representava um perigo potencial para seu regime laico. Mais tarde, outros informes não deram elementos concretos para sustentar a existência de armas de destruição em massa no Iraque. Todas essas informações não impediram que Bush decidisse pela invasão do Iraque e pela derrubada de Sadam Hussein.
Nos últimos meses, porém, todas essas informações sonegadas e manipuladas estão se voltando como um bumerangue contra Bush, partindo de ex-funcionários de seu governo e de aliados. Se não suficientes para atingi-lo mortalmente, esses golpes vem minando sua legitimidade e credibilidade a cada dia que passa. Já há quem tema, dentro e fora dos EUA, que a sucessão de escândalos e denúncias que desabam sobre a cabeça do mandatário da Casa Branca acabem provocando a adoção de uma velha e conhecida prática da política externa norte-americana. Diante do desgaste interno, nada como alardear a iminente ameaça de um ataque interno e/ou bombardear um alvo externo para reavivar os sentimentos de patriotismo e de medo junto à população do país. Dividida entre o medo de novos ataques e a perda de confiança em relação ao comportamento de seu presidente, a população dos EUA vai sendo envolvida por uma espessa nuvem de segredos e mentiras.

Marco Aurélio Weissheimer é jornalista da Agência Carta Maior (correio eletrônico: gamarra@hotmail.com)

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REPORTAGENS

O balanço do país em 2004
Analfabetismo, rede de esgoto e renda dos trabalhadores. Participação da mulher na economia, desigualdade entre regiões e desemprego. Vários desses pontos estão radiografados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004 (PNAD) elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados servem para fazer diagnósticos, monitoramento e avaliação dos programas sociais executados no país. E revelam alguns retratos do país.

Pesquisa passa a abranger todo o território do país com inclusão das áreas rurais da região norte
Número de telefones fixos diminui e brasileiro usa mais celulares para receber ligações em casa
Preços ao consumidor tiveram alta de 0,78% até 15 de novembro
Um em cada quatro trabalhadores sobrevive com até um salário mínimo
Emprego com carteira cresceu mais que os sem registro em 2004, aponta Ministério do Trabalho
Agricultura é setor que mais emprega no Nordeste, aponta pesquisa
Número de crianças e adolescentes trabalhando é baixo, avalia Ministério do Trabalho
Governos precisam se preocupar com envelhecimento da população, diz presidente do IBGE
Pouco a pouco pobreza no Brasil vai sendo reduzida, diz economista
Brasil está condenado a conviver com migração do campo para cidade, diz Pochmann
Brasil continua com uma legião de excluídos tecnológicos, afirma diretor de ONG
Desigualdade só se combate com crescimento elevado, defende economista do Ipea
Proporção de trabalhadores sindicalizados é razoável, diz Força Sindical
Retrato da educação no Brasil apresenta diferenças regionais
Até a adolescência, meninas ficam mais tempo na escola que meninos, aponta pesquisa
MEC destaca índice da Pnad que mostra queda do analfabetismo no Nordeste
Apenas 26,1% dos estudantes de ensino superior está na rede pública, mostra Pnad
Resultado da Pnad-2004 indica início de processo de distribuição de renda, diz Marinho
Combate às desigualdades regionais é trabalho "árduo", afirma Ministério da Integração
Pesquisa mostra dificuldades que mulher enfrenta no mercado de trabalho
Quase metade dos trabalhadores do Sudeste e Centro-Oeste presta serviços

AG.BRASIL

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Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão
Partido dos Trabalhadores - PT
Gabinete da Deputada HELENA BARROS HELUY
CONVITE___________ESSA LUTA Vale a Pena
Convidamos V. Exa., para participar de uma Audiência Pública no dia 29 de novembro, do ano em curso, às 15:00 horas, no Auditório “Fernando Falcão”, da Assembléia Legislativa, com o objetivo de debater sobre a Vida e o Meio Ambiente nos Verdes Campos da Baixada, quando esta Casa terá um levantamento do problema ocasionado pela criação do gado bubalino, de forma extensiva, nos campos da Baixada Ocidental Maranhense. A Audiência será dirigida pela Comissão de Meio Ambiente, Minas e Energia, por solicitação da deputada Helena Barros Heluy (PT).

Esperamos reencontrá-lo(a) para um maior aprofundamento sobre essa questão.

Atenciosamente
HELENA BARROS HELUY
Deputada Estadual/PT

______________________
CONTATOS: 3235-9895 / 3214-5976
helena@al.ma.gov.br
Jornalista Beatriz Carvalho – / 9601-9202 / Assessora de Imprensa
Equipe:Jornalistas Cunha Santos e Vânia Rego
biacarvalho@elo.com.br
http://www.al.ma.gov.br/helena

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Para os leitores do teu blog ofereço um pouco de meu ócio criativo com a teimosia de meu ser utópico que continua sem medo de ser feliz!
Marilza de Melo Foucher






A teimosia dos utópicos.

Nenhum caminho será inacessível para os utópicos.
Encha sua mala de desejos infinitos
De sonhos compartilhados
Eles se tornarão realidade
Somando os sonhos, enfrente os desafios
Para chegar até lá,
passarás por muitos caminhos.
Tropeçarás em muitas pedras,
Nem só de sol é feito o dia...
Encontrarás abruptos nos caminhos
O terreno de certeza será árido.
Atravessarás deserto ...
Entretanto, nos caminhos de pedras,
Boas surpresas te esperam
Da aridez da terra nascem magníficos cactos...
A brisa da aurora vem sempre acariciar seus duros espinhos
Eles desabrocharão em ternura germinando beleza.
Entre pedras o belo também se reproduz..
No horizonte surge sempre um arco-íres
Que virá compartilhar a beleza com os cactos em flores
Então a esperança renascerá
E entre pedras continuarás a caminhar
Assim é a utopia...

Viroflay, 2005-02-19

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PATÉTICO, IMORAL, CRIMINOSO...

Vendeu a ideia da guerra manipulando a midia, leia essa 09:15 Sob o titulo 'The Man Who Sold The War' (O homem que vendeu a guerra), a revista Rolling Stone publicou em sua ultima ediçao perfil de John Rendon, responsavel pela propaganda que desde 1991 construiu a ideia da guerra no Golfo Persico. O texto é de James Bamford, autor do livro 'A Pretext for War - 9/11, Iraq, and the Abuse of America's Intelligence Agencies'. Afirma que Rendon ganhou milhoes em contratos com o Governo americano, chamado pela CIA para criar a ideia de que Saddam Hussein tinha que ser deposto. Seu trabalho é "gerenciar a percepçao" e "manipular a informaçao" - e consequentemente, manipular a midia. Seria obra de Rendon, por exemplo, a construçao das fontes que alimentaram a reporter Judith Miller, ex The New York Times, com material sobre as supostas armas de destruiçao em massa. Leia, em inglês, aqui. Dica do Boing Boing. 25/11 BBI
Al Jazeera quer explicaçoes sobre plano de Bush 10:15 Wadah Khanfar, diretor geral da Al Jazeera, quer um encontro com o 1o Ministro inglês Tony Blair. Está seguindo neste final de semana para a Inglaterra. Quer ouvir Blair sobre o plano do presidente George Bush de bombardear a sede da TV, notas na lista abaixo. A ideia foi discutida entre Bush e Blair em 2004 e revelada esta semana pelo Daily Mirror. Ontem, a equipe da Al Jazeera realizou um protesto exigindo investigaçao sobre o assunto. Na sede da emissora, em Doha, no Qatar, foram exibidas fotos de Sami al-Haj, colega que é prisioneiro dos EUA em Guantanamo Bay, e de Tarek Ayoub, morto em Bagdá em 2003 quando um missil americano atingiu o escritorio da TV, anterior
aqui. O Governo dos EUA disse na epoca que se tratava de um erro. Noticia do Media Guardian, em inglês, aqui, somente para cadastrados. 25/11 BBIJornais sob pressao por conversa entre Bush e Blair 10:19 O Governo inglês recorreu esta noite a um mecanismo legal para impedir que os jornais continuem publicando o conteudo da transcriaçao de uma conversa entre o presidente Bush e o 1o Ministro Tony Blair durante um encontro em Washington no ano passado. O movimento ocorreu depois que o Daily Mirror publicou que Bush planejava bombardear a sede da Al Jazeera, nota de ontem aqui. O jornal refere o documento, mas nao o publicou. O Governo recorreu a uma lei que considera crime divulgar sem autorizaçao legal documentos do Governo que possam causar prejuízos. Seria a 1a vez que o gabinete de Blair pressiona os jornais dessa maneira. Com materia da Brand Republic e do Media Guardian. Blue Bus por SMS assine aqui. 23/11 BBI
Bush queria bombardear sede da Al Jazeera, diz jornal 10:42 O presidente Bush teria planejado bombardear a sede da Al Jazeera no Qatar e teria discutido a ideia com o 1o Ministro Tony Blair em Washington, em abril do ano passado. A informaçao foi publicada hoje pelo inglês Daily Mirror citando um documento do Governo inglês classificado como 'Top Secret'. O jornal refere fontes anônimas e diz que Blair foi contrario ao projeto porque provocaria uma reaçao negativa em todo o mundo. Leia a integra, em inglês,
aqui. 22/11 BBI O presidente Bush tentou escapar de uma coletiva de imprensa no domingo, durante sua visita a China, mas escolheu a porta errada para sair do salao. O video de Bush tentando abrir as portas duplas, trancadas, como se fosse o Agente 86, está no ar, no site da BBC.

veja aqui use o Real Player. O episódio, por absurdo, foi transformado em piada citado hoje em varios blogs na web.

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Sábado, Novembro 26, 2005


CORONELISMO ELETRÔNICO

MP investiga bancada dos donos de canais de rádio e tevê
Representação na Procuradoria da República diz que 1 em cada 10 deputados é concessionário de veículos de radiodifusão, contrariando Constituição. Deputado gaúcho que aprovou a renovação da própria concessão alega que “votou sem saber o que estava votando”.
Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior 25/11/2005

Porto Alegre - O Ministério Público Federal está analisando uma representação contra 49 deputados federais que são sócios de empresas concessionárias de rádio e TV, segundo informações divulgadas pelo site
Congresso em Foco. Pela Constituição, eles deveriam ter se afastado delas antes de serem diplomados parlamentares. Em uma ampla matéria, o Congresso em Foco, que recebeu o Prêmio iIbest 2005 como um dos três melhores sites de política do país, relata que um documento em poder da Procuradoria Geral da República (PGR) questiona uma prática comum entre os parlamentares; comum e proibida pela Constituição: a exploração de concessões de rádio e televisão por parte de deputados e senadores. A representação que está nas mãos do Ministério Público foi movida pelo ProJor, instituição jornalística mantenedora do site Observatório da Imprensa. Os jornalistas Alberto Dines, Mauro Malin, José Carlos Marão e Luiz Egypto, coordenadores do ProJor, entregaram ao subprocurador-geral da República, Roberto Monteiro Gurgel Santos, os resultados de uma pesquisa que aponta indícios de ilegalidade nas outorgas e nas renovações de concessões públicas de emissoras de rádio e televisão. Em tese, ela pode resultar na abertura de ações penal e civil contra 10% dos integrantes da Câmara dos Deputados. Ouvido pelo Congresso em Foco, o especialista em Direito Constitucional Márcio Coimbra disse que os parlamentares da bancada da mídia estão sujeitos até à perda do mandato.

A representação identifica o perfil dessa bancada, a partir de uma
pesquisa realizada pelo professor Venício de Lima, do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília (UnB). Ela é composta por 49 deputados que são concessionários diretos de emissoras de rádio e TV, segundo dados oficiais do Ministério das Comunicações. Também inclui dois deputados, Carlos Rodrigues e José Borba, que renunciaram recentemente aos seus mandatos, em meio à denúncias de envolvimento com o chamado “mensalão”. O ranking de concessões, por partido, excluindo os dois deputados que renunciaram, é o seguinte:

PMDB - 13
PFL - 8
PP - 7
PL - 5
PSDB - 4
PTB - 4
PSB - 4
PPS - 2
PDT - 1
PV - 1

Venício de Lima resumiu assim o sentido do problema: “A questão fundamental quanto a deputados serem proprietários de emissoras de rádio e TV é que, primeiro, é uma ilegalidade, porque contraria a Constituição. Depois, a situação cria um conflito entre os interesses privados dos deputados empresários e o interesse público”.

“Nem sabemos direito o que estamos votando”
Dois deputados merecem um destaque especial: Couraci Sobrinho (PFL-SP) e Nelson Proença (PPS-RS), ambos titulares da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Os dois parlamentares teriam votado em causa própria, aprovando a renovação das concessões de suas próprias emissoras de rádio. Ainda segundo o estudo do professor Venício de Lima, pelo menos 11 dos 40 integrantes da referida comissão são concessionários na área das comunicações. Proença e Sobrinho são acusados de descumprirem o Regimento Interno da Câmara ao votar, na referida Comissão, a favor da renovação de suas próprias concessões de emissoras de rádio. Segundo o advogado Márcio Coimbra, “se esses fatos forem confirmados, podem gerar a abertura de processo disciplinar no Conselho de Ética da Câmara e eventual perda do mandato dos deputados, por quebra de decoro parlamentar”. De acordo com o artigo 180 do Regimento Interno da Câmara, diante de uma situação que possa configurar legislação em causa própria, o deputado é obrigado a declarar-se impedido de votar e avisar à Mesa Diretora.

Segundo a representação entregue ao Ministério Público, Couraci Sobrinho teria votado, no dia 11 de junho de 2003, pela renovação da concessão da Rádio Renascença Ltda., de Ribeirão Preto (SP), da qual é sócio-proprietário. Na época, o deputado pefelista era presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Procurado pelo site Congresso em Foco, Couraci contestou a informação e garantiu que se declarou impedido de votar naquele dia, o que estaria registrado em ata. O Congresso em Foco diz que não teve acesso a esse documento. No caso do deputado Nelson Proença não houve desmentido. No dia 30 de abril de 2003, ele votou pela renovação da concessão da Rádio Emissoras Reunidas Ltda., de Alegrete (RS), da qual é sócio-proprietário, segundo registro no Ministério das Comunicações. Proença possui ainda uma outra concessão de rádio, ligada às mesmas Emissoras Reunidas, em Santa Cruz do Sul (RS).

Indagado sobre o tema, Proença disse que votou pela renovação da concessão de sua rádio “sem perceber”. “Votamos muitas coisas, são muitos assuntos na pauta. O presidente organiza os pedidos de outorga e renovação e faz uma votação simbólica. Basta o deputado estar presente no dia, que consta da ata que ele tenha votado a favor. Nem sabemos direito o que estamos votando”, admitiu. Ainda segundo o deputado do PPS, as emissoras de rádio pertencem à sua família há anos. Ele teria se afastado da administração das emissoras quando foi empossado como deputado. Hoje seus interesses são outros, informou. “Trabalhei por 15 anos na IBM. Minha área de interesse na Comissão são os projetos de lei sobre informática”, acrescentou, sem especificar quais seriam esses interesses.

O artigo 54 da Constituição Federal
O subprocurador Roberto Gurgel Santos encaminhou a documentação à Procuradoria da República no Distrito Federal. Em uma análise preliminar, entendeu que não há indícios da ocorrência de crime. Os autores da representação, no entanto, esperam que os procuradores que assumirem o inquérito aprofundem as investigações e revejam a avaliação de Roberto Gurgel. Para o advogado Marcos Coimbra, segundo o artigo 54 da Constituição, os parlamentares não podem ser concessionários públicos. “Não se justifica o argumento de que eles se afastam do controle ou da administração das empresas ao tomarem posse, para conciliar o empresariado com o mandato. A lei fala em ser proprietário ou diretor. Nem sócios eles podem continuar sendo. Afinal, como sócios, continuam tendo lucros”, argumentou o constitucionalista. O artigo 54 da Constituição estabelece, entre outras coisas, que deputados e senadores não podem, desde a diplomação, firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público. A concessão de canais de rádio e TV é um dos tipos de contratos celebrados com a administração pública. Também prevê que, desde a sua posse, parlamentares não podem “ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada”. O artigo 55 da Constituição prevê que o parlamentar que descumprir as regras citadas no artigo anterior está sujeito à perda do mandato.Concessões como moeda política de troca
A matéria do Congresso em Foco mostra ainda como as concessões de emissoras de rádio e televisão vêm sendo utilizadas como moeda política de troca no Brasil. Entre 1985 e 1988, o então presidente José Sarney concedeu mais de mil dessas concessões. Ainda segundo a matéria, pelo menos 168 delas foram entregues a parlamentares que o ajudaram a aprovar a emenda que lhe garantiu cinco anos de mandato. Sarney não tem seu nome incluído no cadastro de concessionários de emissoras de rádio e televisão, do Ministério das Comunicações. Mas sua família está representada pelos filhos Sarney Filho (deputado pelo PV do Maranhão), Roseana Sarney (senadora pelo PFL do MA) e o empresário Fernando José Sarney. A família Sarney, que domina a vida política no Maranhão há cerca de 40 anos, é proprietária do Sistema Mirante de Comunicações, que engloba 10 veículos de comunicação, abrangendo 80% do território maranhense.
O governo Fernando Henrique Cardoso também entrou nessa dança através de uma portaria do Ministério das Comunicações que autorizou a entrega de estações retransmissoras de televisão (RTVs) sem necessidade de aprovação no Congresso. Até setembro de 1996, segundo dados oficiais, FHC “outorgou 1.848 licenças de RTVs, das quais pelo menos 268 beneficiaram entidades ou empresas controlados por 87 políticos”. “A generosidade de FHC coincidiu com a aprovação da emenda constitucional que permitiu a sua própria reeleição”, afirma a mesma reportagem. O professor Venício de Lima admite que o número de parlamentares que controlam emissoras de rádio e TV é maior do que aquele que ele identificou. Segundo ele, para proteger sua identidade e se esquivar das normas de incompatibilidade, alguns congressistas tendem a recorrer a vários expedientes, como transferir a concessão para o nome de parentes e laranjas. Recentemente, o Ministério das Comunicações passou a disponibilizar, em sua página na internet, o arquivo com o nome dos concessionários. É um passo importante para o início de uma luta mais séria contra o coronelismo eletrônico.

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COLUNÃO NA INTERNET

Caros amigos e leitores

"Atendendo a inúmeros pedidos", como se dizia antigamente, a partir de amanhã, domingo (27), o Colunão volta a ser atualizado no nosso saite provisório,
http://wr.colunao.ma.sites.uol.com.br/
(adicione a seus favoritos, por favor).

A edição de papel, recentemente desencartada do Jornal Pequeno, só volta a circular em janeiro, em vôo solo.
A matéria principal trata do Convento das Mercês ("Os pecadores do Convento"), com informações inéditas e análise independente. Por ter ficado muito longa, dividi a matéria em duas, deixando a segunda metade para domingo que vem.

O saite também oferece aos leitores internautas o texto das cartas que trocam eu e Lourival Bogéa (Dr. Peta), diretor-geral do JP, meses antes do desfecho, acerca dos privilégios que ele pretendia conceder ao ex-prefeito José Vieira. Já saíram em dois jornais da cidade, porém muitos não leram.

O blogue diário começa a funcionar esta semana.

Grato pela atenção
WALTER RODRIGUES

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OPOSIÇÃO DESESPERADA
Lideranças criticam tentativa da oposição de constranger o Supremo e boicotar orçamento

A chiadeira histérica da oposição e até de alguns petistas como o senador Delcídio Amaral (MS) contra a suposta "ingerência" do Supremo Tribunal Federal no processo de cassação do deputado federal e ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT-SP), provocou a indignação de importantes lideranças do legislativo.
Um deles foi o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP). O petista criticou a ameaça da oposição de obstruir a votação do orçamento da União de 2006 enquanto não for votado o processo de cassação de Dirceu. "Me parece totalmente descabido postergar a aprovação do orçamento para tentar constranger o Supremo Tribunal Federal em uma votação em que basicamente estão sendo discutidos os direitos e garantias individuais", afirmou. "Essa atitude agride a independência e a harmonia dos poderes", disse Mercadante.
Para Mercadante, não podemos discutir sobre quem está recorrendo, pois todos têm o direito de recorrer. "A própria oposição recorreu ao Supremo Tribunal Federal para que fosse instalada a CPI dos Bingos. A oposição não pode tentar constranger o STF, o poder a quem cabe interpretar a Constituição e as leis. É incoerente agir agora dessa forma", disse o Senador.
Segundo ele, "O princípio do Estado de Direito, que está na Constituição Federal, dispõe que a acusação tem de ser apresentada primeiro, para depois a defesa contestar", observou. "Houve inversão do direito de defesa e isso prejudica o processo”.

Oposição esperneia

O líder do PSDB na Casa, Arthur Virgílio (AM), reafirmou ontem a disposição de barrar a votação. "Não vejo como interferência no Supremo. Eu vejo que o STF vai decidir como ele quiser, a Câmara vai decidir como ela quiser", afirmou. "Agora, nós da oposição do Senado não permitiremos a aprovação do orçamento enquanto não se decidir o caso de José Dirceu", acrescentou.
Quem também engrossou o coro dos que enxergam na ação do Supremo algum tipo de ingerência foi o líder do PDT, senador Jefferson Peres (AM). "O Judiciário está agindo politicamente ao interferir no Congresso", acusou Jefferson. "Isso aqui está virando uma republiqueta", afirmou.
Parlamentares do PFL também ameaçaram boicotar a pauta do legislativo. “A sociedade não vai perdoar nenhum de nós se não fizermos o que precisa ser feito. A banda boa do Congresso precisa botar a banda podre para fora”, esbravejou o líder pefelista José Agripino Maia (RN).
O vice-presidente da Câmara, José Thomaz Nonô (PFL-AL), foi ainda mais agressivo. Subiu à tribuna da Câmara e, indignado, pregou a não obediência ao Supremo, argumentando que se tratava de uma interferência indevida de um Poder em outro. "É um insulto, uma vergonha, um abastardamento do Poder, um ato de servilismo que esta Casa não pode nem deve aceitar", afirmou Nonô. "Esta Casa está se abaixando demais e quem muito se abaixa expõe parte de sua anatomia aos olhos de terceiros." Bastante aplaudido pelos colegas de direita, o deputado Nonô prosseguiu, insistindo na necessidade de a Câmara dar continuidade ao processo contra Dirceu, com ou sem decisão judicial.
A verborragia de Nonô foi acompanhada pela do líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (PFL-RJ). Ele foi à tribuna e, também indignado, anunciou que o seu partido não cumpriria o acordo de votar a proposta de emenda constitucional que proíbe a verticalização nas coligações partidárias para a eleição de 2006. "Tomamos uma decisão enérgica ou seremos desmoralizados. O ministro Jobim pensa que ainda é deputado e a cada votação interfere aqui", atacou o deputado pefelista.

Renan: Supremo está cumprindo seu papel

Do lado dos que saíram em defesa do Supremo, Mercadante não foi voz isolada. O ex-ministro das Comunicações e deputado Miro Teixeira (PT-RJ) afirmou que não há o que deliberar, já que o STF ainda não tomou a decisão. "Essa é uma discussão louca. Parece briga na geral." O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP) afirmou que, quando o Supremo decidiu liminar contra Dirceu, a oposição não reclamou da interferência no Legislativo. "A decisão favorável à oposição, ela aplaude. Quando é contrária, não aceita. Assim é fácil", reagiu.
Dois ex-presidentes da corte suprema também entraram na polêmica e defenderam que o STF tem sim competência para avaliar o caso do deputado José Dirceu e não está interferindo indevidamente no poder Legislativo. Sydney Sanches -- que presidiu o Tribunal durante a crise do governo do presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992) -- e Maurício Corrêa -- penúltimo presidente da Casa -- concordam que pode até haver equívocos nos votos dos atuais ministros do STF sobre o recurso de Dirceu, mas dizem que não se pode discutir a legitimidade do tribunal de intervir no caso. "O Supremo sempre tem admitido mandados de segurança de quem alega ter seus direitos violados. Isso não é interferência ilegítima, é cumprimento da Constituição", disse Sanches. "Pode-se discutir se julgamento do STF foi ou não correto, mas não pode-se questionar se o STF pode interferir, o porque esse é o dever do tribunal.", concordou Corrêa.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) também disse que não considera a participação do STF no caso como interferência. "O Supremo está cumprindo o seu papel", comentou.Renan, entretanto, mostrou-se contaminado pela idéia de que a sociedade está cobrando a cassação de deputados, ainda que não se tenha provas contra eles. Segundo Renan, decisões como essas (do STF) inspiram sentimento de impunidade junto à população. "Devemos garantir o processo legal e acho, como a sociedade acha, que essas decisões acabam colaborando com a impunidade."Para ele, tensões entre o Supremo e o Congresso Nacional já existiam e sempre existirão, mas o importante é que isso não gere uma paralisia nos trabalhos das Casas Legislativas. "O Supremo julga todo dia e o Congresso não pode parar por isso. Essas tensões existem e vão continuar a existir. E o que nós devemos fazer é tratá-las de maneira cada vez mais amadurecida", opinou.O presidente do Senado justificou sua postura neutra por se considerar "um fator de ponderação, que trabalha para minimizar a crise e para tornar mais harmônica a relação com outros poderes". As declarações de Renan Calheiros foram feitas após a abertura da XXI Assembléia do Parlamento Latino-Americano, que se realiza em São Paulo.

Aldo: decisão do STF tem que ser respeitada

Já o presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), disse que é sua responsabilidade preservar a independência do Legislativo, mas, ao mesmo tempo, a Câmara tem de fazer o que é obrigação de todos os brasileiros: "A decisão da Justiça, do STF, tem de ser cumprida. Em seguida, se for possível, pode-se recorrer"."Acho que quando a Câmara é atingida por uma decisão judicial, no primeiro momento ela cumpre e, quando a lei permite, ela recorre", reiterou Rebelo, que recebeu ontem a Ordem do Mérito do Parlamento Latino Americano (Parlatino) (
leia mais).Rebelo julga que não há crise entre o Legislativo e o Judiciário. Para ele, existe, sim, uma relação que se equilibra entre a independência e a harmonia, que pode gerar tensão em alguns momentos. "Nós zelamos pela independência da Câmara. Caso contrário, não cumprimos com nosso papel de representação do povo brasileiro. Mas, ao mesmo tempo, isso é cumprido com base na responsabilidade que todos temos diante do País", afirmou.Rebelo reiterou que está mantida para o dia 30 a sessão que vai decidir sobre a cassação de Dirceu, mas negou-se a responder se considera que o ex-ministro será cassado. "Não tenho direito de comentar processos de parlamentares", disse. Mesmo diante da insistência dos repórteres, Rebelo não respondeu se vai ou não presidir a sessão.Rebelo afirmou, primeiro, que qualquer integrante pode presidir a sessão. "São sete integrantes, todos titulares com atribuição de presidir qualquer sessão da Câmara. Tanto o presidente da Casa quanto os outros integrantes poderão presidir a sessão", disse."Essa será uma sessão como outra qualquer. Não tem nenhuma particularidade, porque todas as sessões devem ser presididas com espírito de rigor, justiça, equilíbrio e cumprimento da Constituição e do regimento interno", completou Rebelo.

Paulo Bernardo: instrumento de chantagem

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que seria "irresponsável", da parte da oposição, impedir a votação do orçamento por causa da briga política instalada no Congresso. "A discussão do orçamento é algo que se repete. Todo ano tem gente que diz que não vai votar. Esta é uma postura menor, uma postura pequena. O Congresso tem de votar o orçamento", afirmou Bernardo, acrescentando que o governo vai trabalhar para que isso não ocorra."Precisamos trabalhar para que esse tipo de postura irresponsável não avance. Não podemos transformar uma briga política em instrumento de chantagem contra o governo, que não tem nada a ver com essa disputa, e contra o País", afirmou.
Enquanto o orçamento não é votado, o trabalho no Congresso Nacional não é suspenso para o recesso de final de ano. Se o assunto não for votado até o dia 31 de dezembro, o governo chega a 2006 com o compromisso de financiar apenas gastos com pagamento de salários e para manter a máquina pública em funcionamento. Não haveria, portanto, recursos para investimentos, o que seria um grave prejuízo para a economia do país.

Da redação
Com informações das agências
VERMELHO

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Lula lança Transnordestina e volta a criticar quem torce contra o País

Fotos: Ricardo Stuckert/PR.

No alto, presidente Lula é saudado por populares no Ceará, onde esteve com o ministro Ciro Gomes (foto acima) para lançar importantes projetos para a região Nordeste
Em uma solenidade em Fortaleza para anunciar recursos para grandes obras no Nordeste, nesta sexta-feira (25/11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a União priorize as regiões mais pobres na hora de fazer investimentos e disse que isso só não acontece por causa da "mediocridade política do Brasil".Para o presidente, por causa dessa "mediocridade", boa parte da classe política "não consegue pensar no país nem um minuto depois do seu mandato"."Acho que essas coisas não acontecem no Brasil, e quero pedir desculpas se alguém se sentir ofendido, pela mediocridade política do Brasil. Pela mediocridade de uma classe política, em que uma boa parte dela não consegue pensar no país nem um minuto depois do seu mandato, só pensa nos seus quatro anos, pensando numa reeleição", afirmou.Em seu discurso improvisado (
clique aqui para ler a íntegra do discurso), que demorou 48 minutos, ele usou uma metáfora ao falar na hipótese de não continuar no governo. "Quando a gente planta uma árvore, necessariamente não temos que chupar o fruto daquela árvore. Outros que virão depois poderão ser os beneficiários. Mas nós [governo Lula] tivemos a coragem de plantar, mesmo sabendo que não íamos chupar o fruto daquela árvore", disse.Lula esteve em Fortaleza, na sede do BNB (Banco do Nordeste do Brasil), para anunciar investimentos no Metrofor (o metrô de Fortaleza, cujas obras estão paradas), na construção de uma siderúrgica no Ceará e na ferrovia Transnordestina, que prevê investimentos de R$ 4,5 bilhões.O presidente disse que o país vive uma boa fase, com crescimento econômico e no número de empregos, mas que, mesmo assim, há sempre os que torcem pelo fracasso, como "ave de mau agouro". "O Brasil é fantasticamente engraçado, eu não sei se é no Brasil ou se é no mundo inteiro, mas aquele que perde uma eleição fica torcendo, torcendo, torcendo para que o presidente eleito não faça nada que dê certo. Aqui todo mundo fica torcendo por um fracasso, que nem uma ave de mau agouro."Lula foi recebido, pelas cerca de 1.500 pessoas que participaram do evento, com gritos de "Brasil, urgente, Lula novamente".DefesaCoube ao ministro Ciro Gomes (Integração Nacional) fazer a defesa do governo e afirmar que não há divergências internas insanáveis entre ministros."Na nossa equipe não tem desavença, é tudo intriga e boato da imprensa, a serviço da canalha da UDN", disse. "O que tem é uma discussão de gente boa, de gente séria, de gente patriota, que quer melhorar as coisas. O presidente Lula participa e estimula a discussões, porque é assim que um governante democrata deve fazer, e decide. Uma vez decidido, cada um que tem suas diferenças bota a viola no saco, a minha vive no saco quase todo dia, e nós tocamos a ferramenta para frente."Ciro referia-se à recente troca de críticas pública entre a ministra Dilma Roussef (Casa Civil), que estava no evento de hoje, e Antonio Palocci (Fazenda), sobre a condução da política econômica. Para ele, é um privilégio trabalhar ao lado de Dilma, a quem chamou de "xerifa".O único a citar Palocci e a elogiá-lo no palanque foi o governador do Ceará, o tucano Lúcio Alcântara.Lula também tocou no assunto, mas ao falar sobre as disputas políticas entre o Senado e a Câmara. "Quando vocês virem essas brigas, não se assustem. É melhor assim do que no tempo do regime militar, que a gente não tinha essas coisas. Isso é um aprendizado", disse."Depois dos 60 anos de idade, eu cheguei à seguinte conclusão: a nossa vida é tão curta, que não vale a pena a gente ter ódio, não vale a pena ter rancor, não vale a pena não pensar de forma otimista todo dia e toda hora."Homenagem Ciro procurou, em todo o seu discurso, fazer referências ao "esforço pessoal" do presidente Lula, ao "seu empenho", às "suas intervenções pessoais", à "sua determinação", à "sua insistência" ao governar.Lula retribuiu os elogios. O presidente disse que quis "homenagear" Ciro quando "deu" a ele as obras da Transnordestina e do Projeto São Francisco."Numa homenagem ao fato do Ciro Gomes ter sido meu concorrente, eu tê-lo chamado para participar do meu governo e ele ter aceito, eu dei as duas obras que são duas paixões na minha vida para ele fazer. Foi uma homenagem à humildade, à lealdade, às coisas transparentes que ele faz", disse o presidente.
Transnordestina será "estruturante" para a região, diz coordenador do projeto


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O governo federal quer transformar a nova Transnordestina em uma alavanca para o crescimento econômico e social da região Nordeste do país. "Trata-se de um projeto estruturante e vital para o desenvolvimento da região", afirmou Pedro Brito, secretário-executivo substituto do Ministério da Integração e coordenador do projeto da ferrovia. Em entrevista à Agência Brasil, Brito disse que a Transnordestina é um projeto que vai mudar completamente a possibilidade de logística da região."A Transnordestina é mais do que um instrumento de logística, vai viabilizar muitos empreendimentos potenciais", afirmou José Augusto Valente, secretário de Política Nacional do Ministério dos Transportes. Participaram do projeto os ministérios da Integração Nacional, dos Transportes, da Fazenda e Casa Civil. O Ministério do Meio Ambiente também participou na questão das licenças ambientais necessárias ao projeto.Com 1.860 quilômetros de extensão, a ferrovia começará no município de Eliseu Martins, no Piauí. De lá, segue pelo interior pernambucano até a cidade de Salgueiro, onde bifurca em dois ramais - um em direção ao porto de Suape, em Pernambuco, e o outro até o porto de Pecém, no Ceará.Toda a obra envolve investimentos de R$ 4,5 bilhões, dos quais R$ 3,95 bilhões de financiamentos do governo federal. O projeto original da Transnordestina foi iniciado em 1990 e paralisado no final de 1992, segundo o Ministério dos Transportes.
Da redação
Com informações da Agência Brasil
VERMELHO

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MÁFIA TUCANA
Nilton Monteiro: Eu, enquanto viver, vou lutar contra esse povo, tenho pavor deles. Não posso nem ouvir falar em PSDB. Considero o PSDB uma grande quadrilha organizada.

“Campanha de Eduardo Azeredo custou mais de R$ 100 milhões”

“Foi uma campanha milionária. Dinheiro de estatais, de empreiteiras, doleiros, corretores de seguro, das privatizações. É por isso que o Azeredo entregou o Estado realmente falido para o Itamar Franco”, declarou o lobista Nilton Monteiro, “bomba-relógio” prestes a explodir no colo do PSDB
Nome bastante temido por integrantes do PSDB que tentam desesperadamente impedi-lo de depor na CPMI dos Correios, Nilton Monteiro, auto-intitulado uma bomba-relógio preste a explodir no colo do ex-presidente nacional do PSDB, Eduardo Azeredo, concedeu uma entrevista ao HP em que expõe parte da gigantesca gama de informações e documentos que acumulou nos últimos anos da prática de atos ilícitos e caixa 2 na campanha tucana de Minas Gerais, em 1998.
Ressaltando que detém muitos documentos guardados para serem apresentados à CPMI, Monteiro, um lobista conhecido – e ai daqueles que “tucanarem” a ocupação o chamando de empresário – disse que a campanha de Azeredo arrecadou mais de R$ 100 milhões, grande parte oriundos dos cofres públicos, e que pelo menos R$ 4,5 milhões teriam ficado no bolso do ex-governador.
Muitos podem tentar desqualificá-lo, como o ex-tesoureiro de Azeredo, Cláudio Mourão, em depoimento na CPMI. No entanto, as informações até agora passadas por ele mostraram-se todas verdadeiras, em especial, o cheque de R$ 700 mil repassado por Valério para Azeredo quitar uma dívida com Cláudio Mourão. Na CPMI, Mourão também havia afirmado que não havia repassado nenhuma procuração para ele representá-lo, fato desmentido posteriormente por um laudo técnico encomendado pela revista “Istoé”.
ALESSANDRO RODRIGUES
Quanto arrecadou a campanha de Eduardo Azeredo em 1998? R$ 20 milhões ou R$ 53 milhões?
R$ 53 milhões era o que falavam. Mas foi uma campanha milionária, mais de cem milhões de reais. Dinheiro de estatais, de empreiteiras, doleiros, corretores de seguro, das privatizações. Então, é por isso que o Azeredo entregou o Estado, realmente, falido para o Itamar Franco. O Azeredo perdeu a reeleição e não foi por causa de dinheiro. Perdeu sim, por incompetência. Eu não sei como ele chegou a governador.
Qual a tua relação com o tesoureiro de Azeredo, Cláudio Mourão?
Hoje eu vejo que eu fui usado por esse cidadão. Tudo o que ele falou lá na CPI, ele mentiu. Ele estava numa situação delica-díssima, quebrado, esse pessoal não queria nem vê-lo: Clésio Andrade, Walfrido dos Mares Guia. Abandonaram ele. No final da campanha, eles falaram que quem fez o Azeredo perder foi João e Mourão. O João Heraldo hoje é um cidadão que está no Banco Rural. E até hoje não sei por quê não foi investigado. Ele foi um secretário muito forte na Fazenda. Não aparece, mas era o homem das negociatas.
O Mourão atuava só em Minas Gerais?
Mourão trabalhou muito ali no eixo Minas Gerais. Mas era um cidadão viajado. Era um homem de muita confiança. Então ele (Mourão) tinha vários contatos, uma teia. Tinha contato com o Banco Opportunity, com a Elena Landau, com a Cemig, dali saiu dinheiro da campanha, da Telemig saiu dinheiro para a campanha, do BMG saiu dinheiro para a campanha. Tinha ramificação com doleiros fortes no Rio de Janeiro. Alugava avião da Líder. Às vezes via uma determinada pessoa que eu não posso falar ainda. Ficava o avião no hangar, como se fizesse manutenção, mas não era, estavam passando rios de dinheiro, para depois seguir para Belo Horizonte.
Que documentos da campanha de Azeredo o Cláudio Mourão entregou para você?
Ele colocou na minha mão o manuscrito de próprio punho do Walfrido Mares Guia, que ele já divulgou que ele tinha realmente escrito; colocou na minha mão o recibo do Azeredo recebendo 4 milhões e meio; colocou a lista dos deputados e a quantidade de recursos que receberam.
Com os recibos?
Não, recibos não. Só o valor que cada um recebeu. Eu já tinha alguns DOCs. Colocou a relação de despesa que o Pratinha (Marco Aurélio Prata, contador de Marcos Valério) assinou, que tinha 53 milhões de reais que foram gastos pela SMP&B na campanha. Diz que gastaram pouquinho no enduro e o resto foi tudo para a campanha. Me passou a ação que ele tinha contra o Azeredo e o documento que o Azeredo deu plenos poderes para ele. O Azeredo deu muito poder para o Mourão.
Você já afirmou que teve reunido com Marcos Valério e que ele tinha documentos contra tucanos graúdos...
O Marcos Valério disse que tinha documentos contra o Fernando Henrique, contra o Serra. Disse assim: Olha Nilton, com aquela pilha eu arrebento a República.
Ele deu a entender que tinha operado dinheiro para a campanha nacional do PSDB?
Foi praticamente isso que ele disse.
Em 2002?
Sim. Disse que tinha vários políticos a nível nacional, não só de Minas Gerais.
O Marcos Valério repassou algum dinheiro para Cláudio Mourão este ano?
Eu já cheguei a presenciar um pagamento de 350 mil reais com vários cheques da SMP&B para o Mourão. A secretária da SMP&B entregou o envelope para ele, por volta de julho. Nós estávamos num carro, aí ela chegou com o envelope. O Cláudio Mourão estava sentado ao lado do Cleiton e eu estava atrás. Aí ele olhou o cheque e disse: graças a Deus agora...
Quando isso aconteceu?
Agora, em maio ou julho. Foi em julho. É, nós tivemos lá no Marcos Valério em 9 de julho. Foi julho mesmo.
Esse dinheiro foi para ele (Mourão) tirar o processo contra o Azeredo?
Foi, totalmente. Lógico que foi para retirar o processo. Ele teve que tirar porque ia chegar num momento que teria que acostar documentos nessa ação. E as provas também eram contra ele. Então ele quis ganhar um tempo. Tirou o advogado Carlos Henrique e colocou o advogado do Clésio (Andrade). Mas eu já tinha os documentos. Aí eu entreguei os documentos para a imprensa. Voou tucano para tudo que é lado. Eles gostam de meter o pau nos outros e esquecem que têm o telhado de vidro.
Você chegou a conversar com o Azeredo sobre o caso?
Cheguei. Depois ele me pressionou, disse que eu estava com documentos que não podiam ficar nas minhas mãos, que ele iria me interpelar, que eram documentos particulares da campanha, que não sabia porque eu estava com isso.
Ele admitiu que conhecia o esquema de caixa 2?
Ele sabia de tudo. O Cláudio falou comigo que ele (Azeredo) sabia de tudo que acontecia. Agora diz que não sabe. O interessante é que o Cláudio mudou muito. Agora assumiu todo o compromisso, porque ele é doido. Mudou a história porque recebeu dinheiro. O dinheiro comprou o silêncio dele. Hoje ele está um homem abonado, tranqüilo.
Quando você conversou com o Azeredo, ele se negou a fazer o acordo?
O Azeredo falou que não devia nada ao Cláudio Mourão.
Ele falou que já havia repassado os R$ 700 mil para ele?
Falou para mim. Foi onde eu descobri que tinha uma ação que o Cláudio Mourão entrou cobrando cerca de R$ 1,5 milhão do Azeredo. Aí eles chegaram num acordo e o Azeredo pagou R$ 700 mil para o Mourão com o cheque do Valério. O Azeredo falou: “Nilton, ele fez um recibo para mim, que ele não pode me cobrar. Eu não devo mais nada para esse cidadão”. “E outra coisa, Nilton: os carros que ele ficou, não eram dele. Ele tinha que ter vendido, entregado e pronto”. Ali é uma quadrilha. Ali é um roubando o outro.
Você está guardando alguma carta na manga contra os tucanos para a CPI?
Eu não sei, né...eu sou uma pessoa... do silêncio, né. Eu sou imprevisível (risos). Mas eu tenho muito fogo para esse povo. Não brinquem comigo. Eu já venho há 6 meses abastecendo a imprensa. E tudo provado. Prepare-se que eu vou pegar gente grande. Não termino o meu trabalho só com o Azeredo. O Azeredo é peixe pequeno. Eu acho que ele tem que ser cassado mesmo. Eu só peço Justiça. Acho que tem que ser feita Justiça.
Você acha que vai ser chamado para depor?
Eu que denunciei o negócio da Cemig. Os jornais sempre tentaram me desqualificar. Não tenho medo da Justiça, não devo à Justiça. Pelo contrário, eles é que devem ter medo da Justiça. Eu, enquanto viver, vou lutar contra esse povo, tenho pavor deles. Não posso nem ouvir falar em PSDB. Considero o PSDB uma grande quadrilha organizada. Pior que essa máfia italiana. Se o presidente quisesse, muitos deles estariam na cadeia hoje. Não teria chance pra eles.
E onde deve ser investigado?
Eu acho que se for fazer uma varredura, por exemplo, no sistema Lloyd do Brasil, o que a quadrilha do PSDB, a organização criminosa fez na Lloyd, é um negócio de fazer horror, medo. Acabaram com os nossos navios, venderam a preço de banana. Foi dali que saiu parte do dinheiro da reeleição do Fernando Henrique Cardoso, com o Eduardo Jorge. É ali que está toda a estripulia. Aguarde que vai vir chumbo grosso, mesmo. O PSDB fez muito mais do que isso, o PFL também. Detonei a maior quadrilha do PSDB e PFL no Espírito Santo. Acabei com eles lá.

Hora do Povo

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Jobim vê 'sindrome da conspiração' nas críticas ao STF

Adauri Antunes Barbosa - O Globo
SÃO PAULO - O ministro Nelson Jobim, presidente do Supremo Tribunal Federal (SFT), negou nesta sexta-feira em São Paulo que haja uma crise institucional entre o Judiciário e o Legislativo em função da decisão que interfere no processo de cassação do deputado José Dirceu (PT-SP). Segundo ele, não há nenhum juízo político que possa abalar as ações do STF, já que existe uma "síndrome da conspiração" em que" aqueles que acham que têm razão querem impor sua opinião".
- Isso tudo é a síndrome da conspiração em cima de uma circunstância que se está vivendo. Quando se afirma que isso tudo decorre de uma estrutura, que decorre daquelas situações, daquela necessidade de sempre se procurar razões ocultas. Isso é normal no processo - disse Jobim, que fez palestra à noite em uma universidade privada de São Paulo.
Segundo ele, as críticas da oposição e de vários parlamentares que não concordaram com a decisão do STF que deixou em suspenso o processo de cassação de José Dirceu é política e "desarrazoada".
- É um juízo completamente desarrazoado daqueles que não conhecem o texto constitucional - disse, defedendo o direito ao contrário e o direto à defesa.
Segundo ele, as críticas são um reflexo da dimensão do "conflito político" no país.
- É uma decisão política que mostra o nível do relacionamento que se trava dentro do Congresso Nacional e se tem uma dimensão do conflito político no Brasil.
Como presidente do STF, Nelson Jobim garantiu que a instituição não se constrange com as críticas e acusações de interferência no Legislativo e acusou de antidemocráticos os que não aceitam as decisões judiciais.
- O Supremo não se constrange com absolutamente nada. O Supremo tem uma tradição. Inclusive o regime militar não constrangeu o Supremo. Lembrem-se que o Supremo concedia hábeas-corpus contra o regime militar. Ou seja, só aqueles que pretendem desrespeitar decisões judiciais são exatamente aqueles que não sabem conviver no processo democrático.
Como o STF só vai se reunir na próxima quarta-feira às 14h, Jobim disse que a decisão da Câmara dos Deputados, seja favorável ou não à cassação de Dirceu, poderá ser anulada pela instituição, dependendo do voto do ministro Sepúlveda Pertence.
- Se o Supremo conceder a liminar e tiver já sido feito o procedimento (cassação) está todo anulado o procedimento.
O ministro do STF classificou como "retaliação interna" da ameaça da oposição, PSDB e PFL, de não votar o orçamento da União enquanto não for votada a cassação de José Dirceu.
- Como se o governo fosse responsável por uma decisão do Supremo. Absolutamente. Os responsáveis pela decisão somos nós (STF) e a Constituição é respnsável. Isso não é um problema de processo, é um problema político. A questão a ser posta é como fica o país sem orçamento? - questionou.
Nelson Jobim também negou que cogita ser candidato a presidente da República pelo PMDB.
- Não cogito. Se dissesse que sou ou que não sou estaria cogitando. E não cogito. Mas o futuro a Deus pertence - disse.

Especialistas defendem atuação do STF no processo de Dirceu

Hilda Badenes e Miguel Conde - Globo Online
RIO - Apesar das reclamações de oposicionistas e integrantes do Conselho de Ética, especialistas não concordam que o Supremo Tribunal Federal (STF) esteja interferindo indevidamente no processo de cassação do mandato do deputado José Dirceu (PT-SP). Para o historiador Carlos Eduardo Sarmento, do Centro de Pesquisa e Documentação da Fundação Getúlio Vargas, não é verdade que as liminares concedidas pelo STF a Dirceu representem uma agressão ao princípio da autonomia dos poderes. Ele acredita que as críticas ao STF é que revelam uma intolerância a esta autonomia:
- Não há legitimidade em dizer que houve interferência. Nós temos que observar o princípio básico das instituições democráticas, a autonomia dos poderes. Se há a possibilidade de recorrer ao Judiciário, a decisão dele deve ser respeitada. O Legislativo tem que aprender a conviver com essa autonomia. E vice-versa - explica.
O cientista político Marcos Figueiredo, professor da Iuperj, também defende a atuação do STF:
- Não há uma interferência deliberada do Supremo nas atividades do Congresso. O que existe é uma apreciação de uma demanda feita por um deputado, no caso o José Dirceu. Ele já teve recursos aceitos e outros rejeitados. O que os órgãos da Câmara têm que fazer é tomar cuidado no encaminhamento do processo.
Para Figueiredo, o argumento de que os julgamentos da Câmara são políticos, e por isso não precisariam ter o mesmo rigor dos processos judiciais, não muda em nada essa situação.
- Mesmo julgamentos políticos não prescindem de um processo justo - afirma. - O José Dirceu está no direito dele de fazer recursos toda vez que achar que seu direito de defesa não está sendo observado.
MOTIVAÇÕES POLÍTICAS. Para Sarmento, as decisões do Judiciário podem ter, sim, motivações políticas. Mas ele considera utópica a proposta do senador Jefferson Peres (PDT-AM), de alterar o processo de nomeação dos ministros do STF (hoje, a indicação é feita pelo presidente da República) para diminuir o viés político das decisões do tribunal:
- Há um idealismo nesse tipo de proposta. Em país nenhum do mundo estas indicações são desprovidas de interesse político. Não há como criar filtro. Toda ação humana tem fundamentação política. Na esfera dos poderes, é obvio que o presidente vai fazer sua indicação com bases em interesses políticos.
Figueiredo acrescenta que a atuação política é da própria natureza do Supremo. Ele acredita, no entanto, que uma mudança importante poderia ser adotada: a proibição da nomeação de pessoas que tenham sido filiadas a partidos políticos.
- O Supremo é político. Ele se baseia na interpretação da Constituição e das leis. O que devia ser proibido é que ex-políticos partidários venham a fazer parte do STF. Isso é que coloca na corte um viés partidário.
Diante das derrotas do Conselho de Ética no STF, os deputados Sérgio Miranda (PDT-MG) e Inaldo Leitão (PL-PB) sugeriram que os processos de cassação de mandato voltem a ser feitos pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A idéia é criticada por Sarmento.
- Acho perigoso que se valha de um caso pontual para promover uma mudança radical. É uma questão quase pessoal que está sendo usada como ferramenta para se fazer mudança grande e que a longo prazo pode não ser benéfica para a sociedade - analisa.

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Nível de emprego é o maior desde 1996


O nível de trabalhadores ocupados no país foi o mais alto desde o ano de 1996, chegando a 56,3% da população em idade ativa. Em 1996 este índice era de 55,1%. As informações constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - 2004 (PNAD), divulgada na sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pelo levantamento aumentou o número de ocupados em 3,8 milhões de trabalhadores de 2002 a 2004.
Para o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), presidente nacional do PT, os dados são muito significativos. Ele lembrou que o levantamento do PNAD é mais abrangente do que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), uma vez que envolve os empregos formais e informais. A estimativa do ex-ministro do Trabalho é de que até o final do ano se chegue a 6 milhões de empregos novos no país.
O levantamento do PNAD revela ainda que o nível de ocupação das mulheres foi o mais alto desde 1992. Aponta também quase 2,5 milhões de empregados com carteira assinada, resultando em maior contribuição previdenciária.

Renda - Depois de sete anos consecutivos de queda, o rendimento do trabalhador brasileiro ficou estável em 2004. O estudo mostra que a partir de 1996 a estabilidade econômica fez com que os trabalhadores com salários mais baixos tivessem ganhos reais superiores aos que tinham rendimentos maiores. De 2003 para 2004, os 50% de pessoas ocupadas com as menores remunerações de trabalho tiveram ganho real de 3,2%, enquanto os 50% com os maiores rendimentos apresentaram perda real de 0,6%.
Para Ricardo Berzoini os dados mostram que houve reversão, tanto da renda, quanto do emprego no país. Ele analisou ainda que em dois anos houve um aumento de 10% no nível de emprego, mesmo com um quadro de dificuldades encontrado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, quando tomou posse na Presidência da República.
Leia a íntegra do estudo do PNAD na Agência Informes, no endereço:
www.informes.org.br.

Lula assina protocolo para construção de ferrovia Transnordestina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na última sexta-feira, em Fortaleza, um protocolo de intenções para a construção da Nova Transnordestina, ferrovia que ligará o município piauiense de Eliseu Martins aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE).
A cerimônia, na sede do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), contou com a participação dos governadores do Ceará, Lúcio Alcântara (PSDB), de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), e do Piauí, Wellington Dias (PT), mais os ministros da Integração, Ciro Gomes, dos Transportes, Alfredo Nascimento, e de Minas e Energia, Silas Rondeau, além da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT).
Com 1.860 quilômetros de extensão, sendo 905 de novas linhas, a ferrovia deve ser construída em três anos ao custo estimado de R$ 4,5 bilhões. Quando concluída, terá capacidade de transportar 30 milhões de toneladas de carga por ano, incluindo a produção agrícola (soja, biodiesel, frutas, álcool) e mineral (gipsita) da região.
Na mesma cerimônia, o presidente liberou R$ 350 milhões para a conclusão das obras de dois trechos do metrô de Fortaleza e anunciou novos investimentos do BNB para operações de microcrédito.
Lula inaugurou ainda, em Juazeiro do Norte, o açude Arneiroz II. A barragem - de 34,2 metros de altura e 1,4 quilômetro de extensão - custou R$ 21,2 milhões e beneficiará uma população de 24 mil habitantes dos municípios de Saboeiro e Arneiroz.
Presidente destaca geração recorde de empregos Em entrevista concedida a rádios na última semana, o presidente Lula comemorou o crescimento da taxa de empregos formais no País. "O Brasil vive o melhor momento da geração de empregos dos últimos 20 anos" disse o presidente.
"No Brasil, de 1980 até 2002, temos uma situação desagregadora do ponto de vista do emprego. Nós, em 35 meses, criamos 3,6 milhões de empregos com carteira assinada" afirmou o presidente às emissoras Capital AM (SP), Tupi (SP e RJ) e Globo (RJ), no Palácio do Planalto.
Lula apontou como exemplo a indústria metalúrgica que, em 20 anos, desempregou cerca de 1,5 milhão de trabalhadores e em 35 meses de seu governo recuperou mais de 300 mil vagas. O presidente ressaltou a necessidade de criação de mais postos de trabalho e disse esperar que o País chegue a ter índices de emprego comparáveis aos do mundo desenvolvido.


Revista questiona presidente do Conselho de Ética


Presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara desde o início deste ano, o deputado Ricardo Izar (PTB-SP) é destaque na próxima edição da revista Carta Capital . A reportagem questiona a ética do deputado Izar ao contratar, como assessor na Câmara, um aliado político investigado por corrupção, Nicolau Kohle.
Casado com uma prima-irmã de Izar, Kohle chefiou, entre 1997 e 2002, a seção paulista do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão do Ministério das Minas e Energia encarregado de fiscalizar a exploração de minérios no país.
O Ministério Público investiga a gestão de Nicolau Kohle, suspeito de possível envolvimento na chamada "máfia da areia", que seriam exploradores clandestinos com atuação na região do Vale do Paraíba, em São Paulo.
Leia a íntegra da matéria no site da revista:www.cartacapital.com.br.

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Nota encaminhada ao OESP nesta quinta-feira (24/11), sobre declarações de José Serra publicadas em reportagem desta sexta-feira (25/11), sob título "Serra tromba com TCM por Leve-Leite" (Cidades/Metrópole, C-5)


Não contente em deixar as crianças da cidade sem leite, Serra propala inverdades. A gestão Marta Suplicy não contratou a mesma empresa que fornecia leite à gestão Pitta. Cancelou o contrato da gestão Pitta. Fez nova licitação, reduzindo preço e melhorando a qualidade do produto. Com esta economia, bom gerenciamento e tendo as crianças como prioridade, a gestão Marta Suplicy serviu, diariamente, 1,4 milhão de refeições nas escolas municipais - 70 produtos diferentes, num cardápio equilibrado e elaborado por nutricionistas de acordo com a faixa etária, e não apenas salsichas, como agora. O investimento anual nessa área saltou de R$ 133 milhões para R$ 235 milhões. Em quatro anos, a Prefeitura destinou R$ 885 milhões em alimentação escolar. Com sua declaração, Serra busca esconder incompetência e falta de interesse na administração da cidade. Parece que quer acabar com o LeveLeite. Só pensa em sua carreira política, mesmo que custe o leite das crianças. Serra precisa descer do palanque porque a cidade de São Paulo e, em particular, nossas crianças merecem respeito.

Assessoria de Imprensa da ex-prefeita Marta Suplicy

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Sexta-feira, Novembro 25, 2005



África: 15 países assinam protocolo que proíbe mutilação genital feminina


Africana mostra a faca com que são removidos clitóris e lábios menores da vulva feminina


O Protocolo sobre os Direitos das Mulheres Africanas, primeiro texto de âmbito continental a proibir explicitamente práticas como a mutilação genital feminina [remoção do clitóris e dos lábios menores da vulva], entra em vigor hoje, sexta-feira. Segundo a Unicef divulgou ontem, ao menos 3 milhões de meninas são vítimas nos 28 países onde a prática dolorosa, e muitas vezes assassina, é realizada.
O documento foi adotado na segunda Assembléia Geral da União Africana (UA) realizada em Maputo (Moçambique) em julho de 2003, mas, para entrar em vigor, devia ser ratificado por 15 países membros. Togo foi 15º país a assiná-lo no último dia 26 de outubro, ativando automaticamente o período de 30 dias para sua entrada em vigor.
Os países que assinam o documento são Cabo Verde, Comoros, Yibuti, Gambia, Lesoto, Libia, Malawi, Mali, Namibia, Nigéria, Ruanda, Senegal, África do Sul, Benin e Togo. Há ainda 38 membros da UA que não aprovaram o documento.
O texto - que integra a Convenção Africana sobre os Direitos das Pessoas e dos Povos - aborda especificamente a realidade das mulheres africanas. Ele estabelece, entre outras coisas, que os países membros proibirão e castigarão "toda forma de mutilação genital feminina" e "protegerão as mulheres para que elas não corram o risco de serem submetidas" a esta prática.
É a primeira vez que a mutilação genital feminina é abordada de forma explícita em um texto legal cujo âmbito é o continente africano, onde a prática continua sendo realizada em mais de 28 países. Também pela primeira vez reafirma-se o direito das mulheres de ter sua saúde reprodutiva respeitada, o que inclui, segundo o artigo 14, "o direito de controlar sua fertilidade, escolher métodos anticoncepcionais e se proteger da Aids".
O mesmo artigo indica que "os países tomarão medidas para proteger os direitos reprodutivos das mulheres autorizando o aborto médico em caso de agressão sexual, violação, incesto e quando a gravidez puser em perigo a saúde física ou mental da mãe ou a vida da mãe e do feto". Em um continente onde os casamentos arranjados são freqüentes e as meninas são obrigadas a se casar muito jovens, o protocolo estabelece que os países devem garantir que "nenhum casamento ocorra sem o consentimento das duas partes" e determina os 18 anos como a idade mínima para o matrimônio.
Direitos sociais e políticos
O texto também reconhece os direitos das viúvas, uma inclusão importante levando em conta que, em muitos países africanos, a tradição priva as mulheres do direito à propriedade. Elas perdem todos seus pertences se seu marido morrer e podem ainda ser "herdadas" por um parente deste. "Uma viúva terá direito a uma porção eqüitativa da herança da propriedade de seu marido", afirma o artigo 21. O mesmo princípio pode ser aplicado em caso de separação ou divórcio.
Outros trechos referem-se à participação da mulher na política, bem como ao direito à educação e de ser protegida pelas leis e em caso de conflito armado. As organizações de mulheres consideram a entrada em vigor do protocolo um "marco". "O fundamental é que ele [o documento] é africano, são nossos chefes de Estado que o adotam, e o texto dá às mulheres uma poderosa ferramenta para desafiar aqueles que afirmam que os direitos das mulheres são um conceito 'importado' do Ocidente", disse a diretora da Rede de Comunicação e Desenvolvimento das Mulheres Africanas, Muthoni Wanyeki.
"Estamos muito orgulhosas de ter chegado até aqui, mas a grande batalha está por vir, em conseguir que o documento seja respeitado", acrescentou Faiza Mohammed, da organização Equality Now (na tradução livre, Igualdade Já), que coordenou 19 associações africanas para pressionar os governos a ratificarem o texto.
Milhões de vítimas
Calcula-se que cerca de 3 milhões de meninas sofram mutilação genital nos países da África subsaariana e do Oriente Médio, segundo relatório do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) também publicado ontem, dia 24. O documento informa ainda que nos 28 países onde a mutilação genital de meninas é praticada o número total de afetadas chega a cerca de 130 milhões. Nos locais onde é praticada a mutilação, as pessoas pensam que o ato contribui para ressaltar a beleza, a honra, o status social e a castidade - o que supostamente aumentaria as possibilidades de casamento das jovens segundo o relatório do Unicef.
Antes, calculava-se em 2 milhões o número anual de ablações. Hoje, no entanto, acredita-se que essa cifra se aproxima dos 3 milhões, o que não significa que tenha aumentado o número de mutilações desse tipo, mas melhorado a coleta de dados. "É possível uma mudança real e durável", afirmou Marta Santos Pais, diretora do centro de pesquisas Innocenti, do Unicef, que publicou o relatório.
Segundo ela, "tudo isso mudará quando as comunidades - os adolescentes de ambos os sexos, homens e mulheres - forem capazes de decidir eles mesmos com base em conhecimentos reais sobre o modo como essa prática afeta negativamente o estado de saúde de quem a sofre". Além de ser dolorosa, a mutilação pode resultar em sangramento prolongado, infecção, infertilidade e até na morte da menina, acrescenta o documento.
Silêncio
Muitas meninas e mulheres suportam a mutilação em silêncio. E devido ao caráter privado dessa prática, é impossível calcular quantas morreram. O relatório analisa algumas das estratégias que já estão ajudando comunidades a abandonar essa prática, como as iniciativas apoiadas pelo Unicef no Egito e que são destinadas a estimular o debate aberto sobre essa questão. A participação nesse debate de líderes de opinião, entre eles líderes tradicionais ou religiosos, pode desempenhar um papel decisivo na promoção da discussão, segundo o relatório. É preciso formar equipes sanitárias e médicas, curandeiros tradicionais, trabalhadores sociais e professores para que desaconselhem esse tipo de prática, acrescenta o texto.
Além disso, a mutilação é uma preocupação global pois também afeta, embora em diferente grau, mulheres que vivem no centro de grupos imigrantes nos países ricos. Segundo o relatório, a eliminação da mutilação genital feminina em grande escala requereria maiores esforços por parte dos governos, da sociedade civil e da comunidade internacional. Já há leis que proíbem essa prática em alguns países africanos e do Oriente Médio, assim como em nações em que a mutilação afeta as comunidades imigrantes, entre elas Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Estados Unidos e alguns países europeus.

VERMELHO
Com agências internacionais.

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Massacre de Eldorado de Carajás Pará




Pará e
São Paulo
PSDB
trata exclusão social como caso de polícia

Febem virou Carandiru mirim – site nominimoLeonardo Fuhrmann

24.11.2005 Conceição Paganele vai todos os dias ao Edifício Andraus, onde aconteceu um dos maiores incêndios da história da cidade de São Paulo. Ela sai da Cidade Tiradentes, bairro da periferia que pega fogo todos os dias, em um sentido bem mais figurado, mas igualmente dramático. Conceição é presidente nacional da Associação de Mães e Amigos de Adolescentes em Situação de Risco (Amar), entidade que congrega de mães de garotos – como o seu filho Cássio – que estão ou passaram pela Febem (Fundação Estadual de Bem-Estar do Menor).Nos últimos dias, em seguida à oitava morte de um interno da Febem neste ano, Conceição Paganele ganhou a primeira página dos principais jornais paulistas ao ser apontada pelo governador Geraldo Alckmin, um dos pré-candidatos tucanos à presidência da República, como uma das principais responsáveis pelas 34 rebeliões em diversas unidades da entidade de janeiro até hoje.Ao comentar a rebelião que terminou com a morte de um adolescente e deixou 55 feridos no complexo do Tatuapé (zona leste da capital) na terça-feira, o governador passou adiante a responsabilidade e elegeu os responsáveis por um dos pontos mais vulneráveis de sua gestão, acusando Conceição e Ariel de Castro Alves, coordenador no estado do Movimento Nacional de Direitos Humanos, de incitar os adolescentes a se rebelarem.Vários representantes de entidades de defesa dos direitos humanos se reuniram em apoio aos dois. Entre eles, o representante da Anistia Internacional Tim Carril e o padre Júlio Lancellotti, um alvo já tradicional dos que querem as entidades civis longe da Febem. Disposta a continuar na militância, Conceição Paganele já resolveu que vai acionar o governador na Justiça e lamenta: “Hoje, mais do que nunca, a Febem virou uma espécie de Carandiru mirim”.Nesta entrevista a NoMínimo, concedida na sede da Amar, no Edifício Andraus, a antiga funcionária do almoxarifado de uma administração regional da cidade rememora o caminho que a tornou uma ativista respeitada e ouvida até no exterior, como comprova sua presença, em outubro, numa reunião da Corte Interamericana de Direitos Humanos, em Washington.

A senhora é responsável pelas rebeliões nas unidades da Febem?O governador Geraldo Alckmin e a sua equipe vivem buscando responsáveis pelo fracasso deles na questão do adolescente infrator. Já teve época que os acusados foram os prefeitos; depois, foi o Judiciário; agora é a minha vez. Eu não sou responsável pelas barbaridades lá dentro nem prometi desativar o Complexo do Tatuapé. Acho que o governo só vai levar a sério o problema do adolescente em conflito com a lei quando o tiver de indenizar as famílias dos torturados e dos mortos das unidades da Febem (A ONG Conectas já conseguiu decisões judiciais favoráveis às famílias de adolescentes mortos sob a tutela estatal). Enquanto eles não sentirem no bolso, não farão nada pelos nossos jovens.O que aconteceu lá dentro, desta vez?Consegui entrar lá na sexta-feira da semana passada e o clima estava muito tenso. Havia diversos internos de todas as unidades em greve de fome, como protesto contra os espancamentos de colegas de duas unidades do complexo. A pedido dos funcionários, conversei com os adolescentes, para acalmá-los. Quando já estava saindo, um diretor me disse que haveria uma boa surpresa na terça-feira, que eu ficaria sabendo quando o dia chegasse. O que aconteceu foi o motim.As facções criminosas que agem nos presídios, como o PCC (Primeiro Comando da Capital), estão dominando as unidades da Febem?Hoje, mais do que nunca, a Febem virou uma espécie de Carandiru mirim. As unidades têm cada vez mais carcereiros, vindos do sistema prisional, e menos educadores. Não estou no dia-a-dia das unidades para confirmar isso, mas há realmente muitos comentários sobre o aumento de celulares nas mãos dos internos. Eles seriam usados em conversas com presidiários. Dizem também que estão ficando mais comuns os hinos e outros tipos de apologia a esses grupos.Por que a senhora é a única fundadora da associação de mães da Febem que continua na entidade?Acho que as pessoas procuram a associação para resolver os seus problemas individuais e acabam saindo porque conseguem resolvê-los por porque perdem a esperança em uma solução. Numa das primeiras reuniões, eu disse que estava me juntando às outras mães não para resolver o problema do meu filho, mas para mudar a Febem. E é por isso que estou aqui até hoje.Em que momento a senhora percebeu que devia lutar por isso?Foi quando o Cássio, meu filho, quebrou os pés ao tentar fugir do complexo do Tatuapé. Ele foi internado no Pronto-Socorro e eu só fiquei sabendo três dias depois, por causa de uma evangélica que ia ao hospital fazer pregação. O Cássio implorou a essa mulher para que ligasse para mim e me avisasse que ele estava internado.Assim que soube, a senhora correu para o hospital?Não foi fácil. Primeiro, eu tive de procurar a assistente social da Febem. Não gosto de assistentes sociais até hoje. Era a maior burocracia. Ela me dizia que eu só podia ver meu filho com a autorização da Febem. No hospital, só queria me deixar vê-lo nos dias de visita da unidade. Eu não entendia como o Estado podia ter o poder de me separar do meu filho no momento em que ele precisava de mim. Na primeira vez que o vi no hospital, o Cássio estava amarrado, com as duas pernas inchadas. Ele sentia muita dor e o medicaram. Até hoje, aos 23 anos, ele diz que, quando saí de lá, trouxe a dor que ele sentia comigo.E a senhora conseguiu ficar com ele lá?Uma mulher do Conselho Tutelar me orientou a pedir autorização ao promotor e ao juiz e eles deram. Aí, com aquele papel na mão, passei a ir lá todos os dias. Ainda assim, o pessoal do hospital me dava canseira. A autorização rodava o prédio inteiro para eu conseguir ver o meu filho, o pessoal me discriminava muito, porque eu era mãe de bandido.Foi sua primeira batalha?Lá, eu conheci uma outra mãe, que também lutava para visitar seu filho no hospital – o Moacir, que hoje está preso. Ele havia sido transferido para o hospital porque estava com tuberculose. Expliquei como eu havia feito e a orientei a fazer o mesmo pedido. Assim, ela e o marido conseguiram autorização para ficar com o filho no hospital até ele melhorar. Os dois se revezavam dia e noite.Mas a senhora já conhecia as leis?Ganhei no Conselho Tutelar um Estatuto da Criança e do Adolescente. No ônibus, me lembrei que o pessoal falava sempre em artigo 12 quando o assunto era drogas e fui procurar o artigo. Na verdade, é a parte do ECA que fala do acompanhamento dos pais aos filhos. (Na verdade, o tráfico de drogas é tratado no artigo 12 da Lei de Entorpecentes, por isso, o número é usado no jargão policial para designar os traficantes.)E a associação começou aí?Depois que o Cássio saiu do hospital, ele foi levado para o Complexo da Imigrantes (na zona sul da cidade, já desativado). Acho que mandaram ele de volta para o Tatuapé porque cansaram de me ver lá na porta insistindo para ver o meu filho. De volta ao Tatuapé, ele foi mandado para a Unidade Educacional 18, que tinha um diretor tão bom, o Rezende, que acabou sendo pressionado pelos demais a sair da instituição. Ele foi fundamental para a nossa organização.Como era a unidade dirigida por ele?As mães só vão à cadeia uma vez por semana, no dia de visita. E a Febem para mim é uma cadeia. Este dia acaba sendo tão aguardado que os internos falam de tudo, menos sobre a realidade deles. Os familiares desconhecem, então, o que acontece lá dentro e não têm como ajudá-los mais efetivamente. Por isso, a unidade 18 era diferente. A gente passou a entrar lá e participar efetivamente da recuperação de nossos filhos. Aprendíamos diversas coisas e íamos lá ensinar aos adolescentes. Todo dia tinha mãe lá dentro e isso mudou o relacionamento entre os internos e entre eles e os funcionários. Não havia violência lá dentro.É assim que se resolve o problema da Febem?Eu acho que a descentralização é muito importante, de uma forma que cada comunidade, cada bairro, seja responsável por recuperar os seus jovens. As pessoas de fora da Febem têm de participar. As poucas unidades pequenas, nenhuma delas, aliás, construída nos mais de dez anos de governo do PSDB, funcionam bem melhor que os complexos.Como acabou aquela proposta da Unidade 18?A única oficina profissionalizante que dá certo até hoje, que é a das padarias, surgiu lá. Mas aquele projeto terminou com a demissão do Rezende, que acabou sendo o marco inicial para a criação da Amar. Dos 90 internos que estavam na unidade, cerca de 50 recebiam a visita de algum familiar. Quando o diretor falou que não ia resistir às pressões e pediria demissão, fomos 32 mães e um pai reclamar com o juiz. Como ele nos explicou que não podia fazer nada, fomos protestar na porta do prédio em que fica a Presidência da Febem.O governo já anunciou a descentralização das unidades. Isso vai resolver o problema da Febem?Mesmo se eles fizerem a descentralização, há outros problemas que não querem resolver e estão até agravando. Eu jamais pensei que a atual presidente, Berenice Maria Gianella, fosse fazer o que ela fez. Como uma mulher do Direito fecha as unidades para a entrada das entidades de Direitos Humanos? Ela veio do sistema prisional e trouxe junto com ela os piores métodos, inclusive, uma equipe de contenção de internos que só serve para agredir e espancar. Ela queria inclusive proibir o acesso de promotores e juízes às unidades, para você ver qual é a mentalidade.É esta mentalidade que precisa acabar?Sabe que a Amar do Rio conseguiu se unir aos funcionários para denunciar a falta de condições nas unidades? Aqui em São Paulo, isso é impossível. O sindicato dos funcionários e as entidades estão sempre em lados opostos. Sempre que acontece uma rebelião, os funcionários saem falando que o problema lá dentro é o número de adolescentes de alta periculosidade, como se o problema não fosse a Febem em si. Temos casos, acompanhados pela Amar, de adolescentes que cometeram atos infracionais gravíssimos e hoje estão recuperados: são pais de família, trabalhadores e estão longe das drogas. A solução do problema passa por pequenas unidades, mas passa também por mudar as características dos profissionais que estão lá e abrir a Febem para a comunidade.Mas a comunidade quer participar da Febem?A periferia já percebeu que está perdendo seus jovens para a violência e para as drogas. E por isso as comunidades desses bairros vão se mobilizar para salvar seus filhos, irmãos e amigos. Nos bairros nobres, acho que a preocupação só vai chegar quando não encontrarem mais garis, eletricistas, encanadores e empregadas domésticas, por exemplo.O problema do seu filho está resolvido?Enquanto houver o fantasma das drogas, eu digo que não. A gente sempre tem medo de uma recaída. Agora, posso falar de drogas porque a ciência mostra que o vício é uma doença. Não podia aceitar que meu filho teria se envolvido com drogas por falta de amor ou por sem-vergonhice. As drogas trouxeram dor e vergonha para a minha casa, mas também serviram para que eu abrisse os olhos para o mundo. Ele trabalha com o irmão em uma tinturaria e está bem, mas a gente sempre se preocupa. Quer até fazer uma cirurgia para corrigir as seqüelas que ficaram no tornozelo, mas eu tenho medo. A prótese entortou porque puseram ele para andar dentro da Febem antes do tempo de recuperação. Porque estava preso, ele não fez fisioterapia e não teve o tratamento indicado.Quando a senhora percebeu algum problema com o Cássio?Ele tinha uns 14 anos e eu comecei a perceber uma mudança no comportamento dele. Ele comia demais e passou a levantar todo dia no horário para ir à escola. Sabe, o Cássio é o caçula dos 5 filhos do meu casamento (Conceição tem um sexto filho, que adotou depois de ter se separado) e era muito manhoso. De repente, ele levantava cedo e saía. Parou de nos olhar nos olhos. No fundo, eu sabia que o problema era a droga, mas não queria admitir.E qual foi a sua reação?Cheguei a ver ele mal, na rua, que nem um indigente. Procurei ajuda, mas me disseram que ele só podia ser internado se quisesse. Sei que se internassem todos os viciados que a família pedisse, muitos iriam para as clínicas sem necessidade. Mas o caso dele era grave, embora ele não quisesse ser tratado. Disse aos conselheiros tutelares que, quando ele matasse alguém ou roubasse algo, ninguém ia perguntar se ele queria ou não ser preso.E foi o que aconteceu?Ele tinha 15 anos quando foi preso com um carro roubado. Foi a primeira vez que tive a polícia na porta da minha casa. Vi meu filho preso e aquela bagunça na porta de casa. Ele foi preso pela Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, uma tropa especial da Polícia Militar temida na periferia de São Paulo pelos casos de violência que envolvem freqüentemente a sua atuação). Depois de um tempo, ele conseguiu fugir e aluguei uma casa em outro bairro e fui morar com ele. Mas não consegui mantê-lo muito tempo longe das drogas.É verdade que vocês foram vítima de uma extorsão?Faz seis anos e acho que não tem mais perigo de dizer o que houve. Na época, não denunciei porque temia pela vida da minha família. Ele foi preso de novo com um carro roubado e a vizinha viu e me avisou. Fui direto para o distrito policial lá da Cidade Tiradentes e nada dele chegar. Meu outro filho viu o Cássio com os policiais militares na minha casa, tentando negociar a liberdade dele. Chamados pelo Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), os policiais o levaram para a delegacia.
O delegado passou a nos extorquir, dizendo que não ia prendê-lo, mas queria dinheiro para soltá-lo. Eu até preferia que o Cássio fosse preso, para insistir em um tratamento contra drogas, mas a polícia havia decidido que eu teria pagar e ele seria libertado.A senhora teve de fazer o acerto (pagar aos policiais para que eles não cumpram a obrigação deles)?Lembro até hoje: eles queriam R$ 3 mil. Procurei um investigador que era conhecido nosso para ver se ele podia ajudar e a coisa piorou. Passaram a exigir R$ 4 mil, porque ele tinha de receber o dele também. Meu outro filho chegou até a oferecer um carro que ele tinha, mas os policiais não quiseram. Era dinheiro na mão. Como não tínhamos nada, meu filho conseguiu R$ 2 mil emprestados na empresa que trabalhava e foi quanto demos pela liberdade do Cássio.E o acerto resolveu o problema?Foi um momento muito difícil porque o Cássio foi preso novamente naquela mesma semana e não tínhamos dinheiro para fazer um novo acerto. Além disso, meu outro filho foi demitido da empresa e saiu com uma mão na frente e outra atrás, porque o dinheiro a que ele tinha direito havia sido emprestado para pagar o suborno aos policiais. Não bastasse, o investigador que chamamos passou a dizer que os policiais militares haviam passado os civis para trás e ficado com todo o dinheiro. Por isso, queria que nós pagássemos mais. Ele acabou assassinado alguns meses depois em um bar lá da Cidade Tiradentes.Além destes problemas, a senhora deve ter presenciado cenas terríveis. Alguma delas a marcou?Eu me lembro de uma mega-rebelião no Complexo do Tatuapé, em 1999 ou 2000. A polícia invadiu e os internos foram colocados todos nus nos pátios das unidades. Tinha uma mãe perto de mim que via o filho e berrava desesperadamente. Ela babava, o corpo dela ficava mole e não conseguíamos mantê-la em pé. A mulher desmaiava. Outro momento foi aquele espancamento que aconteceu na Unidade 41, no Complexo da Vila Maria (zona norte da capital), no começo deste ano. Quando chegamos lá com o promotor Wilson Tafner Júnior, um homem de uma dedicação impressionante, todos aqueles 150 internos estavam no mais absoluto silêncio. Foi naquele dia que o diretor da unidade e diversos funcionários foram presos por tortura. Eles permitiram até que funcionários afastados por tortura entrassem de novo no prédio para agredir os adolescentes.Além do trabalho com os internos, a Amar tem alguma participação na prevenção à criminalidade?Criamos um projeto social lá na Cidade Tiradentes, que atualmente atende 130 famílias. Damos apoio psicológico, alfabetizamos adultos, temos uma brinquedoteca e oficinas de caratê e capoeira. Vamos também começar uma oficina de costura, para profissionalização das famílias. Além disso, a Amar está se espalhando pelo país. Temos regionais no Rio Grande do Sul, no Distrito Federal, no Piauí e no Rio de Janeiro. Há conversas também para criar a Amar na Bahia, em Pernambuco e no Ceará. Já fui procurada até por uma jornalista que quer levar a experiência para a Ásia.

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ENTREVISTA

Marilena Chauí ataca a imprensa e diz que governo Lula não é de esquerda

Baby Siqueira Abrão, Marcelo Netto Rodrigues e Nilton Viana, Brasil de Fato,São Paulo (SP) e da Redação >>
http://www.brasildefato.com.br/nacional/143marilena%20chaui.php

Desde que Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o poder, a filósofa Marilena Chauí vive sob forte ataque da imprensa tradicional. Que diz, entre outras coisas, que ela preferiu o silêncio a ter de rebater as acusações que pairam sobre o governo Lula e o Partido dos Trabalhadores (que ela ajudou a fundar). Aquela mídia não se conforma que ela não abra a boca aos seus repórteres.
E, por isso, acusam-na de omissão intelectual.Nesta entrevista exclusiva ao Brasil de Fato - uma das únicas publicações com as quais Marilena concorda em falar - a filósofa prova que, ao contrário do que diz a imprensa convencional, sua capacidade crítica subsiste a conveniências partidárias. Em suas palavras, o que temos "não é um governo de esquerda"; o grupo de José Dirceu "não tinha a menor noção de revolução", e Lula peca porque acha que é "possível governar concedendo um pouco para cada uma das classes sociais", em vez de dizer: "Eu vim em nome da classe trabalhadora, e é com eles, e para eles, que eu vou governar". Quanto à crise, Marilena resume: é "miudinha como a 'politiquinha' brasileira".

Brasil de Fato - Como vê o governo Lula, e qual a sua avaliação sobre a conjuntura atual?Marilena Chauí - Infelizmente, não é um governo de esquerda. Porque o elemento fundamental que faria com que ele se abrisse como um governo de esquerda não é como o PSOL diz: a ruptura com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o abandono de várias políticas econômicas. O gesto que definiria este governo como de esquerda teria sido a reforma tributária para a redistribuição da renda. Lula marcaria a sua posição se dissesse: "Eu vim em nome da classe trabalhadora, eu vim em nome dos movimentos sociais e populares, e é com eles, e para eles, que eu vou governar". Então, a ausência deste elemento faz com que a política econômica, a lentidão das políticas sociais, a falta de coordenação entre vários dos ministérios assumam importância maior do que efetivamente têm.

BF - Mas por que os aspectos negativos aparecem tanto?
Marilena - Justamente porque seu elemento nuclear, que seria a redistribuição da renda, não se realizou. Assim, critica-se pelas bordas e não vai ao núcleo. Mas, se você faz uma análise comparativa, estes três anos de governo fizeram nas áreas social e de infra-estrutura mais do que os oito anos do PSDB. Isto é indiscutível, os números estão aí. Mas, isso não define o perfil do governo, porque dizer que você fez mais do que o PSDB não quer dizer muita coisa.

BF - Mas como é possível fazer uma reforma tributária progressiva sem se ter uma maioria de esquerda no Congresso? Há um caminho dentro da democracia formal no Brasil?
Marilena - Não. De jeito nenhum. Qual é a minha expectativa, e por que eu sou petista, e por que com todos os desastres deste partido, eu continuo nele? Porque acho que temos um processo histórico lento a realizar, que começou muito antes de mim, e que os meus bisnetos vão finalizar. É um processo pelo qual você vai desalojando a classe dominante dos seus principais pólos de poder. Você não fará mudanças com a sociedade brasileira do jeito que ela é - vertical, autoritária, hierarquizada e violenta. Muito menos com a classe dominante que nós temos: a mais primitiva e a mais bárbara que se possa imaginar. Nestas condições, em termos de mudança estrutural, você fará muito pouco. Mas o que se pode fazer, e isso é a tarefa de um partido de esquerda, é ir ganhando espaços de poder e de força para ir desalojando essa classe dominante de postos estratégicos na sociedade, na política e na economia. Isso envolve não só as questões econômicas e sociais, mas um trabalho no plano da desmontagem da ideologia. E é um processo que só os movimentos sociais e partidos de militância à esquerda podem fazer.

BF - Faz tempo que o PT deixou de ser um partido de classe, de militância e foi ganhando característica idêntica à dos partidos tradicionais. A senhora ainda acredita que o PT seja capaz de aglutinar os movimentos sociais em torno de um processo de transformação, mesmo lento?

Marilena - Acredito. E penso que o passo mínimo neste sentido é a primeira grande mudança da direção. Vai ser a primeira vez, nos últimos 15 anos, que não se terá uma direção de uma tendência majoritária. A isso, soma-se o fato de a militância ter ido votar, de ter formado grupos de discussão, de ter proposto a refundação do partido. Tudo isso indica que o PT que havia se tornado vai desaparecendo.

BF - Mas a descaracterização do PT não tem mais a ver com uma nova concepção ideológica?

Marilena - Acho que não. É preciso lembrar a formação do PT, ou seja, que é um partido extremamente heterogêneo. Que tem a esquerda que estava na clandestinidade, ex-guerrilheiros, ex-comunistas, ex-trotskistas, as comunidades eclesiais de base e a teologia da libertação, o novo movimento sindical, movimentos sociais como o das mulheres, dos negros, dos índios, dos homossexuais, que se aglutinavam em torno de um eixo norteador fundado na noção de que os direitos sociais - a justiça e a igualdade econômica e social - eram o fundamental.

BF - E o que produziram tantas diferenças?

Marilena - Isso significou que dentro do PT existiam inúmeras concepções muito diferentes de partido, da política, da relação com a sociedade, da relação partido-movimento, da relação partido-institucionalidade. E a concepção, que de alguma maneira foi vitoriosa através da Articulação, que, num determinado instante, passou a ter o controle do partido, era representada por gente que veio de partido comunista, de célula trotskista, de célula guerrilheira, e que tem, portanto, a concepção clássica do partido de vanguarda. Eu não atribuo isto ao Campo Majoritário, que ao meu ver, é uma coisa abstrata, fictícia, é um nome fantasia que foi dado num instante em que havia filiados de tudo quanto era jeito, era uma coisa inteiramente eleitoral (...) então, eu vou deixar de lado esta história do Campo Majoritário.

BF - A descaracterização do PT foi, então, obra da Articulação?

Marilena - A partir da concepção da Articulação, não se tem mais um partido de quadros, de militância, de filiados. E esta vanguarda se considera não só a portadora da verdade do partido, mas a detentora do poder dentro dele. E a única maneira que ela é capaz de pensar isso é através da burocratização. Então, se se desmonta a Articulação, o que aconteceu com o PT vai ser desmontado também.

BF - Nessa concepção de partido de vanguarda, faz sentido a hipótese de que José Dirceu foi pego pavimentando o caminho para um processo revolucionário?Marilena - Ah, não, de jeito nenhum (ri com indignação)! Esta visão é uma mescla do que uma parte da esquerda pensava nos anos 1950 e final dos 1960. Não, não, não havia a menor noção de revolução neste caminho. E eu nem personalizo na figura do Zé Dirceu. É um grupo que identifica a política e a tomada de poder dentro do aparelho do Estado. Portanto, não se coloca a questão da revolução, nem de uma transformação social que seria a condição da própria transformação política. É a idéia de que através do aparelho de Estado são produzidas as mudanças na sociedade e na economia. Isso não é inovador e é profundamente autoritário.

BF - A saída de Plinio Arruda Sampaio do PT foi acertada?

Marilena - Ele poderia sair depois do processo eleitoral. Achei inconcebível que ele se retirasse antes. É preciso avaliar o quanto esta retirada prejudicou o Raul Pont, já que a diferença para o Berzoini foi mínima. E se o Plinio não tivesse saído, as chances de vitória seriam maiores.

BF - O PSOL é avanço ou retrocesso?

Marilena - Nem uma coisa, nem outra. O PSOL representa uma das tendências clássicas da esquerda brasileira, que é a política dos intelectuais. Na história política do Brasil, isso é uma constante como aquela idéia do Antonio Candido de que os intelectuais formam o partido do contra. Faz parte da tradição brasileira, e é importante que haja isso. Eu acho que os intelectuais devem se manifestar no contra e à esquerda. Mas o PSOL tem um problema adicional, que é a proposta de que ele, efetivamente, faça oposição. Só que, enquanto o PT fez um percurso no qual chegou, finalmente, à figura do político profissional, aos parlamentares, aos prefeitos, aos governadores, o PSOL já nasce com estes políticos profissionais, senador, deputado, com gente que faz parte do jogo.

BF - O governo Lula tem se mostrado fraco em decisão política. A senhora imagina que um eventual segundo mandato Lula seja mais firme? E como a senhora vê a iniciativa da Assembléia Popular?

Marilena - Do mesmo modo que eu não compartilho a concepção política da Articulação - que também é de uma grande parte da esquerda brasileira - eu nunca considerei que o PT tendo prefeituras, governos de Estado, chegando à Presidência, significasse mudança estrutural, porque isso seria abdicar do meu marxismo.Eu considero que ter um conjunto aguerrido de parlamentares, prefeituras como a da Luiza Erundina ou a primeira prefeitura do Olívio Dutra, são elementos que operam em duas direções. A primeira é um reforço e um estímulo à auto-organização, ao desenvolvimento, à ampliação e à participação dos movimentos sociais. A segunda, é assinalar para as classes populares, para a classe trabalhadora, para a grande massa da população brasileira que se pode, através da política institucional, realizar uma série de ações que garantam um mínimo de transformação das condições econômicas e sociais. E não mais do que isso. Ou seja, coloco tudo isso no campo do acúmulo de forças. É na luta social, é na luta política de participação como na Assembléia Popular, ou do MST, que a mudança virá.

BF - Como avalia as críticas ao governo Lula?

Marilena - O que me preocupou sempre, desde a posse, é que tanto a militância como a esquerda só tiveram dois comportamentos. Um foi dizer que "está tudo errado, é uma traição, não serve, vou romper, e já vou criticar no segundo dia". Em um mês, Lula não conhecia nem quais eram os corredores pelos quais tinha que andar dentro daqueles prédios. Outra é a de que, uma vez que o PT está no governo, é ele que vai solucionar todos os problemas, e cada vez que não fizer isso, eu grito. Ao invés disso, o fundamental é que você incessantemente seja capaz de exigir, criticar, aceitar e trabalhar no convencimento de coisas que precisariam ser feitas e que foram feitas e, ao mesmo tempo, empurrar o governo para a realização deste mínimo e deste acúmulo de forças que ele tem de fazer. Mas não. O que eu vi foi a crítica radical e a apatia. E neste momento, com o enfraquecimento institucional do país, é que, de novo, os movimentos sociais e populares se deram conta do que significam, e de que têm de fazer esta retomada.

BF - Neste raciocínio, como viu a greve de fome de dom Cappio?

Marilena - Vi de longe, mas como fato político foi tão fundamental que houve até a tentativa da direita de dizer que estávamos de volta a Canudos.

BF - O que achou da declaração de Lula, no programa Roda Viva, de que "a imprensa brasileira é livre e democrática"? E que gostaria que Cuba fosse uma democracia igual à brasileira?

Marilena - Mesmo que essa declaração tenha sido estratégica, ela é inaceitável. Porque ele, como um líder político, que tem a história que tem, tem a obrigação, perante à sociedade brasileira, de explicar por que que a imprensa brasileira não é livre e nem democrática. É não cumprir o seu próprio papel histórico e político. Não dá, para um indivíduo com a história que o Lula tem, com o lugar que ele ocupa, fazer esta afirmação. Ele não tem o direito. E olha que eu defendo o Lula em tudo que posso.

BF - Foi antiético a Folha de S.Paulo publicar uma carta que a senhora tinha endereçado só aos seus alunos?Marilena - Claro, mas eu não me surpreendo com nada. A Folha tem uma relação poético-literária comigo. Eu chamo a publicação da carta de momento shakespeariano. Como em Hamlet, o personagem não consegue dizer uma verdade para alguém, ninguém acredita. Então, ele monta um teatro dentro do teatro, e a verdade é dita. O Hamlet quer dizer à corte que o pai foi assassinado, que aquilo é uma usurpação, mas ninguém acredita porque já disseram que ele era maluco. Então, ele contrata uma trupe para representar a morte do pai perante a corte. Acho que alguém lá na Folha teve um instante hamletiano porque, ao publicar a carta, o que foi dito foi: "Tudo o que ela está dizendo é verdade, nós fazemos aqui um gesto de prova da verdade do que ela está dizendo com a publicação".

BF - E no caso do manifesto de apoio a José Dirceu?

Marilena - Este foi o que chamo de um instante Alice no País das Maravilhas, do Lewis Carrol. A reportagem dava o nome de alguns intelectuais que tinham assinado, e realçava que não o tinham feito a Marilena Chauí e o Chico Buarque. Lembrei da Alice quando ela diz que tem 364 dias de "desaniversário". Você não diz quem assinou o manifesto, destaca quem não o assinou.

BF - Por que especificamente a Folha tem esta relação de amor e ódio com a senhora?

Marilena - Não vou detalhar, porque não é o caso dizer qual é a causa de tudo isto. Depois que a poeira baixar, quando tudo estiver em ordem, eu contarei, nem que seja na minha autobiografia. Aliás, já está escrito por que que isto está sendo feito.

BF - Os movimentos sociais têm sido muito pacientes com este governo, que não assume posições firmes. Faz medida provisória liberando transgênico, mas não para desapropriar terras. Lula negocia para cá, para lá, tentando agradar a todos. O Estado tem de decidir. Na sua opinião, Lula se acovardou?

Marilena - Eu não faria uma avaliação quase de tipo psicológico, de que ele se acovardou. O que me pergunto é qual o grau de autonomia que este governo deu a si próprio. Acho que ele não se deu a autonomia que teria que ter. Quando você diz o Estado decide, acho que, muitas vezes, o Estado tem que negociar. Agora, isso é diferente de definir uma agenda autônoma. Ou seja, há determinadas questões e resoluções que o governo tem de tomar enquanto representante da esquerda e enquanto representante da própria história petista. Às vezes a atitude de Lula aparece como "ele não decide" ou "ele é fraco" ou "ele não toma conhecimento". Mas não é isso. A cada passo, algo que pertence a uma agenda do PSDB, do PMDB, dos bancos, dos latifundiários, algo que pertence à agenda deles vem primeiro. Então, a agenda do governo é determinada fora dele, tanto que quando, por exemplo, você toma a política externa, ela é brilhante. Porque essa é a única que se define autonomamente.

BF - Então, este governo não tem projeto de sociedade?

Marilena - Ele tem projeto. Mas não toma todas decisões necessárias para implantá-lo. Por um lado, ele é tímido, e por outro lado, ele não é efetivamente de esquerda. Sobre o que vocês chamam de negociação, de conduta sindicalista. Uma posição à esquerda significa que o ponto de partida de sua reflexão, da sua análise, da sua prática é a divisão social das classes. É por aí que você pode pensar e agir de outra maneira. É neste marco da divisão social que o governo não pensa. A ação dele não está fundada na divisão social. Ele acha que é possível governar concedendo um pouco para cada uma das classes sociais, sem definir, portanto, o seu próprio perfil.

BF - Se este governo não é de esquerda e, ainda por cima, agrada às elites, por que elas vêm com esta ofensiva para cima dele?

Marilena - Ah, mas não são as elites. É o PSDB e o PFL. É uma questão eleitoral.

BF - Mas eles são a elite.

Marilena - Não dêem grandeza política, nem histórica a esta crise. Esta crise é a antecipação da disputa eleitoral. Ponto. Parágrafo. É disso que se trata. O Serra quer ser presidente da República. Como é que a crise se montou? Há um trabalho interessantíssimo do professor Sérgio Cardoso (do Departamento de Filosofia da USP) que diz que desde que o governo Lula foi montado, existiam três discursos separados de ataque ao governo: o discurso moral, que era o da classe média; o economicista, que era o da esquerda; e o pseudopolítico, que era o discurso do PSDB.

BF - E qual era o discurso do PSDB?

Marilena - O discurso pseudopolítico do PSDB é dizer que eles são "a gente séria, responsável e moderna que entende de política. Então, nós temos que ter o poder de volta, e faremos qualquer negócio, qualquer jogada para ter o poder de volta". Esta crise, embora tenha inúmeros elementos reais, tem como causa conjuntural o jogo eleitoral do PSDB e do PFL. Nada mais do que isso.

BF - E onde entram as elites?

Marilena - É justamente porque as elites estão muito satisfeitas que o PSDB tem medo de não ter financiamento para a sua própria campanha. E se perguntam: "O que será de nós?". Não é mais do que isso. É miudinho, como a "politiquinha" brasileira.

BF - Como viu o artigo que constata "a falência de Marilena Chauí", escrito por um moleque de 28 anos, que vive nos EUA? Como a senhora vê o papel de gente como Roberto Mangabeira Unger?

Marilena - Pensei: puxa vida, a grandiosidade que me foi dada. Isso é formidável, é maravilhoso. Quanto ao Mangabeira Unger, ele é o mistério planetário. Uma vez, nos EUA, quando ele estava começando a aparecer com algumas coisas no Brasil, meu marido e eu fomos num desses lugares em que o Mangabeira dava aula. As pessoas estavam entusiasmadas, mas também diziam que ele era muito "piradão". Aí, ele começou a escrever, veio, fez o programa do Brizola, depois se afastou, e se aproximou do PT. Eu lembro que quando alguns amigos me disseram que o Mangabeira Unger viria para o PT, para a campanha do Lula, eu disse: "Ichh".

BF - A senhora não acha que os intelectuais e ativistas de esquerda no Brasil só deveriam, como a senhora, dar declarações exclusivas aos veículos de esquerda (Brasil de Fato, Caros Amigos, entre outros)?

Marilena - Concordo plenamente. A partir do instante em que você tem plena consciência do jogo econômico e do jogo político que está efetivamente envolvido com os meios de comunicação - e é por isso que eu não posso perdoar as palavras do presidente da República -, e que você não tem efetivamente a constituição de um espaço público, muito menos à esquerda, porque o que você tem é o interesse privado do mercado (...), você simplesmente aceita entrar num processo de servidão voluntária. E aceita ser um instrumento passivo como um arauto da negação do que você pensa e do que você quer. E mais do que ser instrumentalizado pelo adversário, é ser instrumentalizado na direção daquilo que você nega.É preciso aceitar que há divisão social, que há divisão de classes, e que a gente tem que tomar partido.

BF - A senhora acompanha o que está acontecendo com a América Latina e o governo de Hugo Chávez, na Venezuela?

Marilena - O Chávez é um gênio político porque ele soube aproveitar aquilo que lhe deu a possibilidade de fazer a mobilização popular e social, e ter o sustentáculo que ele tem, sabendo lidar com o petróleo que ele tem. Eu me lembro que assim que Lula tomou posse, houve a tentativa de deposição de Chávez, e o primeiro ato da política externa brasileira foi criticar veementemente o golpe. Aqui, houve cobrança de que o Lula fizesse como o Chávez, mas, no nosso caso, seria impossível. Lula não teria este cacife. Ele não tem petróleo para fazer isto. No nosso caso, seria uma aventura que terminaria em impeachment ali mesmo.

BF - E como a senhora avalia o que está acontecendo na França?

Marilena - Meu marido tem a mania sádica de ler em voz alta o que sai na Folha, no Estadão. Dias atrás, ele me disse que tínhamos "uma pérola": Um jornalista escrevendo que o atual movimento francês era o "maio de 68 dos pobres" (silêncio). É inominável que um jornalista (Marcelo Coelho, da Folha) ouse falar uma coisa dessas, citando Proust, Bergson. É inacreditável. O movimento começa como um recado político ao ministério e ao próprio Chirac. O que ele envolve não é só a lógica própria do movimento social de recusa do que se passa. Por trás dele, há uma história pesadíssima de racismo, de exclusão social, de 'guetização', de perseguição que vem à tona. Num primeiro instante, o movimento se apresenta como a luta pelo desemprego, mas depois é a luta contra à sociedade francesa tal como ela está estruturada, e à política francesa como tal. Então, do ponto de vista do significado, ele tem um significado simbólico colossal porque é a cultura francesa que está posta em jogo, é a maneira pela qual o mundo francês está organizado. O protesto vai além da questão racial, econômica e social. Abrange um confronto muito mais poderoso.Meu receio é que o movimento francês fique num cinturão 'guetizado'. Mas ele é colossal. O fato de a maioria dos manifestantes ser de uma terceira geração de imigrantes mostra a exclusão levada ao seu limite. Ainda mais quando o noticiário os chamam de imigrantes.

Quem é:

Marilena Chauí sempre é lembrada como a mais renomada filósofa do Brasil. Exemplo de intelectual engajada, a também professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH) teve participação ativa na concepção do Partido dos Trabalhadores, no início da década de 1980. Anos depois, foi Secretária Municipal de Cultura de São Paulo, na gestão Luiza Erundina (1989-1992). Suas áreas de especialização são História da Filosofia Moderna e Filosofia Política. Convite à Filosofia, de 1994, é o seu livro mais popular. Marilena também desenvolve trabalhos sobre ideologia, cultura e universidade pública.

PARA ASSINAR Brasil de Fato Telefones: (11)2131-0812/0808E-mail: assinaturas@brasildefato.com.br

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Quinta-feira, Novembro 24, 2005

MAIS UM PAPA IDIOTA,
MAIS UM ANTICRISTO

Ai de nós. Como é que a vida resiste a tanta boçalidade e estupidez???

O fanatismo é a única forma de força de vontade acessível aos fracos. (Friedrich W. Nietzsche)

CAMISINHA NESSA MENTE PERVERTIDA...

RIO E SALVADOR - O veto, comunicado a Daniela Mercury na terça-feira por carta, foi atribuído ao fato de ela ter estrelado o comercial da campanha de prevenção à Aids do Ministério da Saúde no carnaval.
- Lamentamos que o Vaticano e o Papa não tenham a oportunidade de ouvi-la. O Papa é que sai perdendo. Fazemos pesquisas após as campanhas e a resposta da população quando a Daniela participa é muito boa, porque ela é muito natural, não parece imposição ou coisa forjada quando ela fala de sexo e camisinha - disse o diretor do Programa Nacional de DST-Aids do Ministério da Saúde, Pedro Cherquer, que lembrou os dados da edição 2005 do relatório anual do Programa de Aids das Nações Unidas (Unaids) e da Organização Mundial de Saúde (OMS), mostrando que a marcha da doença continua implacável: o número de pessoas contaminadas com o HIV ultrapassou a maca de 40 milhões, tendo dobrado em apenas dez anos.
- Os dados, porém, mostram que, no Brasil, a população católica está cada vez mais usando camisinha - disse ele.
O padre Jesus Hortal, reitor da PUC-RJ, apoiou o Vaticano:
- Foi uma decisão lógica. Não pode se apresentar no Vaticano uma pessoa que defende as posições que ela defende.
Para a ONG Pela Vidda, de combate à Aids, a atitude do Vaticano dissemina o preconceito contra a doença:
- A Igreja se mostra uma instituição cada vez mais fora de seu tempo. O Pela Vidda se solidariza com Daniela Mercury. Atitudes como essa favorecem o crescimento da epidemia - disse William Amaral, da ONG.

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OS DONOS

DO PODER,

ou porque

a mídia é tão mediocre

A bancada dos empresários da comunicação. Veja a relação dos deputados que detêm concessão de emissoras de radiodifusão, segundo o Ministério das Comunicações
Andrea Vianna
A representação em poder do Ministério Público Federal estima que 51 deputados da atual legislatura sejam concessionários diretos de emissoras de rádio e TV. O número foi obtido por meio de pesquisa conduzida pelo professor Venício de Lima, do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da UnB.Dois parlamentares incluídos na lista – José Borba (PMDB-PR) e Carlos Rodrigues (PL-RJ) – não são mais deputados. Renunciaram ao mandato depois de serem acusados de envolvimento com o mensalão. Outros dois – Wanderval Santos (PL-SP) e Romeu Queiroz (PTB-MG) – respondem a processos de cassação pelo mesmo motivo.O levantamento, por ora restrito aos deputados federais, tem por base o cadastro oficial de concessionários mantido pelo Ministério das Comunicações. A lista, até agora inédita, é divulgada com exclusividade pelo Congresso em Foco. Dos 51, 14 são do PMDB, 8 do PFL, 7 do PP e 6 do PL. PSDB, PSB e PTB empatam: cada um desses partidos tem quatro deputados concessionários de rádio ou TV. Finalmente, há dois nomes do PPS, um do PV e um do PDT. Confira, a seguir, os deputados proprietários de emissoras de rádio e televisão:


ALBERICO FILHO (PMDB-MA)RÁDIO FM CIDADE DE PRESIDENTE DUTRA LTDA RÁDIO SANTA MAURA LTDA SISTEMA JANAÍNA DE RADIODIFUSÃO LTDA

ALEXANDRE SANTOS (PMDB-RJ) RÁDIO MUSICAL DE CANTAGALO LTDA

ANÍBAL GOMES (PMDB-CE) RÁDIO DIFUSORA DO VALE ACARAÚ LTDA

ÁTILA LIRA (PSDB-PI) RÁDIO CHAPADA DO CORISCO LTDA

B. SÁ (PSB-PI)RÁDIO VALE DO CANINDÉ LTDA

BONIFÁCIO DE ANDRADA (PSDB-MG)RÁDIO CORREIO DA SERRA LTDA

BOSCO COSTA (PSDB-SE)RÁDIO A VOZ DO SERIDÓ LTDA

CARLOS ALBERTO LERÉIA (PSDB-GO)RÁDIO SERRA DA MESA LTDARÁDIO DIFUSORA DE IMBITUBA S/A

CARLOS RODRIGUES (PL-RJ)*TV VALE DO ITAJAÍ LTDARÁDIO UIRAPURU DE FORTALEZA LTDATELEVISÃO XANXERÊ LTDARÁDIO EDUCACIONAL E CULTURAL DE UBERLÂNDIA LTDARÁDIO ANTENA NOVE LTDARÁDIO JORNAL DA CIDADE LTDA

CLEONÂNCIO FONSECA (PP-SE)EMPRESA BOQUINHENSE DE COMUNICAÇÕES LTDA

CLEUBER CARNEIRO (PTB-MG)RÁDIO PROGRESSO DE JANUÁRIA LTDARÁDIO VOZ DO SÃO FRANCISCO LTDA

CORAUCI SOBRINHO (PFL-SP)RÁDIO RENASCENÇA LTDA.

DILCEU SPERAFICO (PP-PR)RÁDIO DIFUSORA DO PARANÁ LTDARÁDIO DIFUSORA DO PARANÁ LTDA

ADIMAS RAMALHO (PPS-SP)RÁDIO TAQUARA BRANCA LTDA

FÁBIO SOUTO (PFL-BA)EMPRESA CAMACAENSE DE RADIODIFUSÃO LTDA

FRANCISCO GARCIA (PP-AM)RÁDIO E TELEVISÃO RIO NEGRO LTDA

GONZAGA PATRIOTA (PSB-PE)REDE BRASIL DE COMUNICAÇÕES LTDA

HUMBERTO MICHILES (PL-AM)REDE AMAZONENSE DE COMUNICAÇÃO LTDA

INOCÊNCIO OLIVEIRA (PMDB-PE)RÁDIO A VOZ DO SERTÃO LTDA (OM)RÁDIO A VOZ DO SERTÃO LTDA (FM)REDE NORDESTE DE COMUNICAÇÃO LTDA (TV)RADIO A VOZ DO SERTÃO LTDA

IVAN RANZOLIN (PP-SC)RÁDIO ARAUCÁRIA LTDA

JADER BARBALHO (PMDB-PA)RBA REDE BRASIL AMAZÔNIA DE TELEVISÃO LTDABELÉM RADIODIFUSÃO LTDA

JAIME MARTINS (PL-MG)RÁDIO DIFUSORA INDUSTRIAL DE NOVA SERRANA LTDA

JOÃO BATISTA (PP-SP)RÁDIO 99 FM STEREO LTDATV CABRÁLIA LTDARÁDIO ANTENA NOVE LTDARÁDIO ATALAIA DE LONDRINA LTDA

JOÃO MAGALHÃES (PMDB-MG)COMCEL-COMUNICAÇÕES CULTURAIS E EVANGÉLICAS LTDA

JOÃO MENDES DE JESUS (PSB-RJ)RÁDIO CULTURA DE GRAVATAÍ LTDAALAGOAS RÁDIO E TELEVISÃO LTDA

JOSÉ BORBA (PMDB-PR)*RÁDIO CIDADE JANDAIA LTDA (FM)RÁDIO CIDADE JANDAIA LTDA (OM)

JOSÉ CARLOS MACHADO (PFL-SE)FUNDAÇÃO DE SERVIÇOS DE RADIODIFUSÃO EDUCATIVA SHALOM

JOSÉ ROCHA (PFL-BA)RIO ALEGRE RADIODIFUSÃO LTDARÁDIO RIO CORRENTE LTDA

JULIO CESAR (PFL-PI)RÁDIO FM ESPERANÇA DE GUADALUPE LTDA

LEODEGAR TISCOSKI (PP-SC)MAMPITUBA FM STEREO LTDA

LUCIANO CASTRO (PL-RR)REDE TROPICAL DE COMUNICAÇÃO LTDAREDE TROPICAL DE COMUNICAÇÃO LTDA

MARCONDES GADELHA (PTB-PB)RÁDIO JORNAL DE SOUSA LTDASISTEMA REGIONAL DE COMUNICAÇÃO LTDA

MAURO BENEVIDES (PMDB-CE)RÁDIO CLUB S A

MOACIR MICHELETTO (PMDB-PR)RÁDIO JORNAL DE ASSIS CHATEAUBRIAND LTDARÁDIO PITIGUARA LTDA

MORAES SOUZA (PMDB-PI)RÁDIO IGARAÇU LTDARÁDIO EDUCADORA DE PARNAÍBA S/A

MUSSA DEMES (PFL-PI)RÁDIO CHAPADA DO CORISCO LTDARÁDIO VALE DO PAJEÚ LTDA

NELSON PROENÇA (PPS-RS)EMISSORAS REUNIDAS LTDAEMISSORAS REUNIDAS LTDA

ODÍLIO BALBINOTTI (PMDB-PR)RÁDIO EDUCADORA LTDA

OLIVEIRA FILHO (PL-PR)SAFIRA RADIODIFUSÃO LTDA

OSVALDO COELHO (PFL-PE)RÁDIO E TELEVISÃO GRANDE RIO FM STEREO LTDARÁDIO DA GRANDE SERRA LTDARÁDIO FM VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA LTDARÁDIO E TELEVISÃO GRANDE RIO FM STEREO LTDARÁDIO E TELEVISÃO GRANDE RIO FM STEREO LTDA

PAULO LIMA (PMDB-SP)RÁDIO DIÁRIO DE PRESIDENTE PRUDENTE LTDATV FRONTEIRA PAULISTA LTDA

PEDRO FERNANDES (PTB-MA)RADIO DIFUSORA DE MOSSORÓ SASISTEMA MARANHENSE DE RADIODIFUSÃO LTDA

PEDRO IRUJO (PMDB-BA)RADIO SERRANA FM LTDARADIO SERRANA FM LTDARADIO SERRANA FM LTDARADIO CLUBE RIO DO OURO LTDA

RICARDO BARROS (PP-PR)FREQUENCIAL EMPREENDIMENTOS DE COMUNICAÇÃO LTDA

ROBÉRIO NUNES (PFL-BA)RÁDIO FM MACAUBENSE LTDA

ROMEU QUEIROZ (PTB-MG)RÁDIO PRINCESA DO VALE LTDA

SANDRA ROSADO (PSB-RN)RÁDIO RESISTÊNCIA DE MOSSORÓ LTDA

SARNEY FILHO (PV-MA)TELEVISÃO MIRANTE LTDARÁDIO MIRANTE LTDA

SEVERIANO ALVES (PDT-BA)PAIAIA COMUNICAÇÃO LTDA

WANDERVAL SANTOS (PL-SP)RÁDIO ARATU LTDAREDE RIJOMAR DE RADIODIFUSÃO LTDARÁDIO CULTURA DE GRAVATAÍ LTDARÁDIO LIBERDADE FM DE SANTA RITA LTDARÁDIO DIFUSÃO E CULTURA LTDARÁDIO CONTINENTAL FM LTDA

ZÉ GERARDO (PMDB-CE)RÁDIO METROPOLITANA DE FORTALEZA LTDA

* Carlos Rodrigues (PL-RJ) e José Borba (PR), ex-líder do PMDB na Câmara, renunciaram ao mandato de deputado, suspeitos de envolvimento no esquema de mensalão.

Fonte: Levantamento feito pelo professor Venício A. de Lima com base em dados da Câmara dos Deputados (18/08/2005) e do Ministério das Comunicações (05/08/2005).

ATUALIZADA EM:24/11/2005

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Desler a
Folha de
S.Paulo/UOL-

News, pra ler o
Brasil

O buraco negro detectado pelo HST, e chamado de GRO J1655-40, está localizado na constelação Scorpius (Escorpião). Esta constelação, mostrada abaixo na magnífica fotografia de grande angular feita pelo astrofotógrafo japonês Akira Fujii, é uma das regiões mais bonitas da Via Láctea e pode ser obervada no céu brasileiro. No lado esquerdo desta imagem vemos o centro da nossa Galáxia. Sobre a fotografia feita por Akira Fujii foi colocado um destaque quadrado, tirado do Digitized Sky Survey II, que nos mostra a região onde está o sistema do buraco negro GRO J1655-40.















Espaço retorcido. A Teoria da Relatividade Geral prevê que o campo gravitacional de um buraco negro gere curvaturas acentuadas no espaço tempo. Nesta figura, aquilo que seria um espaço plano é representado por linhas curvas. O centro do buraco negro está na ponta do cone.





A imprensa "brasileira" é como o buraco negro, um constructo lógico.
Sabe-se mais da sua existência pela sua "não existência", que aliás,

e mesmo assim, cria uma deformação no espaço tempo.

Adauto Melo
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Desler a Folha de S.Paulo/UOL-News, pra ler o Brasil
Caia Fittipaldi

Todo mundo já percebeu que não há 'mídia' propriamente dita, em São Paulo, dado que nada existe por aqui que tenha algo a ver com "meio", "equilíbrio", "dois lados" e coisa-e-tal. Nos jornalões paulistas todo mundo tem lado e é sempre o mesmo lado, que nunca é o meu lado e é contra o meu lado.

Daí que, em São Paulo, 2005-6, e empurrados pela necessidade, nós, os leitores que lemos jornal para aprender sobre o Brasil -- não para saber o que o Clóvis Rossi pensa-que-pensa --, já estamos aprendendo a decifrar a notícia... pelo que a FSP NÃO NOTICIA nem comenta. [risos] Aprendemos a desler, para ler.

A tucanaria trinchada: "Mendes Thames ferrô-se"

Se Clóvis Rossi comenta o jogo Lille versus Benfica, assistido em televisão de hotel suíço (e que tava 0x0), todo mundo já sabe que deve ler a seguinte manchete: "Tucanaria paulista ferrô-se, de novo!".

PORTANTO, na p.2 da FSP, a notícia que se deve ler hoje, é: "ontem, pela segunda vez consecutiva, na mesma semana, o ministro Palloci TRINCHOU a tucanaria todinha, de Mendes Thames a Luciana Sogra. O ministro Palloci, sozinho, ontem, portanto, TRINCHOU todinho o 'espectro' da política universal, inclusive o futebol suíço e o Alceu Collares.

Em todos os casos vale o escrito: onde e quando Mendes Thames e Luciana Sogra concordem, mente um, mente o outro, ou mentem os dois.

Dirceu festeja um avanço MUITO importante

Quando, no UOLNews, hoje, começou um negócio-lá de "procurando localizar o sinal do satélite, aguarde..." e o Carlos Nascimento, lá, a repetir trocentas vezes por minuto, na Band News, 'notícias' sobre o programa anti-AIDS de Serra-ministro, e elogios à bancada ruralista [risos], bem na hora em que qq jornalismo digno do nome estaria cobrindo a sessão do STF que julgava o pedido do Deputado José Dirceu... MUITA GENTE aqui na rua já mandou descer a cerveja.
Do pé prá manchete: a democratização, à unha, da mídia paulista
O que se lê no UOL, às 20h é (1):
"O ministro Antônio Cezar Peluso votou pelo deferimento parcial da liminar. Peluso abriu sua fala dizendo que "ninguém será privado da liberdade sem o devido processo penal". Ele declarou que a alteração da ordem de oitiva das testemunhas (as de defesa foram ouvidas antes que as de acusação) causou um "prejuízo virtual" a Dirceu e deferiu em parte a liminar de Dirceu. A decisão de Peluso vai no sentido de que o depoimento de uma testemunha de acusação (Kátia Rabello) seja suprimido e desconsiderado na leitura do relatório durante a sessão da Câmara que decidirá sobre a cassação do parlamentar."
Os ministros Marco Aurélio de Mello, Eros Grau (que mudou o voto durante a sessão), Celso de Mello e Nelson Jobim votaram a favor da liminar, e pediram novo relatório sobre Dirceu no Conselho de Ética na Câmara. Marco Aurélio votou integralmente a favor da liminar. Ele disse que "neste julgamento, não está apenas em causa o mandato do deputado A ou B", mas sim o "princípio básico do processo legal", e encerrou pedindo a confecção de um novo relatório sobre Dirceu no Conselho de Ética."
A notícia não noticiada

ATÉ OS MAIS TUCANOS dos ministros do STF já sacaram que aquele relatório daquele salafrário-relator é uma TOTAL LOUCURA, pura vendetta pirada. O doido-lá escreveria o mesmo relatório, com investigação ou sem [risos]. Escreveria, sempre, o mesmo tipo de romance, pura ficção (e ruim). Escreveria, em resumo, o que lhe desse lá na cabeça (ruim) dele. Está, hoje, a um passo de passar pela vergonha histórica de ter o seu relatório... cancelado! [risos] Até Abi-Ackel fez melhor serviço! [risos muitos]

PORTANTO, mais um pouco e nem Frau Grace (que, se não é nazista, o cabelereiro dela é, com certeza), aceitará pagar o mico histórico de 'legalizar' o linchamento do Deputado José Dirceu.
PORTANTO, a tucanaria está, cada dia mais completamente no mato, sem cachorro, sem argumento, sem discurso e sem ter mais o que inventar. Dona Ruth já avisou que, cabelereiro nazista, nem ela suportará. "Peça-me tudo, Fernando" -- disse D. Ruth, -- menos que eu vá àquele cabelereiro, daquela ministra loura!"
PORTANTO, dado que até o meu gato sabe que tucano paulista sem ter o que dizer... é tucano morto, tá provado -- e UOL News noticiou, sim, (basta desler), que o negócio tá andando é MUITO BEM, na defesa do Deputado José Dirceu e na estabilidade do governo Lula, quer dizer, do NOSSO deputado e do NOSSO governo.
Sepúlveda Pertence (o voto que desempatará) é ministro sério.

Lula 2006

Acho que, com mais quatro anos com o presidente Lula, nos livraremos para sempre da tucanaria paulista e, de quebra, construiremos também melhor jornalismo. Depois, será deixar a história andar.
Parte da fórmula, nós já descobrimos: é arrancar o pé da notícia e pô-lo na manchete. Clóvis Rossi pode ser aproveitado, na seção "Erramos". É a democratização da mídia paulista, na unha, em marcha!

Chegaremos lá. Por hora, é ir jogando o jogo, sem susto, com coragem e inteligência, como o Deputado José Dirceu está fazendo -- mais uma vez -- com mão de mestre.

Lula é muitos!

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Taurus e CBC doaram R$ 5 milhões à campanha do "Não"
O jornalista Josias de Souza apurou que a campanha do “Não”, vitoriosa no referendo do último dia 23 de outubro, que se opôs à proibição do comércio de armas no país, foi financiada por dois gigantes do comércio nacional de armamentos e munições: Taurus (maior da América Latina, com sede em Miami) e a CBC (Cia Brasileira de Cartuchos). Juntas, as duas empresas doaram à "Frente do Não” mais de R$ 5 milhões.

O custo total da campanha do “Não” foi de cerca R$ 5,6 milhões.
A contabilidade da “Frente do Sim” exibe realidade bem diferente. Derrotada nas urnas, perdeu também no front da coleta de verbas. Angariou cerca de R$ 2,4 milhões, menos da metade do que foi arrecadado pela frente adversária. Terminou a campanha no vermelho com dívida de cerca de R$ 320 mil. Seus integrantes não sabem de onde vão tirar esse dinheiro.

Terminou nesta quarta-feira o prazo para a entrega da prestação de contas das duas frentes ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A deficitária “Frente do Sim” cumpriu o prazo. A superavitária “Frente do Não” pediu tempo ao tribunal. Pretende fechar a sua escrituração na próxima semana.

Ouvidos pelo blog, parlamentares que integraram as fileiras do “Não”, integrada por 142 parlamentares, declararam-se constrangidos ao saber que a campanha foi bancada por indústrias de armamentos. O próprio presidente da Frente, deputado Alberto Fraga (PFL-DF), disse: “Não queríamos isso. Mas o volume de dinheiro era grande e não tivemos como cobrir essas despesas com outras doações”. Segundo ele, 95% do dinheiro arrecadado financiou a produção do programa televisivo da frente, comandado pelo publicitário Chico Santa Rita.

Secretário-geral e tesoureiro da “Frente do Sim”, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), pensa de outro modo: “Fica comprovado que os que foram favoráveis ao comércio de armas, a pretexto de defender um direito do cidadão, estavam defendendo na verdade o lucro das empresas de armamentos. A máscara caiu.”

As doações à campanha do "Sim" foram mais diversificadas. Alguns exemplos de doadores: Ambev, com cerca de R$ 400 mil; CBF (Confederação Brasileira de Futebol), R$ 100 mil; e Prestadora de Serviços Estruturar, R$ 400 mil.

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TORTURADORES UNIDOS DA AMÉRICA
CIA aplica sistemas “inovadores" durante interrogatórios

Manifestante diante da Casa Branca protesta contra tortura
A mídia americana repercutiu ontem (22/11) as declarações do diretor da agência de espionagem americana CIA, Porter Goss, nas quais afirma que seus funcionários usam sistemas "únicos e inovadores" para obter informações nos interrogatórios dos prisioneiros.
Goss declarou ao jornal USA Today que, para obter informação "utilizamos uma variedade de sistemas únicos e inovadores, todos eles legais e nenhum dos quais pode ser chamado de tortura".
Contudo, no sábado passado (19/11) a emissora de TV americana ABC denunciou a aplicação de seis técnicas de torturas desde março de 2002 pela CIA. Uma delas consiste em colocar o rosto do prisioneiro sob intensa corrente de água, durante alguns minutos, para ameaçá-lo de afogamento.
Vários oficiais e ex-membros da CIA confirmaram o uso dessas práticas em seu trabalho, convencidos de que os americanos devem saber a verdade sobre o trabalho da agência de espionagem.
Tortura na Europa
A ABC abordou também a aplicação dessas torturas contra supostos membros da organização al-Qaida, encarcerados em bases militares na Ásia e Europa Oriental.
Atualmente o governo americano trata de minimizar a importância da existência de centro de detenção na Europa e em outras nações, nos quais são "interrogados" supostos terroristas islâmicos.
As declarações de Goss têm lugar no momento que Washington administra um intenso debate entre o governo e o senado, de maioria republicana, sobre a possibilidade de "limitar os interrogatórios".
Sem comentários
O chefe da espionagem não quis comentar a proposta do senador republicano John McCain, para proibir todo tratamento cruel, inumano ou degradante contra os detidos pela CIA ou por oficiais militares.
Apesar das denúncias da ABC, Goss se negou a falar dos métodos usados nos interrogatórios. Também evitou falar sobre a existência de centros de detenção em bases militares nos países da Europa Central, denúncia realizada por organizações não-governamentais e pela mídia.
A esse respeito, fontes próximas à Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa (PACE, na sigla em inglês), reafirmaram ontem que o promotor suiço Dick Marty tem em mãos indícios de que existiram lugares secretos de detenção de prisioneiros na Europa.
CIA aérea
O funcionário europeu investiga a suposta existência de prisões da CIA em alguns países da Europa Oriental, em violação ao Estado de Direito e às leis que regulam a União Européia.
Investiga também a presença de aviões da CIA em aeroportos da Europa, transportando presos para outros países, sem que tenham sido dadas até o momento quaisquer explicações para tais vôos pelo continente.
Em sua edição de 2 de novembro, o jornal The Washington Post informou que a agência de espionagem americana interrogava suspeitos de laços com a al-Qaida em prisões situadas na Europa Oriental, principalmente Polônia e Romênia.

Com informações da Prensa Latina

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Quarta-feira, Novembro 23, 2005


Negros marcham pela igualdade racial

Mais de 8 mil pessoas participaram ontem (22), em Brasília, da Marcha Zumbi+10, enchendo as quatro pistas da avenida da Esplanada dos Ministérios.

A marcha contra o racismo, pela igualdade e a vida marca os 310 anos da morte de Zumbi - líder do Quilombo dos Palmares -, mas foi o marinheiro negro João Cândido, herói da Revolta da Chibata, quem mereceu destaque na manifestação.

A filha do herói negro, Zeelândia Cândido de Andrade, de 81 anos, encabeçou o grupo de representantes da marcha que esteve em audiência com o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), para pedir a agilização da votação do projeto de anistia do líder negro, que foi expulso da Marinha do Brasil por ter comandado a revolta no Rio de Janeiro, em 1910.

Rebelo, que foi destacado pelos manifestantes "como homem que veio das lutas populares como ele [João Cândido]", garantiu que o projeto terá prioridade absoluta logo que chegue do Senado.

Ele disse que se identificava com a história de João Cândido, lembrando os versos da música Mestre Sala dos Mares, de João Bosco e Aldir Blanc: “Há muito tempo nas águas da Guanabara / O dragão do mar reapareceu / Na figura de um bravo feiticeiro / A quem a história não esqueceu (...)”.

A lei de anistia a João Cândido, de autoria da então deputada petista Marina Silva, representa o resgate da respeitabilidade do herói negro, garantindo a graduação dele para o posto que exerceria caso não tivesse sido expulso da corporação, pagamento de indenização pelos danos causados e estabelecimento de pensão para a família. Os manifestantes querem que o projeto seja aprovado até o dia 6 de dezembro, data do aniversário de morte de João Cândido.

Ao presidente Lula, com quem o grupo esteve em audiência no início da noite, eles reivindicaram que o governo federal batizasse um navio da Marinha do Brasil com o nome de João Cândido.

Conforme relata Martvs das Chagas, secretário nacional de Combate ao Racismo do PT, também foi levada à Lula a preocupação com a votação do substitutivo do Estatuto de Igualdade Racial, aprovado pela CCJ do Senado.

Conforme Martvs, que participou do encontro com Lula, o substitutivo retirou a proposta de criação do Fundo de Promoção da Igualdade Racial, um importante instrumento para financiar as ações previstas no estatuto.

“O presidente Lula se mostrou sensível à questão e pediu uma reunião entre representantes das duas marchas Zumbi+10 (a primeira foi realizada no dia 16 de novembro) e parlamentares da Câmara e do Senado para discutir melhor a questão. O substitutivo está sendo encaminhado à Câmara e, caso seja aprovado na íntegra, irá à sanção do presidente da República.

Lula recebeu ainda o pedido de agilizar a regularização das terras quilombolas. O presidente determinou a criação de um grupo de trabalho entre representantes do Incra e da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) para fazer um levantamento das terras quilombolas que não têm problemas de litígio e que possam ser tituladas em curto prazo.

Para Martvs, as mais de duas horas de audiência com o presidente da República se mostraram proveitosas. "Lula mostrou disposição de atender a maioria de nossas solicitações", afirmou.

O secretário ressalta o sucesso da marcha, que, segundo ele, foi feita com muita dificuldade, sem aporte financeiro, apenas com recursos do movimento negro. "Conseguimos levar mais de 200 ônibus para Brasília", comemora.

Reparação
Segundo os organizadores, a reivindicação principal da marcha é que o governo reconheça, em todas as suas iniciativas, a necessidade de adotar ações de reparação das injustiças históricas cometidas contra a população negra, que são diferenças de renda, acesso ao mercado de trabalho, educação, saúde, saneamento.

O mais recente Atlas Racial Brasileiro, elaborado pelo PNUD (Programa das Nações Unidades para o Desenvolvimento) e pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), revelou que 65% dos pobres e 70% dos que viviam na indigência em 2004 eram negros. Segundo dados do Ministério da Educação, a taxa de analfabetismo entre os negros é de 17,2%, enquanto entre os brancos é de 7,5%.

Outros pontos da pauta de reivindicação são a garantia dos direitos da juventude e das mulheres negras; respeito às religiões de matriz africana e valorização da diversidade cultural.

Durante a marcha, os gritos de palavras de ordem destacavam outros problemas, como a violência, que vitima principalmente os jovens negros. Os líderes gritavam pela construção de “um mundo onde cabe todo mundo”. As faixas lembravam que “Somos todos diferentes – mulheres e homens de todas as raças -, porém com direitos iguais”. Um grupo de crianças carregava cartazes com a inscrição: “Sou negro, amo minha cor”.

Linha Aberta, com informações do site Vermelho (www.vermelho.org.br)

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EM 2001 FHC AFUNDAVA PLATAFORMA E O BRASIL NO APAGÃO








HOJE
LULA INAUGURA PLATAFORMA

Presidente participa no Rio do
batismo da maior plataforma da Petrobras

Nielmar de Oliveira da Agência BrasilRio - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa neste momento, no Estaleiro Mauá-Jurong, no entorno da Baía de Guanabara, da solenidade de batismo da plataforma Petrobras 50. Maior unidade produtora que passará a operar no país - cerca de 180 mil barris diários, em média, quando no pico da produção - a plataforma custou US$ 634 milhões, gerando 16 mil empregos diretos e indiretos. A unidade é considerada fundamental para levar o país à auto-suficiência de petróleo já em 2006.De acordo com dados da Petrobras, para atingir essa auto-suficiência e ampliar a oferta de gás natural, energia térmica e fontes alternativas, além de atender ao mercado de derivados no país, deverão ser feitas encomendas de aproximadamente US$ 32 bilhões à indústria nacional nos próximos cinco anos. Esse nível de investimento proporcionará a geração de cerca de 662 mil empregos totais até 2010, dos quais 160 mil diretos. A expectativa é atingir 860 mil postos de trabalho em 2007 no pico das obras.A P 50, uma plartaforma do tipo flutuante adaptada sobre o casco do navio Felipe Camarão, é importante no projeto de desenvolvimento do campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos. Segundo a Petrobras, será a plataforma de maior capacidade de produção do Brasil, aumentando a produção anual da companhia em mais de 12%.Lula continuará no Rio também à tarde, onde às 15h30 participa da abertura do 25º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex). O evento é um fórum de discussão entre setores empresariais e o governo sobre novas soluções para a exportação de mercadorias e serviços e para o aumento da competitividade das empresas brasileiras.
23/11/2005------TB

Inauguração de plataforma da Petrobras mostra recuperação indústria naval, diz Lula

Carolina Pimentel Repórter da Agência Brasil Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje, na cerimônia de batismo da plataforma P-50 da Petrobras, em Niterói (RJ), que a inauguração da obra é o cumprimento do desafio de recuperar a indústria naval brasileira. "Os trabalhadores e empresários têm todo direito de continuar reivindicando e reclamando coisas, mas, pelo amor de Deus, o passo que nós demos foi fantasticamente extraordinário. Não apenas produzimos navio de plataforma, como estamos dispostos a disputar concorrências internacionais com aqueles que um dia pensaram que nós não tínhamos competência para produzir essas coisas", afirmou o presidente. Lula destacou que o país precisa de infra-estrutura, profissionais qualificados e energia para atrair os investidores nacionais e internacionais. Sobre o setor energético, ele informou que 15 mil quilômetros de linhas de transmissão de energia vão ser construídos até 2007 para que o Brasil não tenha um novo apagão, como o ocorrido 2001.A plataforma P-50 produzirá 180 mil barris diários de petróleo. Com índice de nacionalização de 35%, a nova plataforma custou US$ 634 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão), gerando quatro mil empregos diretos e 12 mil indiretos.
23/11/2005------NF

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Lula: Palocci fica até final do mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que o ministro Antonio Palocci continuará na Fazenda até o fim de seu mandato. Segundo Lula, o governo não pode se deixar levar por especulações. "[Palocci] é uma figura imprescindível para o Brasil, todo mundo sabe o que ele significa para a economia brasileira."
Indagado se a saída de Palocci seria uma joga da oposição, Lula afirmou que existem pessoas que trabalham em cima de tropeços e que o país deveria ser agradecido pelo que Palocci fez à economia brasileira.
Em discurso durante cerimônia de inauguração da plataforma P-50, no Rio, o presidente pediu aos metalúrgicos presentes que não dêem importância aos denuncismos contra seu governo. "De pai para filho posso dizer a todos vocês que não haverá nada, nenhum momento em que a eleição (de 2006) me fará mudar a trajetória que traçamos para este país".
Sobre as divergências entre ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e Palocci, Lula afirmou que o equilíbrio precisa ser igual a de um time de futebol. "Só dá certo porque tem 11 jogadores com características diferentes. No governo é a mesma coisa."
Durante o discurso, o presidente voltou a defender a política econômica promovida pelo ministro e afirmou que às vésperas da eleição, há muita gente que "vende facilidades". "Quando você vira governo, sai da era do eu acho para a era do eu faço", disse ele. Lula disse que o país nunca teve um crescimento com uma conjuntura macroeconômica tão positiva: com aumento do PIB, inflação sob controle e exportações em alta.
"A questão da inflação no Brasil é cultural. Tem gente que começa a vender um pouco mais e logo aumenta o preço", afirmou.
Lula participou hoje da cerimônia de batismo da plataforma P-50, para a extração de petróleo, que vai garantir ao país a auto-suficiência para a produção de combustível em 2006.

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Felício: criação da Fetraf-Brasil consolida sonho

O presidente nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores), João Felício, afirmou que a criação da Fetraf-Brasil (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Brasil), oficialmente fundada durante o 1º Congresso Nacional da Agricultura Familiar, que teve início ontem (22), em Goiás, é a consolidação de um sonho. A Federação representa 750 mil famílias."Com certeza vocês praticam no campo os princípios de fundação de nossa central sindical, que são a solidariedade, a autonomia e a organização sindical", disse Felício aos cerca de mil agricultores que participam do encontro até sexta-feira (25). A CUT foi fundada em 1983, em São Bernardo do Campo (SP), durante o 1º Congresso Nacional da Classe Trabalhadora.João Felício convocou os trabalhadores rurais reunidos em Luziânia (GO) a participarem intensamente do processo eleitoral em 2006: "Com certeza, vamos apoiar o candidato da frente democrática". Ele afirmou que o sindicalismo praticado pela CUT não é um sindicalismo neutro. ComparaçãoO ministro José Fritsch, da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, também comparou a criação da Fetraf à fundação da CUT.
"Por caminhos e descaminhos, os trabalhadores rurais de nosso país passaram por várias organizações e conquistaram inúmeros projetos", afirmou Fritsch em seu discurso. "Podem contar com a minha solidariedade. Entendo que o que está se fazendo hoje talvez seja histórico, como foi a criação da CUT", destacou. O ministro disse ainda que, em concepções anteriores, a agricultura familiar era foco apenas de políticas assistencialistas. E lembrou que o objetivo do atual governo é dar condições para que a agricultura familiar gere emprego e renda.Momento históricoA realização do 1º Congresso Nacional da Agricultura Familiar é um momento histórico, na avaliação do ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto.
"Este congresso representa o esforço militante de todos vocês. A qualidade da representação política e dos debates preparatórios criam uma base política sindical forte, para que nós possamos avançar mais ainda no processo de conquistas do povo trabalhador do campo deste país", afirmou. E enfatizou: "Os movimentos sindicais não são adversários de um projeto de mudança, são companheiros decisivos".Na abertura do encontro, que reuniu mais de mil agricultores de 24 Estados e convidados de oito países, o ministro lembrou que o governo Lula assumiu, como prioridade para uma estratégia de desenvolvimento do país, o fortalecimento da agricultura familiar e avanços no programa de reforma agrária. O ministro destacou que a safra 2005/2006 recebeu R$ 9 bilhões do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) – três vezes mais que o montante liberado na safra passada. E que os recursos deverão beneficiar 2 milhões de famílias.
"Estamos definitivamente nacionalizando um sistema de crédito que era basicamente concentrado na região Sul", afirmou. Rossetto prometeu que nesta safra será consolidado o direito de acesso ao crédito das agricultoras e da juventude. Depois de lamentar o "inaceitável" padrão de violência no campo, o ministro convocou os trabalhadores rurais para que se mobilizem e pressionem o Congresso Nacional, a fim de que seja definitivamente aprovada a Proposta de Emenda Constitucional 438, contra o trabalho escravo.
A medida foi aprovada em primeiro turno pela Câmara dos Deputados, em agosto de 2004. Agora, precisa passar pelo segundo turno e voltar ao Senado, devido a alterações no texto.
Agência Brasil

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Al-Jazira lança canal em inglês e vai atuar na América Latina

Rede terá presença na América Latina. A rede de TV Al-Jazira planeja para o primeiro semestre do ano que vem o lançamento de seu canal mundial em inglês, para concorrer diretamente com as redes internacionais CNN (americana) e BBC (britânica). A Al Jazira International vai levar ao ar um programa de entrevistas conduzido pelo ex-porta-voz do Pentágono para a imprensa internacional no Oriente Médio, capitão Josh Rushing, que foi um dos personagens do documentário "Control Room" sobre a cobertura da rede árabe nas semanas anteriores à invasão do Iraque.
O Pentágono já acusou a Al-Jazira de "incitar violência" no Oriente Médio, condenou a apresentação de vídeos com execuções de soldados e a divulgação de imagens de corpos. Alguns de seus jornalistas foram presos em vários países sob acusação de "terrorismo". Rushing provocou irritação no Pentágono pela sua participação no documentário, no qual ele diz que a al-Jazira não distorce mais as informações do que a rede conservadora americana Fox, embora ambas estejam em lados opostos.
Agenda diferente
Mas a rede ganhou credibilidade e influência na região a ponto de os Estados Unidos financiarem o lançamento de uma TV concorrente em árabe. O lançamento do novo canal em inglês, inicialmente previsto para o fim do ano, agora está marcado para o segundo trimestre de 2006, afirma o diretor internacional da al-Jazira, Nigel Parsons. Os objetivos da rede são ambiciosos: atingir via cabo, satélite ou Internet um universo de 30 a 40 milhões de residências em todo o mundo.
A nova rede pretende oferecer uma "agenda diferente" ao público ocidental, cobrindo não apenas países do Oriente Médio e seu relacionamento com os Estados Unidos, mas também as regiões pobres, como a América Latina. A proposta do canal é ambiciosa, com 30 escritórios em todo mundo, 450 funcionários (cerca de 200 jornalistas) e quatro sucursais que vão "ancorar" a programação dependendo do fuso horário.
Imprensa livre
As sucursais que comandarão a programação mundial serão Doha, no Catar (sede da rede), Kuala Lumpur, na Malásia, Washington, Estados Unidos, e Londres, Reino Unido. A cobertura da América Latina será coordenada pela sucursal de Washington, mas a rede planeja escritórios em Buenos Aires, Caracas, Lima e Rio de Janeiro. O diretor do canal de notícias em inglês, Nigel Parsons, confirma a contratação de Rushing. No Oriente Médio, o canal em inglês terá acesso integral ao material da rede em árabe - o canal melhor posicionado para cobertura dos conflitos na região.
Parsons diz que a percepção de que a al-Jazira estimula a violência é restrito a "alguns setores conservadores americanos" e que a rede faz apenas reportagens corajosas. "Acho engraçado que as pessoas sejam a favor da imprensa livre, mas queiram controlar o conteúdo", disse ele. Para a América Latina, Parsons diz que a intenção é cobrir a região com um ponto de vista alternativo - diferente do das grandes potências ocidentais (Estados Unidos e europeus) - em assuntos polêmicos como a campanha dos Estados Unidos contra o presidente Hugo Chávez, da Venezuela, e a influência americana nas constantes turbulências políticas na América Central.
Resultado operacional
Parsons lembra, entretanto, que a relação da América Latina não é tão conflituosa com os Estados Unidos como a do Oriente Médio. "Não queremos ser um canal anti-americano. Vamos tentar cobrir a América Latina com profissionais latino americanos nos dizendo o que é importante para a população da região", afirma. Ele explica que a rede tentará ser mais investigativa, ouvindo a população e não apenas fontes oficiais. Recentemente, segundo Parsons, a área de esportes do canal em árabe tentou comprar direitos de transmissão de alguns campeonatos de futebol.
O emir do Catar, o xeque Hamad bin Khalifa al-Thani, controlador da Al Jazira, não teve que injetar mais recursos para a montagem da rede internacional, segundo o diretor. A expectativa é atingir o equilíbrio do resultado operacional no período de três a cinco anos. O primeiro canal foi aberto em 1996, com investimento de US$ 150 milhões. Os canais atuais, que já incluem um de esportes, além do noticioso em árabe, geram receita suficiente para sustentar a nova empreitada. A empresa ainda tem capital fechado e os investimentos e resultados da companhia não são públicos. "Houve muitos rumores sobre um possível lançamento de ações, mas por enquanto nossas finanças ainda são confidenciais", disse ele.

Com informações do jornal Valor EconômicoVERMELHO
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Imprensa livre é uma piada. Imprensa livre pra eles, é que nem essa aqui do Brasil, livre pra sabotar e dar golpe, fazendo tabelinha com a base golpista no congresso e com os Larry Rothers da vida. AM

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Esse é outro que sumiu.

Mas o cara não era corrupto, ladrão, ...

A questão não era investigar nem esclarecer nada, apenas tentar ganhar a presidência da Câmara para dar um golpe branco no LULA.

Quem sabe a OAB não se interessa também por esse caso???

E a imprensa, tão ativa na derrubada do Severino, cadê???

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Terrorismo mediático
Por Izaías Almada

A liberdade em proveito próprio, a impunidade e a irresponsabilidade com que parte da mídia brasileira vem tratando a vida política nacional, além de demonstrar cada vez mais claramente que “liberdade de expressão e opinião” é tão somente a liberdade de expressão e opinião dos donos de jornais, revistas e canais de televisão, começa a criar a necessidade de discutir no país – e com alguma urgência – os limites éticos e de responsabilidade social que devem permear os órgãos de informação.
Os últimos quatro meses da nossa vida política se caracterizaram por um caudal de denúncias baseadas em suposições, denúncias premiadas, tentativas de chantagem, suspeitas sem confirmação, versões apresentadas por pessoas já falecidas, doleiros cumprindo pena, investigações apressadas e inconclusas, intimidação, julgamento sumário sem direito a defesa, num flagrante desrespeito às leis e aos direitos humanos mais elementares.
Com tal violência e desrespeito se lançou a mídia contra um governo eleito democraticamente e ao partido que lhe dá sustentação, apoiada em interesses explícitos e não explícitos de políticos do PSDB, PFL e outros esbirros da direita conservadora, racista e entreguista, que já não existe cidadão brasileiro que não comece a duvidar da sua própria honestidade e integridade. Esse furor democrático de mão única conseguiu lançar a esquerda brasileira na fogueira, criando divisões e desconfianças que só favorecem ao reinado da impunidade daqueles que, de acusados, viraram acusadores. Dos que venderam o país por trinta moedas. Dos que tapam o nariz para não sentir o cheiro do povo.
Estive recentemente em Caracas para conhecer de perto e com mais propriedade a experiência da revolução bolivariana naquele país que – como se sabe – sofreu uma frustrada tentativa de golpe de estado em abril de 2002. Golpe que durou quarenta e oito horas e se valeu, sobretudo, das mentiras articuladas pela mídia. Golpe já comprovadamente apoiado pelo governo Bush.
Fui ver de perto o cenário, conhecer pessoas e fazer entrevistas com personagens que participaram e participam do atual processo político venezuelano, processo esse que tem despertado grandes controvérsias na América Latina e em todo o mundo. O material servirá de subsídio a um livro sobre a integração cívico-militar naquele país, onde o povo e as forças armadas se propuseram a mudar os rumos de uma sociedade em que a miséria de 80% da população estava na razão inversa da riqueza proporcionada a poucos pelos dividendos do petróleo, a maior riqueza do país.
Entre os entrevistados conheci a figura amável do doutor Eládio Ramón Aponte Aponte, magistrado e presidente da Sala de Casación Penal, uma das salas que compõem o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, órgão máximo do poder judiciário venezuelano. Militar reformado, tendo pertencido à Guarda Nacional, o doutor Eládio reúne vários títulos acadêmicos, como os de mestre em Ciências Políticas pela Universidade de Carabobo e doutor em Direito pela Universidade de Zulia. Entre outros, exerceu o cargo de Assessor da Comissão Permanente de Defesa e Segurança na Assembléia Nacional, o Congresso venezuelano. Ao final de nossa conversa, o magistrado ofereceu-me um livro de sua autoria contendo conferências feitas na ONU e, em particular, uma conferência feita em Bangkok, na Tailândia, em abril de 2005, sobre Prevenção de Delito e Justiça Penal em relação ao terrorismo. Pediu que eu lesse com especial atenção a sua tese defendida sobre o que ele chama de terrorismo mediático.
Reproduzo-a parcialmente:
“O terrorismo não deve ser conceituado e considerado apenas em sua forma genérica, mas é necessário definir os diferentes tipos que lhe dão forma. No dia-a-dia das nações ocorrem atos de terrorismo que não respondem ao conceito tradicional e ordinário que se faz do mesmo, por não se dar mediante ruído ou escândalo, nem ser de efeito imediato. Esse terrorismo se verifica em atos que não são produzidos por uma detonação violenta de uma bomba, por exemplo, com vítimas quantificadas, mas que ainda assim está dirigido a produzir um efeito de pânico ou pavor, mediante uma intervenção de hora em hora, de minuto a minuto, segundo a segundo, em nossas atividades: refiro-me concretamente ao terrorismo mediático, exercido por alguns meios de comunicação de nossos países com um só e único fim, qual seja o de obter um efeito de terror na população mediante um constante discurso e publicidade, com o deliberado propósito de conseguir um objetivo político que persegue a desestabilização de um governo legitimamente constituído. A seqüência desproporcionada de mensagens produz na população um efeito de terror ou pânico que obviamente termina por influir de tal maneira o cidadão (leitor ou espectador), que o induz a tomar decisões erradas e com tal grau de confusão que se lhe bloqueia ou desvia o discernimento”.
O leitor, por acaso, ainda se lembra que a crise política em que o país mergulhou começou com um show mediático do deputado cantor Roberto Jefferson?
Vítimas do próprio veneno, alguns parlamentares já falam em dar “surras” no presidente da República, num exemplo claro e vivo de que o respeito pelas instituições democráticas que tanto defendem só vale numa direção, aquela que os favorece. Que tal se a sociedade brasileira começasse a pensar seriamente em discutir e combater o terrorismo mediático? Nesses momentos, sempre me vem à memória a emblemática prisão de Al Capone nos Estados Unidos. Acusado de vários crimes, o famoso gangster só foi preso por fraudar o Imposto de Renda. Como será que andam nossas principais empresas de comunicação em relação aos impostos devidos, ao INSS, à tentativa de monopólio e outros quesitos legais? Quais são os compromissos de uma emissora de televisão, por exemplo, com o país e com seu povo, quando recebe uma concessão pública para explorar em privado a informação? O bem coletivo, o patrimônio cultural e as riquezas matérias de um povo estão acima dos interesses de grupos e empresas privadas, muito especialmente daquelas que “manipulam” a informação. É bom não nos esquecermos disso nas próximas eleições presidenciais.

Izaías Almada é escritor e dramaturgo.

Qual a sua opinião sobre este assunto?
11.2005
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NOVAE
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Terça-feira, Novembro 22, 2005



Justiça condena jornal de SC a indenizar filha de Lula

A Justiça de Blumenau (SC) condenou o jornal catarinense "A Notícia" a pagar indenização de R$ 50 mil a Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente, por causa de uma coluna publicada durante a campanha eleitoral de 2002.Lurian entrou com ação contra o jornal e contra o colunista Celso Machado, segundo a sentença, "por se considerar vítima de uma notícia difamatória".A coluna "No Ar", publicada no dia 13 de setembro de 2002, dizia que Lurian era funcionária "bem remunerada" do Samae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Blumenau por causa da amizade de seu pai, o presidente Lula (que na época concorria ao cargo), com o então prefeito da cidade, Décio Lima (PT).O texto afirmava: "Bom, pelo menos no caso da filha Lurian não foi preciso experiência e muito menos conceder incentivos às empresas para que empreguem os jovens, como ele [Lula] propõe [em sua campanha política]: ela é funcionária bem remunerada do Samae de Blumenau, do petista e amigo Décio Lima".Lurian desistiu do processo contra Machado, mas manteve a ação contra o jornal, que chegou a publicar uma errata, já que ela não era funcionária da autarquia.A sentença, proferida pelo juiz Emmanuel Schenkel do Amaral e Silva, titular da 4ª Vara Cível de Blumenau, no dia 6, condenou o órgão de imprensa catarinense, com sede em Joinville, a pagar uma indenização de R$ 50 mil por danos morais a Lurian.Na sentença, o juiz disse que a coluna foi "desnecessariamente ofensiva à honra e à dignidade da autora"."Fácil perceber os transtornos e dissabores que teve que suportar no seu dia-a-dia, ainda mais por ser filha de líder político [...] que hoje ocupa o cargo máximo do Poder Executivo, fato que põe à prova a competência profissional com freqüência muito maior do que os trabalhadores comuns", diz a decisão.De acordo com a sentença, "não houve limitação aos fatos ou emissão de simples opinião", o que "denota um comportamento tendencioso, inclusive com uma condenável insinuação que se provou inverídica".O juiz disse ainda, na decisão, que a "culpa foi grave", já que a ré é uma empresa "com recursos vultosos e anos de experiência".O valor da indenização (R$ 50 mil), afirma, é para "obrigá-la [a ré] a medidas administrativas que proporcionem maior respeito aos clientes, leitores e às pessoas que são objeto de suas informações".

THIAGO REIS da Agência Folha

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Cesar Maia (não) vai
ao cinema

JOÃO MOREIRA SALLES

É bom o artigo do prefeito Cesar Maia publicado nesta Folha no dia 17/11. Como diretor de "Entreatos", fico lisonjeado com os elogios que ele faz ao filme. Pena que não tenha externado seu entusiasmo na época em que o filme entrou em cartaz. Por que não?
Não consigo creditar esse súbito e irrefreável desejo de rever "Entreatos" à cinefilia do nosso prefeito. Pergunto, um tanto retoricamente: caso o governo Lula estivesse cruzando céus de brigadeiro, será que ele teria tanto afinco em defender os direitos do espectador? Talvez por isso tenha se mantido calado na época em que o filme circulava pelo país. O contexto político relativamente sereno tornava o filme pouco apetitoso.Até pouco tempo, "Entreatos" não servia aos propósitos eleitoreiros de Cesar Maia. Donde o silêncio. E agora, o barulho.Cesar Maia me acusa de censor. Eu estaria proibindo a exibição do filme. Propõe que "Entreatos" volte às salas de cinema por exigência da Justiça. É uma solução original. O grande problema do cinema brasileiro é a distribuição. Criada a boa jurisprudência, será um alento contar com a Justiça para que nossos filmes entrem em cartaz a golpes de medidas cautelares.Enquanto isso não acontece, é preciso que o prefeito saiba que "Entreatos" foi exibido em 24 cidades brasileiras. Foi visto por quem desejou vê-lo, ficou quase oito meses em cartaz e, como todos os filmes do mundo, esgotou seu ciclo de exibição no circuito comercial. Mas continua a ser visto. Somente neste ano, foi exibido em Santa Maria e em Nova Friburgo, em julho; em São Paulo, em agosto e setembro; em Guarapava e Belém, em outubro; em Belo Horizonte, em novembro. Menciono as datas para que o prefeito saiba que o filme continua a ser exibido apesar da crise.E mais: como prática corrente da VideoFilmes, atendemos a todas as instituições acadêmicas que precisem dos nossos filmes. "Entreatos" é um dos nossos documentários mais solicitados. Como ainda não existe DVD disponível, mandamos prensar mil cópias para venda exclusiva a essas instituições. Qualquer professor de escola ou de universidade pode ligar para a VideoFilmes e adquirir no mesmo dia uma cópia do documentário.Aliás, um aparte: nos nossos registros não consta nenhuma venda para a prefeitura do Rio. Como o prefeito afirma que vem analisando o filme "quadro a quadro" no seu laptop, sou forçado a concluir que ele comprou uma cópia pirata. Caso o oficial de Justiça apareça por aqui com a tal intimação, já temos outro assunto para tratar.E que o prefeito do Rio de Janeiro não se exalte. Diferentemente do que ele sugere, não destruí o material bruto. Copiei-o, e hoje tenho dois conjuntos guardados em arquivos diferentes. Sei da importância de preservar o patrimônio. Creio ter o direito de não receber lições do prefeito. Quando leio que, entre os novos quiosques à beira-mar da avenida Atlântica, licenciados pela prefeitura, haverá dois McDonald's, me pergunto se temos, ele e eu, a mesma compreensão de patrimônio.Assim que estourou a atual crise, recebemos um só telefonema de exibidor indagando sobre a possibilidade de mostrar o filme durante uma semana na sua respectiva sala. Declinei. Entramos aqui numa questão que diz respeito aos compromissos que julgo serem inerentes ao contrato que se estabelece entre documentarista e documentado. Um contrato não assinado, diga-se.Do mesmo modo que não aceitaria que o filme fosse submetido à aprovação de Lula -outra inverdade sugerida por Cesar Maia-, me sinto obrigado, não por laços de amizade, que não os tenho, nem por simpatias ideológicas, que não são as minhas, a não ser desleal com a pessoa que filmei. Presidente, pianista ou bandido, não importa. A regra é a mesma: evitar o oportunismo.A reestréia de "Entreatos" não acrescentaria muito ao público do filme. Por outro lado, produziria um insignificante sucesso de ocasião que a mim não interessa, mas interessa ao PFL do prefeito. Entre o PFL e minhas convicções, fico com as minhas convicções.Não deixa de ser espantoso que Cesar Maia confira ao documentário tamanha importância. Por falta de convicção, nós, documentaristas, hesitamos em dizer coisa parecida. Ocorre que o prefeito não é um neófito; ele conhece documentários, já que foi produtor de um. O excelente "Ônibus 174" não teria sido realizado sem o firme apoio da Riofilme, uma empresa 100% subordinada à Prefeitura do Rio.Infelizmente, "Ônibus 174" teve um público bem menor do que merecia. Não foi outra a razão: Cesar Maia exigiu que fosse lançado em outubro de 2002, durante o segundo turno das eleições. O propósito era ferir a candidatura da mulher de Garotinho ao governo do Estado. Longe de mim achar que o objetivo não era louvável. Mas os métodos, prefeito, definitivamente, não eram bons. Primeiro, por ineficientes. Depois, porque obrigar um filme a estrear, não por razões de mercado, mas por razões de política, é dar o primeiro passo rumo à instrumentalização da arte.Os políticos com tendências autoritárias deveriam ser mais prudentes. Quando filme e ação judicial aparecem no mesmo parágrafo, começo a ficar ansioso.

João Moreira Salles, 43, é documentarista e produtor.

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Está sendo lançado em DVD o exelente:

Notícias de uma Guerra Particular



Sinopse
Eleito um dos melhores filmes brasileiros contemporâneos pela Revista de Cinema e vencedor da competição nacional de documentários do festival É Tudo Verdade, Notícias de uma guerra particular é um amplo e contundente retrato da violência no Rio de Janeiro. Flagrantes do cotidiano das favelas dominadas pelo tráfico de drogas alternam-se a entrevistas com todos os envolvidos no conflito entre traficantes e policiais - incluindo moradores que vivem no meio do fogo cruzado e especialistas em segurança pública. A realidade da violência é apresentada sem meio-tons e da forma mais abrangente possível, tornando patente o absurdo de uma guerra sem fim e sem vencedores possíveis.
Gênero
Documentário
Atores
,
Direção
João Moreira Salles, Kátia Lund,
Idioma
Português,
Legendas
Inglês, Espanhol, Francês,
Ano de produção
1999
País de produção:
Brasil,
Duração
56 min.
Distribuição
Videofilmes
Região
Multizonal
Áudio
Dolby Digital 2.0 (Português)
Vídeo
Tela Cheia
Cor
Colorido



Extras
Disco 1 * Menu interativo * Seleção de cenas * Notícias de uma guerra particular * Faixa comentada por João Moreira Salles, Katia Lund, Eduardo Coutinho e Carlos Alberto Mattos * Santa Marta: duas semanas no morro [1987, 54 min.]: documentário de Eduardo Coutinho Disco 2 * Íntegra das entrevistas com General Nilton Cerqueira, Capitão Pimentel, Paulo Lins, Adão, Soldado Milton, Adriano, Gordo e Hélio Luz * Filmografia dos diretores

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Jeffrey Sachs não sente fome
Dois mitos que mantém a Pobreza
Por Vandana Shiva
Do cantor de rock Bob Geldof ao político inglês Gordon Brown, o mundo parece de repente estar cheio de pessoas de alta patente com intenções de erradicar a pobreza. Todavia, Jeffrey Sachs não é um mero "fazedor de bem" e sim um dos economistas líderes do mundo. Chefe do Earth Institute e responsável na União Européia pelo comitê que promove o desenvolvimento rápido de países. Logo, quando Sachs lançou o livro "O Fim da Pobreza", pessoas de todo o mundo noticiaram, sendo inclusive matéria de capa da Revista Times.Existe um problema com o manual do fim da pobreza de Sachs. Ele simplesmente não entende de onde vem a pobreza, a encara como um pecado original. "Há algumas gerações atrás, quase todo o mundo era pobre" diz ele e então adiciona: "A Revolução Industrial promoveu novos ricos, mas muitos no mundo foram deixados para trás."Essa é uma história totalmente falsa da pobreza. Os pobres não são aqueles "deixados para trás", são aqueles que foram roubados. A riqueza acumulada pela Europa e América do Norte é amplamente baseada nas riquezas retiradas da Ásia, África e América Latina. Sem a destruição da rica indústria têxtil indiana, sem a posse do mercado de especiarias, sem o genocídio das tribos Americanas, sem a escravidão da África, a Revolução Industrial não resultaria em novos ricos para a Europa ou América do Norte. Foi essa possessão violenta sobre os recursos e mercados do Terceiro Mundo que geraram a riqueza do Norte e pobreza do Sul.Dois dos grandes mitos econômicos do nosso tempo permitem que as pessoas neguem esse elo intimidador e espalhem concepções errôneas sobre o que é a pobreza.Primeiro, a responsabilidade sobre a destruição da Natureza e a habilidade das pessoas em cuidar de si mesmas são colocadas não no crescimento industrial e na economia colonialista, mas nessas mesmas pessoas. A pobreza foi instituída como uma das causas da destruição do meio ambiente. A doença então é oferecida como cura: o crescimento econômico futuro resolveria os problemas da pobreza e do declínio ambiental que falado anteriormente. Essa é a mensagem no coração da análise de Sachs.O segundo mito é que existe um consenso que se você consome o que você produz, você não produz de verdade, pelo menos economicamente falando.Se eu produzo meu próprio alimento, e não o comercializo, quer dizer que não contribuo para o PIB e portanto não contribuo para o "crescimento".As pessoas são consideradas pobres por comerem o seu próprio alimento e não aquele comercialmente distribuídos como "junk food" vendido por empresas de agronegócio mundiais. São vistas como pobres se viverem em casas feitas por elas mesmas com materiais ecologicamente bem ambientados como o bambu e o barro ao invés de casas de tijolo e cimento. São vistas como pobres se usarem acessórios manufaturados feitos de fibras artesanais no lugar das sintéticas.Ainda, a vida de subsistência, na qual o rico oeste percebe como pobre, não significa necessariamente menos qualidade de vida. Ao contrário, sua economia natural baseada em subsistência garante uma alta qualidade de vida – se mensurarmos o acesso à comida e água de boa qualidade, à oportunidade de vida de subsistência, uma robusta identidade cultural e social e um sentido à vida das pessoas. Por esses pobres não dividirem nenhum dos benefícios percebidos pelo crescimento econômico, são considerados como aqueles "deixados para trás".Essa falsa distinção entre os fatores que criam possibilidades e aqueles que criam pobreza está no centro da análise de Sachs. E por isso, suas prescrições agravarão e aumentarão a pobreza ao invés de dar fim a ela. Conceitos modernos de desenvolvimento econômico, cujo Sachs enxerga como a "cura" para a pobreza, já foram utilizados apenas em pequenas partes da história da humanidade. Por séculos os princípios de subsistência permitiram sociedades em todo o planeta sobreviverem e até mesmo prosperarem. Nessas sociedades os limites da natureza foram respeitados guiando os limites do consumo humano.Quando o relacionamento da sociedade com a natureza é baseado na subsistência, a natureza existe como forma de riqueza comum. Ela é redefinida como "recurso" apenas quando o lucro torna-se o princípio organizador da sociedade estabelecendo um imperativo de desenvolvimento e destruição de tais recursos pelo mercado.Contudo, muitos de nós escolhem esquecer e negar isso. Todas as pessoas em todas as sociedades dependem da Natureza. Sem água limpa, solo fértil e diversidade genética, não é possível a sobrevivência da humanidade. Hoje o desenvolvimento econômico está destruindo estes bens comuns, resultando na criação de uma nova contradição: o desenvolvimento priva aqueles que mais dizemos ajudar de suas tradições com a terra e do valor da subsistência, forçando-os a sobreviver num mundo de crescente erosão.Um sistema baseado no crescimento econômico, sabemos hoje, cria trilhões de dólares de super lucro para corporações enquanto condena bilhões de pessoas à pobreza. E a pobreza não é, como sugere Sachs, o estado inicial do progresso humano do qual todos saímos. É o estagio final da queda de uma pessoa quando um lado desenvolvido destrói o sistema ecológico e social que manteve a vida, a saúde e a subsistência de pessoas e do próprio planeta por eras. A realidade é que as pessoas não morrem por falta de entradas monetárias, elas morrem pela falta de acesso às riquezas de bem comum. Aqui também, Sachs erra ao dizer: "Em um mundo de abundancia, 1 bilhão de pessoas estão tão pobres que suas vidas correm perigo." Os povos indígenas na Amazônia, as comunidades na montanha do Himalaia, camponeses de toda a parte cujas terras não foram apropriadas, cuja água e biodiversidade não foram destruídas pela agroindústria geradora de débito, são ecologicamente ricos, mesmo ganhando menos que $1,00 dólar por dia.Por outro lado, as pessoas são pobres se tiverem que comprar suas necessidades básicas a altos preços não importando quanto ganhem. Veja o caso da Índia: Por causa do dumping sobre os alimentos e fibras mais baratos feito pelas nações desenvolvidas e pela diminuição das proteções de mercado decretadas pelo Governo, os preços na agricultura da Índia estão caindo, significando que os camponeses do país estão perdendo $26 bilhões de dólares Norte Americanos ao ano. Impossibilitados de sobreviver sob essas novas condições econômicas, muitos camponeses agora foram golpeados pela pobreza e milhares cometem suicídio todo o ano. Em demais locais do mundo, o ato de beber água foi privatizado de uma forma que agora corporações podem lucrar somas de $1 trilhão de dólares Norte Americanos por ano vendendo um recurso essencial aos pobres que antes eram gratuitos. Então os $50 bilhões de ajuda humanitária do Norte para o Sul é apenas um décimo dos $500 bilhões que são sugados de outra direção através de parcelas de pagamentos e outros mecanismos injustos da economia global imposta pelo Banco Central e pelo FMI.Se realmente estamos dispostos a acabar com a pobreza , temos que estar dispostos a dar fim ao sistema que cria a pobreza tomando as riquezas de bem comum, a subsistência e os ganhos. Antes de fazermos a pobreza uma parte da história, precisamos entender a história da pobreza direito. Não é o quanto as nações ricas podem dar, nem tão pouco o quanto menos podem levar.

Taken and adapted with kind permission from The Ecologist (July/August 2005), a British monthly devoted to discussion of environmental issues, international politics and globalization. More information: The Ecologist, Unit 18 Chelsea Wharf, 15 Lots Road, London, SW10 0XJ, England, theecologist@galleon.co.uk , http://www.theecologist.org/

*Dra. Vandana Shiva é fisica e uma proeminete ativista ambiental na India. Fundadora da Navdanya, um movimento pela conservação da biodiversidade e pelo direito de camponeses e agricultores.Diretora do Research Foundation for Science, Technology and Natural Resource Policy. Autora do livro Biopirataria - a pilhagem da natureza e do conhecimento. Ed. Vozes, 2001.

Tradução: Clarissa Taguchi, idealizadora da Cia Ecológica
Original em: http://www.theecologist.org/
Fonte: http://www.odemagazine.com/article.php?aID=4192
Mais sobre o assunto:http://www.alternet.org/story/22012/ http://www.commondreams.org/headlines05/0307-02.htm http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=191820
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11.2005
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CURTAS E BOAS

- Lula garante R$ 4 bilhões para obras de saneamento básico.
O governo federal vai liberar R$ 4,084 bilhões para que Estados e municípios realizem obras de saneamento básico. A afirmação foi feita hoje (21) pelo presidente Lula, no programa semanal de rádio Café com o Presidente."Ou nós assumimos definitivamente o compromisso de que saneamento não é gasto, é investimento; de que saneamento básico é melhoria da qualidade de vida das pessoas; de que saneamento é melhoria da qualidade de saúde das pessoas e de que saneamento básico gera muitos empregos no Brasil, e fazemos disso um compromisso; de todo ano colocarmos dinheiro para o saneamento básico, ou daqui a 50 anos nós ainda estaremos discutindo como iremos resolver o problema do saneamento básico no Brasil", afirmou o presidente.Lula citou o dado da Organização Mundial de Saúde, de que, para cada R$ 1 investido em saneamento básico, R$ 4 deixam de ser gastos em saúde.

- Presidente libera R$ 72 milhões para o metrô de Salvador.
O Presidente Lula assinou a Medida Provisória 266, publicada no último dia 9 de novembro no Diário Oficial da União, liberando R$ 72 milhões para o metrô de Salvador, ainda este ano. A MP garante a execução das obras para 2006 e 2007, no total de R$ 258 milhões. A medida é a oficialização das negociações feitas entre o prefeito João Henrique e o próprio presidente, abrindo crédito extraordinário no Orçamento da União em favor dos Ministérios do Transporte, de Integração Nacional e o de Cidades, no valor total de R$ 673 milhões.

- Adesão ao Bolsa Família chega a 99% dos municípios.
O Termo de Adesão ao Bolsa Família já foi assinado por 99% dos municípios brasileiros, restando apenas 64 cidades de 11 Estados que ainda não encaminharam o formulário e a documentação ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

- Nova linha da CEF financia até 80% do imóvel, sem limite de renda.
A Caixa Econômica Federal vai liberar R$ 2 bilhões da poupança, em 2006, para o financiamento de imóveis. Há 13 anos o banco não liberava esses recursos para a habitação. "Isso é extremamente importante porque a Caixa vai voltar a operar nos momentos em que outros bancos também estão aplicando esse recurso, e isso é muito bom para a população", disse a gerente nacional de habitação da Caixa Econômica Federal, Mara Lúcia Sodério, em entrevista à Rádio Nacional AM. De acordo com Sodério, não haverá limite de renda para esse financiamento, diferentemente das operações realizadas com recursos do FGTS.

- Reajuste na tabela do SUS
O Ministério da Saúde reajustou a tabela do SUS no último dia 12 de setembro. Foram reajustados 12 procedimentos de Parto, 3 procedimentos de Diária de UTI, 10 procedimentos em Terapia Renal Substitutiva (Hemodiálise) e 26 procedimentos em Radioterapia. O reajuste médio é de 10%. O incremento anual desses reajustes é de R$ 226 milhões. Em 2005, esse incremento é de R$ 56 milhões (setembro a dezembro).
Os reajustes são resultado da decisão pactuada entre Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais de Saúde e Secretarias Municipais de Saúde, em reunião realizada em agosto.
Para hospitais filantrópicos (santas casas), o Ministério da Saúde instituiu em setembro a Política Nacional de Estruturação e Contratualização dos Hospitais Filantrópicos, que representará em incremento de R$ 200 milhões a mais por ano para os hospitais que aderirem. Só em 2005 são R$ 35 milhões.

jotaamorim

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‘Juízes políticos’: na Câmara de Deputados, Brasil, 23/11/2005, e num Tribunal do Reich[1], 16/12/1933

Em “A resistência de Dirceu”, Mauro Santayana [JB, 21/11/2005] escreve:
“É preciso reconhecer a bravura com a qual se vem defendendo o ex-ministro. [O caso lembra] o caso de George Dimitrov, o líder comunista búlgaro, que se defendeu, diante de um tribunal nazista, da acusação de haver incendiado o Reichstag, em 1933, e conseguiu, com sua obstinação e coragem, provar a inocência, salvando-se de uma condenação já decidida.”
O Deputado José Dirceu não é comunista, e a Câmara de Deputados do Brasil, em 2005, não é um tribunal nazista. Contudo – e por assustador que pareça a todas as almas brasileiras democráticas – Mauro Santayana acerta na lembrança.
Desgraçadamente para o Brasil, há semelhanças, hoje, sim, tanto entre os dois tribunais quanto entre os dois acusados:
· nos dois casos, não havia provas; e dizia-se que era “um julgamento político”;
· nos dois casos, o acusado estava ‘condenado antes de ser julgado’; e
· nos dois casos, o acusado estava sendo julgado por adversários políticos.
Contudo – e esse talvez seja o indício mais apavorante – o tribunal nazista foi suficientemente justo para acolher os argumentos de defesa de um acusado sem provas; e o acusado sem provas foi absolvido, sim, até naquele tribunal nazista.
Desgraçadamente para o Brasil, não se pode ter certeza de que o acusado sem provas seja absolvido, mesmo hoje, às vésperas do julgamento, na Câmara de Deputados, em Brasília, em 2005!
O chamado “Processo de Lipsia”, que Santayana lembra hoje, é episódio histórico conhecido e exemplar, que pode ser rapidamente resumido.
No dia 27/2/1933, dirigentes hitleristas puseram fogo na sede do parlamento alemão, o Reichstag, e imediatamente, pelo rádio e pelos jornais, atribuíram a culpa aos comunistas. Com isso, criou-se o clima de que os hitleristas precisavam para mover uma sangrenta campanha de perseguição aos comunistas, partido que, naquele momento, fazia a mais tenaz oposição ao partido hitlerista.
O processo foi imediatamente instaurado e seguiu todos os trâmites da legalidade formal. Oito meses depois, dia 16/12/1933, George Dimitrov apresentou sua defesa, ante aquele tribunal nazista. Dada a absoluta falta de provas, o Procurador-Geral – mais alta autoridade nazista, naquele contexto – e que, apesar de mais de dez meses de investigações, não encontrara uma única prova contra aquele acusado, pediu a extinção do processo.
Em sua defesa, aquele acusado em julgamento político, absolutamente sem provas, não disse nada de muito diferente do que diz hoje o Deputado José Dirceu, deputado federal brasileiro.
Ambos dizem – e têm de dizer –, em todos os casos, sempre, o que dizem todos os acusados ‘políticos’ em todos os tribunais de exceção, sejam nazistas, fascistas, PSDBistas ou PFListas; em todos os casos e sempre:
“Defendo aqui a minha própria vida, sim. Mas também defendo, aqui, o direito que todos os homens e mulheres têm, sempre, de não serem condenados sem prova. Defendo-me como homem acusado injustamente. Defendo-me como cidadão. Defendo-me como Deputado Federal brasileiro. Defendo-me como petista. Defendo o significado e o conteúdo de toda a minha vida e de 25 anos de história do meu partido.”
Como o Tribunal do Reich nazista, em 1933, que acusava George Dimitrov, também a Câmara de Deputados do Brasil é “uma intituição que tem de ser tratada com respeito", não apenas porque reúne representantes do povo, mas porque tem poder de Estado e "pode condenar um homem à morte”, nas palavras do quase linchado de 1933.
“Cada palavra que pronuncio aqui, em minha defesa, ante esse tribunal do Reich, é sangue do meu sangue e carne da minha carne” – disse George Dimitrov, ante os juízes nazistas, em 1933.
Não é muito diferente disso, o que o Deputado José Dirceu está obrigado a dizer em sua própria defesa e em defesa, ainda, da democracia brasileira, na Câmara de Deputados, no Brasil, em 2005:
“Sem apresentar uma única evidência concreta, o Deputado Serraglio me acusa de chefiar um esquema para comprar deputados, mas o relator da CPMI da Compra de Votos, Ibrahim Abi-Ackel, concluiu que não há provas de que parlamentares receberam dinheiro para votar a favor do governo.
O relator da CMPI dos Correios, Deputado Serraglio, tirou conclusões precipitadas, não conseguiu sustentar as acusações e agora quer encobrir o fracasso das investigações levantando novas suposições infundadas.”
Os Deputados Federais brasileiros da legislatura 2002-2006 farão história, no julgamento do Deputado José Dirceu.
Se absolverem o Deputado José Dirceu, os Deputados Federais brasileiros da legislatura 2002-2006 entrarão para a história do Brasil como 513 brasileiros que souberam, nesse momento difícil que o Brasil vive, impôr a racionalidade, a lei e a justiça ao enlouquecimento geral da nação, insuflada por uma mídia alugada ou por uma mídia, também ela, partidarizada.
Contudo, se os Deputados Federais brasileiros da legislatura 2002-2006 condenarem o Deputado José Dirceu – e absolutamente sem provas! – os Deputados Federais brasileiros da legislatura 2002-2006 entrarão para a história do Brasil como um tribunal de exceção, e como tribunal de exceção ainda mais selvagem, bárbaro e anticivilizacional do que um tribunal nazista, em plena Alemanha de Hitler!
Nos dois casos, os ‘juízes políticos’ de hoje serão julgados, nas urnas, pelos eleitores, em 2006, ano que vem.
Contra o linchamento do Deputado José Dirceu, na legislatura 2002-2006 da Câmara de Deputados, no Brasil!
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[assina] Caia Fittipaldi (Campanha Nenhum Brasileiro sem resposta-na-ponta-da-língua, pra responder à Folha de S.Paulo / Lingüistas Brasileiros para a Democracia / Universidade Nômade). C/C para os deputados federais, pela página da Câmara de Deputados, sob protocolo n. 2C5391306] e para outros destinatários.

[1] “O processo de Lipsia”. Transcrição das notas taquigráficas do processo. Na Internet, em http://www.bibliotecamarxista.org/dimitrov/processo%20lipsia.htm

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>> o porradeiro com sua gang

Vou dar uma surra no senador Virgílio
Por Lula Miranda


Olhe que lá se vão mais de vinte anos que não uso esse tipo de linguagem ou expediente: esse de “dar uma surra”. Desde os tempos (idos) em que era um moleque e tinha que sobreviver às leis das ruas, e mostrar assim que não era um “covardão”. Isso lá na década de 1970, na longínqua península Itapagipana, espécie de quase-periferia da cidade de Salvador, na Bahia, onde se situa, inclusive, a igreja do Senhor do Bonfim – do qual, você que acompanha minhas crônicas aqui bem o sabe, sou fiel devoto.
Assim como em meus tempos de moleque de rua, na luta contra os bandos (ou gangues) de “Boca de Velho”, “Bacurau” e “Carlinhos Mocofaia”, verdadeiros “tranca-ruas” do pedaço (sim, se amolecesse os caras literalmente, para a vergonha dos que ali habitavam, fechavam a rua mesmo), tenho um encontro marcado com o senador Artur Virgílio. Talvez fosse mais correto e previdente dizer com o cidadão Artur Virgílio, já que esse “encontro” se dará com ele na sua condição de cidadão.
Esse acerto de contas já tem até data e horário mais ou menos certos. É que fiquei sabendo por esses dias, por intermédio dos jornais, que esse senhor, atualmente senador da República, irá correr a São Silvestre (disse ele até, em tom de pilhéria e provocação, que iria chegar bem à frente dos parlamentares petistas que iriam participar da corrida). Como ele recentemente andou ameaçando dar uma surra no presidente da República, e como o atual primeiro mandatário da nação é “um dos meus”, por assim dizer, resolvi, como se dizia em meus tempos de moleque e se diz, parece-me, ainda hoje, no meio da “bandidagem”, assumir essa “bronca” em nome do presidente – já que este não pode se dar a essas baixarias, devido à liturgia (e responsabilidade) do cargo, certamente. E, afinal de contas, alguém precisa encarar essa “parada” com esse cidadão. Você deve estar observando que estou esforçando-me para manter o “debate” (talvez fosse melhor dizer embate) no mesmo nível (rés ao chão) proposto pelo senador Virgílio – líder do PSDB no Senado da República (por mais incrível que isso possa parecer).
Tá certo que eu não deveria (sim, também eu), na condição de poeta e cronista, de fato, utilizar-me, a essa altura da minha vida, desse linguajar e expediente, mas, veja bem, se um senador da República assim o disse, eu também posso dizer – ou maldizer. O que, em certo sentido e por uma certa ótica, é mesmo uma pena, pois isso não é exemplo que se dê aos nossos jovens – preocupo-me bastante nesse sentido já que alguns professores lêem minhas crônicas em sala de aula para os seus jovens alunos. Mas, talvez, pensando melhor, seja mesmo até bom que os jovens aprendam a reconhecer, já na sala de aula, a indigência vocabular e mental dos “escritores” de hoje e, principalmente, que também aprendam que os senadores da República já não são assim tão senadores, assim como os deputados já não são assim deputados de fato e a República já não é assim nenhuma República – mais ou menos como naquela propaganda de uma certa marca de eletrodomésticos.
Mas o fato inconteste é que não posso perder essa oportunidade única de dar uma lição nesse senhor. Ele autodeclara-se ex-vice-campeão brasileiro de Jiu-Jitsu. Eu, da minha parte, declaro que fiz 10 anos de capoeira (capoeira Angola, se fosse Regional o estrago seria ainda maior) e sou também faixa preta de Taekwondo, 6o dan – na base do gogó, meu chapa, vale tudo. Então, como se pode ver, afora o alto nível do debate e da linguagem empregada, o embate promete ser bastante interessante, algo como um vale-tudo – como aquelas lutas bestiais e sanguinárias que passam na TV (e ainda dizem que aquilo é esporte).
Olhe, que fique claro de antemão, eu não gosto de pegar ninguém de turma – como dizíamos nos velhos tempos. Prefiro o “mano a mano”. Mas, caso alguém aí também tenha alguma bronca com esse senhor, esclareço, para os que não sabem, que a corrida de São Silvestre é realizada na cidade de São Paulo, todo fim de ano, pra ser mais preciso no dia 31 de dezembro à tarde. Vou pegar o sujeito na subida da Avenida Brigadeiro Luis Antônio – por motivos estratégicos, claro. Portanto, não adiantará a “Vossa Excelência” esconder-se no chamado pelotão de elite ou no de autoridades: o pau vai comer. Na subida da avenida Brigadeiro, todo mundo é reles plebeu e mortal.
Vai ser uma sova e tanto, pode apostar. E em público. E, mais do que isso, em cadeia nacional de TV – ao vivo e em cores! Cá para nós, para mim pelo menos, vai ser o melhor réveillon de todos os tempos. E para você, caro leitor? Encara essa parada? Encontro você por lá. Ou, caso não seja dado a essas refregas (ou baixarias), e prefira assistir pela TV, já pode ir convidando os amigos, comprando a cerveja, os salgadinhos e os rojões. Vai ser um espetáculo e tanto. Não se esqueça: será na subida do Avenida Brigadeiro Luis Antônio, já bem próximo a esquina da Avenida Paulista. Até lá.

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Bateu-levou

O PT prepara novas ações contra parlamentares e partidos de oposição ao governo Lula, a exemplo das representações já apresentadas contra o PSDB e os deputados Onyx Lorenzoni (PFL-RS) e Zulaiê Cobra Ribeiro (PSDB-SP). "Aguardem que tem mais pela frente", disse o presidente petista, deputado Ricardo Berzoini (SP) a prefeitos da legenda, na última sexta-feira, depois de ouvir elogios à reação contra Zulaiê, que chamou de "bandidão" o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O "bateu-levou" petista inclui a divulgação de um dossiê sobre casos de corrupção no governo FHC no site do partido na internet. Duas representações contra o PFL devem sair até a semana que vem. "Estamos monitorando as declarações dos deputados na mídia. Agressões contra o PT não ficarão sem resposta", declarou um integrante da cúpula petista. "Vamos contestar tudo, mesmo juridicamente. Com a aproximação do ano eleitoral isso será mais freqüente."
Berzoini não quis dar detalhes das ações que está "estudando", mas negou que o dossiê tenha sido divulgado por ordem sua. "É uma iniciativa da equipe de comunicação e tem a ver com a conjuntura, não há uma decisão política por trás", afirmou o deputado. "Mas também não estou preocupado com a repercussão." O dossiê foi produzido pela liderança do PT na Câmara dos Deputados, em junho.
Agora, citando declarações de FHC durante a convenção tucana, na sexta-feira, de que "as denúncias de corrupção do governo Lula são algo nunca visto antes", o documento foi reeditado no site petista horas depois do discurso do ex-presidente. Fernando Henrique foi "pródigo em abafar a corrupção", diz o texto, citando 12 casos, entre eles o da compra de votos para aprovar a emenda da reeleição.
"O PT não tem moral nenhuma para falar de ninguém", declarou Zulaiê Cobra ao saber do dossiê. "Estão tentando nos intimidar, não vão conseguir. Esse processo contra mim só me fez propaganda." O presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PTB-SP) nomeou ontem o deputado Josias Quintal (PMDB-RJ) relator do processo contra Zulaiê. Ela é suplente no conselho e teve de se afastar por causa da ação.
Izar suspendeu ontem a análise da representação do PT contra Onyx Lorenzoni (PFL-RS) até que seja verificada a veracidade das rubricas e da assinatura do ex-presidente do PT Tarso Genro no pedido protocolado no mês passado, acusando-o de divulgar dados sigilosos. Izar solicitou à Mesa Diretora da Casa que seja feita paralelamente uma perícia para comprar a validade da assinatura, contestada em laudo divulgado pela revista Veja. Tarso sustenta que a assinatura é sua e Berzoini enviou ofício confirmando a ação.

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P-36, a imagem da era FHC



Memória: documento relembra
corrupção no governo FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou, na última sexta-feira (18), que "as denúncias de corrupção do governo Lula são algo nunca visto antes". Para refrescar a memória dos tucanos e dos leitores, o Portal do PT e a Agência Informes republicaram um trecho de documento elaborado pela Liderança do PT na Câmara, em junho deste ano, que lista os principais escândalos do governo Fernando Henrique Cardoso e desmente as afirmações do ex-presidente. Veja a seguir uma pequena amostra dos casos de corrupção que marcaram a era FHC.

Abrindo as portas para a corrupção: Foi em 19 de janeiro de 1995 que o governo do PSDB/PFL fincou o marco que mostraria a sua conivência com a corrupção. FHC extinguiu, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, fustigado pela ameaça de uma CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se notabilizou por abafar denúncias. A CGU, no governo Lula, passou a ocupar um papel central no combate à corrupção.

Caso SIVAM: O contrato para execução do Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia (Sivam/Sipam) foi marcado por escândalos. Denúncias de tráfico de influência e de corrupção derrubaram o Brigadeiro Mauro Gandra, da Aeronáutica, e serviram para FHC "punir" o embaixador Júlio César dos Santos com uma promoção. Foi ser embaixador do Brasil junto à FAO, em Roma, um exílio dourado. A empresa ESCA, encarregada de incorporar a tecnologia de Raytheon, foi extinta, por fraude comprovada contra a Previdência. Não houve CPI sobre o assunto. FHC bloqueou.

Pasta Rosa: Em fevereiro de 1996 a Procuradoria-Geral da República arquivou definitivamente o conjunto dos processos denominados escândalos da pasta rosa. Era uma alusão a uma pasta com documentos citando doações ilegais, em dinheiro, de banqueiros para campanhas políticas de políticos que eram da base de sustentação do governo.

Compra de votos para reeleger FHC - Para mudar a Constituição e permitir a reeleição, houve um pesado esquema para a compra de voto, conforme inúmeras denuncias feitas à época. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos.

Vale do Rio Doce: Apesar da mobilização da sociedade brasileira em defesa da CVRD, a empresa foi vendida num leilão por apenas R$ 3,3 bilhões, enquanto especialistas do mercado estimavam seu preço em pelo menos R$ 30 bilhões. Foi um crime de lesa-pátria, pois a empresa era lucrativa e estratégica para os interesses globais do Brasil.

Caso Telebrás: A privatização do sistema de telecomunicações no Brasil foi uma negociata num jogo de cartas marcadas, inclusive com o nome de FHC citado em inúmeras gravações divulgadas pela imprensa. Vários "grampos" a que a imprensa teve acesso comprovaram o envolvimento de lobistas com autoridades do governo tucano. As fitas mostravam que informações privilegiadas eram repassadas aos "queridinhos" de FHC.
O mais grave foi o preço que as empresas estrangeiras e nacionais pagaram pelo sistema Telebrás, cerca de R$ 22 bilhões. O detalhe é que nos 2 anos e meio anteriores à "venda", o governo tinha investido na infra-estrutura do setor de telecomunicações mais de R$ 21 bilhões.

Dengue: Em 1998 o governo reduziu a zero os empréstimos da Caixa Econômica Federal às autarquias e estatais da área de saneamento básico. Isto resultou em condições ideais para a propagação da dengue e de outras doenças, já que a decisão decepou um instrumento essencial no combate às doenças e proteção à saúde. Além da dengue, a decisão provocou surtos de cólera, leishmaniose visceral, tifo e disenterias. São doenças resultantes da falta de saneamento. No caso da dengue, o Rio de Janeiro foi emblemático. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil matamosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. De janeiro a maio de 2002, só o Estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.

Juiz Lalau: A construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo levou para o ralo R$ 169 milhões. O caso surgiu em 1998, mas os nomes dos envolvidos só surgiram em 2000, com todos eles alegando inocência. A CPI do Judiciário contribuiu para levar à cadeia o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.
O pior é que Fernando Henrique, ao ser questionado por que liberara as verbas para uma obra que o Tribunal de Contas já alertara que tinha irregularidades, respondeu de forma irresponsável: "assinei sem ver".

PROER: O Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer) demonstrou, já em sua gênese, no final de 1995, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais. Vale lembrar que um dos socorridos foi o Banco Nacional, da família Magalhães Pinto, a qual tinha como agregado um dos filhos de FHC.

Desvalorização do Real: FHC segurou de forma irresponsável a paridade entre o real e o dólar, para assegurar sua reeleição em 1998, mesmo às custas da queima de bilhões e bilhões de dólares das reservas brasileiras. Comprovou-se o vazamento de informações do Banco Central. O PT divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.

Sudan e Sudene: De 1994 a 1999, houve uma verdadeira orgia de fraudes na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), ultrapassando R$ 2 bilhões. Em vez de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente FHC resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.
Na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a farra também foi grande, com a apuração de desvios da ordem de R$ 1,4 bilhão.

Apagão: O apagão de 2001 foi provocado pela submissão do PSDB/PFL aos ditames do FMI, que suspendeu os investimentos na produção de energia no país. O fato é que o povo brasileiro, extremamente prejudicado pela crise energética, atendeu, patrioticamente, à campanha de economizar energia, mas foi "premiado" pelo governo FHC com o aumento das tarifas para "compensar" as perdas de faturamento das multinacionais e seus aliados locais que compraram a preço de banana as distribuidoras de energia nos leilões entreguistas realizados pelo tucanato. Por causa disso, o povo brasileiro foi lesado em R$ 22,5 bilhões, montante transferido para as empresas da área.

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Segunda-feira, Novembro 21, 2005


Sempre foi um dos
mais salientes,
metido a valente,
agora sumiu...

PT confirma representação contra Onyx Lorenzoni no Conselho de Ética

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), informou nesta segunda-feira (21) que comunicará ao Conselho de Ética da Câmara que a representação contra o deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS) é de fato do partido e que o ex-presidente do PT, Tarso Genro, confirma a assinatura do documento. A decisão de fazer a comunicação ao Conselho foi tomada em razão de “reportagem” publicada por uma revista semanal na qual levanta-se suspeita sobre a autenticidade da assinatura de Tarso Genro.
A representação do PT contra Lorenzoni, encaminhada no mês passado, pede a cassação do deputado do PFL por quebra de decoro parlamentar, por ter divulgado dados do deputado José Dirceu (PT-SP) protegidos pelo sigilo bancário e fiscal.
Segundo Berzoni, o próprio Tarso Genro já confirmou que a assinatura do documento é dele. O presidente do PT considerou estranho discutir o assunto, uma vez que “a intenção (de encaminhar a representação) está manifestada desde o primeiro momento”.
O presidente do Conselho de Ética da Câmara, Ricardo Izar (PTB-SP), anunciou que notificará o PT ainda hoje para que se pronuncie sobre a suspeita de falsificação na assinatura de Tarso na representação.
Agência Informes (www.informes.org.br)

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SOBRE: FOLHA DE S.PAULO, 21/11/2005, "Uma discussão burríssima".

Na edição impressa, p. 2. Na Internet, em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2111200504.htm
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Bom, Sr. Vinicius Torres Freire,

tudo leva a crer que quando tivermos imprensa civilizada e democrática e universidade democrática e civilizada, teremos governo mais democrático e mais competente.

De qualquer modo, em 2005-6 já temos o presidente Lula, o que é grande avanço, pra quem já teve Fernando Henrique Cardoso, por oito longos e execráveis anos, no micro; e por praticamente 50 anos, no macro.

Se o Brasil sobreviveu a quase 50 anos de golberysmos de "capitalismo ancorado às nações desenvolvidas" (Golbery, 1952; e a âncora, lá no fundo, éramos nós mesmos, afogados) e nos arrancamos lá do fundão mais fundão ... sobreviveremos a qualquer coisa! [risos]

Por hora, é defender o nosso voto e o nosso governo -- contra todos os golberysmos e golpismos requentados --, e ir tocando, como dê, com os jornalistas que temos, com as grosserias que escrevem, com a incapacidade total que já manifestam, para propor à nação alguma discussão política e histórica inteligente.

Se os brasileiros quiséssemos o que vc e o seu patrão (e Golbery e FHC) querem, teríamos votado em algum desses tucanos-aí, pra presidente. Não votamos; portanto, não queremos nada disso. Golberysmos-FHC, NUNCA MAIS!

Pare de berrar palavrões e xchingamentos, portanto, por favor.
Já não basta o Clóvis Rossi, ontem, a zurrar que eu sou idiota?! Eu?! O leitor! O cliente! O freguês! O consumidor! Onde já se viu colunista-empregado escrever, ontem, que o freguês, o cliente, o consumidor, o leitor, o público, é idiota?! E, hoje, que sou "burríssimo"?!

Quando o patrão pira, o empregado pira e o negócio dana-se completamente! [risos]

De qualquer forma, já foi tudo MUITO PIOR, no Brasil: já houve tempo em que tínhamos a mesma imprensa incompetente e anti-democrática e jornalistas perfeitamente imcompetentes, até, no "exigir capitalismos", e tínhamos, na presidência, o Marquês da Tucanaria. Tudo, portanto, no Brasil, já foi muito mais Golberysta, mais velho, mais fanado, mais fim-de-raça, mais uspeano e mais chato.

Quero dizer: o Brasil já melhorou muito. Embora a imprensa brasileira... em 50 anos, nécas de melhorar. E até, se se examina bem, a Folha de S.Paulo, por exemplo, até PIOROU muito, de alguns anos até hoje! [risos]

Acalmem-se, por favor, o pessoal aí da página 2 da Folha de S.Paulo. Se vcs já estão aos berros, histéricos, zurrando chingamentos e palavrões e grosserias contra o leitor-eleitor, em novembro de 2005... penso que, em outubro de 2006 já estarão todos internados, amarrados em camisa de força -- e, provavelmente, berrando e chorando feito nenê chato: "Lula é feio, feio, feio!" "Nenê-ne-qué Lula!" "Nenê não quer Lula!".

Calma. Keep it cool. A luta vai longe. Poupem-se e poupem-nos.

Caia Fittipaldi [assinante do jornal]
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Sou mais o nosso
LULA da Silva brasileiro

Da série “O jornal de ontem”:
1952-2005

Em 1952, Golbery já construía o que ele chamava de “modelo de desenvolvimento ancorado a mundos desenvolvidos” (SILVA, Golbery do Couto. Geopolítica e Poder. s/l. s/d, cópia xerográfica, p. 471). O golpe de 1964 foi o ‘braço armado’ da implantação desse modelo de desenvolvimento – no Brasil e, aliás, em toda a América Latina, então.
Essa metáfora golberysta – o “ancoramento” subalterno do Brasil às economias dos países do capital ‘central’ – sempre foi muito cara aos peessedebistas fernandenriquistas, mascarada no discurso da ‘modernização’ ou, muitas vezes, ‘das vantagens da globalização’. E, sempre, da ‘moralização’.
Em 1955, lia-se com todas as letras, n'O Estado de S. Paulo:
"Jornal de oposição, isto é, jornal que não se enfeuda nem se enfeudou nunca a grupos, partidos, ou governos – a independência de que legitimamente nos orgulhamos dá-nos força moral para aconselhar a quem nos lê a que perfilhe como sua a causa de moralização, ordem e de respeito encabeçada pela UDN." (OESP, 28/9/1955. “O nosso conselho”. Apud BIROLI, Flávia. "Jornalismo, democracia e golpe: a crise de 1955 nas páginas do Correio da Manhã e de O Estado de S. Paulo". Rev. Sociol. Polit. [online]. jun. 2004, n. 22 p.87-99. Na Internet, em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-44782004000100008&lng=pt&nrm=iso).
O golpe de 64 foi o meio violento e ilegal de limpar o terreno – afastar todas as resistências ao tal ancoramento, pela violência. As privatizações de FHC foram o meio legal de implantar e construir aquele sempre o mesmo “ancoramento”, proposto como ‘automaticamente’ moral e ético e legítimo, posto que vinha com o ‘aval’ da sociologia uspeana (paulista e udenista, sempre).
A metáfora do “ancoramento” subalterno do Brasil aparece repetida por FHC no “Discurso de Despedida do Senado” (14/12/1994, na Internet, em https://www.planalto.gov.br/publi_04/COLECAO/DESPED.HTM ).
Naquele momento, na véspera do dia em que assumiria a presidência da República pela primeira vez (para lá ficar por longuíssimos 8 anos), FHC oficialmente ‘auto-ancorou-se’ ao modelo político-econômico de desenvolvimento subalterno que o Gal. Golbery construíra e que a ditadura implantou.
Para FHC a ditadura não foi nem assassina nem, de modo algum, uma tragédia; para ele, foi uma etapa de um processo, afinal, benéfico, louvável: houve um período autoritário (que já seria “página virada da História do Brasil” [loc.cit.]) e, então, com FHC e seu governo ‘de intelectuais uspeanos’, o mesmo processo prosseguiria...
Em seguida, então, no mesmo discurso, FHC recupera, daquela ditadura, a parte que, para ele, continua válida e perfeitamente recuperável. Diz FHC, em 1994:
“ainda há um pedaço do nosso passado político que ainda atravanca o presente e retarda o avanço da sociedade. Refiro-me ao legado da Era Vargas — ao seu modelo de desenvolvimento autárquico e ao seu Estado intervencionista.” [Loc. cit.]
A partir daí, nesse discurso-programa, FHC alinha, uma a uma, todas as medidas e políticas que, daquele momento em diante, ‘construiriam’ o tal de “Brasil ancorado” que o Gal. Golbery ideou, como modelo teórico; e que os governos do PSDB, dali em diante, cuidariam de implantar, ano após ano – num processo que não encontraria oposição, antes da eleição do presidente Lula, em 2002.
Em 2000, na Folha de S.Paulo, Luiz Nassif anotava, correto:
“Na penosa luta pela responsabilidade fiscal, o primeiro grande nome da década foi o do ex-presidente Fernando Collor. Por meio de medidas radicais (bloqueio de cruzados novos, taxação violenta de IOF sobre ativos não-financeiros) e de uma gestão responsável dia a dia, logrou deixar para seu sucessor um Estado em ordem, com a dívida pública sob controle.
Esse equilíbrio foi arrebentado no governo Itamar Franco, especialmente sob a gestão econômica do então ministro Fernando Henrique Cardoso. A gestão FHC foi a mais paradoxal de todas.” [Luiz Nassif, FSP, 30/12/2000, na edição impressa e na Internet, http://fws.uol.com.br/folio.pgi/fsp2000.nfo/query=fernando+henrique+cardoso/doc/{375,0,0,0}/hit_headings/words=4/hits_only?]
Em 2003, novamente o mesmo projeto de “ancoramento” reaparece, explícito, no 'blog' E-Agora, dos Fernandenriquistas. Às vezes, aparece exatamente a metáfora do “ancoramento”; às vezes, a metáfora é transformada em “sintonia”.
Em 2005, HOJE, por exemplo, ainda se lê, naquele blog, o seguinte:
"Nem o PT, nem o ‘PT-no-governo’ têm um projeto para o Brasil sintonizado com o mundo atual. O projeto do PT e do governo Lula – se estivesse claramente formulado – seria, não há como negar, algum tipo de “neo-nacional-desenvolvimentismo” (4/9/2003-4/10/2003. “Organizar uma resistência democrática no Brasil” [7 artigos], Blog E-Agora, em http://www.e-agora.org.br/conteudo.php?cont=artigos&id=10_0_3_0_M ).
Naquele famigerado “Discurso da Despedida do Senado”, em 1994, FHC faz um balanço histórico das últimas décadas, no Brasil.
Contudo, espertamente – e bem pouco ‘sociologicamente’! – o tal ‘sociólogo’ ‘pula’ o governo Collor! Não o cita! Collor é referido, por FHC, como “o governo anterior ao do presidente Itamar Franco”; um governo que, na opinião de nosso ‘sociólogo’, não teria passado de “uma coorte de desatinos”.
Houve muitos ‘desatinos’, não há dúvida. Mas, com Collor, podemos talvez ter assistido a um primeiro movimento de resistência ao que havia antes dele. Nesse caso, Collor pode ter sido afastado, menos por seus defeitos (que teve, e muitos) e mais por suas qualidades – ainda que, no caso de Collor, as ‘qualidades’ fossem apenas de ‘intenção’, ou de ‘desejo’, sem meios objetivos para serem implantadas de forma menos ‘doida’.
Imediatamente depois de Collor, viriam Itamar, com FHC-ministro. Esse ministro, sim, esteve expressamente dedicado a retomar a operação de ancorar o Brasil, subalternamente, ao FMI; o mesmo ‘ancoramento’ subalterno da economia brasileira, com que Golbery sonhou e contra o qual, no Brasil, antes do golpe militar de 1964, só o governo Vargas lutara.
Em 2005, HOJE, Vinícius Torres Freire escreve, na Folha de S.Paulo, o que Golbery escrevia, em 1952:
“É preciso abrir a economia. A presente política comercial é besteira protecionista. Quais setores é preciso abrir para tornar a economia mais eficiente e exportadora? Como preparar as empresas para a competição?” (FSP, 21/11/2005, "Uma discussão burríssima". Na edição impressa, p. 2. Na Internet, em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2111200504.htm).
De importante a observar, ainda, que outras coisas também não mudaram muito, ainda, na mídia brasileira, em 50 anos:
(1) Golbery era chamado “o bruxo” (em tom de elogio; e, em 2005, ainda é objeto de estudo apaixonado pelo jornalista Elio Gaspari que, claramente, trabalha para recuperar a história do Gal. Golbery, como o ‘cérebro’ da ‘revolução’ de 1964; mesmo que Golbery só tenha trabalhado pra nos ancorar lá no fundo, e afogados; e mesmo que a ‘revolução’ tenha sido, apenas, um golpe);
(2) FHC-sociólogo-uspeano é chamado de “paradoxal” (tratamento elegante, afinal, dirigido àquela ‘sumidade’, mesmo que Nassif diga, corretamente, que, naquele momento, a tal ‘sumidade’ da sociologia universal estava arrebentando, inteirinha, a economia brasileira que, desde Collor, estivera tentando recompor-se).
Mas Lula – e todos os 62 milhões de brasileiros que, afinal, elegemos Lula CONTRA todos esses 50 anos de desmandos golpistas e entreguistas – já somos xchingados de “idiotas”, (i) ontem, por Clóvis Rossi; e de “burros”, (ii) hoje, por Vinicius Torres Freire (e sempre, em 50 anos, pela Folha de S.Paulo).
Novembro, 2005
Caia Fittipaldi
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> foto montagem na capa do Estadão em setembro

MÍDIA E A CRISE
Quando faltam a razão e o direito Luciano Martins Costa (*)

A estréia do jornalista Ricardo Noblat, com seu blog político, no Estado de S. Paulo, traz uma lição inestimável para a compreensão do momento que vive nossa imprensa. Traz também uma mensagem claríssima aos jovens profissionais que sonham um dia escrever no outrora vetusto diário paulista. A constatação é clara: engajada na luta partidária, a tradicional imprensa brasileira, bem representada pelo Estadão, perdeu os últimos pruridos e não se acanha emabrigar um panfleto em suas páginas, desde que venha a reforçar seus propósitos com relação ao atual governo.
A mensagem aos jovens também não poderia ser mais explícita: se quiserem ser bem-sucedidos num grande jornal, aprendam a nadar de acordo com a corrente. Sepossível, sejam radicalmente a favor de tudo que pensa o patrão. Substituam a ética pela moral do dia, e boa carreira.Estranhos os tempos em que vivemos. No momento em que, decepcionados com as instituições políticas – depois de outras desolações cívicas, como a revelação de que grupos criminosos vinham dominando setores importantes do Judiciário –, precisamos de uma imprensa que nos ajude a recompor nosso contrato social, o que temos é uma instituição "aparelhada" e tão partidarizada que se pode colocar em dúvida suas chances de, em futuro próximo, vir a reconquistar algum equilíbrio.O momento exige ponderação e um olhar cuidadoso na História. Quando as instituições parecem mergulhadas na insanidade – o governo em sua patética incapacidade de dar uma explicação direta à opinião pública, o Congresso em sua calculada autoflagelação, da qual não brotarão as mudanças de que a nação carece –, precisávamos de uma imprensa grandiosa. Sempre esperamos que a imprensa seja maior do que as instituições públicas, uma espécie de foro no qual a consciência nacional se referencia e se renova. Mas ela se apresenta para o jogo não como árbitro ou como intérprete, mas como parte da torcida.À falta dessa imprensa idealizada, que deveria estar perseguindo a verdade, como esperamos que o direito esteja sempre perseguindo a justiça, o cidadãoconsciente é transportado ao cenário que o historiador inglês Hugh Thomas descreve num dos capítulos de seu relato sobre a Guerra Civil Espanhola. É dele adescrição mais dramática e detalhada do episódio em que o filósofo basco Miguel de Unamuno, reitor da Universidade de Salamanca, enfrentou um dos maissanguinários seguidores do ditador Francisco Franco, o general fascista José Millán Astray. Falsas virgindadesEra uma solenidade na universidade. Estavam presentes o bispo de Salamanca, o governador civil e a mulher do ditador. "Depois das formalidades iniciais", relata Thomas, "Millán Astray atacou violentamente a Catalunha e as províncias bascas, descrevendo-as como cânceres no corpo da nação. O fascismo, que vai curar a Espanha, saberá como exterminá-los, cortando na carne viva, como um decidido cirurgião livre de falsossentimentalismos, afirmou. Do fundo do auditório, uma voz gritou o lema de Millán Astray: Viva a morte!(...)". Desencadeou-se uma histeria de gritos fascistas, detalhada por Hugh Thomas. Foi quando Unamuno tomou a palavra, e aqui nos interessa a atualidade dessahistória."Todos os olhos estavam fixos em Unamuno, que se levantou e disse: ‘Estais esperando minhas palavras. Vós me conheceis bem, e sabeis que sou incapaz depermanecer em silêncio. Às vezes, ficar calado equivale a mentir. Porque o silêncio pode ser interpretado como aquiescência. Quero fazer alguns comentários ao discurso – para chamá-lo de algum modo – do general Millán Astray, que se encontra entre nós. Deixarei de lado a ofensa pessoal que supõe sua repentina explosão contra bascos e catalães. Eu mesmo, como sabeis, nasci em Bilbao (País Basco). O bispo – e aqui Unamuno apontou o trêmulo prelado que se encontrava ao seu lado –, queira ou não queira, é catalão, nascido em Barcelona’. Fez uma pausa.

Na sala se havia estendido um temeroso silêncio. ‘Mas agora acabo de ouvir o necrófilo e insensato grito, Viva a Morte. E eu, que passei a vida compondo aradoxos que excitavam a ira de alguns que não os compreendiam, devo dizer-vos, como especialista da matéria, que este ridículo paradoxo me parece repelente. O general Millán Astray é um inválido.

Não é preciso que digamos isto com um tom mais baixo. É um inválido de guerra.Também o foi Cervantes. Mas desgraçadamente na Espanha há atualmente demasiado mutilados. E, se Deus não nos logo haverá muitíssimos mais.

Me atormenta pensar que o general Millán Astray possa ditar as normas da psicologia da massa. Um mutilado que careça da grandeza espiritual de Cervantes é de se esperar que encontre um terrível alívio vendo como se multiplicam os mutilados ao seu redor.’ Nesse momento, Millán Astray não se conteve e gritou: ‘Abaixo a inteligência! Viva a morte!’, no que foi apupado pelos falangistas. Mas Unamuno continuou: ‘Este é o templo da inteligência. E eu sou seu sumo-sacerdote. Estais profanando seu sagrado recinto. Vencereis porque tendes força bruta de sobra. Mas não convencereis.
Para convencer é preciso persuadir. E para persuadir necessitareis de algo que vos falta: razão e direito na luta. Me parece inútil pedir-vos que penseis na Espanha. Tenho dito.’ Foi a última aula de Unamuno."Estamos, de fato, diante de um punhado de mutilados morais a nos dizer que, de fato, somos todos mutilados, que o jogo político se faz à base de doações ilegais, mas que nem toda ilegalidade deve ser investigada. Na falta de uma disposição ampla e geral para buscar a recomposição ética das instituições, propõe-nos um remendo moral aqui e ali, de preferência aproveitandopara eliminar do corpo político os desafetos que mais ameaçam as forças hegemônicas de sempre.Falta-nos um Unamuno. A imprensa deveria ser, em uníssono, a voz do pensador basco, a expor nossos paradoxos e trazer à consciência pública os elementosque lhe permitam entender esses paradoxos e exigir as correções necessárias nas práticas da política e dos negócios públicos. Aos que gritam diante das câmeras de TV, ansiosos para exibir suas falsas virgindades, a imprensa deveria responder com a inteligência da investigação, com a memória do que já foi apurado e engavetado em tempos recentes. Amplamente, sem guarida a apaniguados, sem seleções calculistas entre vilões. Mas parece que lhe falta razão e direito.
(*) Jornalista

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Governo Lula abre os arquivos da ditadura militar
A partir do dia 31 de dezembro deste ano os documentos secretos produzidos durante a ditadura militar e mantidos em sigilo pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) serão colocados à disposição da população no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. A medida foi determinada nesta sexta-feira (18) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio do decreto 5.584, publicado em edição extra do Diário Oficial da União ontem (19).O decreto cria dois grupos técnicos formados por profissionais da Abin e do Arquivo Nacional para organizar e classificar as informações produzidas durante a ditadura pela Comissão Geral de Investigações (CGI), pelo Conselho de Segurança Nacional (CSN) e pelo Serviço Nacional de Informação (SNI), órgãos da administração federal que já foram extintos. Um terceiro grupo, formado por funcionários da Casa Civil, Ministério da Justiça, Ministério da Defesa, Gabinete de Segurança Institucional, Secretaria Geral da Presidência da República e da Advocacia Geral da União (AGU), supervisionará os trabalhos.Documentos considerados "ultra-secretos", que possam trazer risco para a sociedade e para o Estado, e aqueles que causem danos à imagem de pessoas continuarão sob sigilo. A lei que regula a política nacional de arquivos públicos e privados (8.159/1991) estabelece que esses documentos "são originariamente sigilosos".
Corpos de desaparecidos
A abertura dos arquivos do regime militar poderá contribuir para a localização dos corpos das pessoas desaparecidas naquele período. Segundo o presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Augustino Veit, ainda estão desaparecidas 64 pessoas que participaram da guerrilha do Araguaia na década de 70 e dez militantes políticos que atuaram contra a ditadura."Os familiares daqueles que morreram e nós, militantes de direitos humanos e cidadãos brasileiros, temos que saber em que circunstâncias essas pessoas morreram, se morreram sob tortura, se morreram enforcadas", afirmou Veit, em entrevista à Agência Brasil.Veit afirmou que a abertura dos arquivos será importante também para a história do país. "Os pesquisadores, os historiadores poderão agora finalmente, talvez, revelar o que a sociedade ainda não sabe sobre o que ocorreu durante a ditadura militar". Segundo ele, a iniciativa não influenciará na indenização dos familiares dos mortos e desaparecidos, porque já foram concedidas. "Independentemente da localização dos restos mortais dos desaparecidos políticos, a indenização às famílias já foi dada", informou.
Autores de crimes
O presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Augustino Veit, acredita que a abertura dos arquivos secretos da ditadura dificilmente revelará informações sobre os autores dos crimes e das torturas cometidos contra militantes políticos. Para ele, existe a possibilidade de documentos oficiais ainda estarem em poder das Forças Armadas ou de particulares."Espero que todos os documentos que os serviços secretos das Forças Armadas produziram durante o regime militar tenham efetivamente sido transferidos para a Abin (Agência Brasileira de Inteligência)", afirmou Veit. As suspeitas do presidente da comissão de que nem todos os arquivos ficarão à disposição da sociedade aumentaram depois da revelação de que arquivos supostamente do período militar teriam sido queimados na Base Aérea de Salvador (BA) no final do ano passado. "O caso dos documentos que foram encontrados na Aeronáutica de Salvador pode ser uma demonstração de que os documentos do SNI (Serviço Nacional de Informações) não tenham sido transferidos todos eles para a Abin", avaliou.Veit disse ter ficado preocupado com a apuração da suposta queima de arquivos porque os inquéritos realizados na época foram contraditórios quanto à autenticidade dos documentos. Segundo ele, um terceiro laudo está sendo feito a pedido do Ministério Público da Bahia. "Se efetivamente a investigação apontar para a veracidade dos documentos queimados em Salvador isso será uma demonstração de que documentos ainda estão sendo retidos em mãos de particulares ou em unidades das Forças Armadas", ressaltou. De acordo com Veit, a comissão aguardará os resultados da investigação e também vai analisar os documentos da ditadura que serão colocados à disposição da sociedade no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro. Caso fique comprovado que documentos estão sendo mantidos em sigilo de forma irregular, Veit disse a comissão exigirá a apuração do caso por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). "Mas vamos aguardar e vamos ver o que aparece a partir do dia 1º de janeiro de 2006, quais os documentos que serão colocados efetivamente ao conhecimento da opinião pública brasileira", afirmou.
Agência Brasil

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PT do DF faz ato de apoio
a José Dirceu

O PT-DF realiza na próxima terça-feira, às 19h30, na Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria, na 505 Norte, ato de apoio ao deputado José Dirceu (PT-SP), acusado de suposta quebra de decoro parlamentar.
Segundo o presidente do PT-DF, deputado Chico Vigilante, o ato pretende manifestar solidariedade ao deputado José Dirceu. “Entendemos que Dirceu é uma das figuras públicas mais importantes do processo de reconstrução da democracia desse país”, disse.
Segundo Chico Vigilante, Dirceu foi acusado, mas até agora não há indício de prova que aponte para nenhum crime. “Portanto, o que direita está fazendo, ajudada por setores da mídia, é um julgamento sem direitos de ampla defesa”, criticou.
Ele afirmou ainda que o ato de apoio contará com a presença do presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP). “Convidamos ainda deputados, senadores, filiados, militantes e simpatizantes da causa da liberdade no Brasil”, acrescentou.

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LULA É MUITOS,
E TEM HISTÓRIA






GAROTINHOS FAZEM
PASSEATA DE ALUGUEL NO RIO

“Cara, que saco,
isso vai demorar a tarde toda.”


Passeata pede impeachment
A orla da zona sul do Rio de Janeiro foi o local escolhido para protestar contra Lula

A filha do casal Garotinho, Clarissa Matheus, liderou ontem uma passeata pela orla da zona sul do Rio para pedir o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estimativa de público divulgada pelo comando do 19º Batalhão da Polícia Militar, subordinado à governadora Rosinha Garotinho (PMDB), mãe de Clarissa, foi a mesma anunciada por ela do alto do carro de som: 3 mil pessoas. Letras de músicas repetidas exaustivamente durante o trajeto, do Posto 2, no Leme, ao Posto 11, no Leblon, ironizavam denúncias de corrupção que envolvem o governo e a suposta predileção do presidente Lula por cachaça, além de defender a cassação do deputado José Dirceu (PT). “É o movimento Fora-Lula, que agora vai chegar a outros Estados. Não temos medo de pedir o impeachment do presidente, que afundou o País num mar de lama e corrupção”, disse Clarissa, com a cara pintada de verde e amarelo.
LISTA - Pessoas com camisetas do PMDB recolhiam assinaturas numa lista de presença cujo título era Passeata da Juventude. Um dos responsáveis pelas listas, que se identificou como coordenador do partido na área da Leopoldina, Carlos Eduardo Góes, disse que objetivo era “organizar a saída” de militantes. “A gente precisa saber se está todo mundo aqui para voltar sem problema.”A reportagem perguntou a Clarissa se a lista de presença é uma prática comum em passeatas organizadas por ela. “Não sei que lista é essa. A Juventude do PMDB é muito grande, pode ter sido uma atitude isolada.”Músicas tinham como base marchas de carnaval e jingles de campanhas petistas: “Lula lá, te dei meu voto para fazer o Brasil mudar, agora eu quero o seu impeachment já”; “Nosso País ainda tem jeito: Lula, rala peito”; “Impeachment para acabar com a regalia, a pizzaria, a corrupção e o mensalão.”
PMDB - Ainda no Posto 5, uma das participantes, de cerca de 20 anos, reclamava com a amiga de ter que ir até o Posto 11. “Cara, que saco, isso vai demorar a tarde toda.” O repórter se identificou e perguntou o que ela fazia ali: “Sou da Juventude do PMDB, é um ato para conscientizar o povo.” Apesar de a organização afirmar que se tratava de “movimento plural”, cartaz preso no carro de som fazia referência direta à disputa entre os governo estadual e federal. “10 meses sem verba do governo federal para a estação (do metrô) Cantagalo, em Copacabana.” Logo abaixo, a assinatura do desconhecido Núcleo Socialista Metroviário. Havia bandeiras de quatro partidos políticos: PMDB, PDT, PSC e PMN. Clarissa considerou “muito bom” o resultado do ato. No fim do percurso, discursava para cerca de 300 pessoas. (Rio - AE)

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Sobre CANTANHEDE, Eliane. 20/11/2005. "Lula versus FHC", Folha de S.Paulo, p. 2 na edição impressa. Na Internet, em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2011200504.htm
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D. Eliane, boa-tarde,

[risos] Se Deus existir, e se acontecer o que a senhora profetiza hoje -- "o inferno e coisa e tal" -- peço a Deus que, então, a senhora seja nomeada Vice-Rainha da Tucanaria. Aí, então, a senhora terá boa chance para pagar os seus pecados, pelo inferno que a senhora terá ajudado a construir. Mas... xápralá. Já desisti da senhora.

Estou convencida de que a senhora crê piamente no besteirol que a senhora escreve. Há desses, no Brasil. Há quem acredite, até, em Augusto Nunes! Há quem acredite, até, em Ana Maria Tahan e em Lucia Hippólito! Há quem acredite em USP! Há, também, claro, que acredite, até, em "imprensa brasileira" e em Roseli Tardelli! A senhora, com certeza, é das que acredita em Eliane Cantanhede.

Sobre a convenção dos tucanos, que a senhora comenta hoje, eu só vi a foto, publicada ontem em http://oglobo.globo.com/jornal/pais/capa.asp

Achei engraçadíssimo, naquela foto, todos aqueles bacharéis barrigudos e palavrosos... mas... sem gravata, em mangas de camisa, suarentos, quero dizer... FANTASIADOS DE METALÚRGICO EM PALANQUE. Engraçadíssimos.

Não há como não ver naquela foto o marketing-tolo-fácil de Antonio Lavareda.

A palavra de ordem de Lavareda, pelo que se viu, é fantasiar a quase-elite dos quase-inteligentes tucanos, como se fossem, todos... iguazinhos a Lula-presidente, só que "éticos"! [risos]

E muito "eticamente-à-moda-Lavareda", Azeredo não aparece na foto [risos, muitos]; esconderam o Virgílio [risos]; esconderam a 'deputada' Cobra [risos, muitos]; e mandaram Serra aplaudir, custasse o que custasse.

A foto mostra, claramente, que Serra NÃO SABE APLAUDIR! [risos, risos] Alckmin até que aplaude; aplaude mal, pôco, mas aplaude (embora nunca se saiba O QUE É que Alckmin aplaude, nem por que ele aplaude). Jereisatti, pelo menos, ergue a mão direita, na clássica saudação fascista. Isso, sim, é propagandisticamente relevante. OK.

Vê-se, na foto, também, que Aécio é o único que tem prática com camisa esporte [risos, risos]. Mas Aécio está TOTALMENTE atolado no valerioduto... Todo aquele à vontade-descolado, do Aécio, portanto, ñ valerá de nada, na campanha. Fiquei sem saber a quem aqueles marqueses tucanos e lavaredas pensavam que enganavam?! D. Ruth? Pódissê.

Duda Mendonça talvez conseguisse tirar os tucanos de dentro da USP, nem que fosse só pra posar pra foto de jornal. Mas, Lavareda, nem isso conseguiu fazer! [risos] E a verdade é que nem Duda conseguiria, nunca, tirar Golbery e a USP de dentro dos Marqueses da Tucanaria.

Não fossem os jornais e jornalistas que os tucanos contrataram, os tucanos já estariam desmascarados, para o Brasil; e derrotados, para 2006.

Nisso, sim, de contratar colunistas e acertar com proprietários de jornal, Lavareda acertou. (Mas não se deve esquecer que os jornalistas são jornalistas desses que hoje já no Brasil -- todos ruins; assim, o marketing dos tucanos fica facilitado; quero dizer: assim, qualquer Lavareda engana, de marketeiro.)

Em termos de marketing, a disputa eleitoral está definida: será uma luta entre seis ou sete tucanos velhotes, gordotes e fanados, com pressão alta e de óculos [todos os tucanos tiraram os óculos para fazer a foto! (risos, muitos!)] e que não sabem é naaaaaaaaaaaaaaaada de briga-de-rua (Lavareda tb não sabe! [risos])... contra legiões de brasileiros especialistas no manejo da péxêra. Teremos uma espécie de disputa entre "Belíssima" e "Cidade Baixa" (digamos). Quantas belíssimas à moda Globo há no Brasil? Quantas cidades baixas? Depois a gente conta.

O Brasil lutará como um Tatarana contra esses tucanos-de-salão. Lutará como um Matraga, como um Corisco. Glauber vive!

Tereza Cruvinel fala hoje, a propósito da 'retórica de FHC, que ela "fere como florete". São frases...
Pessoalmente, entre péxera na minha mão e florete na mão de FHC... ainda sô, muito mais, a péxêra, a rinha de galos, o Brasil do fundão, contra o Brasil das academias acanalhadas, da imprensa acabalhada, dos sociólogos acanalhados.

A senhora não se surpreenda se FHC mandar arrancar o dente da frente e dúzia e meia daquelas metáforas-de-palestragem-e-michê, lá-dele, pra ver se ele fica mais parecido com o que ele pensa que seja "um brasileiro eleito por 62 milhões de votos". Ele fará qualquer negócio.

Perigas até de ele procurar o Dr. Pitangui, pra que lhe dê ares de metalúrgico. Nesse caso, contudo, FHC será OBRIGADO a manter o bico fechado... Se FHC abrir a boca, na televisão, aparecerá, nele, um Barão do café, um senhor de engenho, um Golbery do Couto e Silva, um ACM, um Agripino Maia, um Garibaldi Alves, um Efraim.

Essa é a profecia a profetizar, hoje, D. Eliane. Sartre ensinava, há eras, que o inferno "são os outros"!
CF
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Sobre: "Bolchevique". 20/11/2005, Folha de S.Paulo. Coluna assinada por Clóvis Rossi, p. 2 da edição impressa. E na Internet, em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2011200503.htm
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Não senhor, Sr. Clóvis Rossi. No pasarán! Núncaras!
Tome vergonha!

O pior idiota, hoje, no Brasil, não é nem leitor, nem eleitor, nem político (contando-se aí, até, as idiotices do Senador Virgílio, de Ônyx-o-Horrível e da deputada-cobra do PSDB paulista).

O pior idiota, hoje, no Brasil, é jornalista de profissão; é colunista alugado; vive de escrever em jornal arrendado à tucanaria paulista e uspeana -- idiota, essa também.

As grosserias que o senhor escreve, e as suas idiotices, não são sequer originais ou novas. As mesmas grosserias & idiotices lêem-se, hoje, nos blogs de outros jornalistas alugados, como o senhor, militantes desavergonhados, todos eles, contra a democracia brasileira, no Brasil, hoje; como o senhor.

É pura grosseria -- e idiota -- haver 'sociólogo uspeano' que 'ensine' que "o governo está como peru bêbado".
É pura grosseria -- e idiota -- haver 'advogada' paulista que 'ensine' que "o presidente é bandidão".
É pura grosseria -- e idiota -- haver senador amazonense que diga, o fanfarrão, que "eu vou dar uma surra no presidente".
É pura grosseria -- e idiota -- haver deputado federal baiano que ecoe, o franguinho capado -- "eu também, eu também!".

É pura grosseria -- e idiota -- o senhor escrever, hoje, que "só o mais perfeito idiota acha hoje que o governo do PT ameaça o capitalismo, ameaça a propriedade privada, ameaça o sistema financeiro."

Todas essas grosserias são uma mesma grosseria e uma mesma idiotice.
Todos os golpismos são, no mínimo, idiotas e grosseiros. Sempre foram.

O governo do Brasil, em 2005 -- um governo democraticamente eleito, na mais importante nação da América Latina, e em eleições que o senhor insiste em tentar desconstituir a golpes de teclado -- ameaça, sim, o capitalismo de subalternização das nações pobres; a propriedade privada das empresas de mídia nas nações pobres; e o sistema financeiro implantado, no Brasil, pra que só as elites mamassem -- e, verdade seja dita, implantado aqui desde Golbery.

A tucanaria e a mídia incompetentes que temos, em 2005, não passam, hoje, de golberysmo de segunda mão.

O Ministro Palocci é, hoje, o mais importante ministro das finanças do planeta; o mais bem-sucedido, num projeto que todo o planeta civilizado compreende e reverencia; o projeto do Ministro Palocci trabalha para varrer do mundo civilizado o modelo de economia nacional-subalterna, dos Golberys-Mallans-Mendoncinhas-FHC subalternos.

É claro que a ministra Dilma Rooussef sabe disso. É claro que ela não disse, jamais, o que o senhor diz que ela disse.
É claro que ela quer mais verbas. É claro que ela tem de querer. É claro que Palocci não pode dar. É claro que o presidente Lula tem de administrar essa tensão. É claro que o presidente Lula sabe fazê-lo. É claro que o está fazendo.

Nada, no mundo, hoje, é mais importante do que Lula ser reeleito (prô lado de defender a democracia nas nações da periferia do capital transnacional) ou de que Lula não ser reeleito (prô lado de entregar essas nações, de mãos atadas, aos interesses das finanças transnacionais globais).

É isso que está em disputa, no Brasil: a tucanaria tucano-udenista representa o modelo velho; Lula, no Brasil, é a possibilidade de alterar essas regras que são -- SIM SENHOR, SÃO! -- as mesmas eternas regras do capitalismo, da propriedade privada e dos sistema financeiro 'globais'.

Se o governo do Brasil não ameaçasse tudo o que o governo do Brasil realmente ameaça -- e felizmente, afinal, depois de 500 anos, algum governo democraticamente eleito ameaça ISSO, no Brasil --, em defesa de reconstruir uma economia nacional que se re-imponha, ao mundo, depois de 50 anos de atrasismos, e como interlocutora privilegiada contra os interesses dos capitais transnacionais...

... nem esse patético Clóvis Rossi estaria obrigado, em 2005, a ter de requentar, até... metáforas da propaganda dos capitais transnacionais, na 'guerra fria'! [risos, muitos].

Ah! A Guerra Fria... O senhor lembra, Sr. Clóvis Rossi?! Aquela! A propaganda que se construiu todinha, completamente, exatamente, para organizar, para todo o planeta, exatamente (1) o capital da globalização; (2) a propriedade dos veículos de mídia para a globalização; e (3) as finanças transnacionais da globalização.

"O mais perfeito idiota", em 2005, são, pois, ainda, pela ordem dos derrotados -- e repetidamente derrotados, no Brasil, há 50 anos: Golbery, os generais brucutus, Lacerda, Collor, FHC, todo o PSDB-PFL paulista e nordestino, a mídia-empresa brasileira endividada... e o Clóvis Rossi. Xô! No pasarán!

[assina] Caia Fittipaldi [msg assinada pessoalmente só por mim, porque a indignação é emoção pessoal e intransferível. Msg enviada em cópia para todos os campanhistas].
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Domingo, Novembro 20, 2005


Cala a boca, Magda!
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está dizendo que o seu governo foi melhor do que o atual. Por que não lançar o desafio de que ele se candidate de novo e concorra com o Presidente Lula para que o povo possa decidir essa dúvida nas urnas? Acho que assim ele vai se calar bem rapidinho.

Pedro Paulo Nasser AguiarFortaleza - CE

O dispensável FHC
É interessante o ex-presidente, por duas vezes consecutivas, Fernando Henrique Cardoso, desenvolver tantas críticas à economia brasileira, sendo que esteve longe de realizar idéias mais progressistas à população nacional durante seu duplo mandato, com ampla maioria no Congresso Nacional e bastante apoio do povo como um todo durante os vários anos em que esteve no comando do poder Executivo, ao lado do senador e também ministro José Serra, no apoio irrestrito dado pelo governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckimim. O que essas personalidades de tanto prestígio poderiam fazer de melhor diante do que já fizeram anteriormente? Nada nos custa pensar a respeito e agir corretamente na democracia em que vivemos.

Sergio Eduardo Rudge BortoliRibeirão Preto - SP

No Fala Povo do Vermelho

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Aconteceu em 20 de Novembro
Estátua de Zumbi (detalhe)
1695 - Dia do Zumbi
Zumbi dos Palmares, delatado por Antonio Soares, é surpreendido pelo cap. Furtado de Mendonça em seu reduto (talvez a serra 2 Irmãos). Apunhalado, resiste, mas é morto com 20 guerreiros. Tem a cabeça cortada, salgada e levada, com o pênis dentro da boca, ao governador Melo e Castro. No 3º centenário de sua morte, emergirá como o grande herói da luta pela liberdade no Brasil. A data é o Dia Nacional da Consciência Negra. VERMELHO

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Sábado, Novembro 19, 2005





Petistas debatem rumos do partido e do país

Mais de 300 pessoas lotaram o salão do hotel San Raphael, em São Paulo, para assistir a seminário sobre os rumos do PT e do Brasil, promovido pelas fundações Perseu Abramo e Friedrich Ebert/Ildes neste sábado (19). A audiência, no entanto, foi bem maior: quase 12 mil pessoas acompanharam os debates pela internet, em tempo real, na TV Agência Carta Maior (http://www.agenciacartamaior.com.br/).
O evento reuniu sociólogos, economistas, advogados e dirigentes políticos para refletir sobre temas como estabilidade, projeto de nação e desenvolvimento e ética pública.
O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, participou da abertura do evento, assim como o ex-presidente do PT, Tarso Genro, o ministro Fernando Haddad (Educação), membros do governo e do corpo diplomático e parlamentares. O economista João Sayad, expositor convidado para a mesa "A estabilidade que queremos" não compareceu por estar participando de reunião do Banco Interamericano de Desenvolvimento, conforme se justificou em carta. O economista foi substituído por Maurício Borges Lemos, diretor do BNDES.
Berzoini lembrou que, desde o processo de transição administrativa do partido, em que foi secretário-geral com Tarso Genro na presidência, havia discutido a necessidade de requalificar a relação do PT com a Fundação Perseu Abramo. "Esta relação é particularmente estratégica neste momento, não apenas pela avaliação da crise política, mas por estarmos governando o país", disse.
Embora 2005 tenha sido um ano difícil para o partido, houve uma demonstração de renovação e retomada ofensiva com o Processo de Eleições Diretas do PT. "Mostramos que a força do PT é a militância e sua inserção nas organizações sociais", disse. O PT está num processo de balanço de governo, segundo Berzoini, sem ufanismo e sem se submeter às conveniências do governo, para não abrir mão de sua vida interna institucional.
"O Brasil não terá mudanças profundas apenas com crescimento econômico, mas com distribuição de renda, desenvolvimento ambientalmente sustentável e identidade cultural própria", definiu. O dirigente petista destacou também, como opinião própria, o fato de um programa de governo ter como eixo central a Educação. Apesar dessas bases programáticas, Berzoini reconhece que o debate político será feito, também, em torno de resultados. "E será uma disputa feroz, em que teremos que ter grande capacidade de afirmar a derrota da crise econômica de 2002, feita com ousadia e determinação, assim como a superação da crise política deste ano", antecipou.
Aproveitando o raciocínio, Berzoini voltou a dar destaque à campanha de arrecadação financeira lançada pelo partido . "Mais que uma campanha financeira, trata-se de uma campanha de mobilização , focada em pessoas físicas, com o objetivo de encerrar este ano com mais uma demonstração de capacidade de mobilização", ressaltou.
Convergências
O presidente da Fundação Perseu Abramo, Hamilton Pereira, ressaltou o fato do partido estar fazendo este esforço analítico em meio à maior crise de sua história. "Vivemos uma crise que não se resume a um partido, mas uma crise do financiamento da democracia no Brasil", resumiu ele. Para ele, a crise revela que embora o projeto neoliberal tenha sido derrotado em 2002, para uma alternativa de esquerda, o neoliberalismo resiste como perspectiva.
Reiner Radermacher, da Fundação Friedrich Ebert Stiftung, destacou pesquisa da organização náo-governamental Latino Barômetro, que mostra o fracasso da democracia, limitada apenas a processos eleitorais e distante dos demais aspectos da vida dos cidadãos. Apesar disso, cada vez mais organizações da sociedade civil se formam, mostrando também que "é mais fácil se fazer ouvir pelos governos em pequenos grupos organizados do que como multidão calada". Radermacher também ressaltou a importância que o debate, "às vezes em demasia", tem como diferencial na relação do PT com sua militância e a sociedade civil.

19/11/2005
19:41 Governo é muito melhor do que aparece para nós, diz Marco Aurélio Garcia
19:38 Juarez Guimarães lista diferenças entre governos Lula e FHC
19:36 Marco Aurélio Garcia quer processo acelerado de crescimento para o país
19:36 Belluzo defende controle do sistema financeiro pelo Estado
18:45 Economistas debatem fatores da estabilidade econômica

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José Dirceu viaja o Brasil em atos de defesa do seu mandato

Cerca de 600 pessoas participaram de um ato em defesa do mandato do deputado federal José Dirceu (PT-SP) no plenário da Câmara dos Vereadores de SP (foto). Manifestos de movimentos populares e cartas de apoio de ministros serão usados como estratégia para tentar sensibilizar o Congresso.

Bia Barbosa - Carta Maior 19/11/2005
São Paulo – Nas próximas semanas, o Congresso Nacional decide se cassa ou não o mandato do deputado federal José Dirceu (PT-SP), envolvido nas denúncias do mensalão. Na reta final antes de seu julgamento, Dirceu tem usado de diversas estratégias na tentativa de manter seu cargo político. Além dos recursos jurídicos, o deputado tem operado muito nos bastidores para conseguir o apoio de políticos, de vereadores e prefeitos a deputados estaduais e federais. Outra estratégia é percorrer o país em atos em defesa do seu mandato que vêm sendo organizados nas grandes cidades. Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília estão na lista. Na noite desta sexta-feira (18), foi a vez de São Paulo. O plenário 1o de Maio, da Câmara dos Vereadores, ficou pequeno para as 600 pessoas que se apertaram para ouvir o discurso de José Dirceu - ele foi o último a falar.

Na platéia, e na mesa da cerimônia, a cúpula petista paulista, incluindo Marta e Eduardo Suplicy. De Brasília, vieram os deputados federais Luiz Eduardo Greenhalgh, Professor Luizinho, Devanir Ribeiro e Ângela Guadagnin, o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Os ministros Antonio Palocci, da Fazenda, Dilma Rousseff, da Casa Civil, e Márcio Thomaz Bastos, da Justiça, enviaram mensagens de apoio. Assim como o senador Aloísio Mercadante, o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores, Tarso Genro, e o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, João Pedro Stédile.

A tônica de todas as mensagens era a mesma. Para os petistas, a tentativa de cassação do mandato de José Dirceu é um ato de arbítrio e de revanche política, de busca pela desestabilização do governo Lula e da conseqüente destruição de um projeto de desenvolvimento popular democrático para o Brasil. A Central Única dos Trabalhadores e a União dos Movimentos de Moradia afirmaram que não hesitarão em colocar suas bases nas ruas para defender o mandato de Dirceu.

“O olhar lúcido e independente sobre o processo de cassação do mandato parlamentar de José Dirceu, com suas injustificáveis ilações, faz-nos mergulhar na fragilidade dos mecanismos de contenção dos já conhecidos interesses de determinados grupos sociais na ordem constitucional vigente. O desrespeito ao devido processo legal o alça a mera formalidade, dando contornos ainda mais graves ao que ora se denuncia”, diz o texto do manifesto “Em defesa do mandato de José Dirceu e da Constituição”, lido no plenário pelo jurista Aldo Lins e Silva, que foi advogado de Dirceu em sua juventude.

“Acreditar na democracia é acreditar na complexidade de seus instrumentos de controle, respeitando os caminhos legítimos e recusando soluções que agridam o Estado de Direito. A clara tentativa de controle político da opinião pública acoberta o flagrante desrespeito aos princípios da presunção de inocência e da separação de poderes. (...) E contra isso gritamos. Falaremos sempre, mesmo quando o falar representar um crime. Conclamamos, pois, a Câmara dos Deputados, seus órgãos e os demais Poderes, a defender o mandato do deputado José Dirceu, a reafirmar a crença na manutenção de nosso Estado Social e Democrático de Direito, observando suas regras e respeitando seus limites”, conclui o documento.

O escritor Fernando Morais, que lembrou dos tempos em que sofria a oposição de José Dirceu, fez o discurso mais vibrante. Desde as denúncias do caso Waldomiro, Morais tem trabalhado para que a grande mídia e a opinião pública não façam um julgamento sumário e “sem provas”, segundo ele, do deputado petista. Outro manifesto de apoio, encabeçado por ele e pela escritora Consuelo de Castro – que também participou da cerimônia – e assinado por 107 artistas e intelectuais de diferentes áreas, será enviado esta semana ao Congresso.

“Meu esforço é para impedir que se consuma essa brutalidade contra ele e contra meio milhão de pessoas que votaram nele, entre as quais eu me incluo”, disse o escritor. “Estão tentando derrubar o que ele representa. E quem faz isso são as pessoas condenadas a perder privilégios neste país. Pinçaram o Zé Dirceu porque, na hora em que cortarem a cabeça dele, acaba a crise”, acredita.

“Cassar Zé Dirceu é cassar um pedaço do PT e um pedaço importantíssimo do governo Lula. Não tenhamos ilusões. O ataque não é só a ele, mas é ao projeto que o PT representa”, disse o presidente do partido Ricardo Berzoini. “Essa mobilização é para defender a democracia neste país. E tem gente que se diz de esquerda, mas não é. Orlando Fantazzini e Chico Alencar votaram num relatório pífio e mentiroso do deputado Júlio Delgado. Não são pessoas de esquerda. Fazem isso porque querem os holofotes momentâneos, mas depois vão voltar para o obscurantismo sem sequer ter a tranqüilidade da coerência que nós temos”, atacou Berzoini.

A hora de Dirceu

Aplaudido de pé, o petista foi recebido com o coro: “Dirceu, guerreiro do povo brasileiro”. Falou emocionado, olhando para a mulher e as filhas; defendeu o filho, também envolvido em denúncias de corrupção; lembrou das lutas que travou com alguns presentes. E partiu para o ataque:

“Não é preciso tanques, golpes e ilegalidade; estamos vivendo uma nova tentativa de se evitar que se construa no país um projeto de desenvolvimento nacional, popular e democrático. Agora esta luta está mais sofisticada. Erramos e subestimamos o poder e o efeito gerados quando a mídia joga um papel na luta partidária. O que assistimos não foi a denúncia e a apuração de erros que o PT pode ter cometido e cometeu na campanha. (...) Se trata de retomar, através de outros instrumentos, a luta das forças reacionárias. Eu sou o alvo privilegiado, mas não o único”, disse Dirceu.

Declarou que vai “lutar até o fim” pela defesa de seu mandato, do governo Lula e da militância do PT, para que ela possa “andar de cabeça erguida e colocar a estrela no peito”. Admitiu que é hora de se pensar a médio prazo sem se esquecer da reeleição do presidente Lula.

“Fernando Henrique diz que não temos o que apresentar ao povo brasileiro porque prometemos e não cumprimos. Agora ele quer que esqueçamos o que foi o governo dele... Vamos comparar os governos e, tenho certeza, vamos reeleger o presidente Lula”, disse, apostando numa aliança sólida com o PSB e o PCdoB.

“Estou preparado para o que der e vier. Seja o que for, vou continuar meu trabalho político, com ou sem mandato. E se não for inocentado, podem ter certeza de que, no dia seguinte, serei um de vocês, da militância petista, como sempre fui”, anunciou.

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O desafio a FHC: candidate-se, para que o povo compare seu governo com o de Lula.

O demagogo FHC

Já que FHC fala da campanha pela reeleição de Lula, recordemos qual foi o mote demagógico do candidato tucano-pefelista: “Quem acabou com a inflação, vai acabar com o desemprego.” Poderia haver algo mais demagógico? O desafio a FHC: candidate-se, para que o povo compare seu governo com o de Lula.
FHC tem medo da comparação do seu governo com o de Lula e por isso não se dispõe a ser candidato à presidência. Seria democrático deixar que o povo brasileiro se pronunciasse. Mas consciente de que é o candidato mais rejeitado, FHC se limita a articulações de bastidores – que incluem viagens aos EUA, de onde sai dizendo o que mais agrada ao governo estadunidense: críticas ao governo da Venezuela.
Porém, em suas costumeiras incontinências verbais, o ex-presidente tucano chegou a afirmar que foi reeleito “sem demagogia” (sic). Confiante em que se esqueça como ele governou, o que prometeu e não cumpriu, desta vez FHC foi longe demais.
Todos nos recordamos suas promessas iniciais: com a mão espalmada, os cinco ministérios econômicos seriam os centrais no seu governo. Logo ficou claro que ele tinha um primeiro-ministro, Pedro Malan, o homem dos bancos internacionais. Quando terminou, o governo era Malan e mais dez – ou vinte – ministros. Os ministérios sociais ficaram totalmente subordinados à ditadura do ajuste fiscal de Malan, ao longo dos oito anos de governo de FHC.
FHC dizia, demagogicamente, que “o governo gasta muito, o governo gasta mal”. Seu governo entregou a “herança maldita” para Lula com uma dívida pública 11 vezes maior do que a existente quando FHC assumiu a presidência, graças a seu demagógico Plano Real.
Já que FHC fala da campanha pela reeleição de Lula, recordemos qual foi o mote demagógico do candidato tucano-pefelista: “Quem acabou com a inflação, vai acabar com o desemprego.” Poderia haver algo mas demagógico?
Ainda mais que FHC escondeu, durante toda a campanha, que a economia brasileira estava, mais uma vez quebrada, sob sua experta direção. Enquanto ele exaltava as bondades do seu Plano Real, Pedro Malan já negociava em Washington, com o FMI, o novo super-empréstimo. E não de outra. Poucas semanas depois de reeleito, o governo FHC promoveu uma macro-desvalorização da supostamente extremamente estável nova moeda. Com informação privilegiada, mais uma vez os bancos – depois da super-bandalheira do Proer, para ajudá-los mais ainda, incluídos os bancos fajutos Marka e Fonte-Cindam – ganharam bilhões em poucas horas, enquanto o resto do país empobrecia. As taxas de juros bateram o recorde – de que deve ser orgulhar FHC: foram para 49%.
Esta apenas uma mostra da demagogia frernandohenriquista, responsável pela altíssima rejeição quando entregou o governo e pela derrota do seu candidato à sucessão. O desafio a FHC: candidate-se, para que o povo compare seu governo com o de Lula. Ou cale-se para sempre, ele e sua demagógica trupe.

Emir Sader, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História".

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É a memória seletiva de um pilantra tucano... O que mais ele não viu ou não sabia??? No apagão ele também falou que foi pego de surpresa, que não sabia que o desmonte que ele realizou no estado brasileiro provocou entre outras coisas a falta de investimentos e planejamento de médio e longo prazo no setor elétrico, estradas, portos, ferrovias, saneamento básico, ... Até na Petrobrás que é quase um estado dentro do estado, eles conseguiram realizar a marca de 92 acidentes em 3 anos, o auge foi o naufrágio da P-36 em 2001(o ano do apagão da era FHC), com 11 mortos. O azar deles é que alguns sabem e não esquecem.

Adauto Melo


FHC mente: A geração dele sabia de tudo (1)
(no UOL NEWS, 18/11/2005, 17h39)[1] Caia Fittipaldi

Se há papo furado, papo de fraco abusado, hoje, é esse conversê de ex-sociólogo uspeano, hoje candidato apavorado, sob o risco de ser derrotado outra vez. FHC mente, no UOL News, ou, então, desatinou [risos].
As instituições foram corrompidas, sem parar um dia, no tempo que a geração de FHC deveria estar de olho bem aberto. E é claro que ele viu tudo.
Aí vão, de lembrete, alguns os casos de instituições SUPER corrompidas, que até o meu gato-talismã, que uso contra a sociologia-tucano-uspeana lembrou, só numa única cócega que lhe fiz.
FHC vivia na barriga de sua mãe, quando os tenentes levantaram-se, no Forte de Copacabana, contra as instituições corrompidas. Na barriga não vale. Tá. Essa passa.
Em 1932, quando Salazar tornou-se presidente do Conselho em Portugal, as instituições estavam corrompidas antes de ele chegar ao Conselho e, depois, pioraram. FHC tinha 1 aninho. Digamos que, naquela época, havia bons motivos pra ele não se preocupar com instituições e corrupções; e por motivos... dignos e sóbrios. OK. Essa passa. E foi em Portugal.
Mas em 1932, o Estado de S.Paulo já tanto tinha certeza de que havia corrupção das instituições, que inventou uma Revolta Constitucionalista, inteirinha, pra descorrompê-las.
Até hoje, o Estadão jura de pé junto: as instituições estavam corrompidas, em 1932; e, depois, só pioraram, cada vez mais corrompidas. Mas... Vá! FHC tinha 2 aninhos.
Em 1933, Hitler tornou-se 1° ministro alemão. Disse que as instituições estavam corrompidas, o que jamais se provou. Mas elas estavam, sim, suuuuuuuuuuuuper corrompidas, quando Hitler, anos depois, perdeu a guerra. Vá. Essa tb pode passar, porque foi na Alemanha. Tá.
Em 1936, houve todinha a Guerra Civil Espanhola, só porque as instituições estavam suuuuuuuuuuuuuuuuuuper corrompidas. Os republicanos perderam a guerra contra aquelas instituições suuuuuuuuuuuuuuuuuuuuper corrompidas e, daí, sim, é que as instituições corromperam-se muuuuuuuuuuuuuuuuuuito e por muito tempo.
Se FHC não viu corrupção alguma, nem aí e então... ele que não se metesse a discursar naquele fórum lá na Espanha, ano passado. Verdade que, no discurso, FHC foi vaiado porque, de citação, ele só citou frase de general fascista espanhol, na Espanha de Zapatero. [risos]
Mas... Vá! Essa tb pode passar, pq, afinal, assim como FHC tinha 5 anos em 1936, EU tinha 5 anos em 1951, e não se pode dizer, completamente, que eu tenha VISTO... propriamente, de ver com os olhos, o Marlon Brando, em “Um Bonde Chamado Desejo”.
Era 1951, e é... ver eu não vi o Marlon Brando em “Um Bonde Chamado Desejo”... assim como FHC não viu as instituições corrompidas na Espanha pré-franquista. Nem depois, na Espanha franquista. Tá, vá...
E o mesmo pode ter acontecido com FHC e a geração dele, também em 1937, quando se instalou o Estado Novo, no Brasil.
Mas é duro de acreditar que FHC e sua geração não tenham visto nenhuma instituição corrompida, em 1937. Difícil de acreditar mas... Vá! Afinal, das duas uma: ou as instituições não estavam apenas “corrompidas”; ou não havia “instituições” nenhuma.
Contudo, e pra complicar o discursê de FHC-de-palestragem&michê, foi aí, mesmo, em 1937, que, para o Estadão, ... as instituições brasileiras corromperam-se pra sempre, e de vez, e pra sempre; e ficaram, para todo o sempre, suuuuuuuuuuuuuuuuper corrompidas.
De qualquer modo, e mintam FHC e Estadão o quanto queiram, e repita a Lillian Witte-Fibe o quanto queira, é verdade que, com Vargas, muitas instituições, com certeza, começaram a existir, no Brasil; e nasceram, então, mais limpas, muito mais puras e decentes e equilibradas, em 1937, do que o P-SOL hoje. Se elas se corromperam, foi depois.
A partir de 1937, portanto, já não é fácil acreditar que FHC, possa não ter visto nenhuma instituição corrompida, seja de um lado seja de outro.
Ou, então, as mentiras que FHC inventa hoje, em 2005, como se fossem sociologia, começam, mesmo, é com a bronca que essa sociologia uspeana e de araque tem, há eras, contra Vargas.
HÁ PROVAS! (1)
HÁ PROVAS, sim, de que, no dia 14/12/1994 – já chegado aos seus respeitáveis (digamos) 63 anos e vividos, portanto, TODOS OS ANOS de sua vida que se podem descrever como “sua geração” –, FHC ainda convidava o Brasil a “pôr fim à Era Vargas”.
Será sociologia? Será mania? O caso é que está lá, assinado, documento perfeitamente válido, em “Discurso da Despedida do Senado”, na Internet, em https://www.planalto.gov.br/publi_04/COLECAO/DESPED.HTM . É boa prova! [risos]
FHC, portanto, que se explique: se sua geração não viu instituições corrompidas – ou, mesmo, se não deu a mínima bola pra instituições corrompidas, desde que o presidente fosse FHC... que negócio foi aquele de “pôr fim à Era Vargas”?! Em 1994? Por quê? Pois se FHC não via instituições corrompidas?! FHC pirô. Ou FHC mente, deslavadamente, mente: a geração dele viu TUDO!
Caia Fittipaldi
Novembro/2005
[continua]

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FHC mente: A geração dele viu tudo (2)
(no UOL NEWS, 18/11/2005, 17h39)
[1]

FHC mente!
FHC nasceu em 1931. Em 1939, Hitler invadiu a Polônia e, claro, já chegou corrompendo tooooooooooooooooodas as instituições. É claro que a geração de FHC viu instuições corrompidas. FHC mente.
Em 1940, os alemães invadiram Paris. Não ligaram pra bombardear catedrais, mas, as instituições, não há dúvida, ele corromperam, e foi é muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito. FHC, dormindo no ponto, outra vez? Pra mim, FHC mente, sem parar, desde os 9 anos.
Em 1941, os japoneses acabaram, totalmente, corromperam tooooooooooooooooooooodas as instituições em Pearl Harbour. Tanto corromperam tanto, tantas instituições, que os EUA acharam que, “agora-é-demais-da-conta”. Fuck the japs! Dificil de acreditar que FHC tenha dormido no ponto, otra vez? Difícil de acreditar. FHC mente: ele viu.
Em 1945, os EUA corromperam todas, todas, todas as instituições em Hiroshima e, em seguida, em Nagasaki. FHC continua a mentir. Tinha já 14 anos. É claro que ele – e toda a geração dele – viram, sim, instituições muuuuuuuuuuuuuuuuuito corrompidas. FHC mente, em 2005, no UOL News.
Em 1945, Vargas renunciou à presidência, porque, dizia o Estadão, as instituições estavam totalmente, muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito corrompidas. FHC mente: isso, ele viu. Já seria impossível não ver instituições corrompidas, no Brasil, na porta da casa dele, na rua. E FHC já era um homenzinho. FHC mente, em 2005: ele viu tudo.
E, aí... a coisa começa a pegar, mesmo! FHC mente!
FHC e toda a sua geração tinham 17 anos, em 1948. Eu e toda a minha geração tínhamos 17 anos, em 1964.
POIS se EU VI, com 17 anos, TODAS as instituições brasileiras serem TOTALMENTE corrompidas em 1964, universidade e tudo...
Comé que FHC diz que não viu instituições corrompidas, NEM EM 1954, quando ele já tinha 23 anos, NEM EM 1964... quando ele já tinha 33 anos?! Tá provado! FHC mente!
Que diabo de geração é essa, que FHC tenta inventa hoje, que diz que não viu nada?! FHC mente: ele viu tudo. E disso, felizmente, HÁ PROVAS! [risos]
A geração de FHC viu tudo! FHC mente, mente, em 2005!
Em 1952, FHC formara-se em Ciências Sociais. Já tinha 21 anos. Em 1953, especializou-se em Sociologia, na USP (tinha 22 anos).
Em 1954, Vargas suicidou-se. Aqui, é garantido que todas as instituições estavam muito corrompidas. Mas Vargas suicidou-se. E até o Estadão concordou com esperar para só começar a fingir que as descorromperia, à moda golpismos, dez anos depois.
Outra vez, é claro que FHC, sociólogo uspeano, formado, com 23 anos... é CLARO que FHC viu corrupção nas instituições brasileiras! Pois se toooooooooooda a UDN via e havia manchetes, todos os dias, no Estadão e na Última Hora! Lacerda via. E todos os dias o Estadão ensinava ética-e-golpismo! Todo mundo via! Como se pode acreditar que FHC não visse corrupção das instituições?! FHC mente: ele viu tudo. É mentira, que a geração de FHC nunca viu a corrupção das instituições. É claro que viu.
A verdade é que a geração de FHC – essas sociologias uspeanas de araque, construídas a golpes de jornalismo de araque – vêem as insituições brasileiras serem corrompidas, sem parar, todos os dias, há mais de 50 anos. Em 2005, aos 74 anos, FHC mente. Sorte que Lula é muitos e que TODOS estamos atentos.
Toda a geração de tucanos uspeanos paulistas que têm hoje esses cerca de 70 anos mentem. Mentem, de fato, mentem ao Brasil, há 50 anos. Hoje, FHC apenas mente outra vez. Ele viu todas as instituições brasileiras serem corrompidas, no mínimo, de 1964 até hoje, com absoluta certeza. FHC mente, em 2005, pelo UOL News. Amanhã, com certeza, será a manchete-mentira do sábado, na Folha de S.Paulo. Aposto meu laptop.
Caia Fittipaldi
Novembro/2005
[continua]

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FHC mente: A geração dele viu tudo (3)
(no UOL NEWS, 18/11/2005, 17h39)
[1]

A geração de FHC viu tudo! FHC mente, sem parar, em 2005!
Em 1961, FHC defendeu seu doutoramento em Sociologia, na USP (tinha 31 anos). Em 1962/63 estudou na França... E voltou super sociólogo. Aos 33 anos, em 1963, FHC era professor uspeano livre-docente uspeano.
Quem pode acreditar que FHC e sua geração de paulistas uspeanos não viram as instituições brasileiras serem totalmente corrompidas, ou antes de 1964, ou a partir do golpe de 1º de abril, de 1964? Tá na cara! Todo mundo viu. Ou viu de um lado, e foi golpista; ou viu de outro, e resistiu ao golpe. Mas dizer que aquela geração 'não viu' instituição brasileira corrompida é deslavada mentira. FHC mente, em 2005.
Dia 1/4/1964, o Brasil acordou sob golpe militar. Os setores conservadores da sociedade brasileira, depuseram o presidente João Goulart, eleito, e inauguraram uma ditadura que sufocou o país por 30 anos. Esse período e os seus prolegômenos correspondem exatamente a toda a vida adulta e profissional da geração de FHC: dos 34 anos aos 64 anos.
É IMPOSSÍVEL que um professor-doutor, livre-docente uspeano... não tenha visto instituições corrompidas, nem em 1964! Houve um golpe, no Brasil, em 1964. TUDO, aqui, foi corrompido! FHC mente: ele viu. Ele via, de fato, cada dia mais. E aprendia.
E, se por acaso não tivesse visto em 1964, com certeza absoluta viu em 1968.
Em 1968, FHC venceu o concurso para Titular da cátedra de Ciência Política, da USP. Tinha 37 anos.
Como se pode crer que FHC e toda a sua geração de uspeanos não tenham visto que TODAS as instituições brasileiras foram corrompidas, completamente, pelo Ato Institucional n. 5, assinado pelos generais brucutus, dia 13/12/1968? Tá na cara, FHC mente, em 2005!
A única verdade é que toda a geração de tucanos da geração de FHC, mentem, em 2005. Provavelmente todos eles mentem, de fato, ao Brasil, há 50 anos.
Em 1970, a polícia da ditadura prendeu o deputado Rubens Paiva (MDB), já cassado, em casa. E o matou. FHC não pode não ter visto corrupção das instituições brasileiras, sequer, em 1970! FHC tinha 40 anos! Era o mais sociólogo dos sociólogos brasileiros! Desfilava sua arrogância autista nos salões da USP, então desertos de qualquer democracia e de qualquer inteligência. E é claro que via! FHC mente! Ele viu tudo!
Entre 1975 e 1977, os bolsonaros do DOI-Codi assassinavam livremente. Prendiam-matavam e arrebentavam. FHC viu tudo. Como pode dizer, hoje, que sua geração não viu corrupção nas instituições brasileiras?! FHC mente!
Em 1978, os metalúrgicos da Saab-Scania de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, iniciam a primeira greve de trabalhadores do país, após o AI-5. Em outubro, o general João Figueiredo foi ungido presidente pelo Colégio Eleitoral. FHC estava em campanha eleitoral. Perdeu, felizmente, a eleição, naquele ano. Mas... que ele via a corrupção das intituições brasileiras, tinha de vê-la! Até o Estadão via! FHC mente!
Em 1978, FHC conseguiu eleger-se apenas suplente de Senador da República por SP, pelo MDB. Por menos que, então, lhe interessasse ver a corrupção das instituições, é impossível que FHC conseguisse não ver, mesmo, nada. Ele via, claro que via! FHC mente!
Em 1989, não há dúvida, as instituições estavam corrompidíssimas. Collor foi eleito presidente. FHC viu, sim, tudo, e não há dúvidas. Ele até discursou sobre a corrupção daquelas instituições. Só que, safadamente, não chamou a corrupção de corrupção. Chamou a corrupção das instituições brasileiras de “coorte de desatinos”. As instituições continuaram perfeitamente muito corrompidas – e FHC, lá, tudo vendo.
FHC sabia, sim, de tudo! Em 2005, FHC mente, mente, mente!
As instituições continuaram super corrompidas; e FHC, moita. As instituições continuaram muito corrompidas em 1989. FHC viu tudo, é claro, pois se era senador! Comé que não viu?! Claro que viu. As instituições estavam corrompidas e corrompidas continuaram. E FHC, lá, vendo tudo. Em 2005, FHC mente.
De 1993 a 1994, FHC foi ministro da Fazenda – e as instituições, sempre, infalivelmente muito corrompidas.
Todas as instituições que já vinham corrompidas desde muito antes deles, corrompidas continuaram, com Sarney, com Collor, com Itamar. E FHC nada via? E sua geração nada viu?
Em 1994, FHC foi eleito presidente da República, e presidente ficou, por longos e execráveis 8 anos – e, a acreditar-se nele, hoje, sem jamais abrir o olho pra ver as instituições corrompidas?! É mentira! Claro que FHC via!.
Se não via, mesmo, são 50 anos de não ver. Nesse caso, vergonha para o tal sociólogo e vergonha para a tal sociologia. Da tal geração de ‘inteligentes’ uspeanos, afinal... melhor nem falar! [risos] Fossem eles competentes, pelo menos, um terço do que se crêem ‘inteligentes’ e ‘poliglotas’ e espertíssimos... não teriam sido demitidos de Brasília, por justa causa, em 2002 por 62 milhões de votos brasileiros e democráticos, em eleições legítimas. [risos]
Não há dúvidas de que, sim, FHC e sua geração de tucanos uspeanos viram tudo.
Nesse caso, são 50 anos de mentir ao Brasil, noves-fora as ‘sociologias’ de palestragem-e-michê, as pós-graduações de Hotel Comandatuba. Só mentiras, da sociologia uspeana acanalhada. Taí: mais uma instituição brasileira que FHC, pessoalmente, corrompeu. Sem ver? Não acredito. Só conversê. Só tolices. Só mentiras.
Lula-2006!
Caia Fittipaldi
Novembro, 2005

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UM HOMEM, É A SUA HISTÓRIA

Conversas na casa de Zé Dirceu- site nominimo – jornalista Ricardo Kotscho

19.11.2005 Penei para encontrar um bloco de anotações em casa, peguei um trânsito danado de tarde de sexta-feira chuvosa em São Paulo, a caminho da minha primeira entrevista deste ano, mas valeu a pena. De bermudas, camiseta regata e chinelos, encontrei bem tranqüilo o velho amigo em seu apartamento da Vila Mariana, um bairro de classe média da zona sul de São Paulo. Nem parecia que estava às vésperas de enfrentar um julgamento na Câmara dos Deputados, que vai decidir seu destino político na próxima quarta-feira, dia 23, e pode deixá-lo sem mandato até 2013, depois de quarenta anos de vida pública.Acabou sendo, na verdade, mais uma conversa do que uma entrevista formal com José Dirceu de Oliveira e Silva, mais conhecido como Zé Dirceu, ex-líder estudantil, ex-guerrilheiro, ex-presidente do PT, ex-ministro chefe da Casa Civil, que vai completar 60 anos no próximo mês de março. Entre um ato e outro de solidariedade que vem recebendo nos últimos dias - quinta, no Rio; sexta, em São Paulo; sábado, em Belo Horizonte - Zé passou a tarde no apartamento, atendendo a telefonemas, conversando com a mulher, Maria Rita, dando uma olhada na correspondência e fazendo um balanço do que aconteceu nestes últimos seis meses em que ele se viu no centro do furacão da maior crise enfrentada pelo governo Lula.Por maiores que sejam as evidências, engana-se quem imagina que ele já tenha jogado a toalha. “Muitos acreditam, até o presidente Lula, que é muito difícil eu não ser cassado, mas eu ainda não perdi as esperanças. Por que? Porque sou inocente. Está havendo, nestas últimas semanas, uma mudança na opinião pública e na sociedade em relação à minha pessoa. Percebo isso pelo apoio que recebo nas ruas, nos aeroportos, nos atos públicos”. Otimista, procura mostrar confiança no seu próprio destino, qualquer que seja o resultado de quarta-feira, e no futuro do país. Revela que alertou o presidente Lula, em duas ocasiões, no começo deste ano, sobre a iminência de uma grave crise política motivada pela falta de maioria do governo na Câmara e no Senado. Defende a recandidatura de Lula, mas não se recusa a arriscar possíveis outros nomes do PT e da base aliada para a disputa da sucessão presidencial. Nostálgico, gosta também de falar do passado. Lembra da sua estréia na vida política, em 1965, quando, a convite de Luiz Travassos, seu colega na Faculdade de Direito da PUC paulista, entrou de cabeça na campanha pela revogação do Decreto-Lei 477 da ditadura, que acabou com a UNE e os centros acadêmicos. Conheci Zé Dirceu dois anos depois, quando já era presidente da União Estadual dos Estudantes e eu estava começando no “Estadão”, que já não gostava dele. Eram dias de batalha campal na rua Maria Antonia, com Zé e Travassos de um lado, comandando as tropas da esquerda contra a ditadura, e do outro a turma do Mackenzie, reduto do Comando de Caça aos Comunistas. Todo dia ele reclamava da cobertura e eu era obrigado a explicar a ele que quem manda em jornal é o dono, não o repórter.Somos amigos desde esta época, apesar de muitos arranca-rabos - e quem que conviveu com a polêmica figura não os teve? Trabalhamos juntos em três campanhas presidenciais de Lula (1989, 1994 e 2002) e nos primeiros dois anos de governo. Na primeira campanha, tivemos uma discussão mais feia. Lula iria se encontrar no comitê de campanha com Fernando Gabeira, um dos nomes cotados para ser seu vice. “Quem foi o fdp que avisou a imprensa? Esse encontro não era para ser divulgado, porra”, vociferou meu amigo. “Fui eu”, respondi-lhe, singelamente, na frente de um batalhão de repórteres. Ninguém tinha me avisado de que se tratava de uma reunião reservada e, na minha função de assessor do candidato, achei que devia chamar a imprensa. Afinal, era pago para isso. Mais tarde, em particular, desafiei o Zé, brincando: “Olha, companheiro, você não pode falar assim comigo e, além de tudo, não pode me mandar embora, nem me expulsar do PT”. Secretário-geral do partido na época e um dos coordenadores da campanha, ele sentiu-se desafiado pelo desabusado assessor e queria saber “como assim?”, qual a razão desta segurança toda. “É porque eu sou diretor do sindicato dos jornalistas e, portanto, tenho imunidade, não posso ser demitido. E não posso ser expulso do PT porque nunca entrei no partido”.***Lembramos dessas e outras histórias durante as nossas conversas de sexta-feira. Abaixo, um resumo, em forma de pingue-pongue, como falavam os repórteres de antigamente, que nunca saiam de casa sem um bloco de anotações.A pergunta que todo mundo está-se fazendo: afinal, o que aconteceu? O que aconteceu com você, o governo, o PT e o país nos últimos seis meses?A oposição aproveitou-se de graves denúncias feitas pelo Roberto Jefferson para iniciar um movimento com o objetivo de desestabilizar o governo e inviabilizar a reeleição do presidente Lula, que era dada como certa àquela altura. O quadro se agravou com a descoberta do financiamento ilegal do PT através do esquema de Marcos Valério, que já tinha sido usado pelo PSDB, em 1998. Isso foi possível porque o governo vinha há vários meses sem maioria na Câmara e no Senado. Investigações necessárias se transformaram num instrumento da oposição contra o governo. Revelou-se também a crise do sistema político partidário e eleitoral do país. Presidente sem maioria acaba levando a oposição à tentação de antecipar a sucessão presidencial. Evidentemente, nada disso significa esconder nossos erros ou a necessidade de se apurar as denúncias de corrupção na administração pública federal.E agora? É possível prever como estarão você, o governo, o PT e o país daqui a um ano, quando teremos eleições gerais?Tenho certeza de que o país estará melhor no ano que vem porque o PT e o governo estão tirando uma grande lição desta crise. Há uma segurança hoje no crescimento econômico e a população terá a oportunidade de julgar não só o governo, mas também o comportamento da oposição. O PT renovado ainda será o principal ator da eleição de 2006. Cassado ou não, estarei, como cidadão, fazendo o que sempre fiz: política.Nos seus piores pressentimentos, antes de estourar a crise em maio, você poderia imaginar que chegaria ao final do ano fora do governo, ameaçado de cassação e com setores da oposição pedindo o impeachment do presidente Lula?Eu tinha, sim, um pressentimento de que haveria uma grave crise e que o presidente Lula poderia sofrer um processo de impeachment. E disse isso ao presidente. Por duas vezes, em fevereiro e maio, pedi ao chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, que marcasse uma audiência para que eu pudesse conversar a sós com Lula na primeira hora da manhã. Alertei o presidente de que, depois do caso Valdomiro Diniz e do que estavam fazendo com o Henrique Meirelles, publicando até o contrato de casamento do presidente do Banco Central, era um sério risco ficar sem maioria nas duas casas do Congresso. Poderíamos sofrer um processo de desestabilização. Era preciso fazer logo a reforma ministerial, aumentar a participação do PMDB, um assunto que já vinha sendo discutido desde o final do ano anterior e só foi resolvido em julho, já em meio à crise. Ele concordava comigo, mas o tempo foi passando... Por duas vezes, em novembro de 2004 e abril deste ano, pensei em sair do governo. Falei sobre isso com o presidente, mas sofri muitas pressões de outros ministros, do PT e das bancadas para ficar.No dia da sua posse na Casa Civil, você relembrou as lutas de várias gerações para que fosse possível aquele momento da chegada do PT e de Lula ao poder. Diante do quadro atual, que esperanças restam para as novas gerações e em torno de que bandeiras é possível mobilizar de novo a população?Eu acredito que se pode e se deve mobilizar a população, principalmente os jovens. Ainda temos uma longa jornada pela frente na luta contra a pobreza, em defesa do meio ambiente, por mudanças na educação, a necessidade de fazermos a reforma política. Pela minha experiência de vida, nas diferentes fases vividas pelo Brasil, e vendo as lutas de partidos de esquerda em outros países, penso que não se pode julgar o PT por esses erros de agora, mas por toda a sua história. Seria como julgar a Igreja toda pela Inquisição. Para mim, nem os sonhos, nem as esperanças acabaram.Às vésperas do teu julgamento pela Câmara, como você se sente? Em que tem pensado nos poucos momentos em que fica sozinho?Eu me sinto profundamente reconfortado pelo apoio que venho recebendo. Evidentemente, estou triste, mas não amargurado, por tudo o que aconteceu. E eu tenho feito uma reflexão profunda sobre os erros que nós cometemos e como posso ajudar a superar esta situação. Minha vida pessoal não mudou. Faço exercícios todos os dias, acabei de ler “A Aventura de Miguel Líttin Clandestino no Chile”, de Gabriel Garcia Marques (a história de um cineasta que consegue escapar do fuzilamento nos anos Pinochet) e agora estou lendo “O Diário de Nina”, de Nina Lugovskaia (o terror stalinista nos cadernos de uma menina soviética). Já li mais de dez livros nesta crise. Vejo filmes em casa, vou à Câmara, cuido da minha defesa. E durmo razoavelmente bem para a situação que estou vivendo. O que você pretende argumentar em seu discurso do dia 23 para convencer a Câmara de que é inocente e por isso não deve ser cassado?Trata-se, como todo mundo sabe, de um julgamento político. Não há provas contra mim. Ao contrário, as CPIs estão chegando á conclusão de que não houve compra de votos e que eu não tive participação nos empréstimos concedidos ao PT. Minha vida foi devassada e nada se provou contra mim. Tentaram envolver até minha família e meus amigos, e nada ficou provado. Muitos políticos e até familiares de vários deputados, inclusive de partidos de oposição, já mudaram de opinião. Você já disse que não abandonará a vida política. Mas, caso seja cassado, de que forma se dará a sua participação?Quero participar do debate político nacional indo a debates, escrevendo, fazendo palestras, ajudando o PT, atuando junto aos movimentos sociais e às ONGs, como sempre fiz. Qual foi o maior acerto e o maior erro do governo Lula? E qual foi o maior acerto e o maior erro do ministro José Dirceu?O maior erro do governo foi não ter feito a reforma política e administrativa logo no início do mandato. O maior acerto está na política externa. O meu maior erro foi não ter saído do governo antes desta crise. E o maior acerto foi ter ido para o governo. A vida é assim...Você já disse que o presidente Lula deve se candidatar à reeleição para defender a sua biografia, o governo e o PT. Mas, caso ele não se recandidate, quais são os outros nomes mais prováveis no campo do PT e da base aliada?No PT, o ministro Palocci, a Marta Suplicy e o Aloísio Mercadante, que são nomes nacionais. Na base aliada, o vice José Alencar, o ministro Ciro Gomes e o governador Roberto Requião.Quais são os teus planos de vôo daqui para a frente? Você já encarou vários personagens que atendem pelo nome de José Dirceu. Qual o papel que você reserva para si mesmo daqui para a frente?Um militante político, agora com quase 60 anos, com menos cabelos e que passou uma grande experiência na vida, ajudando a eleger o presidente da República e participando do seu governo. Mais humilde, mais maduro, espero... Mas, ao mesmo tempo, com a mesma paixão.***Já estava na hora de ir para o ato na Câmara Municipal. As conversas param por aqui. Quem quiser saber mais, pode escrever para o endereço dep.josedirceu@camara.gov.br. Zé Dirceu costuma responder aos e-mails que recebe. Se vai ter mais ou menos tempo para se dedicar à correspondência, na quarta-feira todos vão saber. Se o seu fio de esperança arrebentar, ele já sabe o que vai fazer primeiro: passar alguns dias em alguma praia distante para ditar ao jornalista e escritor Fernando Morais suas memórias de trinta meses de governo. Mas, se depender do seu ânimo, o celebrado biógrafo ainda terá que esperar por um bom tempo. Quarenta anos depois, Zé Dirceu não quer sair de cena. Como a política é, acima de tudo, a arte da representação, ele habituou-se aos palcos da política e reluta em voltar ao anonimato da sua juventude em Santa Rita do Passa Quatro, na divisa de Minas com São Paulo.

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ATO EM DEFESA DO DEPUTADO
JOSÉ DIRCEU DF

DATA: 22/11 - TERÇA-FEIRA
LOCAL: AUDITÓRIO DA CNTI
(Av W3 Norte, Qda. 505)
HORÁRIO: 19H30
INFORMAÇÕES: Benildes (61) 9216-1533 e no Gabinete Dep. Chico Vigilante 3348-8110

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Mais um escândalo de fim de semana...

CEF vê "factóide"; advogado critica análise de tucano
da Folha de S.Paulo, em BrasíliaA Caixa Econômica Federal atribuiu a compra de parte da carteira de empréstimos a aposentados e pensionistas do BMG à situação vivida pelo mercado financeiro em decorrência da intervenção do Banco Santos, em novembro de 2004."A intervenção sofrida pelo Banco Santos fez com que as instituições financeiras de menor porte ficassem expostas a uma carência de passivos para sustentar suas carteiras de crédito", diz a nota da Caixa. Segundo o banco, antes da Caixa, o BMG fechou negócios semelhantes de venda de parte da carteira de crédito consignado no valor de R$ 6 bilhões com o Itaú e com a Cetelem, subsidiária da BNP Paribas.O advogado do banco mineiro, Sérgio Bermudes, deu a mesma informação, mas com números diferentes: R$ 4 bilhões seria o total de créditos vendidos pelo BMG a um conjunto de bancos, incluindo a CEF. Bermudes não soube informar o valor total da carteira de empréstimos a aposentados e pensionistas, mas insistiu em que o BMG ainda detém parte da carteira. "A cessão de crédito é um negócio como outro qualquer, uma operação normal de compra e venda."Tanto a CEF como o advogado do BMG criticaram o senador Álvaro Dias pela conclusão que tirou da análise dos documentos. "Lamento que o senador tenha feito afirmações primárias, isso é um absurdo total", disse Bermudes. A Caixa fala em "factóide irresponsável e calunioso" em sua nota:"Qualquer ilação política retirada de uma operação típica de mercado, semelhante a que outros grandes bancos realizaram, trata-se de um oportunismo político, buscando produzir mais uma denúncia vazia, sem comprovação em fatos".A CEF afirma que, se tivesse algo a ocultar, não teria fornecido documentos ao senador. A nota da Caixa afirma ainda que a estatal teve "um ganho" em relação a ter aplicado o mesmo valor na compra de títulos públicos. "A motivação da Caixa Econômica Federal, assim como a de outros grandes bancos, foi aproveitar a oportunidade de mercado", afirma a nota. A operação teria sido aprovada pelo presidente e pelos 11 vice-presidentes do banco.

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Ciro diz que FH e Serra são golpistas e ACM Neto é 'anão moral'

O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, acusou nesta sexta-feira o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o prefeito de São Paulo, José Serra, de "golpismo" contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministro, o PSDB paulista deve apresentar o pedido de impeachment do presidente em janeiro, como ato de uma "escalada" de ações. - Mas eles ainda vão tentar, eu acredito que em janeiro, uma proposta de impeachment. É teatral. Mas a possibilidade de impeachment é zero - afirmou o ministro, dizendo que o processo, que visaria o desgaste do governo, é coordenado pelos tucanos paulistas: - Isso é responsabilidade desse baixo nível do PSDB de São Paulo, que está capitaneando essa estratégia mequetrefe, golpista. Para o ministro, o articulador da estratégia é FH: - Eu acho que é o Fernando Henrique. Mas não está em marcha um golpe. É golpismo: um conjunto de atitudes, como bater no presidente, acusar sem provas, abandonar a acusação. É uma conduta cuja intenção é desgastar para preparar a derrubada eleitoral. Para Ciro Gomes, que acusou também o prefeito José Serra, o PSDB vai melhorar com o novo presidente, seu amigo Tasso Jereissati. Ele disse ainda que o governador paulista, Geraldo Alckmin, está "violentando sua natureza" ao começar a fazer parte do suposto esquema "golpista". MINISTRO: ACM NETO É 'ANÃO MORAL'. Segundo Ciro Gomes, Lula é o candidato favorito às eleições presidenciais, apesar da crise política. O ministro, que participava de um congresso no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, berço político de Lula, fez uma defesa exaltada do presidente. -Aquele tampinha, que não tem coragem nem com a mão suja de cocô de bater em ninguém, fala que quer bater no presidente da República porque ele está covardemente aí na televisão protegido por microfone parlamentar - afirmou, se referindo ao deputado federal ACM Neto (PFL-BA). Sobre a tentativa do senador César Borges de tentar cassar o registro do PT, o ministro disse: - O senador César Borges (PFL-BA) requereu do TSE a extinção do registro do PT. O senador merece nosso respeito como mandatário do povo brasileiro, mas vamos sentar o cacete nesse ato fascista, absurdo. Sobre releição, Ciro Gomes disse que Lula seria seu candidato: - O ano que vem o presidente não vai estar amarrado à liturgia do cargo. Estará autorizado porque é candidato. Mas hoje ele tem de ouvir um mequetrefe falar que vai bater nele, um anão moral, e não fazer comentário nenhum.

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José Dirceu denuncia golpe 'sem tanques e armas' contra o PT

O deputado José Dirceu (PT-SP) disse nesta sexta-feira na Câmara Municipal de São Paulo, onde participou de ato preparado por militantes do PT em defesa de seu mandato, que está em curso um "golpe contra o PT e contra Lula". - Está em curso um golpe contra o PT e Lula, mais sofisticado, sem tanques e armas, sem precisar banir ninguém do país como aconteceu em 1964. Para Dirceu, "a oposição mantém o governo num estado de sítio permanente".

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A Tática da Baderna continua

PSDB e PFL defendem sonegadores no congresso

Senado derruba Super-Receita e enfraquece combate à sonegação

A Medida Provisória (MP) 258, que cria a Receita Federal do Brasil, a chamada Super-Receita, não foi votada pelos senadores e perdeu sua validade.

Hoje (18) era o último dia para o Senado apreciar e votar a medida, mas não houve acordo. Às 13h, o presidente do Senado, Renan Calheiros, encerrou a sessão por falta de quórum.

O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), lamentou a derrubada da MP. “É uma derrota para o país. Infelizmente, o combate à sonegação vai andar para trás”, avaliou.

Agora, o governo terá que desfazer a unificação das secretarias da Receita Federal e da Receita Previdenciária, iniciada em 15 de agosto.

Na última quarta-feira, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci já havia considerado essa hipótese "traumática" durante seu depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Segundo Mercadante, a criação da Super-Receita possibilitou aumento de 15,5% da receita da Previdência administrada durante os três meses de vigência da MP.

"Tudo isso foi prejudicado e nós voltamos à estrutura anterior, em que as denúncias de fraude são recorrentes e os indicadores de sonegação de impostos são alarmantes, especialmente na Previdência", considerou.

O líder do PSDB, Arthur Virgílio (PSDB-AM), defendeu a elaboração de um projeto no Senado para tramitar em sentido de urgência com pontos do texto enviado pelo Executivo.

Mercadante contestou a proposta da oposição. "Não tem amparo constitucional. O Legislativo não tem a prerrogativa de legislar sobre essa matéria por autoria do projeto. Só pode ser feito pelo presidente da República e, quando a MP não é aprovada em tempo hábil, o presidente fica impossibilitado de tratar do mesmo tema ao longo dessa sessão legislativa", ressaltou.

A proposta propunha a unificação dos serviços de arrecadação e fiscalização da Secretaria da Receita Federal, do Ministério da Fazenda e da Secretaria da Receita Previdenciária, do Ministério da Previdência Social. Foi editada em 21 de julho.

As medidas provisórias têm 60 dias para serem votadas no Congresso. O prazo pode ser prorrogado por mais 60, mas as medidas passam a trancar a pauta de votações depois de 45 dias.
La com agências

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OAB APARELHADA PRA FAZER CAMPANHA
CONTRA O PRESIDENTE LULA.
QUEM MAIS VAI ADERIR AO GOLPE???

A crise atual justifica pedido de impeachment do Presidente da República?
Sim
Não
Resultado Parcial


Será que todos os advogados estão a favor do golpe contra o presidente?

Será que os advogados foram consultados sobre essa enquete no site da OAB?

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Sexta-feira, Novembro 18, 2005




O PT SOMOS NÓS, NOSSA FORÇA E NOSSA VOZ


GRUPO BEATRICE
3 ANOS

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CIVILIZAÇÃO E BARBÁRIE...
O BRASIL EM TRANSE

Ameaças de surra, ofensas morais, CPIs que parecem tribunais da inquisição, atropelo dos ritos constitucionais e das regras democráticas, desestabilização das instituições... O NOME DISSO É GOLPE. É BARBÁRIE.
A minha pergunta é: onde estão artistas, intelectuais, jornalistas, advogados, o poder judiciário...
Não são todos democratas?

Agora é a hora da verdade,
vamos ver quem é quem no Brasil.

18/11/2005 - Vereador e dirigente do PT são agredidos em Rio Branco do Sul (PR)

O vereador Pedro Facho (PT) e o presidente do diretório do PT de Rio Branco do Sul, Jeferson Castro, foram agredidos fisicamente na noite da última quinta-feira (17), durante sessão plenária da Câmara Municipal da cidade, que faz parte da região metropolitana de Curitiba. Por volta das 21h, quando Castro iniciava seu discurso na tribuna da Câmara, o assessor parlamentar Lori Vaz, lotado no gabinete do vereador Aroldo Bonfin (PL), interrompeu a intervenção do dirigente petista ao dar vários pontapés contra a armação de madeira que sustenta a tribuna. Na seqüência, o assessor do vereador do PL desferiu um soco no rosto do dirigente petista. "Antes mesmo que eu começasse a me pronunciar ao microfone, assessores de Bonfim e do presidente da Câmara se aproximaram com o objetivo de me intimidar", relata Jeferson Castro, que na manhã desta sexta-feira (18) registraria o caso na Delegacia da Polícia Civil de Rio Branco do Sul. Em seu discurso, o dirigente petista buscava defender o partido de ataques feitos por Bonfin na sessão anterior. Além de Vaz, outro agressor foi identificado: Roberto Teixeira, assessor do presidente do Legislativo, vereador Araslei Cumin (PSDB). "Desde o início da sessão, eles [Bonfin e Cumin] estavam preparados para não permitir a fala do presidente do PT", aponta o vereador petista Pedro Facho, também atingido no rosto. Um irmão do vereador do PL, chamado Alan Bonfin, também participou das agressões. A confusão terminou em briga generalizada. Além dos feridos, foram quebrados vidros e danificados móveis e equipamentos de som do Legislativo. Além de denunciar o caso à polícia, os petistas irão, ainda na manhã desta sexta-feira, fazer exame de corpo delito no Instituto Médico Legal, em Curitiba. Eles já têm em mãos uma cópia da transmissão ao vivo do episódio, feita por uma emissora de rádio da cidade. Um cinegrafista da Câmara Municipal também registrou os fatos em vídeo. Em nota oficial, a direção estadual do PT repudia as agressões registradas em Rio Branco do Sul. "O PT do Paraná lamenta o episódio, solidariza-se com os companheiros vítimas da truculência política e aguarda, por parte da Secretaria de Estado da Segurança Pública, do Poder Judiciário e da própria Câmara Municipal de Rio Branco do Sul, providências para a devida punição de todos os envolvidos", diz trecho da nota. "Esses fatos ocorrem porque nem a polícia nem a Justiça do Paraná têm cumprido o seu dever naquele município, governado no passado por uma série de prefeitos corruptos, como Bento Chimelli", dispara o deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR). "Esses prefeitos foram sustentados pelos mesmos partidos desses agressores. A impunidade leva a esse tipo de comportamento."

Abaixo, a íntegra da nota oficial emitida pelo diretório do PT do Paraná.

NOTA OFICIAL

A direção do Partido dos Trabalhadores no Paraná vem a público exprimir o seu mais profundo repúdio à série de agressões praticadas na noite da última quinta-feira (17/11) no plenário da Câmara de Rio Branco do Sul, município da região metropolitana de Curitiba. Durante sessão da Câmara, o vereador Pedro Facho (PT) e o presidente do diretório do PT da cidade, Jeferson Castro, foram agredidos fisicamente por assessores dos vereadores Aroldo Bonfin (PL) e Araslei Cumin (PSDB), este último presidente do Legislativo municipal. O PT do Paraná lamenta o episódio, solidariza-se com os companheiros vítimas da truculência política e aguarda, por parte da Secretaria de Estado da Segurança Pública, do Poder Judiciário e da própria Câmara Municipal de Rio Branco do Sul, providências para a devida punição de todos os envolvidos. Direção do Partido dos Trabalhadores no Paraná.
Assessoria parlamentar

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Quinta-feira, Novembro 17, 2005


Denúncia

Marcelo Rubens Paiva

"De onde falam?"
"Da redação, boa tarde."
"Queria fazer uma denúncia."
"Contra quem?"
"Não sei exatamente. Com quem que eu falo?"
"É contra o PT?"
"Tô tentando dormir e... Tô chocado."
"Tá todo mundo, companheiro, só se fala nisso."
"Com quem eu posso reclamar? É que aqui em cima..."
"Mas é contra o PT?"
"Não sei, é?"
"Vou te passar pro repórter que tá cobrindo. Um minutinho."
"Alô, alô?"
Pausa.
"Oi, quem é?"
"Eu queria fazer uma denúncia."
"Contra o PT, né? A telefonista me avisou."
"Não sei se é contra o PT."
"Pode abrir, cara, tá todo mundo falando o que sabe."
"Olha, não durmo direito."
"Tá difícil, a maior decepção. Não adianta falar do baixo clero, porque daí os caras dizem que só estavam cumprindo ordens, temos que ir direto à cúpula, temos de chegar em quem manda, em cima."
"Concordo, totalmente. Que bom que estamos nos entendendo. E quem é que manda?"
"Boa pergunta. Ninguém sabe ao certo. Achávamos que era o Zé Dirceu, mas ele nega. Tem o Delúbio, o Silvio Pereira... O presidente tá blindado. Por enquanto. Mas é contra eles a denúncia?"
"Não."
"É como chutar cachorro morto, certo? A gente tá precisando de algo novo."
"Contra quem?"
"Contra o Palocci."
"Coitado."
"Pois é, o senhor vê, até ele... Se não, meu amigo, passar bem. Um Abraço."
"Não desliga, não! Eu preciso de ajuda!"
"É contra o Palocci? Por que você não disse antes?"
"Você não está entendendo."
"Agora, estou. Fique tranqüilo, que é política da editoria não divulgar as fontes que não queiram se identificar, Uruguaio."
"Uruguaio?"
"Vamos chamá-lo assim."
""Quem?"
"Você."
"Mas, por quê?"
"Porque precisamos de um codinome, Deep Throat, Mister X... Vamos lá, Uruguaio, qual a denúncia?"
"Não curti esse codinome."
"Um minutinho, que vou ligar o gravador."
"Gravador?"
"Alô, testando. Um-dois, um-dois... Vamos lá, entrevista com Uruguaio, fonte do caso do mensalão, denúncia contra Palocci. Uruguaio, vírgula, que não gosta de ser chamado por este apelido, vírgula, afirma que até o ministro Palocci está envolvido no esquema de arrecadação ilegal de dinheiro para o financiamento das campanha do PT, ponto. Um minuto, o senhor falou com alguém antes?"
"Com este barulho? Tem uma obra aqui em cima."
"Não falou com outro órgão da imprensa, jornal, revista, rádio, TV?"
"Só com o senhor."
"Um minutinho. Deixa eu escrever na fita. EXCLUSIVO. Como é a denúncia?"
"Não sei. Eu tento dormir, minha mulher sugeriu ligar pra..."
"Deve ter se encontrado com alguém."
"Minha mulher?"
"O Palocci."
"O Palocci?"
"Se encontrou com alguém, era pra falar de caixa 2, certo?"
"Será?"
"Mas com quem?"
"Boa pergunta."
"Astral! Vamos chamá-lo de Astral. Palocci encontrou com Astral onde? Não pode ter sido no ministério, claro. Num shopping, tá batido. Num estacionamento, lobby de hotel... Ajuda aí, meu."
"Numa padoca?"
"Boa, para evitar câmeras de circuito interno. Numa padaria de Ribeirão Preto, vírgula, o ministro da Fazenda, vírgula, Antonio Palocci, vírgula, encontrava-se com Astral, vírgula, segundo denúncia de Uruguaio, vírgula, que não gosta deste codinome, vírgula, para negociar financiamento ilegal via caixa 2 da campanha do PT à presidência, ponto. O dinheiro era entregue... Como? Numa mala? Não. Numa baguete, isso. Preciso da voz de Astral, você sabe onde posso encontrá-lo?"
"Mas quem é Astral, afinal?"
"Um publicitário."
"Sério?"
"Deve ser. Não é você?"
"Eu?"
"Vai, pode falar, você liga assim, de uma hora pra outra, só pra fazer uma denúncia, você está metido nessa."
"Mas eu liguei porque tem uma obra aqui em cima."
"Tá, entendi, é dinheiro de empreiteira. O senhor quer dinheiro? A política da editoria garante o sigilo, mas não pagamos pelas informações. Quem paga é a..."
"Péra! Calma lá. O que você quer?"
"Confirme que você não é o Astral?"
"Mas não sou o Uruguaio?"
"Eu sabia! Preciso de uma voz, afirmando que testemunhou a entrega do dinheiro ao Palocci numa baguete, para podermos colocar no site e divulgarmos pelas TVs. Hoje em dia, sem voz, não dá."
"Tá, liga aí, eu falo."
"Já está ligado."
"Confirmo que o senhor ministro Palocci se encontrou com Astral numa padoca..."
"O senhor é de que planeta?! Tem de falar em código, se não, ninguém acredita. Pegou? Fala assim: A mosca pousou no pão francês, depositou a larva. Do bigode."
"A mosca pousou no pão francês, depositou a larva."
"E o do bigode?"
"Do bigode."
"Agora ri, porque corrupto ri de nervoso."
"Rá-rá-rá."
"Boa."
"Mas isso aconteceu, mesmo?"
"Como o Lula foi eleito, diz? E a grana do Duda? E o Zezé de Camargo, Luciano, coisa e tal, quem pagava, a militância? Conseguiram aquela grana vendendo estrelinha?"
"Você acha?"
"Este País é uma vergonha, os políticos estão sempre tramando. São 500 anos, amigão, 500 anos de exploração. E o povo faz o quê? Nada, só reclama. Mas você, não, é um herói! Resolveu dizer o que sabe. Precisamos pegar esses caras, dar um basta, não acha?"
"E alguém vai acreditar nisso?"
"Você não está arrependido, está? Seu gesto foi patriótico. Tem muita gente do nosso lado. Parabéns. E obrigado. Uruguaio."
E desliga. Sua mulher se aproxima e pergunta:
"Reclamou da obra aqui em cima?"
"Olha, faz as malas e vamos pra casa da sua mãe, porque sujô."
"Você bebeu?"
"Não sei o que deu em mim. Agora, estou envolvido até o talo."
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foto montagem, imprensa golpista,
esse filme é velho...

Os golpistas de volta

Mauro Santayana - colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973).

Enganam-se os que pensam que a oposição a Lula é mobilizada pelo combate à corrupção. Não é a corrupção que incomoda os varões do PFL e os intelectuais do PSDB. Eles sabem que se o assunto for levado a fundo, estarão falando de corda em casa de enforcados.
A direita pode valer-se de todos os argumentos, dos filosóficos aos policiais, para explicar a sua histérica articulação contra o governo Lula, mas os seus motivos são os mesmos de sempre. São os mesmos motivos que, em 1954, armaram a mais sórdida das campanhas contra um homem honrado, patriota e nacionalista, o Presidente Vargas, e o levaram ao suicídio. São os mesmos motivos que procuraram impedir a aliança de centro-esquerda, constituída pelo PSD de Minas e o PTB, criado pelo próprio Getúlio, para eleger Juscelino e Jango no pleito de 1955, e que depois tentou impedir a sua posse.
A direita brasileira, ainda que haja os que se intitulam como seus teóricos, não passa de uma farofada de vaidade, ódio, hedonismo oligárquico, racismo, franco ou dissimulado, e profundo desprezo pelo povo. É no desprezo pelo povo que está o caldo das articulações de áreas do PSDB com os ultramontanos do PFL, os corruptos do PMDB, e essa arraia de miolos chochos que são as legendas comerciais do Congresso. Enganam-se os que pensam que a oposição ao governo Lula é mobilizada pelo combate à corrupção.
Só os parvos não sabem que tais expedientes são tão antigos no Brasil, quanto a própria política. No Império já havia a compra de jornalistas e a "ajuda" aos parlamentares quebrados. Homens como Justiniano José da Rocha, de resto um excelente analista dos fatos políticos, chegou a confessar, com lágrima nos olhos, se ter valido de recursos do Tesouro a ele repassados por um ministro "generoso".
Ao longo da História homens qualificados como virtuosos, como é o caso de Francis Bacon, o grande pensador e homem de Estado do século 17, que confessou haver recebido suborno, depois de acusado pelo seu grande rival, George Villers, duque de Buckingham (muitíssimo mais corrupto do que o filósofo e assassinado quando tentava fugir da Inglaterra). Era uma intriga da corte, tal como as que estamos assistindo agora, e com relação à medíocre corte da prefeitura de Ribeirão Preto.
Não é a corrupção que incomoda os varões do PFL e os intelectuais do PSDB. Eles sabem que se o assunto for levado a fundo, estarão falando de corda em casa de enforcados. Ainda que os petistas fossem os mais honrados homens do mundo, haveria neles o pecado capital, o de, em sua maioria, virem das camadas do povo. O que incomoda é a química do suor dos proletários, ainda que o governo, hoje, esteja mais próximo dos banqueiros do que dos trabalhadores. Mas - e esta é a razão da elevação febril da oposição - o povo está começando a pensar, e quando o povo começa a pensar, as coisas podem mudar.
O tempo parece curto para recuperar a imagem dos príncipes da sociologia e da economia paulista, a tempo de ganhar as eleições do ano que vem. É preciso jogar tudo, agora. Preparemo-nos. Depois dos dólares cubanos, provavelmente virão os euros de Chávez, a coca de Morales, os mísseis da Ucrânia e os isótopos da Coréia. Isso sem falar, é claro, nos exemplares do Alcorão, que, de acordo com tais xerloques da mídia, já devem estar sendo distribuídos nos acampamentos do MST, juntamente com as cartilhas da Teologia da Libertação e o manual dos terroristas suicidas do Islã. Ao contrário do axioma famoso, não é Deus que enlouquece os homens, quando os quer perder; é o diabo que os alucina, quando os quer ganhar.

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FHC vendia.
LULA compra...
Eletrobrás decide ampliar presença em novas usinas
Estatal assumirá 60% de Foz do Chapecó e negocia participação em Serra do Facão. Como parte da estratégia para evitar uma crise energética no País a partir de 2009, o governo federal está reforçando sua participação em novos empreendimentos de geração através da Eletrobrás. O presidente da estatal, Aloisio Vasconcelos, confirmou, ontem, que Furnas Centrais Elétricas concluiu na sexta-feira os entendimentos para adquirir a fatia de 40% da Companhia Vale do Rio Doce no projeto da hidrelétrica de Foz do Chapecó (SC), que terá capacidade instalada para gerar 855 megawatts (MW), enquanto a Eletrosul, também subsidiária da Eletrobrás, negocia a compra dos 20% pertencentes à CEEE, do Rio Grande do Sul. De acordo com Vasconcelos, ainda falta detalhar o valor exato a ser desembolsado pela estatal no negócio, que com sua concretização terá 60% do projeto orçado em R$ 2,5 bilhões. A Eletrobrás também negocia a compra de uma fatia de 49% dos sócios privados da hidrelétrica de Serra do Facão, em Goiás, um projeto de R$ 810 milhões, que tem participação do grupo Votorantim, da Alcoa, do Departamento de Minas e Energia e da Camargo Corrêa. (Fonte: Gazeta Mercantil)

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PT aciona Conselho de Ética contra Zulaiê Cobra

O PT entra às 14h30 de hoje com representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra a deputada Zulaiê Cobra (PSDB-SP) por quebra de decoro parlamentar. Assinada pelo presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), a representação alega que a deputada tucana abusou de suas prerrogativas parlamentares em várias ocasiões, com acusações contra o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, o PT e o deputado José Dirceu (PT-SP). O documento será protocolado por Berzoini na Presidência da Câmara.
Segundo Berzoini, Zulaiê tem “reincidido em suas aleivosias e injúrias”, como aconteceu recentemente em convenção partidária de seu partido, conforme relato do Jornal Folha de São Paulo do dia 7 de novembro. Segundo ele, a deputada abusou de sua prerrogativa ao atacar, “de forma virulenta e desleal”, o presidente da República e deputado José Dirceu (PT/SP). De acordo com o jornal, ela chamou o presidente da República de “bandidão” e disse que o deputado petista deve “ir para a cadeia”.
Já em entrevista concedida à Rádio Jovem Pan, em 25 de outubro último, ela acusou o Partido dos Trabalhadores, “explicitamente e sem provas, de ter mandado assassinar Celso Daniel, então prefeito de Santo André e coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República”. A entrevista da deputada foi concedida logo após o depoimento, à CPI dos Bingos do Senado Federal, do juiz João Carlos da Rocha Mattos, que se encontra preso sob acusação de venda de sentenças.
Na entrevista, a parlamentar tucana, segundo a representação, não fez suposição sobre quem seria um possível mandante do crime a partir das investigações que a CPI dos Bingos vem promovendo sobre o caso, mas, ao contrário, afirmou “peremptoriamente que o PT encomendou o assassinato”.
“Torna-se evidente, a nosso juízo, que a deputada comete abuso de prerrogativa parlamentar, o que faz incidir a norma constitucional que determina a perda do mandato parlamentar (art. 55, §1º)”, diz Berzoini.
“Torna-se inaceitável que um parlamentar, ainda que no contexto de uma investigação parlamentar, possa chamar o Presidente da República de “bandidão”, possa desacatar um deputado colocando-o como “chefe de quadrilha”, ou acusar um partido político de “mandar matar” uma pessoa, no caso o prefeito petista de Santo André”, argumenta o presidente do PT.
No documento, a deputada Cobra é acusada de fazer comentários ofensivos à dignidade do PT e dos petistas, do deputado José Dirceu e do presidente da República. “A deputada simplesmente, sem maiores escrúpulos, abusa da sua condição de parlamentar”. Agindo, acrescenta, “deixou de observar o necessário decoro parlamentar que deveria informar sua atuação diante das altas responsabilidades perante a sociedade e o Congresso Nacional.”.
O presidente do PT alerta que não se trata de discutir a imunidade civil e penal da deputada Zulaiê Cobra pelas ofensas que praticou, mas sim de responsabilizá-la pelo abuso das prerrogativas parlamentares. “Pois se é certo que os parlamentares são invioláveis, civil e penalmente, por suas opiniões palavras e votos, não é menos certo que devem assumir a responsabilidade por essas mesmas opiniões, palavras e votos. Ou seja, diante e a partir de suas prerrogativas, o parlamentar também deve agir conforme o que estabelece a Constituição e o Regimento Interno da Casa na preservação da dignidade do cargo.” No caso específico, assinala o presidente do PT, Zulaiê “deveria ter observado, e não observou, o decoro parlamentar constitucionalmente exigido.”
Zulaiê Cobra é o primeiro parlamentar do Conselho de Ética a responder a processo por quebra de decoro. Por isso, pelo Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, a deputada Cobra deverá ser afastada do Conselho assim que o PT entrar com a representação. A deputada é suplente no Conselho de Ética e integra também a CPI da Compra de Votos.
Agência Informes (www.informes.org.br)

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Berzoini participa de ato pró José Dirceu na sexta, em SP

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), confirmou participação no Ato em Defesa do Mandato de José Dirceu e da Constituição, que acontece em São Paulo na próxima sexta-feira, dia 18, a partir das 19h.
O ato terá a presença de representantes dos setores sociais que nas últimas semanas têm manifestado seu apoio à luta de José Dirceu (PT-SP).
Entre os apoiadores estão os signatários do manifesto dos artistas e intelectuais, como Oscar Niemeyer, Dalmo Dallari, Ziraldo, Consuelo de Castro, Fernando Morais, José de Abreu, Paulo Mendes da Rocha, Cosette Alves, Eleonora Mendes Caldeira, Augusto Boal, Paulo Betti e Antonio Abujamra; além de sindicalistas, jornalistas, políticos, advogados, juristas e movimentos populares.
Também já confirmaram presença o presidente estadual do PT-SP, Paulo Frateschi, e o presidente do Diretório Municipal de São Paulo, Paulo Fiorilo.
Os organizadores do ato entendem que o processo de cassação de José Dirceu viola a Constituição Federal, já que pretende cassar, sem provas e atropelando princípios legais elementares, um direito conquistado pela vontade democrática de mais de meio milhão de eleitores.
"Estão convidados todos os cidadãos que compreendem a gravidade do processo autoritário em marcha, que só encontra paralelo na caça às bruxas promovida pela Ditadura Militar - da qual o próprio Dirceu foi uma das muitas vítimas", diz o texto distribuído pelo Comitê em Defesa do Mandato de José Dirceu e da Constituição.
O ato será na Câmara Municipal de São Paulo - viaduto Jacareí, número 100, Centro da cidade.

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CONVITE PARA ATO DE DEFESA MG

Será realizado neste sábado (19/11/05), às 10:00, no auditório da > Assembléia Legislativa de Minas Gerais, um Ato em defesa da história de > lutas do companheiro José Dirceu, que sempre primou por um Brasil mais > justo, soberano, fraterno e igual; e contra o linchamento político, que as > forças de direita insistem em fazer contra ele.>> O evento contará com a presença do deputado José Dirceu, e de lideranças > políticas, e companheiros mineiros de Dirceu.

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Quarta-feira, Novembro 16, 2005



Se caixa 2 valesse cassação, quem sobraria???

Esses, são os caras que querem cassar Zé Dirceu.

Membros do Conselho de Ética prestam contas de ficção ao TSE
Rizardo Izar, presidente do Conselho, declarou ao TSE ter gasto apenas R$ 213.909,83 para se eleger deputado federal por São Paulo, Estado onde a eleição é caríssima.
Estamos publicando nesta edição a tabela com aprestação de contas das campanhas eleitorais dos integrantes do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados ao Tribunal Superior Eleitoral, nas últimas eleições parlamentares realizadas no país. O leitor poderá observar, no quadro ao lado, o impressionante mundo de fantasia que são os valores declarados à Justiça. Esses números mostram o quão desmoralizado é o sistema de financiamento, e também o de prestação de contas, das campanhas eleitorais brasileiras.

ABSURDO
Por exemplo, o presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar, eleito pelo Estado em que as eleições são mais caras em todo o país. Pois, amigo leitor, ele declarou que gastou R$ 213.909,83 para se eleger deputado federal pelo Estado de São Paulo. No atual sistema, cheio de marketeiros e outras aberrações, todo mundo sabe que essa quantia não elege nem vereador de pequena cidade do interior desse Estado. No entanto, Izar declarou essa quantia e ninguém até hoje reclamou, apesar do evidente absurdo. Por quê?
Porque Izar está longe de ser um caso isolado. Vejamos o relator do processo contra o ex-ministro José Dirceu, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que vive a deblaterar contra os colegas em nome da moralidade pública: pois ele informou ao TSE que seus gastos não passaram de R$ 129.686,70 para se eleger pelo vastíssimo Estado de Minas Gerais – também um dos Estados onde a campanha é mais cara e concorrida. Sim, amigo leitor, é o TSE que informa: Delgado declarou que gastou apenas um pouco mais de R$ 100 mil para se eleger deputado federal! E por Minas Gerais! Incrível é que os céus, por vergonha, não tenham desabado sobre a terra depois de tal prestação de contas.
Porém, existe coisa pior. Veja-se a intimorata deputada Zulaiê Cobra (PSDB-SP), enérgica e sonora representante do eleitorado tucano paulista, sempre a vituperar a suposta desonestidade dos outros e a chamá-los de “bandidos” e até de “bandidões”. Pois a bravíssima Zulaiê declarou ao TSE que gastou meros R$ 112.433,41 – menos ainda do que Delgado – para se eleger em meio às endinheiradas outras cobras e lagartos que são os seus concorrentes, sobretudo aqueles de seu próprio partido. Não há dúvida, trata-se de um milagre de parcimônia e austeridade. Em meio aos rios de dinheiro que correm na eleição paulista, Zulaiê teve que desembolsar – e arrecadar – apenas R$ 112 mil! Pelo menos, mulher de palavra que é, foi o que declarou ao TSE. Quem duvidaria de tão transparente criatura? No entanto, é provável que nem Jesus Cristo conseguisse tal feito, apesar de ser filho de Deus e de ter conseguido até mesmo ressuscitar...
Mas o combativíssimo deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), oráculo do socialismo e da revolução proletária e defensor, junto com o deputado Abi-Ackel, da moral e dos bons costumes, conseguiu milagre maior ainda. Aliás, mostrou mais uma insuperável qualidade: a de não enrubescer ao declarar que gastou, no Rio de Janeiro, que disputa com Minas o troféu de segunda eleição mais cara do país, apenas R$ 65.150,09. Sim, caros leitores, o deputado Alencar declarou que gastou R$ 65 mil em sua eleição e não consta que sua cútis tenha ficado nem ao menos rósea, o que deve ser mais uma demonstração de suas proletárias virtudes, com certeza.
O que não é possível é que o país continue a conviver com essa hipocrisia. Qualquer um sabe que uma campanha para deputado federal nos grandes estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e mesmo nos Estados menores, custa várias e várias vezes mais do que esses valores que hoje divulgamos. Esta tabela é a confirmação cabal de que o atual sistema eleitoral brasileiro, como ele está organizado, é um sistema falido, desmoralizado e sem sentido. As suas prestações de contas não passam de peças de ficção – a começar por aqueles que se arvoram em juízes dos seus colegas, e os acusam por terem praticado exatamente a mesma coisa que eles.
Urge que se enfrente de forma séria e responsável esta situação. E mudá-la só é possível com a aprovação de uma reforma política e eleitoral que implante o financiamento público das campanhas, acabe com a marketagem nababesca e com o reino das pesquisas tão enganosas quanto mercenárias. Fora isso, é puro cinismo. Num quadro como o atual, punir alguns parlamentares pelo suposto uso de caixa 2, como querem setores venais da mídia – são sempre os mais venais que querem executar ao grito de que outros são “corruptos” – seria a falência moral do Congresso Nacional. Ou se resolve o problema, que é estrutural, que é do próprio sistema atual, ou o Congresso estará transformado, publicamente, à vista de todos, num antro de fariseus.
As invencionices de Roberto Jefferson sobre uma suposta compra de votos, o folclórico mensalão, foram desmentidas por todas as investigações. O próprio Jefferson foi cassado exatamente por ter mentido a esse respeito. O que restou mesmo foi somente a discussão sobre os expedientes de caixa 2 praticados nas eleições. É por isso que deputados estão sendo acusados, e por nada mais. É por isso que o Conselho de Ética – esse bastião da moralidade parlamentar – quer cassar fulano e beltrano. Na verdade, pela prestação de contas desses deputados não coincidir com o dinheiro que gastaram realmente. Mais acima, falamos que nem Cristo conseguiria o que alguns membros do Conselho conseguiram – eleger-se com tão pouco dinheiro. Aqui, cabe lembrar o caso da adúltera: que atire a primeira pedra quem apresentou prestação de contas verdadeira ao TSE. Também como no caso da adúltera, só os fariseus são capazes de ato tão nojento.
O fato é que depois de mais de cinco meses de prolongadas investigações realizadas pelas três CPIs, pelo Ministério Público, pela Polícia Federal e pela Controladoria Geral da União, o que ficou comprovado é que houve caixa 2 envolvendo a maioria dos parlamentares acusados. Só isso e nada mais. O que, realmente, basta olhar as prestações de contas ao TSE, não era nenhuma novidade.
REFORMA
Certamente é possível corrigir isso. E não é executando parlamentares para supostamente esconder os próprios atos, pois estes atos ficarão irremediavelmente expostos, com o agravante da infâmia. O que é necessário é aprovar uma reforma político-eleitoral que acabe com uma hipocrisia que não resiste a um simples olhar na prestação de contas ao TSE dos próprios membros do Conselho de Ética.
JORNAL HORA DO POVO SÉRGIO CRUZ

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foto montagem na capa golpista 7.9.2005

As máscaras vão caindo...
Carta a Mangabeira Unger, de Haroldo Lima
Rio de Janeiro, 15 de novembro de 2005.


Professor Mangabeira Unger:
Acabo de ler seu artigo de hoje na Folha de São Paulo. Acostumado a apreciar a defesa que sempre faz de um projeto nacional desenvolvimentista para nosso país, confesso que, hoje, fiquei chocado com o que escreveu. E não ficaria, se tudo que lá está, tivesse sido assinado pelo senador Bornhausen, ou pelo senador Artur Virgílio, ou pelo deputado ACM Neto. O que me chocou é que o professor, a quem tanto respeito, lavrou um texto que pode ser assinado por uma dessas pessoas.
Logo de início, com a contundência que lhe é própria, o senhor apresenta seu primeiro “afirmo” dizendo que “o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional!!” Curioso como não se deu ao trabalho de qualquer esforço comprobatório do que afirma. Nem uma frase indicativa elaborou sobre como chegou a essa conclusão crucial. E, contudo, uma investigação sobre o assunto exige cautela.
Estive na Câmara Federal de 1983 até a legislatura passada, por vinte anos consecutivos. Nessa minha extensa vida parlamentar, que se desenvolveu todavia num curto período da história nacional, convivi com muita notícia de corrupção. Se bem que sempre achei serem outros os graves problemas nacionais, nunca, entretanto, deixei de batalhar pela apuração de qualquer corrupção suscitada com indícios sérios.
Quando na Câmara cheguei, a ditadura ainda estava de pé, de uma de suas prisões eu tinha saído na Anistia, e falava-se muito de como a corrupção que existia se beneficiava do sufoco das liberdades. Nunca foi possível aquilatar o tamanho da corrupção que ali teria havido. As denúncias de corrupção no governo Collor levaram à constituição de uma CPI em setembro de 1992, que levantou numerosos fatos de corrupção, a partir do que a população brasileira se mobilizou e o Presidente renunciou. Nem um ano havia passado e graves acusações atingem 23 deputados e senadores, seis ministros e três governadores que estariam fraudando o Orçamento Federal. Nova CPI, uma porção de corrupção identificada, indignação da opinião pública, oito parlamentares cassados em janeiro de 1993. Mais à frente, em janeiro de 1997, por ocasião da aprovação da Emenda da Reeleição, que favoreceu diretamente ao presidente Fernando Henrique , denúncias espetaculares explodem, degravações são publicadas em páginas inteiras da Folha de São Paulo, dando conta de que votos de parlamentares foram comprados a R$200 cada, com nomes completos de alguns deles, cinco ou seis, com indicações precisas de quem no governo operava o esquema, dando o dinheiro, de quem na Câmara encaminhava os deputados para recebê-lo. Todos muito conhecidos. Um clamor nacional se levantou exigindo a apuração dos fatos. O governo de FHC, lançando mão de todos os meios de “convencimento” dos parlamentares, impediu que apuração fosse feita.
Se tivesse ficado só por aí, professor, já seria muito difícil, dizer, responsavelmente, que “o governo Lula foi o mais corrupto da história nacional”. Mas não foi só. Houve o caso do Banco Central no governo passado favorecendo aos bancos Marka e FonteCidam numa transação que envolveu prejuízos para o erário da ordem de R$1,5 bilhão, em 1999. E finalmente há, segundo alguns, o maior de todos os casos de corrupção do período recente do Brasil, o das privatizações, onde até gravação apareceu com a voz do Presidente Fernando Henrique , e que, a despeito disto, e talvez por isso mesmo, não foi apurado.
Como provavelmente o senhor não estivesse pelo Brasil em todo esse período, é possível que não tenha acompanhado o noticiário sobre tantos escândalos. De qualquer maneira, o seu “afirmo” carece de base.
Mesmo por curiosidade, professor, seria proveitosa uma leitura da matéria de capa do número 426 da revista Isto É-Dinheiro, de 9 de novembro passado, que conta como vive, hoje, a família de Lula. E aí constata-se que alguns dos familiares mais próximos do chefe do governo que seria “o mais corrupto da história” passam necessidades: um irmão “vive de aposentadoria”, outra, é “auxiliar de merendeira em uma escola municipal”, outro mais velho, de 68 anos, “ainda trabalha como metalúrgico”, etc.
Sei da seriedade com que o senhor analisa as questões do Brasil, mas a surpreendente precipitação do seu “afirmo” suscita uma reflexão. É que senadores e deputados, há pouco, ameaçaram dar “surra” em Lula e eu nunca vi ninguém ameaçar dar surra em algum general-ditador, ou empresário-presidente, ou sociólogo-presidente. E na verdade, também nunca vi alguém começar um artigo dizendo, sem indicar prova alguma e sem esforço em provar nada, que o governo tal é “o mais corrupto da história”. A reflexão que fica é a seguinte: não será a origem operária do Presidente Lula, sua trajetória de retirante nordestino, suas marcas plebéias, que levam alguns setores a tratarem Lula sem o respeito e sem o cuidado investigativo que dispensam a todos os que não têm essas marcas?
Com base exclusivamente na conclusão sem base a que chegou, o senhor funda sua proposta de “pôr fim ao governo Lula”, mesmo reconhecendo que “as provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo”.Agrega, depois, alguns ataques ao Presidente, tipo “avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância”. Quem conhece Lula de perto não tem dele essa impressão, pelo contrário. Essas afirmativas soam assim, surpreendentemente, gratuitas. E por último o senhor adverte aos que “deixassem de exigir (esse) impedimento”: “descumpririam seu juramento constitucional e demonstrariam deslealdade para com a República”.
Como brasileiro teria direito a perguntar: tirar um Presidente, sem provas, sem apoio em qualquer clamor popular, não seria desrespeitar as decisões das eleições? E para botar quem no lugar? O senhor declara descartar alguém do PSDB mas, em processo tão deformado, não seria isso uma ingenuidade do professor? Afinal, não é a direita que está tramando pôr fim ao governo de Lula? Lamentavelmente, nesse episódio, o senhor, homem de esquerda, encontrou-se com a direita.
Seu artigo critica ainda o governo Lula, por ter supostamente promovido o “achincalhamento dos partidos políticos”. Sem dúvida o professor, nesse infeliz artigo, resvalou freqüentes vezes para a generalização que confunde. Embora práticas espúrias, como algumas já identificadas, levam ao “achincalhamento” de setores parlamentares, outros setores e direções partidárias diversas, à esquerda e à direita, não se consideram achincalhadas e nem foram. O PC do Brasil, por exemplo, meu partido, não foi achincalhado, nem de longe, ao contrário, está unido, passando por uma fase de crescimento, de revitalização ideológica, defendendo a apuração da corrupção e punição dos culpados, mas estando antes de tudo solidário com o governo Lula, defendendo aí mudanças já feitas, pelejando por mudanças que devem ser feitas, no quadro de uma política macroeconômica vigorante da qual diverge.
O estilo de seu artigo lembra o famoso “J'Accuse”, de Emile Zola, publicado no L'Aurore, em janeiro de 1898, na França, posicionando-se no caso do capitão Alfred Dreyfus. Zola iniciou vários parágrafos de sua carta com o “acuso”, seu artigo faz o mesmo com o “afirmo”. Na própria França, outro intelectual de proa, Voltaire, no século XVIII, já se notabilizara por colocar sua pena e seu intelecto a serviço de outra causa. Voltaire batia-se pela revisão de um erro jurídico cometido em decorrência de fanatismo religioso. Zola levantou-se em defesa do capitão Dreyfus, que era alvo dos conservadores na França. A tradição que vem daí é da intelectualidade perfilar-se sempre, em meio aos embates políticos, do lado das forças renovadoras e progressistas da sociedade, como neste caso, seu artigo, lamentavelmente não fez.

Com os respeitos de Haroldo Lima
(Haroldo Lima é membro do Comitê Central do PCdoB)

O artigo de Roberto Mangabeira Unger publicado na seção "FolhaOpinião" da Folha de S. Paulo de 15 de novembro, pode ser acessado abaixo:
ROBERTO MANGABEIRA UNGER: Pôr fim ao governo Lula

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ONDE ELE ESTAVA
NA ERA FHC???

Prezado Dr.Miguel Reale

Quero aqui mostrar a minha indignação contra o GOLPE que estão tentando dar no país.

Porque o Doutor não pediu o IMPEACHMENT de FHC que comprovadamente comprou deputados para a reeleição em 1998? Porque o Dr. Não pediu IMPEACHMENT de FHC por ter engavetado todas as CPIs em seu governo? Porque o Dr. Não pede para apurar o envolvimentos do PSDB com o valérioduto. O Doutor não pede essas ações porque é amigo do PSDB, de FHC e corja.Poqrue o Dr. não pede empenho em investigar o caixa 2 do vaérioduto usado por Azeredo do PSDB? O Dr. Sabe muito bem que não há tempo hábil para um processo de IMPEACHMENT do presidente Lula, não há nenhum motivo irrefutável para o IMPEACHMENT do presidente Lula, não há nenhuma prova do envolvimento do presidente Lula nesses escândalos fabricados pela oposição e mídia raivosa e virulenta. O PT já reconheceu o erro de alguns integrantes do partido por uso e criação de caixa 2 e já os puniu. O Sr. quer de fato é desgastar mais a imagem do presidente Lula para que o PSDB volte ao poder. O Doutor é sem noção de levar adiante uma ação de IMPEACHMENT, isso pode causar uma revolução sangrenta no Brasil, ou o Doutor acha que os movimentos sociais deste país, os movimentos estudantis, os movimentos sindicais, CUT, MST, os partidos políticos que apóiam o presidente Lula, os movimentos populares, o povo que elegeu o presidente Lula, 53 milhões de pessoas, vão ficar de braços cruzados diante desse GOLPE do PSDB e corja que compõe a direita deste país? O Doutor parece que está sem memória, não lembra o inferno que foi o governo de FHC e corja do PSDB/PFL. Desemprego recorde, falências, queda nas vendas, queda na produção industrial, queda na exportação, aumento pornográficos dos juros 42% ao ano, queda do poder aquisitivo, queda nos salários, aumento estratosféricos dos juros bancários, aumento do trabalho em regime de escravidão, aumento do trabalho infantil, apagão e todas as suas conseqüências ruins que causaram grandes prejuízos para o país e para o povo brasileiro, epidemia de dengue nunca vista, aumento da miséria e fome, 54 milhões de miseráveis (IBGE 2002) O país ficou sem credibilidade no mercado econômico externo e interno. Caos econômico, caos social, caos na saúde, caos na educação, caos no sistema elétrico, caos no comércio exterior, caos agrário, divida externa e interna com um aumento fantástico. FHC engavetou todas as CPIs que foram aprovadas para investigar o seu desgoverno, compra de votos, as privatizações, SIVAM, Pasta Rosa, PROER dos bancos e muitas outras maracutaias, e nem com tudo isso o Doutor sugeriu o IMPEACHMENT de FHC. Respeite a democracia, respeite o estado de direito, a Constituição, respeite à vontade do povo brasileiro que elegeu o presidente Lula com voto direto, e não vai de modo algum permitir o GOLPE contra o governo Lula, e contra o país.

Grato pela atenção

Jussara Seixas.

SEM MEDO DE SER FELIZ

LULA 2006.


http://www.porumnovobrasil.org/web/

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EM DEFESA DA JUSTIÇA, DA DEMOCRACIA E DA CONSTITUIÇÃO.

Ato em defesa do mandato do Deputado Federal JOSÉ DIRCEU

17 de novembro (quinta-feira), às 18h.
Teatro João Teotônio (Faculdade Cândido Mendes)
Rua da Assembléia, 10/subsolo, Centro.

Blogs Amigos do Zé Dirceu Vereador Edson Santos
Deputado Federal Luiz Sérgio Deputado Estadual Gilberto Palmares
http://www.amigosdozedirceu.weblogger.com.br/ / http://www.amigosdozedirceu.blogger.com.br/
http://www.edsonsantos.com.br/ / esantos@camara.rj.gov.br

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Terça-feira, Novembro 15, 2005

Sou mais PT. Sou mais LULA em 2006!!!






Antigo Hotel Umbu, em Porto Alegre (RS), deu lugar a 123 apartamentos do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) do Ministério das Cidades



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Despejo do prédio da rua do ouvidor São Paulo 13/11/2005 às 14:07
..."comigo ocupou, desocupou" - governador Geraldo Alckmin.
Esta ocupação ia completar 8 anos em dezembro, abrigando 89 famílias.



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Mais uma do LULA "sortudo"

Real forte, exportação histórica

Martha Beck
BRASÍLIA e NOVA YORK
Mesmo com o câmbio desfavorável, o surto de febre aftosa e a greve da Receita Federal que já dura mais de um mês, as exportações ultrapassaram, pela primeira vez na história do comércio exterior brasileiro, a casa dos US$ 100 bilhões. De janeiro a novembro, até a segunda semana, as vendas externas somaram US$ 101,280 bilhões e as importações, US$ 63,102 bilhões, resultando num superávit de US$ 38,178 bilhões em 2005. Atingir exportações de US$ 100 bilhões era a meta do Ministério do Desenvolvimento para o fim deste ano, mas diante dos bons resultados da balança, esse valor agora está em US$ 117 bilhões. O vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, afirmou que o bom resultado foi surpreendente considerando que, além do câmbio desfavorável — no ano, o dólar já acumula queda de 16,73% frente ao real — e da greve da Receita, vários países impuseram embargo à importação de carne brasileira por causa dos focos de febre aftosa encontrados no país. — É como se esses problemas não tivessem ocorrido. Os resultados são incríveis — disse Castro. Somente em novembro, as exportações registram um crescimento de 42,7% em relação ao mesmo mês de 2004. Isso ocorre graças ao aumento das vendas de produtos como soja, minério de ferro, gasolina, óleos combustíveis e ligas de alumínio. As importações também estão crescendo no mês — 16,3% acima de novembro do ano passado. Nesse caso, o crescimento é resultado do aumento das compras de produtos siderúrgicos, automóveis, adubos e fertilizantes e equipamentos mecânicos.
O Globo

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CAROS AMIGOS
A mais famosa filósofa do país, Marilena Chauí, sempre polêmica, diz nesta entrevista exclusiva que a crise das CPIs foi inventada pela mídia e é um episódio marcante da luta de classes no Brasil. E que o governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva está se saindo muito melhor do que o seu retrato pintado pela grande mídia. Questionada sobre suas posições, ela afirma que o PT realmente fugiu às suas tradições, mas opina que o partido está em processo de efervescência e vai se renovar. Na sua visão, a margem para a política econômica é muito estreita, pois tem de obedecer à lógica do capital, mas o governo Lula falhou ao não aproveitar sua grande popularidade, assim que tomou posse, para realizar de imediato uma reforma política e uma reforma tributária.
..."A equipe econômica não é perversa, não é mal-intencionada. Ela é autista. Ou seja, é incapaz de levar em conta o mundo exterior." "Estou dando por estabelecido que um dos resultados dessa chamada crise é uma mudança na forma da campanha eleitoral. Pra já." "A crise, sobretudo como ela é apresentada, não existe! Ela foi criada num momento que alguns julgaram interessante inventá-la. Um produto midiático." Ouça trechos da entrevista"O governo e o partido são incapazes de uma resposta politica ao que está acontecendo" Desmanchar o emaranhado é: "vamos entender o que está se passando". Lula não precisava submeter-se ao marketing "Onde houver um movimento social pra valer, propondo mudanças, você pode ter certeza de que a base petista está lá".

Leia a íntegra dessa entrevista na edição nº 104 da CAROS AMIGOS que já está nas bancas!

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Carta O Berro
repassem!

Caros amigas(os),
estamos passando abaixo o texto que será lido no ato público, dia 18 de novembro, em defesa do mandato de José Dirceu e pelo respeito a Constituição Brasileira. Não podemos permitir que linchem e cassem seu mandato, utilizando os mesmos recursos da época da ditadura-militar, isto é: sem provas, por "achar" que ele "poderia saber"ou, não sendo o caso, "deveria saber". Caso isso ocorra estaremos fabricando a ideologia fascista que permeou durante todo o golpe de 1964: não era preciso de provas. Hoje, boa parte dos "julgadores", advém daquele período que
manchou a nossa história democrática.
Vamos reagir a essa farsa com um protesto em um abaixo-assinado (veja o teor abaixo).
Enviem o seu nome, profissão e localidade de residência e que seja maior de 16 anos. Se quiser acrescentar o RG, dará mais autenticidade ao abaixo assinado.
Basta enviar os dados para o e-mail vanderleycaixe@revistaoberro.com.br e será encaminhado para compor a lista que os amigos do Zé Dirceu apresentarão no dia 18. E que está sendo recolhido em todo o Brasil.
É preciso urgência nos envios.
Um abraço para todos.

Vanderley Caixe
advogado, jornalista e escritor.
RG.31.38238-sspsp
Ribeirão Preto-SP

O texto do abaixo-assinado pró-Zé Dirceu

Cassação do deputado José Dirceu é um ato de injustiça

O país atravessa há praticamente cinco meses uma avalanche de denúncias e especulações. A partir de depoimentos do ex-deputado Roberto Jefferson, nos quais acusou a existência de um suposto esquema para compra de votos entre parlamentares, teve início uma escalada para colocar no banco dos réus o governo do presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores.
Um clima de rancorosa euforia tomou conta das forças oposicionistas. Não hesitaram em classificar e reinterpretar os fatos de acordo com suas conveniências. Pouco importa que nenhuma prova concreta corrobore a versão difundida por setores da mídia convertidos em supremos promotores pairando acima das instituições democráticas. Aos acusadores sequer interessa que as investigações não tenham, até o presente, confirmado qualquer esquema para compra de votos na Câmara. Ou que inexistam evidências sólidas contestando o depoimento do ex-tesoureiro petista, segundo o qual recursos não-contabilizados saldaram dívidas eleitorais e foram originados por empréstimos bancários legalmente reconhecidos pelo Banco Central.
Um grave delito foi cometido, aliás confessado por seus autores, quando se recorreu a métodos irregulares de financiamento, em flagrante violação da lei eleitoral. Milhões de cidadãos não escondem sua decepção com a contaminação do PT por este expediente tradicional e perverso de nosso sistema político. Mas a exploração pública que agora disso se faz contraria preceitos constitucionais e revela ranço antidemocrático. Ignoram-se o direito de defesa, a presunção da inocência, o devido processo legal e a isenção investigativa.
Nos momentos de maior histeria, o objetivo chegou a ser o mandato delegado pelo povo ao presidente da República. Mas desde o início da crise, de forma intensa e incessante, o peso principal de tamanha artilharia recaiu sobre o deputado José Dirceu de Oliveira e Silva, ex-presidente do PT e ex-chefe da Casa Civil.
Não há contra este parlamentar indícios materiais que o vinculem aos recursos irregulares. A principal testemunha de acusação, o ex-deputado Roberto Jefferson, perdeu seu mandato, entre outras razões, porque denunciou sem provas a existência do chamado "mensalão", quebrando o decoro parlamentar.
Um paradoxo que não pode calar: o mesmo colegiado que cassou um dos seus por acusação caluniosa pode expulsar de suas fileiras a principal vítima das calúnias de quem foi condenado exatamente por suas mentiras?
Não estão em questão os erros que o ex-ministro possa ter cometido ou sua responsabilidade política pela crise que atravessa seu partido e o país. A democracia prescreve, para esses males, o julgamento das urnas e a crítica dos correligionários. Imputam-se ao ex-ministro, isto sim, delitos que configurariam desrespeito aos compromissos exigíveis de um mandatário . A ausência de provas levou seus denunciantes a um eufemismo, apelidando de julgamento político um processo que fere garantias constitucionais e ameaça transformar as instituições parlamentares em tribunal de exceção.
A Câmara dos Deputados tem a oportunidade e o dever cívico de impedir esse retrocesso. O deputado José Dirceu não pode ser banido uma segunda vez da vida pública pelo projeto político que representa. Não pode ser punido para satisfazer o ódio dos que sempre foram inimigos das causas que abraçou. Não pode ser cassado para saciar a fome de vingança das forças que historicamente resistiram às mudanças e aos sonhos.
Defendemos o mandato do deputado José Dirceu. Não precisamos desculpá-lo por seus equívocos, concordar com suas atitudes ou subscrever suas idéias. Mas a cassação desse parlamentar seria uma afronta às regras democráticas cuja conquista custou tanta luta e sacrifício.

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abaixo-assinado pró-Zé Dirceu

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Governo Lula recebe mais uma "herança maldita" de FHC

Uma medida fiscal adotada pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1998 foi considerada inconstitucional, na semana passada, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A norma, baixada de forma irregular na era FHC, representa uma conta a mais a pagar pelo governo Lula, que pode chegar a R$ 27 bilhões. Em 1998, o governo FHC aumentou de 2% para 3% a alíquota da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e ampliou a base de cálculo dessa contribuição e do Programa de Integração Social (PIS). A medida fazia parte do pacote fiscal baixado no primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique. Na semana passada os ministros do STF concluíram, por seis votos a quatro, que as alterações na cobrança do PIS e da Cofins, por meio da Lei 9.718/98, não poderiam ter sido feitas dessa forma. Na época, não havia no texto da Constituição um dispositivo autorizando a mudança por meio de uma lei ordinária, como ocorreu. "Uma lei ordinária que ofenda a Constituição não é perdoada jamais pela Constituição. E o perdão não pode ser pedido pela emenda", explicou o ministro do STF, Carlos Ayres Britto. Aposentados - Para o deputado Carlito Merss (PT-SC), essa é mais "uma herança maldita deixada pela incompetência do governo FHC". " E essa não é a primeira herança que o governo Fernando Henrique nos deixou. O governo Lula ainda está pagando a dívida dos aposentados, que o governo passado não honrou", afirmou o deputado Merss. Sobre essa dívida, ao assumir o governo, o presidente Lula determinou a revisão e o pagamento dos valores atrasados referentes aos benefícios previdenciários concedidos entre março de 1994 e fevereiro de 1997 e não pagos pelo governo FHC. A dívida, da ordem de R$12 bilhões, já se arrastava há dez anos e o acerto de contas beneficiou mais de 1,8 milhão de aposentados que tiveram correção nos seus benefícios chegando, em alguns casos, a 39,67%. O deputado Carlito Merss alertou que "com mais esta conta para pagar, deixaremos de ter mais dinheiro no orçamento para investimentos, principalmente na área social". "O governo FHC nos entregou um país quebrado e isso mostra a postura autoritária do governo passado", ressaltou. Para o deputado Luciano Zica (PT-SP), "é lamentável que a Justiça demore tanto tempo para julgar uma questão que tem grande impacto financeiro tanto para as empresas quanto para o governo". Para ele, "infelizmente, o governo FHC deixou muitas contas a pagar para o governo Lula", ressaltou. "Essa decisão do STF revela o que já afirmávamos, que muitas das medidas fiscais adotadas pelo governo passado eram inconstitucionais. Agora, o governo Lula tem mais uma dificuldade para superar", lamentou Zica . Na opinião do deputado Nilson Mourão (PT-AC), a decisão do STF só revela "mais uma das irresponsabilidades do governo FHC". "Agora, os efeitos negativos da medida fiscal inconstitucional adotada pelo governo anterior, explodem no governo Lula", queixou-se o parlamentar.

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Segunda-feira, Novembro 14, 2005

A TÁTICA DA BADERNA:
o alvo agora é Palocci





Venho falando isso todo esse tempo, até que enfim alguém rompe a mediocridade galopante do debate político no Brasil.

Nem ruptura, nem conciliação!

Um equívoco segue sendo repetido sem cessar, da direita à esquerda. Trata-se do lugar comum: "a política econômica do governo Lula é continuísmo da praticada no segundo governo FHC". O debate é paradoxal sob o ponto de vista da lógica.
Um equívoco repetido sem cessar, da direita à esquerda, da imprensa à academia, pode aparentar ser verdade não por razão lógica, mas por ser simplesmente opinião fácil. Trata-se do lugar comum: “a política econômica do governo Lula é continuísmo da praticada no (segundo) governo FHC”. Na verdade, a caracterização de uma política econômica exige a análise da combinação de instrumentos utilizados e – importante – em que grau. Basta alterar-se a intensidade no uso de alguns deles e/ou incluir-se um novo instrumento para produzirem-se novos resultados macroeconômicos. Isto ocorre porque se trata de uma decisão crucial, que altera o contexto de maneira irreversível.
O debate é paradoxal sob o ponto de vista da lógica. A oposição, com sua arrogância de achar que ninguém pode ser mais competente do que ela, afirma: – “A política econômica atual é cópia da anterior”. A situação retruca: – “Mas por que então a atual produz resultados macroeconômicos tão superiores aos produzidos anteriormente?”. O contra-argumento, geralmente, é: – “O contexto internacional agora é favorável”. Logicamente, a sentença final seria: – “Bom, então, naquele contexto, a julgar pelos resultados então apresentados, a política econômica estava equivocada e seria irracional dar-lhe continuidade!”.
Mas não é só isso, as mídias (e os leitores de colunistas) têm grande dificuldade de detectar o novo, pois só acompanham opiniões alheias e não forjam suas próprias com base em novas evidências empíricas que iluminam o presente e o futuro. Em outras palavras, aprende-se mais sobre o país interpretando novas estatísticas e pesquisas do que lendo aqueles repetidores do senso comum.
Pior, o debate degenerou-se para a mera crítica de (falta de) manipulação dos dois preços básicos de referência, a taxa de juros (para baixo) e a taxa de câmbio (para cima). Muitas vezes, observam-se representantes da extrema-esquerda dizendo o mesmo que os da direita conservadora: – “Desce juros! Sobe câmbio!”. É o encontro de interesses reduzido a desgastar a imagem do governo.
Outros oposicionistas clamavam pela imediata expansão dos gastos governamentais, desde o início do governo, ignorando a fuga de capitais dos investidores amedrontados pela elevada relação entre a dívida pública e o PIB. Se o governo então gastasse mais, aí sim haveria uma necessidade de elevação superior da taxa de juros, para convencê-los a continuar carregando os títulos de dívida. Essa alta de juros provocaria uma entrada de capital que superaria a queda do saldo corrente derivado do aumento de importações, provocado pela elevação da demanda agregada. O predomínio do superávit no balanço de pagamentos levaria à apreciação da moeda nacional e a uma nova queda do saldo corrente. Enfim, o país não teria aproveitado nem do crescimento da economia mundial nem reduzido sua vulnerabilidade externa, como se conseguiu neste governo.
Qualquer (bom) manual de macroeconomia aberta diz que a política fiscal ativa é ineficaz para retomar o crescimento com câmbio flexível e forte mobilidade de capital, condições atualmente necessárias para um relacionamento proveitoso com o resto do mundo. Sugere também que a opção, nessas condições, deve ser por uma política fiscal mais rígida e uma de crédito expansiva. Este instrumento-chave de política econômica – política de crédito – nunca foi utilizado nos dois mandatos de FHC. A preocupação maior era controlar a demanda agregada e sanear os bancos públicos, preparando-os para uma futura privatização.
Pois bem, com a expansão do crédito – o saldo total cresceu mais de 40% em dois anos e meio, com uma variação absoluta de cerca de R$ 154 bilhões –, das operações de mercado de capitais – cerca de R$ 50 bi acumulados no ano corrente – e das operações de leasing – mais de R$ 18 bi em 2005 – adotou-se o instrumento adequado para retomar o crescimento econômico. O crédito, estimulando consumo e investimento, e o superávit comercial foram os grandes componentes do impulso à demanda agregada, que levou ao crescimento da renda e à queda do desemprego. Ora, mesmo sem pressionarem a inflação, essas políticas expansivas não fizeram parte do receituário da política econômica anterior.
Outro lugar comum desmentido pelos fatos foi o que se afirmava sobre a taxa de câmbio e as importações. Basta consultar de colunistas diaristas a conceituados acadêmicos para relembrar de seus prognósticos, sempre catastróficos, nunca conferidos (e desculpados). Diziam que uma baixa taxa de câmbio – inclusive muito favorável ao país não sofrer tanto com a atual alta do preço do petróleo e a baratear importações de máquinas e equipamentos para investimentos – levaria, inevitavelmente, à deterioração do saldo comercial. Esqueceu-se que há outros determinantes do fluxo comercial, particularmente, o crescimento de outros países, a produtividade (caso do agronegócio brasileiro) e a política comercial ativa, com o novo e estratégico papel da diplomacia brasileira, cuja crítica demagógica da oposição às viagens do Presidente Lula tenta desqualificar a importância.
O melhor desempenho do governo Lula em relação a todos indicadores macroeconômicos encontrados, quando assumiu a direção da política econômica, revela o cumprimento dos compromissos assumidos em sua campanha (ver quadro estatístico abaixo). Retomou a estabilidade inflacionária, que evita a corrosão do poder aquisitivo principalmente das classes populares. Propiciou o crescimento da renda e do emprego, inclusive com novidades históricas: crédito para os trabalhadores (ativos e inativos), crédito para os informais (microcrédito e cooperativas de crédito), bolsas-famílias para os extremamente pobres, que passavam fome.
As metas de curto prazo estão sendo alcançadas. Portanto, não se confirmaram as críticas ao uso dos instrumentos de política econômica.
Na verdade, os críticos privilegiam o ataque aos meios e não avaliam justamente se os fins – estabilização e condições para retomar o crescimento sustentado da renda e do emprego – estão sendo alcançados ou não. Revelam assim mais um rancor pelo fato ou de suas idéias não estarem sendo implementadas ou por não estarem eles mesmos participando da equipe econômica.
Alguns deles, geralmente posicionados à esquerda dentro do espectro ideológico, chegam a dizer que preferem ser seguidamente derrotados em eleições a reverem suas velhas idéias não aceitas pela sociedade. Para eles, a derrota eleitoral, “em uma sociedade burguesa”, seria a prova de que suas idéias estão certas!
Uma dessas velhas idéias que se choca com o trauma histórico da sociedade brasileira é a do “confisco da poupança” e/ou da “quebra dos contratos financeiros”, que suportam “a manutenção do rentismo na economia brasileira”. Por isso, a atual política econômica adotou um gradualismo processual ao invés de um tratamento de choque no elevado endividamento público. A demanda por “ruptura dos contratos”, aparentemente um ato de valentia, na verdade, seria própria daqueles que não medem a (má) conseqüência social de seus atos.
Infelizmente (ou não), não se pode tratar de situações complexas com palavras simples, estabelecendo dilemas tipo “socialismo ou fascismo”, “ruptura ou capitulação”, etc. O “fim do rentismo” não será, simplesmente, diminuir a taxa de juros. Será que os que propõem isso nunca se perguntaram: – “Se é tão fácil, por que não já fizeram isso? Será falta de inteligência, monopolizada pelos que estão fora do governo? Será que todos os administradores públicos ´se vendem´ ao mercado financeiro?”. Não basta se perguntar: – “Entre ruptura ou capitulação, para onde caminha o governo Lula?”. Só há esses dois caminhos?
Uns defendem as moratórias realizadas pela Argentina – o “corralito”, a da dívida pública e a da externa – como um bom exemplo para o Brasil. Outros acham que o melhor exemplo de “governo de esquerda” é o de Chavez, na Venezuela. Talvez imaginem que a sociedade brasileira prefira viver a fuga de capitais e o empobrecimento como ocorridos na Argentina ou os conflitos sociais acontecidos na Venezuela...
As comparações internacionais têm de ser muito cuidadosas. Não se pode diferenciar “espaços” ignorando as diferenças no “tempo”, isto é, não é correto simplesmente fazer um corte temporal no ano presente, para denunciar que “ocupamos uma posição inferior no ranking de crescimento”. Pois bem, e onde fica o “estruturalismo”, “a tradição do pensamento desenvolvimentista brasileiro”? Não há diferenças estruturais entre os países, então, como ignorá-las nessas comparações? Comparar o crescimento brasileiro com o de um país que se recupera agora de 20% de encolhimento em quatro anos de recessão?! Comparar com o de um país produtor de petróleo, durante um choque de preços?! Comparar com o da China?! Ora, “todos receberam o mesmo impulso”?!
Mas chega-se a argumentar que “o governo Lula teve muita sorte, devido ao excepcional cenário internacional”. De fato, o país está muito bem colocado no “ranking internacional da sorte”: obteve o 6º maior saldo comercial e a 3ª maior taxa de crescimento das exportações no mundo, no ano passado, e caminha para repetir essa “sorte” no ano corrente. Parece até que “Deus joga dado”... e é brasileiro! Dizem que uma reversão desse cenário internacional, já que dele depende todo sucesso alcançado até o momento, será o apocalipse! A esquerda brasileira, mais uma vez, se fraciona no presente em nome de divergência quanto ao futuro.
Outro problema no atual debate econômico é o do uso da conhecida arma retórica de embaralhar metas de curto prazo com as de longo prazo. As primeiras são as passíveis de serem implementadas em um mandato pela política econômica. As outras, historicamente, nunca foram possíveis ser alcançadas apenas em um único governo. É o caso de, quando se desfia o sucesso nas primeiras, o interlocutor contrapõe, por exemplo, o fato de o Brasil continuar ser o 8º país em termos de concentração de renda! Pela experiência histórica de outros países, exceto em casos de revolução socialista, a melhoria de distribuição de renda se alcançou depois de muitas lutas democráticas. Dependeram de sucessivos governos de origem trabalhista com programas de fortalecimento democrático das instituições – Estado, justiça, partidos, sindicatos, imprensa, contratos, etc. –, tributação progressiva e gastos sociais (em educação, saúde, saneamento, habitação, transporte) orientados para os mais pobres, além de reforma agrária quando a sociedade era ainda predominantemente rural. Essas são as lições dos países bem sucedidos, para a população obter uma melhor qualidade de vida.
Mais do que da bandeira “desapropriação dos expropriadores”, a melhoria da distribuição de renda dependerá da mobilidade social massiva – e não apenas de alguns poucos. No século passado, a urbanização talvez tenha sido o maior fator de aumento do status social dos filhos em relação ao de seus pais. Entre os fatores atuais, destaca-se o aumento do tempo de estudo – aqui, ao contrário de outros países, quase 3/4 da população ainda exerce ocupações manuais, sendo ¼ dos indivíduos no estrato mais baixo (ocupações manuais rurais) e 2/4 nos estratos manuais urbanos. Quando se completar a massificação do ensino, inverter-se-ão essas posições através da abundância de trabalhadores intelectuais e da escassez de trabalhadores manuais, diminuindo o leque salarial e, portanto, melhorando a distribuição de renda.
Outro fator de mobilidade social é o ingresso da mulher no mercado de trabalho, elevando a renda da família. Também é o controle da natalidade, conseqüência normal de maior nível educacional, com elevação da renda per-capita familiar.
Quanto ao empreendedorismo, há mais de 3 milhões de empresas formais sem empregados, ocupando quase 4.300.000 proprietários ou sócios, e cerca de 15 milhões de empreendedores, sendo 53% deles por oportunidade e o restante por necessidade. O Brasil possui a 7ª maior taxa de atividade empreendedora.
No que se refere à urbanização, a intensificação da migração rural-urbana com a abertura de oportunidades nas cidades impulsionou uma grande quantidade de indivíduos a atingir uma situação social mais alta do que a de seus pais. Mas significou uma explosão na demanda por residências urbanas.
Entretanto, na geração de nossos pais, antes de 1970, o Sistema Financeiro de Habitação era muito pouco desenvolvido. As despesas com Habitação ainda ocupam o primeiro lugar na lista das despesas nos orçamentos das famílias brasileiras, chegando a 37% na faixa de renda mais baixa, enquanto na mais alta ficam em 23% (só o item Aluguel consome em média 17% do total de despesas na mais baixa e 10% na mais alta). O financiamento da casa própria é um grande fator de impulso à mobilidade social. Graças às medidas empreendidas pelo governo Lula, o Brasil vive uma nova fase no crédito imobiliário e no setor habitacional. No total, alcançadas as metas, serão cerca de R$ 15 bilhões de financiamento imobiliário, em 2005, o maior valor da história do país. Mas isso também parece não ter importância para os críticos...
Alguns analistas acham que “o verdadeiro núcleo duro do problema distributivo” [da renda] está na “sua repartição crescentemente desigual em favor dos rentistas e em detrimento de lucros e salários”. Daí, inclusive, “a essencialidade da taxa de juros” ocorre pela sua capacidade “em definir a trajetória da economia e alterar a distribuição da renda e da riqueza”. Ora, novamente, parece que basta colocar um desses analistas na presidência do COPOM para se resolver em uma só tacada, definitivamente, esses problemas conjunturais e estruturais!
Para encerrar, vamos fazer apenas duas pequenas observações. Primeira, são “grandes rentistas” os fundos mútuos de investimento de varejo (onde estão “o seu, o meu, o nosso dinheiro”), os fundos de pensão (onde estão futuras aposentadorias de trabalhadores), as instituições financeiras públicas federais (onde o rendimento com os títulos públicos compensa a falta de rentabilidade com a missão social). Segunda, na origem da renda dos brasileiros mais ricos – assim como na dos mais pobres (ver TD 1014 IPEA, mar 2004) – predomina a do trabalho em relação à do capital, em outras palavras, eles recebem relativamente mais salários (75%), aposentadorias e pensões (18%), aluguéis (5%) do que juros e dividendos (2%). Nesse sentido, o controle da inflação, mesmo utilizando o instrumento da taxa de juros, é uma das metas mais importantes da política econômica de curto prazo, para não deteriorar ainda mais a distribuição de renda. Combinada com o acesso popular a bancos e crédito é uma arma poderosa para elevar o poder aquisitivo da população não rica, que antes recebia só o “dinheiro de pobre” não protegido da inflação. Só o “dinheiro de rico” tinha correção monetária contra a inflação, nos bancos. Esta realidade mudou, no governo Lula.
Talvez pudesse se fazer mais (e de maneira mais eficaz) se os economistas de esquerda não se dedicassem ao esporte de “dar tiro no pé” e “lavar as mãos”. Ficar apenas fazendo oposição à política econômica do governo, como ela fosse a mesma política neoliberal de FHC, e criticando a coalizão parlamentar com os “conservadores”, que constitui a base governista, é se esquivar da responsabilidade histórica de apoiar o primeiro governo de um partido de esquerda no Brasil. Esse esforço exige uma crítica construtiva, isto é, não destruir o existente sem propor uma alternativa econômica e política viável. Senão, estará somente aumentando-se a turbulência política que a direita deseja para derrubar o governo Lula e “acabar com nossa raça”.

Fernando Nogueira da Costa é professor licenciado do Instituto de Economia da Unicamp, vice-presidente da Caixa Econômica Federal. E-mail: fercos@uol.com.br

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PC Conectado, com preços populares, chega às lojas nesta sexta-feira



Os primeiros computadores de até R$ 1.400 - produzidos de acordo com as especificações do programa de inclusão digital do governo federal - começam a chegar às lojas brasileiras nesta sexta-feira (11).

O programa PC Conectado (Computador para Todos) foi instituído em 20 de setembro e o Ministério da Ciência e Tecnologia homologou fabricantes em São Paulo, Ilhéus (BA) e Curitiba para fornecer o produto.

Pela venda direta, a Login Informática (Ilhéus) conseguiu reduzir o valor de seu PC para R$ 1.049 na configuração básica: microprocessador de 1,5 Ghz, 40 GB no disco rígido, memória RAM de 128 MB, monitor de 15 polegadas e aplicativos de software livre.

Já a Positivo Informática deve colocar nas lojas, a partir da próxima semana, dois modelos com preços que variam de R$ 1.199 a R$ 1.399.

Segundo o ministério, a definição do selo de autorização para os produtos não impede que as empresas homologadas distribuam as máquinas ao varejo, pois as linhas de financiamento do PC Conectado ao consumidor já estão liberadas pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.

A expectativa do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, é que sejam vendidos de imediato cerca de 500 mil computadores, e mais de dois milhões até o fim de 2006.

Conexão popular
Outro ponto a ser oficializado no programa Computador para Todos envolve o acesso discado à internet, por R$ 7,50s mensais para 30 horas de conexão.
O pacote negociado com as operadoras de telefonia está em fase final de aprovação no Ministério das Comunicações e será regulamentado por meio de um decreto presidencial, que pode ser sancionado em breve.

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CMN libera R$ 2,2 bilhões para ações de saneamento

Praia do Olho Dágua São Luís,
esgoto a céu aberto


O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou limite de R$ 2,2 bilhões para financiar ações de saneamento em todo o país. Os recursos são do FGTS e do FAT e serão repassados para governos municipais, estaduais, concessionárias e empresas públicas e privadas de saneamento por meio de seleção pública de projetos do programa Saneamento para Todos. A Resolução do CNM será publicada nesta segunda-feira (14). “Com a liberação será possível atender uma demanda reprimida por investimentos no setor de saneamento”, ressalta o ministro Marcio Fortes de Almeida. De acordo com ele, existem hoje projetos de qualidade, elaborados por tomadores com capacidade de endividamento e pagamento que esperavam pela autorização de novas contratações.Investimentos Neste ano, estão sendo destinados R$ 700 milhões para financiar projetos de saneamento, que estão na fila do Sistema de Registro de Operações com o Setor Público (CADIP) do Banco Central do Brasil. Para as empresas privadas, o governo destina R$ 640 milhões. Outros R$ 800 milhões do OGU estão sendo liberados, a fundo perdido, por meio de emendas parlamentares individuais e de bancadas para governos municipais e estaduais executarem obras de implantação e ampliação de sistemas de águas e esgoto, drenagem e destinação correta do lixo.Para atender exclusivamente aos municípios de Regiões Metropolitanas, os Ministério das Cidades e da Saúde liberaram R$ 170 milhões, sendo que nova chamada pública de projetos, no valor de R$ 235 milhões, será realiza ainda neste ano para antecipar o processo de seleção, somando R$ 405 milhões . “Temos urgência para assinar os contratos”, ressalta o ministro, lembrando que 2006 é ano eleitoral, o que restringe o repasse de investimentos federais para novas obras até o mês de junho. Saneamento para TodosO programa Saneamento para Todos, foi criado em maio deste ano substitui os que vinham sendo operados até agora (Pró-Saneamento, Pró-Sanear, Pró-Comunidade e FCP/SAN). Um dos principais diferenciais é o estímulo à eficiência dos prestadores de serviço em saneamento, ou seja, a preocupação que as obras e serviços executados tragam reais benefícios à população. Pelo regulamento do programa, a empresa tomadora, seja pública ou privada, que cumprir metas estabelecidas pelas próprias empresas, no ato da assinatura do contrato, terá como incentivo a redução da taxa de juros. Além disso, para facilitar o acesso aos recursos, o prazo para o pagamento foi dilatado.O programa incorporou também duas novas modalidades de financiamento específicas, uma para a preservação e recuperação de mananciais e outra para manejo de resíduos da construção e demolição, além das que já existiam: abastecimento de água, esgotamento sanitário, saneamento integrado, desenvolvimento institucional, manejo dos resíduos sólidos e manejo das águas pluviais.
Fonte: Ministério das Cidades

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Ministério da Cultura lança esta semana a revista RAIZ


Ficha técnica da Revista RAIZ.:
* Edição 01, Ano 1, Novembro de 2005
* Veiculação mensal
* Lançamento em 16 de Novembro de 2005
* Preço de capa R$ 7,20
* www.culturaemacao.com.br
* Tiragem: 50 mil exemplares
* Distribuição: nacional
* Editor Chefe: Wagner Carelli
* Editada pela Editora Cultura em Ação

Inspirada no Programa Cultura Viva, a publicação abordará a cultura popular brasileira
A Editora Cultura em Ação está produzindo, para lançamento nesta quarta-feira, dia 16 de novembro, uma revista mensal sobre Cultura Popular do Brasil. Com o apoio do PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, e inspirada no Programa Cultura Viva, a Revista RAIZ. se posiciona como um veículo que resgata as origens de nossa cultura, critica e debate diversas formas de manifestações culturais que são a base da identidade cultural do mundo contemporâneo. Há uma riqueza e uma diversidade que não se encontra em nenhum outro país do mundo, que deve ser conhecida e valorizada por nós, brasileiros, sem estereótipos e folclorizações. A Revista RAIZ. conta com a colaboração dos principais intelectuais, artistas, promotores e personagens da cultura brasileira, como: Gilberto Gil, Jorge Mautner, Toinho Alves, Mestre Salustiano, Eduardo Coutinho, TT Catalão, Lélia Coelho Frota, Hermano Vianna, Marcelo Yuka, Emanuel Araújo, José Roberto Aguilar, Danilo Miranda, Moacir Gadotti, Célio Turino, Candace Slater, Antônio Arantes, entre outros. O cenário cultural brasileiro sempre se revelou rico em suas manifestações, sejam elas tradicionais ou inovadoras, materiais ou imateriais, e abordará temas que transitarão por todas as vertentes da nossa cultura, indo do jongo nas comunidades quilombolas ao hip hop nas favelas cariocas, passando pela tradição oral dos griôs e das comidas típicas, atravessando a cultura digital com suas inúmeras possibilidades, entre tantas outras manifestações que revelam a abertura temática que o componente simbólico proporciona. O público leitor é amplo e abrange todos os envolvidos com as atividades culturais, habitantes de regiões e municípios com grande relevância cultural, agentes culturais, artistas e produtores, Professores e coordenadores pedagógicos ligado ao tema cultura, público em geral interessado na cultura, estudantes, pesquisadores acadêmicos, entre outros, especialmente neste momento em que os brasileiros buscam de várias maneiras resgatar suas origens, suas raízes. A Revista RAIZ. será, neste primeiro momento, distribuída nacionalmente ao varejo de todo o Brasil, com parte da tiragem sendo direcionada para o MinC, bibliotecas, escolas e centros de cultura. Todos os Pontos de Cultura e demais entidades que desenvolvem atividades culturais estão convidados a enviar material - textos, fotos, avisos de pauta - para a revista RAIZ., através do e-mail agenda@culturaemacao.art.br.
Fonte: MinC

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Lucro líquido do Banco do Brasil até setembro é de R$ 3,4 bilhões
19:26 Érica SantanaRepórter da Agência Brasil
Brasília - O Banco do Brasil (BB) registrou lucro líquido de R$ 3,4 bilhões nos nove primeiros meses do ano – um crescimento de 51,6% em relação ao mesmo período de 2004. Esse aumento é resultado de um retorno de 30,5% sobre o patrimônio líquido médio anualizado, segundo o presidente da instituição, Rossano Maranhão. Os números foram divulgados hoje (14) e o resultado recorde "demonstra como um banco público tem plenas condições de ser um banco competitivo e cumprir seu papel na sociedade". Maranhão destacou que tão importante quanto esse resultado histórico foi o aumento do índice de eficiência, de 47% contra 52% no ano passado. "Quanto menor esse índice, melhor, porque ele reflete a razão entre as despesas administrativas e as receitas operacionais. Então, significa que as minhas receitas operacionais são maiores, para cobrir as minhas despesas administrativas", explicou o presidente do BB.No terceiro trimestre, o banco lucrou R$ 1,438 bilhão, o que representa um aumento de 72,7% em relação ao ganho de R$ 833 milhões em igual período do ano passado. Cada ação do BB passou a render R$ 1,80, contra R$ 1,14 no ano passado. Segundo Rossano Maranhão, o bom resultado do trimestre se deve às operações da carteira de crédito, que aumentaram 16,2% nos últimos 12 meses; ao comércio exterior, que até setembro registrou financiamento de US$ 9,1 bilhões; e à ampliação da base de clientes, para 1,240 milhão de pessoas. No final do período, o crédito para Pessoa Física apresentou saldo de R$ 18,5 bilhões, com crescimento de 15% em um ano e o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) atingiu R$ 11,9 bilhões, com 8,5 milhões de contratos. Já o Crédito Consignado cresceu de 174% para 191% em um ano, alcançando R$ 3,3 bilhões em 1,4 milhão de contratos. Somente no terceiro trimestre, as contratações ultrapassaram R$ 1,1 bilhão. O presidente do Banco do Brasil disse ainda que projeção para os 45 dias restantes do ano "é bem otimista" e que a expectativa é a de que a carteira de crédito se amplie em 30%.
14/11/2005------GM

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CAMPANHA MILITANTE DE ARRECADAÇÃO DO PT

Muitos escreveram perguntando como contribuir. Aí vai... http://www.pt.org.br/site/outros/arrecadacao.asp
Contamos com nossos filiados para ajudar o PT a sair da crise financeira em que se encontra. O objetivo da campanha é mobilizar lideranças e bases para recolher R$ 13 milhões até 13 de dezembro.
Para contribuir, faça um depósito identificado ou transferência on-line na nossa conta:
BANCO DO BRASIL
Agência
3344-8
Conta Corrente
3131-3
Após concluir o depósito, preencha o cadastro para receber, via correio, o recibo no valor de sua doação.

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Acesse a página http://www.overmundo.com.br/, sítio patrocinado pela Petrobrás e pelo Ministério da Cultura. O Overmundo surge do convite feito pela Petrobras ao núcleo de idéias Movimento* (*Movimento é Hermano Vianna, Alexandre Youssef, José Marcelo Zacchi e Ronaldo Lemos) para atacar de frente um grave problema do atual cenário cultural brasileiro: a produção é cada vez maior, mas só uma mínima parcela do que é produzido consegue ser divulgada ou distribuída para o público. Aproveitando todas as possibilidades colaborativas da internet, o Overmundo vai propor uma nova forma de gerar conhecimento sobre as múltiplas vertentes de nossa cultura contemporânea, na qual imprensa e sociedade se relacionarão em novo modelo. Até a inauguração do Overmundo será publicada uma dica por dia de coisas bacanas que vão acontecer pelo país - quanto mais fora do “eixo” melhor. Temos muitas outras idéias que vão ser logo colocadas em prática: um guia de festas brasileiras, do baile funk de Pelotas ao marabaixo de Macapá; um guia jovem de cada cidade brasileira (onde cada turma encontra aquilo que gosta, aquilo que ninguém a não ser quem é muito “local” sabe que existe); um mapa da produção artística do país, em seus vários estilos. Essas tarefas só se tornam viáveis a partir de mutirões virtuais. E o Overmundo existe para juntar todo mundo para fazer aquilo que é bom para todo mundo. E não é só: o Overmundo não vai ser só notícias. Você poderá enviar imagens, sons e quaisquer outros trabalhos artísticos que serão disponibilizados para todos numa poderosíssima rede de compartilhamento de dados. A primeira contribuição para esse banco cultural overmundo já está no ar e nos foi enviada pelo ministro Gilberto Gil. É Oslodum, também a primeira música do mundo que sob licença Creative Commons (uma das principais inspirações para o Overmundo) ficou disponível livremente e legalmente para download e remixagem. Em breve instruções para saber como colocar também sua obra no Overmundo. Para sugestões, pautas ou qualquer outra idéia escreva: contato@overmundo.com.br.

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HIPOCRISIA DESMASCARADA
Carta Capital resgata episódio em que Arthur Virgílio confessou usar caixa dois.

Em matéria assinada pelo jornalista Maurício Dias, a revista Carta Capital desta semana desmascara a hipocrisia do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) ao resgatar um episódio registrado pelo Jornal do Brasil em novembro de 2000 quando o tucano admitiu ter usado caixa dois durante sua campanha para o governo do Amazonas, em 1986.
Confira a íntegra da matéria da Carta Capital e o fac-símile da notícia publicada no Jornal do Brasil.

MIL FACES DE UM TUCANO
Por Maurício Dias
O senador Arthur Virgílio, líder do PSDB, tem se destacado nos últimos meses como um dos mais implacáveis adversários do governo do PT e, pessoalmente, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, por sinal, tem recebido dele insultos verbais e ameaças físicas, desferidas da tribuna do Senado brasileiro. Virgílio, viripotente, soma à valentia de carateca praticante um discurso em defesa da ética absoluta no exercício da política. Tem dito com ênfase, por exemplo, que não admite o uso de “dinheiro não contabilizado” em campanhas eleitorais. Por isso, acusa Lula de promover um “escandaloso esquema de corrupção no País”. Rigoroso e inarredável na suposta defesa dos melhores princípios, ele assinou, há poucas semanas, a nota oficial do bloco PFL/PSDB, na qual Lula é acusado ter justificado “gravíssimo crime eleitoral” e de ter criado uma “cínica versão” – a do caixa 2 – para o dinheiro esparramado por Marcos Valério nas campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores e aliados nas eleições de 2002 e 2004. A nota tucano-pefelista referia-se à entrevista que Lula deu, em Paris, quando sustentou que “o PT fez, do ponto de vista eleitoral, o que é feito no Brasil sistematicamente” e provocou uma chuva cínica de relâmpagos e trovoadas. Não se sabe se a valentia do senador Arthur Virgílio já foi posta à prova por algum outro valentão. Mas o rigor ético que ele enverga agora não fica de pé um segundo diante das declarações que ele deu ao Jornal do Brasil. Publicadas na página 9, da edição do dia 19 de novembro de 2000, elas nocauteiam a ética que o senador ostenta agora. “Em 1986, fui obrigado a fazer caixa 2 na campanha para o governo do Amazonas. As empresas que fizeram doação não declararam as doações com medo de perseguição política”, disse ele, em matéria assinada por Valdeci Rodrigues. O repórter anotou, após essa afirmação, que o então deputado “ficou tranqüilo porque esse crime eleitoral que cometeu já está prescrito”. A reportagem, que tem o título de “Ilegalidade é freqüente”, trata da denúncia de que houve doações de mais de R$ 10 milhões à campanha de reeleição de Fernando Henrique Cardoso que não foram registradas no Tribunal Superior Eleitoral. “Vamos acabar com mocinhos pré-fabricados e bandidos pré-concebidos. Neste país, o caixa 1 é improvável. A maioria das campanhas tem caixa 2”, declarou Virgílio, em 2000, como se fosse o inspirador do que Lula diria cinco anos depois. Quando se trata da existência de caixa 2 nas campanhas eleitorais no Brasil, parece que o filme a que se assiste é um velho clássico reprisado de quatro em quatro anos. As declarações de Virgílio sugeriram o seguinte comentário do procurador da República Guilherme Schelb, também publicadas pelo Jornal do Brasil: “Quando buscam a defesa atacando os outros, estão reconhecendo que também adotam a mesma prática”. Deve-se, no entanto, elogiar a coerência de Arthur Virgílio. Ele é sempre enfático. Tanto agora, como senador, quando critica a existência de caixa 2, quanto em 2000, como deputado, quando defendia a existência dela. Não será, no entanto, por ter usado caixa 2 (na era pré-delubiana) que se pode acusar o tucano de ser um corrupto. O político que não concordar com isso que atire a primeira pedra.

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Domingo, Novembro 13, 2005


A velha tática de sempre, o nome disso é GOLPE!!!

É a tática da baderna, criando o clima para um golpe. Já fizeram isso em 1964, fizeram recentemente na Venezuela em 2002. Precisamos denunciar e massificar a palavra GOLPE. É um GOLPE DE ESTADO que eles querem aplicar na sociedade brasileira.
Não tentem, na marra, vocês tucanos e outras aves, não governam mais o Brasil.

NO FÓRUM DO UOL
Assunto:
ELES QUEREM MATAR LULA
Data: 13 Nov 2005 09:47:38 -0200
De:"Eduardo"
Grupo: uol.politica.brasil

Tive o imenso prazer de conhecer uma pessoa na sala
de espera de um grande hospital em Brasilia. Ela estava
lá para fazer uns exames,a TV estava ligada na Globonews,e
estava passando o noticiário da CPI com a fala do Poleto,estávamos
conversando sobre os exames que faríamos, quando ela
me disse que não agüentava mais essas CPIs que era um
absurdo o que estava acontecendo em nosso país.Ela me
disse que trabalha para um deputado do PSDB.Para não
prejudicar a pessoa não vou dar detalhes e nem nomes.Ela
me contou o seguinte: que o que ela escuta dos deputados
do PSDB e do PFL é que tudo tem que ser feito para derrubar
o governo Lula, tudo é valido,falsos testemunhos,falsas
acusações, falsas denuncias.Diz ela que há uma grande
ligação entre os políticos do PSDB e a revista Veja,
que está combinado entre eles o objetivo de acabar com
o PT e com o governo Lula,e que tudo será feito para
o sucesso dessa grande parceria PSDB/PFL e Editora Abril.
Ela ouviu de um deputado que um Senador disse que se
for preciso, vale até matar Lula e Dirceu, que isso
já deveria ter sido feito antes dele se eleger.Ela me disse
que não fala nada para os deputados e senadores petistas
e para a imprensa do que sabe de medo de ser morta por
eles, segundo ela eles são violêntos e não pensam duas
vezes para mandar matar.



SEM MEDO DE CONTINUAR SENDO MUITO FELIZ!LULA 2006

http://www.porumnovobrasil.org/web/

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Sábado, Novembro 12, 2005


GOLPE NUNCA MAIS!!!

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao tomar conhecimento de que o jurista Miguel Reale Jr. pretende encabeçar um movimento junto a outros juristas de direita para pedir o impeachment de Lula. "A elite nunca aceitará um trabalhador no governo do Brasil. Por isto alimenta uma crise que tenta eliminar os avanços e conquistas dos trabalhadores e da população excluída. Vamos reagir contra este golpe", diz texto publicado na página do Sindicato na internet .

Um aviso para tucanos e outras aves, na marra vocês não governam mais o Brasil.

Metalúrgicos do ABC reagem à declaração de jurista pelo impeachment de Lula

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao tomar conhecimento de que o jurista Miguel Reale Jr. pretende redigir uma petição pelo impeachment de Lula. "É uma ação orquestrada pelas elites para tentar impedir o presidente Lula ingressar em um segundo mandato", disse Feijóo. Segundo o sindicalista, "é evidente que o tucanato e o PFL estão se articulando para isso".Feijóo promete ampla mobilização nacional dos movimentos sociais em defesa de Lula. "Quando o senador Jorge Bornhausen (presidente nacional do PFL) diz que quer ver essa gente do PT 30 anos fora do poder, ele está mexendo com os movimentos sociais. Acham que será tranqüilo? Vamos deixar claro que esse governo tem base de sustentação no povo", afirmou o presidente do sindicato onde Lula iniciou sua trajetória política.O sindicalista admite o risco de uma divisão do País por causa da crise política. "Essa disputa vai dividir o País no meio e nós vamos para o pau", disse.Ele afirmou que não aceitará o processo de "desgaste político" do ministro da Fazenda, Antonio Palocci. "Podemos até ter divergências sobre a condução da política econômica, por entendermos que há exagero no superávit primário, juros, e valorização cambial. Mas, em nenhuma hipótese, vamos aceitar a iniciativa de PFL e PSDB, em conluio com a elite, de desgastar politicamente o governo Lula, o qual o ministro Palocci é um dos componentes", disse.
Na página do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, um texto chama atenção para a movimentação golpista da direita e conclama os trabalhadores e movimentos sociais a reagirem. "A elite nunca aceitará um trabalhador no governo do Brasil. Por isto alimenta uma crise que tenta eliminar os avanços e conquistas dos trabalhadores e da população excluída. Vamos reagir contra este golpe", diz o texto.

Berzoini: Reale esconde sua posição partidária

O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, também reagiu com indignação às declarações de Reale Jr. "É uma proposta incoerente, de uma pessoa que tem vínculo com a oposição e se esconde na posição de suposto jurista para esconder sua posição partidária", disse Berzoini.
Na avaliação do presidente da legenda, a posição de Reale Jr. é contraditória, porque ele foi ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso. "Ele deveria é ter pedido o impeachment de FHC", disse.
Berzoini lembrou que o PT chegou a acusar o governo FHC de liberar verbas para barrar CPIs, mas não se conseguiu provar. "É estranho que, agora, ele (Reale Jr.) se pronuncie a esse respeito."
O dirigente petista eximiu o presidente Lula de qualquer participação no episódio de retirada de assinaturas para a prorrogação da CPI dos Correios. "Posso assegurar que foi a base aliada que se mobilizou nesse sentido", garantiu.
Berzoini disse também que a liberação de verbas é sempre maior no final do ano. "Há várias semanas existe uma movimentação de deliberação de verbas porque é final de ano. E isso é normal."

O que Reale disse

O jurista Miguel Reale Jr., alinhado com o tucanato, afirmou ontem(11/11) que a operação supostamente montada pelo Planalto para barrar a prorrogação da CPMI dos Correios já é "motivo mais que suficiente para pedir o impedimento do presidente". Sem apresentar nenhum elemento que comprove suas ilações, Reale disse que ficou configurada a compra de deputados para conseguir barrar uma CPI que investiga seu governo. "O presidente não pode mais comandar a Nação", disse Reale num tom que mais parecia o de um líder da oposição.Reale Jr., entretanto, ainda vai aguardar uma reunião com o movimento "Da Indignação à Ação", que ele dirige, no próximo dia 22, para definir o pedido. "A proposta é firme e já falei com alguns membros do movimento que estão igualmente envergonhados e indignados. Além disso, ainda hoje (ontem) vou tentar entrar em contato com a OAB e com o Pró-Congresso."Para o jurista, o presidente não só quebrou o decoro do cargo ao liberar verbas para barrar a investigação, como mentiu à Nação, o que ajuda a configurar o crime de responsabilidade. "Na sua última entrevista, ele falou que não iria interferir nas investigações. Mentiu e agora deve ser responsabilizado com a perda do mandato", disse."Ele deixou suas digitais e assumiu o crime. Os deputados que retiraram suas assinaturas não foram compelidos por alguma ideologia ou raciocínio específico, mas pelo simples suborno patrocinado pelo governo", afirmou Reale.
O movimento "Da Indignação à Ação" foi criado em agosto deste ano para pressionar o Congresso Nacional a mudar a legislação eleitoral para que problemas como os que estão vindo à tona na atual crise política não voltem a se repetir, mas Reale parece agir para que o movimento sirva de instrumento a favor das ações golpistas da oposição.

VERMELHO
Da redação
Com informações da Agência Estado

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O que fantasiaram os pregadores morais sobre a "miséria" interior dos homens maus! O que mentiram diante de nós sobre a infelicidade dos homens apaixonados! - sim, mentir é aqui a palavra certa - conheceram muito bem a riquíssima felicidade dessa espécie de homens, mas o silenciaram, porque era uma refutação de sua teoria, segundo a qual toda felicidade só nasce com o aniquilamento da paixão e o calar da vontade! E, por fim, no tocante à receita de todos esses médicos de almas e sua recomendação de uma cura dura, radical, é permitido perguntar: é esta nossa vida efetivamente dolorosa e pesada o bastante, para trocá-la com vantagem por um modo de viver e uma petrificação estóicos? Não estamos passando mal o bastante para termos de passar mal à maneira estóica.
Nietzsche

Profundamente arraigada nas trevas.
Em que mundo, essa gente vive???

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Documento do Vaticano restringe gays no clero, diz jornal

Por Philip Pullella
CIDADE DO VATICANO (Reuters) - Um novo documento do Vaticano proibirá a ordenação de padres que sejam homossexuais praticantes, assumidos ou que demonstrem essa tendência de forma "profundamente arraigada", segundo notícia publicada na sexta-feira pelo Il Giornale, de Milão.
O diário publicou trechos de um documento há muito tempo aguardado, que deve ser divulgado ao final deste mês.
"A Igreja não pode admitir no clero aqueles que pratiquem a homossexualidade, que tenham tendências homossexuais profundamente arraigadas ou os que apóiem a chamada 'cultura gay"', diz o documento, segundo o jornal.
Nos últimos meses, houve várias referências ao conteúdo do documento, mas a reportagem do Il Giornale, assinada por seu respeitado correspondente de assuntos religiosos, Andrea Tornielli, é a primeira com citações literais.
O documento já teria sido aprovado pelo papa Bento 16o. O Vaticano não quis comentá-lo.
Embora a Igreja tenha começado a preparar o texto há anos, o tema ganhou mais urgência a partir do escândalo provocado em 2002 pela revelação de que padres norte-americanos cometiam abusos sexuais, em geral contra adolescentes do sexo masculino.
Várias fontes dizem que o documento deve ser curto e grosso. Essa "instrução" da Congregação do Vaticano para a Educação Católica abrange um dos temas mais delicados para a Igreja.
Ele não afeta os homens já ordenados padres, apenas os que entrarem a partir de agora nos seminários.
Segundo Il Giornale, homens que tiverem tendências homossexuais como "parte de um problema transitório" poderão ser ordenados diáconos, caso tenham "claramente superado" tais tendências por pelo menos três anos.
Depois de ordenados diáconos, normalmente os religiosos levam cerca de um ano para se tornarem padres.
O texto diz que ninguém "tem o direito de receber a ordenação" caso haja "sérias dúvidas" sobre sua capacidade de respeitar as regras do clero. Os reitores dos seminários terão de zelar por isso.
A Igreja prega que a homossexualidade não é um pecado, mas que os atos homossexuais o são. Todos os padres, sejam homo ou heterossexuais, precisam manter o celibato.
A imprensa, inicialmente nos Estados Unidos, noticiou em setembro que o documento proibiria todos os homossexuais de serem ordenados, sem exceção. Mas essa versão foi desde então amplamente desmentida, pois muitos setores da Igreja temiam que bons homens fossem excluídos do clero nessa situação.
A nova instrução será uma reforma de um documento de 1961 que proibia a ordenação de homens que tenham "inclinações perversas" à homossexualidade.
Reagindo aos rumores anteriores sobre o veto total aos homossexuais, o arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, disse em outubro ao semanário católico britânico The Tablet que "não se pode eliminar um candidato ao clero simplesmente porque é gay".
Martin disse à publicação que os seminários não deram no passado apoio suficiente para que seus alunos amadurecessem sua sexualidade.
"Precisamos oferecer serviços de apoio a esses padres, e isso envolverá ajudá-los na sua jornada pessoal e dar segurança a eles", afirmou.
Em seu livro "O Rosto Mutante do Clero", o padre Donald Cozzens estimou que cerca de 40 por cento dos padres dos EUA sejam homossexuais, mas que apenas uma pequena minoria seja praticante.

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Berzoini lança campanha de arrecadação do PT

Com a doação de um cheque pessoal no valor de R$ 1 mil, o presidente do PT, Ricardo Berzoini (PT-SP), anunciou na sexta-feira (11) o início da Campanha Militante de Arrecadação, com a qual o partido pretende arrecadar R$ 13 milhões até o dia 13 de dezembro.
A idéia é reunir 13 mil lideranças em todo o país, de maneira que cada uma mobilize suas bases e arrecade R$ 1 mil. Também já está aberta uma conta do Banco do Brasil para depósitos identificados de filiados, simpatizantes e apoiadores do PT. Os depósitos devem ser creditados à agência 3344-8, na conta 31313.
Paralelamente, serão vendidas cerca de 20 mil pulseiras de várias cores, ao preço de R$ 5 cada, com a frase "Eu sou a força do PT". As pulseiras estarão disponíveis nos diretórios estaduais e municipais.
A motivação para a campanha surgiu após o sucesso do PED (Processo de Eleições Diretas), quando 315 mil filiados foram às urnas para eleger a nova direção.
Durante entrevista coletiva na sede do Diretório Nacional, em São Paulo, Berzoini disse que a campanha tem grande possibilidade de atingir sua meta.
"A militância vai responder. O sentimento de que o PT é um patrimônio que não pode ser colocado em risco é muito forte na militância. Conversei com muita gente, mais de 500 pessoas. No máximo três ou quatro manifestaram ceticismo. Os demais ficaram entre a aprovação e o entusiasmo", afirmou.
Segundo ele, os recursos arrecadados irão apenas para a quitação de dívidas. "O dinheiro não será empregado em despesas correntes. Será usado exclusivamente no saneamento financeiro do partido", ressaltou.
Se a campanha tem o objetivo de resolver emergências financeiras, as demais medidas adotadas, como a redução de despesas internas, deverão equacionar a situação a longo prazo. "Acreditamos que o partido terá sua vida organizada já no primeiro semestre de 2006", avaliou o dirigente.
Além de Berzoini, também contribui com R$ 1 mil, no início da coletiva de hoje, o vice-presidente da Fundação Perseu Abramo, Ricardo Azevedo.

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Carta O Berro.
Repassem!

Delação e escola: o caso da Escola Base

“Pode ser que até que se arrependesse de nos ter denunciado; e na verdade, por que denunciar-nos? Em que é que lhe tirávamos alguma coisa?”

Machado de Assis, Conto de Escola.

“Cada ato mesquinho nosso faz retroceder de mil passos qualquer esperança que possa restar quanto ao nosso futuro”.

W. Reich

Da ficção para a realidade

Na década de 1980, nos EUA, membros de uma família proprietária de uma escola infantil, são acusados de abuso contra uma criança. Além da justiça que joga pesado contra os McMartin, eles sofrem a fúria histérica de sua comunidade. Apoiada nas supostas provas levantadas por uma falsa psicóloga contra os que trabalhavam naquela escola, a promotora manda alguns para cadeia. Inconformado, um advogado vê que se trata de um caso de histeria coletiva insuflado pela imprensa, e, uma década depois, consegue inocentar todos os acusados, mas vidas já tinham sido arruinadas.

Essa história contada no filme “Acusação” (produção de Oliver Stone e direção de Mick Jackon), virou realidade em 1994, na Escola Base, localizada no bairro da Aclimação, em São Paulo.

Tudo começou quando “duas mães de alunos dessa escola queixaram-se na delegacia do bairro do Cambuci de que seus filhos de quatro e cinco anos estavam sendo molestados sexualmente na escola, e talvez, levados numa Kombi para orgias num motel, onde seriam fotografados e filmados”. O delegado “x”, não só acolheu a denúncia como alardeou junto à imprensa antecipando uma condenação dos donos da Escola Base, que só no final do inquérito, dez anos depois – nova coincidência com o caso do filme - foram declarados inocentes.

Tanto na ficção como na realidade, os donos destas escolas sofreram linchamento moral: tiveram que fechar as escolas, os funcionários perderam os empregos, sofreram grave estresse e foram acometidos de doenças como a depressão, fobias, patologias do coração; também receberam inúmeras ameaças por telefonemas anônimos, e isolaram-se da comunidade.

A mídia que espetacularizou a falsa denúncia e, sem nenhuma prova, lançou manchetes reproduzidas como se fosse uma onda espalhada pelo país, terminou estigmatizando os acusados de “monstros da escola”, “escola de horrores”, que a “Kombi era motel na escolinha do sexo”, etc. Um comentarista do extinto programa televisivo Aqui Agora, do SBT, chegou a pedir a pena de morte aos acusados.

Autoposicionada do lado do “bem” e justiça, a imprensa fechou olhos para o linchamento dos acusados, e, mesmo depois de ficar comprovada a inocência dos acusados não veio a público fazer autocrítica e confessar seu erro.

O mesmo acontece na política: comprovada a inocência, não se faz autocrítica da injustiça cometida contra inocentes, uns talvez por vergonha, culpa e medo, outros porque teimam em sustentar uma ‘moral cínica’. O delegado do caso da Escola Base, poderia ter sido conscientizado ao ver o filme “Acusação”; poderia ter se informado sobre os fenômenos psíquicos das “falsas lembranças” produzidas por crianças em conflito, da “histeria coletiva”, do “transe grupal”, ou poderia tomar outra atitude mais racional – mais razoável – que o pudesse levá-lo ao discernimento sobre a denúncia mentirosa sobre os responsáveis pela Escola, mas preferiu tomar como única “prova” o depoimento vago e fantasioso das crianças e das mães. “Ciente da fragilidade das provas que tinha em mãos, [o delegado] agiu com culpa, nas modalidades de imprudência e imperícia”, disse o juiz Paulo Ribeiro na sentença (JB, 11/12/2004).

Falta de prudência e imperícia é comum acontecer em situações de delação ou de denúncia. A massa ou turba manobrada pela notícia espetacularizada geralmente responde com impulsos irracionais e gritos de “pega ladrão”, “joga pedra na Geni”, “mata”, “esfola”, etc. Nos momento de “onda histérica e coletiva”, de “transe grupal”, há que ter alguns céticos de plantão para sustentar um mínimo de dúvida, serenidade, razoabilidade e disposição para demonstrar a verdade. Todo investigador – policial, político de CPI ou cientista – exercem o seu ofício dignamente quando o fazem com razoabilidade, prudência e serenidade.

Conforme alerta Chauí “Na presente circunstância brasileira, a impressão geral deixada pela mídia é da mescla de espetáculo e terror, tornando mais difícil do que já era manifestar idéias e opiniões nela e por meio dela” e, por isso mesmo, induz as pessoas a construírem opiniões levianas em vez de não permitir uma atitude de reflexão e análise serena diante do grave momento (Carta Aberta aos Alunos, Folha de S. Paulo). Todos têm lá suas opiniões (doxa) certas ou erradas, disto ou daquilo, mas poucos se esforçam ou tem o compromisso de buscar o conhecimento (episteme). Raros são os que hoje em dia seguem uma ética da sabedoria.

G. Debord, N. Chomsky, I. Ramonet, o nosso A. Dines, são alguns críticos dessa mídia que se aproveita da liberdade democrática para servir a interesses ocultos, geralmente manipulando as informações e o conhecimento, visando produzir apenas indivíduos dotados de opiniões, não de conhecimento, nem de sabedoria.

Voltando. Embora os acusados da Escola Base, recentemente, ganhassem os processos junto à justiça (inclusive contra o Estado), as indenizações obtidas por danos psicológicos, morais e materiais não conseguirão reverter o que eles perderam de saúde, de dignidade, de imagem pessoal e profissional limpa perante a sociedade. Não conseguirão reaproximar casais, pais e filhos e amigos, todos afastados pela contaminação do veneno da delação e da acusação vazia. (Obs.: com exceção do jornal Diário Popular, fizeram parte da onda acusatória contra os proprietários e funcionários da Escola Base a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, SBT, TV Globo, Veja, TV Record, Rádio e TV Bandeirantes e IstoÉ. Para pesquisa: acesse na Internet o Google e digite – entre aspas – “escola base”).

O caso da Escola Base passou a ser referência obrigatória de análise e discussão nos cursos sobre Ética do Jornalismo e de Direito, especialmente quanto tratam dos temas “calúnia”, “difamação”,”injúria”, “danos morais”, etc. Seminários e congressos discutem esse caso alertando para a necessária prudência, serenidade e responsabilidade dos profissionais envolvidos em ondas de denúncia e delação. Também a chamada “histeria coletiva”, “transe coletivo”, e as “falsas lembranças” são assuntos pouco estudados nos cursos de Psicologia, Psicopatologia, Psiquiatria, Estudos Sociais, etc. Vale a pena consultar o livro de Alex Ribeiro “O Caso Escola Base - Os Abusos da Imprensa”, publicado pela Editora Ática, em 1995.

Efeitos psíquicos e sociais da delação

O efeito da delação pode ser devastador a nível psicológico, social, moral, político. A vítima da delação, principalmente se for inocente, poderá nunca mais se livrar do sofrimento, da mágoa, às vezes precisará conviver com fobia e pânico e jamais confiará totalmente nas pessoas. A delação tem o poder de sabotar sólidos vínculos de companheirismo e amizades. “A delação produz uma crença clandestina que sapa a confiança das pessoas”, diz o professor de ética da Unicamp, Roberto Romano. No campo político, geralmente a vítima se condena ao auto-isolamento e, dependendo da rigidez superegóica, alguns comentem suicídio como meio ilusório de resgatar a honra. Na Europa e na Ásia, cuja formação moral parece ser mais rigorosa do que nos países latino-americanos, são freqüentes as notícias de suicídios de políticos acusados de corrupção. Em algumas culturas, o suicídio é ainda tido como a única forma de resgate da dignidade perdida na dimensão social. No Japão, as escolas tradicionais incentivam a delação como meio disciplinador dos alunos e professores, além dela ser um importante instrumento de manutenção da rígida hierarquia escolar.

Nesse sistema fechado de regras, qualquer um é “autorizado” para ser delator em nome da tradição moralista, dos valores “certos”, etc. Ser delator é se sentir incluído entre os “dominantes”, mas certamente será odiado entre os “dominados”.

É preciso também considerar que a delação desencadeia um efeito duplo sobre o delator: por um lado, trata-se de um ato que certamente abala a confiança das pessoas tomadas como alvo e por outro, este mesmo ato pode retornar ao próprio delator, causando-lhe danos psicológicos (culpa, remorso) ou sociais (isolamento, rejeição). Não é sem sentido que, na Bíblia, Judas, arrependido de sua traição para com Jesus, se enforca. E, Silvério dos Reis passou para a nossa história como um infame.

Sobrevivido ao ato infame, o delatado jamais esquece o delator. Aqueles que se identificaram com a vítima, também. Nas entrevistas que realizamos por ocasião da pesquisa para doutorado, os entrevistados revelaram que “fulana de tal” ficou marcada pelo meio acadêmico como delatora de um colega aos órgãos de repressão do regime militar pós-64. Seu brilhante currículo como professora, diretora e coordenadora de um projeto inovador de ensino de um importante estado da Federação, não pode evitar em seu currículo a nódoa da delação.

A nódoa imprimida pelo dedo-duro gera medo, precaução e desconfiança por todos, inclusive pelo poder que o acolheu. É verdade que a vítima fica marcada, mas o delator também, por ter fraquejado ou gratuitamente entregado o outro. Haverá sempre a desconfiança de que se ele usou de gesto tão infame uma vez, provavelmente, usará outras.

Alguma coisa está funcionando mal no sistema político quando a nação elege – ou aplaude – delatores e traidores como heróis da pátria e arautos da moralidade. Nessas horas, é preciso, sobretudo, desconfiar dos discursos moralistas de última hora da direita e da extrema-direita. A direita sempre foi moralista no discurso, cafajeste no jogo político e suja na vida privada de seus membros. A esquerda sempre se pautou pela ética, igualdade, justiça, solidariedade, etc., mas nem sempre logrou êxito no seu intento.

É preciso desconfiar das alianças esquizofrênicas dos “princípios” da extrema direita e da extrema esquerda que se unem – tal como representa a faixa de Moebius – visando sabotar os pontos fracos da democracia e tirar proveito da sua crise para enganar o povo com slogans, moralismos e pose de pai autoritário ameaçando o Presidente com uma “surra”. Veja como eles são ridículos quando fazem pose pra galera!

Contra a cultura da delação

Não estamos defendendo a corrupção, nem o caixa 2, nem a ladroagem, mas sim, a atitude prudente e serena nas horas de crise. Em momentos de crise política, a serenidade é melhor do que se deixar levar pelo descontrole das paixões (a política é uma delas), dizia N. Bobbio. Há que se apurar os fatos para em seguida punir os responsáveis, mas não devemos reforçar a “moral cínica” que pretende fundar uma cultura de denúncia ou uma cultura de delação, incentivada pela mídia, premiada pelo aparelho judiciário, e silenciada pelos intelectuais burgueses que se pensam “a favor do proletariado”. (Parafraseando Saramago, os próprios proletários não se vêem como tal; esse termo nada significa para eles, assim como o termo “utopia”).

Pensando numa escola voltada para a sabedoria – e não apenas voltada para preparar os alunos para o Vestibular, ou dando-lhes conhecimento teórico ou um mínimo de técnica para servir ao mercado – teríamos alunos e cidadãos mais céticos, isto é, melhor preparados para resistir e questionar aquelas aulas cheias de opiniões, slogans, palavras de ordem, pregações, enfim, um discurso que, no fundo, serve apenas para formar cidadãos que trocam uma fé por outra. Aulas abstratas, supostamente críticas, podem ter resultados piores do que aulas supostamente alienadas, porque podem ter o poder despertar no aluno apenas ódio em vez da atitude prudente de pesquisador.

Uma universidade sustentada na verdadeira atitude crítica deveria estar ancorada na dúvida metódica, que, além de ser uma atitude necessária para se fazer ciência deveria também fornecer um estilo de ser plural, porque é preciso primeiramente compreender antes de discutir e debater muito antes de condenar.



Bibliografia consultada

ASSIS, M. Conto de Escola. São Paulo: Ática, 1970.

BARBOSA, L. O jeitinho brasileiro... Rio: Campus, 1992.

BOBBIO, N. Elogio da serenidade e outros escritos morais. São Paulo: UNESP, 2002).

CASTORIADIS, C. “Os destinos do totalitarismo”. In: As encruzilhadas do labirinto. v. 2. Rio: Paz e Terra, 1987, pp.207-224.

CONY. C. H. “Delações premiadas”. Folha de S. Paulo, 18/08/2005.

CUNHA, D. R. R. “Sobre Arapongas, Informantes, dedo-duros, etc.” http://www.inf.ufsc.br/barata Email derneval@bigfoot.com Índice barata24.html

DOLTO, F. Como orientar seu filho. Ed.F. Alves,1988.

FOUCAULT, M. Vigiar e punir. Petrópolis: Vozes, 1977.

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VIGNOLES, P. A perversidade. Campinas: 1991.

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PORQUE A OPOSIÇÃO QUER A PRORROGAÇÃO DAS CPIs

Está em todas as manchetes dos jornais "Governo perde e CPI vai ser prorrogada", ledo engano. Não é o governo que perde quem perde de verdade é o povo brasileiro, é o país. Esses senadores e deputados oposição que fazem parte das comissões das CPIs também fizeram uso de caixa 2 nas eleições, todos usaram, todos. Se fizer uma pesquisa nacional perguntando ao povo brasileiro se acredita que alguns não fizeram uso de caixa 2 com certeza à resposta vencedora será o NÃO. Não acredita. ACM, que está a mais 40 anos na política o Tasso Jereissati esse inclusive dono do Shopping Iguatemi em SP, que já ficaram ricos com dinheiro publico quando foram governo, Alckmin que tem 57 Cpis engavetadas, tem até gravação com o deputado Tuma Jr. de SP aonde ele aparece comprando o voto Paschoal Thomeu em troca de votar favor de Edson Aparecido (PSDB), candidato de Alckmin para AL de SP. Fazem uso do dinheiro que não foi contabilizado junto ao TSE, porque extrapolaram o limite nas campanhas para se reelegerem, como fez FHC para conseguir se reeleger pagando R$200.000,00 aos deputados, Serra em 2002, há discrepância entre os pagamentos feitos e contabilizados na Justiça Eleitoral às empresas Intertrade Brasil Telecomunicações Multimídia Ltda. e Computer Graphics Produções Cinematográficas Ltda. e as notas que essas empresas reclamaram na Justiça. Segundo o PT, isso configura claramente a existência de caixa dois na campanha presidencial do PSDB. Usaram caixa 2 não há duvidas. Mas o que mais está demonstrado é o uso eleitoreiro das CPIs, que a oposição está fazendo, diariamente fazem propaganda eleitoral contra o governo Lula, gratuitamente, esse dinheiro não está saindo dos bolsos deles, está saindo dos cofres públicos, está saindo dos bolsos dos contribuintes que pagam seus impostos, que trabalham de verdade que pegam ônibus lotado diariamente, dos empresários que produzem neste país, que geram empregos, que pagam impostos. A oposição está usando o dinheiro do povo brasileiro para voltar ao poder. Poder que eles tiveram por mais de 08 anos e afundaram o país. Criaram o maior desemprego, criaram o maior caos econômico, entregaram um país falido, sem credibilidade, com uma imensa divida externa e interna, um país com 54 milhões de miseráveis (IBGE 2002). Tudo estava sucateado e abandonado no país, teve até o APAGÃO e nós pagamos à conta. Rodovias, portos, aeroportos, ferrovias, universidades, hospitais, saúde, tivemos uma epidemia de dengue nunca vista no país no governo FHC e Serra, por pura falta de um trabalho sério no combate aos mosquitos transmissores da dengue, na época mais de 5000 agentes da saúde do combate a dengue foram demitidos por Serra que era o ministro da Saúde. O juros bancários para empréstimo pessoais nos bancos eram de 8% a 12% ao mês, hoje está entre 4,8% a 5% e para o credito consignado está entre 1% a 2,5% ao mês. O governo da oposição do PSDB de FHC entregou o país com juros de 42% ao ano. Tivemos as privatizações de setores importantes para o país, por um preço mínimo, como a telefonia, energia, siderúrgica, e até hoje não sabe aonde foi usado esse dinheiro já que tudo foi entregue sucateado, e o governo FHC fez empréstimo junto ao FMI, aumentando a divida externa. Esses que agora estão fora do governo que fazem parte das CPIs eram integrantes do governo FHC. Eles estão fazendo à mesma coisa que fizeram quando eram governo, estão tentando desestabilizar a economia, causar o desemprego, aumentar a miséria. Resumindo não estão fazendo nada pelo país, nada pelo povo brasileiro, nada por aqueles que os elegeram nada pelos seus estados. Passam horas fazendo as mesmas perguntas para os depoentes, fazem ameaças, gritam, fazem ilações, fazem gozações, saem no tapa entre eles, se xingam, ameaçam os depoentes de prisão, como se eles fossem, os mais puros, honesto e honrados dos homens, como se fossem juizes soberanos da ética e da moral, que nós sabemos que não são. Nós estamos pagando essa conta. Isso tudo para tentar derrubar o governo Lula, melhor governo que este país já teve e voltar ao poder. Está na hora do povo reagir e pedir para que esses bandos de abutres trabalhem de verdade, com seriedade, que aprovem e façam projetos para melhorar a vida das pessoas, pessoas que fazem parte dos mais de 180 milhões de brasileiros. O Brasil não pode parar por conta das eleições em 2006, o Brasil não merece isso, o povo brasileiro não merece isso. O governo Lula está fazendo tudo de bom para as pessoas, Bolsa Família, Fome Zero, PROUNI, SAMU, Farmácias Populares, Crédito Consignado, Agricultura Familiar, gerou mais de 3.800 milhões de empregos com carteira assinada, está concluindo as penitenciaras federais, está criando universidades federais como a do VALE DO JEQUITINHONHA-MG, está recuperando estradas, está fazendo a reforma agrária, tem exportação recorde, a economia está estabilizada e sólida, a inflação está controlada, em queda, combate a corrupção como nunca foi feito antes no país. Isso tudo incomoda profundamente a oposição que está cada vez mais raivosa e virulenta. Elas estão desmoralizando as instituições, estão desmoralizando as policias, o poder judiciário, não aceitam as investigações feitas pelas policias, estão zombando e desrespeitando o judiciário, estão afrontando a Constituição. Eles tentam parar o governo Lula. Eles tentam um golpe. Mas o povo vai reagir a tudo isso, o povo vai dar a respostas e o castigo que essa corja de abutres merece. O povo vai votar Lula em 2006.Jussara
SEM MEDO DE CONTINUAR SENDO MUITO FELIZ!LULA 2006

http://www.porumnovobrasil.org/web/

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Sexta-feira, Novembro 11, 2005


NAS TREVAS NOVAMENTE

"É difícil acreditar que dom Geraldo Majella não soubesse"


Lendo as declarações do presidente da CNBB, dom Geraldo Majella que afirma que o presidente Lula deve conhecer quem está ao seu lado, eu então entendo que dom Geraldo como presidente da CNBB conhece bem quem está ao seu lado, quem são os padres e bispos que fazem parte do clero. Sendo assim fica impossível acreditar que dom Geraldo não soubesse que padre Felix Barbosa Carreiro que foi preso em flagrante no MA, era pedófilo, fazia uso de drogas e usava até a casa paroquial para seus encontros sexuais com adolecentes e crianças. Então dom Geraldo presidente da CNBB deverá ser investigado, deverá constar como cúmplice do padre Felix, deverá ser punido judicialmente e deverá perder a presidência da CNBB? Deverá ser julgado, massacrado pela mídia safada, deverá ter a igreja católica desmoralizada pelas outras religiões? "Penso que ele deve saber, porque é da sua competência. Ele não pode estar alheio ao que acontece perto de si".

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"É difícil acreditar que Lula não soubesse", afirma CNBB
EDUARDO SCOLESEDA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Três dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter negado, mais uma vez, conhecimento prévio dos esquemas de caixa dois do PT e do "mensalão", o presidente nacional da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Geraldo Majella Agnelo, disse que "é difícil aceitar" esse tipo de declaração. Para ele, Lula "exagera" ao tentar demonstrar otimismo no governo."Pela posição dele, como presidente, ele deve conhecer quem está ao seu lado, quem são essas pessoas. Portanto, se cometem alguma coisa, ele deve querer saber até o fim", disse d. Geraldo. E completou: "Penso que ele deve saber, porque é da sua competência. Ele não pode estar alheio ao que acontece perto de si".

do blog da Jussara http://por1novobrasil.blogspot.com

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E NA CAMPANHA DO SIM, POR QUE ELES FICARAM CALADOS???

Para a igreja católica, o único método de controle da natalidade aceitável é a educação.

O que eles consideram educação? É o medo pervertido que eles tem de sexo?

QUEM É CONTRA O SEXO, É CONTRA A VIDA!!!

Conferência Nacional dos Bispos decide entregar carta a Lula contra descriminalização do aborto

Alessandra BastosRepórter da Agência Brasil

Brasília - A Conferência Nacional dos Bispos (CNBB) decidiu lutar contra o Projeto de Lei 1135/91, que pretende legalizar o aborto. A proposta foi elaborada por uma comissão com integrantes do governo, parlamentares e membros da sociedade civil. Os bispos preparam uma carta para entregar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos membros do Congresso. "Sentimos o grave dever de expressar o compromisso com a vida, dom de Deus, e manifestar o pleno desacordo com projetos de lei que procuram despenalizar o aborto", diz o texto.O Código Penal de 1940, ainda vigente, considera o aborto crime em qualquer hipótese, exceto quando se trata de salvar a vida da gestante ou quando a gravidez é resultante de estupro. Na América Latina, apenas quatro países proíbem integralmente o aborto voluntário: Chile, Colômbia, El Salvador e Honduras. Já em Cuba e Porto Rico, não há restrições para esta prática.A CNBB vai orientar os fiéis a se posicionarem contra o Projeto de Lei. "Os bispos vão levar ao clero e, por meio deles, aos fiéis. Esse é um processo de educação permanente", disse o vice-presidente da CNBB, Dom Antônio Celso de Queirós.De acordo com a organização não-governamental "Center for Reproductive", dos Estados Unidos, mais de quatro milhões de mulheres morrem a cada ano na América Latina por complicações causadas por abortos, o que representa 13% da mortalidade materna. De acordo com pesquisa da Organização Não-governamental Advocacia Cidadã pelos Direitos Humanos, divulgada em setembro, a maioria das mulheres que têm complicações ou morrem no Brasil em conseqüência de abortos mal feitos é pobre, negra e de baixa escolaridade. Para a igreja católica, o único método de controle da natalidade aceitável é a educação. O vice-presidente da CNBB disse que "essa não é uma questão de direito da mulher e nem dos pobres, tem muita gente de classe alta que faz aborto". Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado no mês passado, diz que abortos praticados em condições precárias e complicações relacionadas ao parto são a principal causa de morte de jovens entre 15 e 19 anos no mundo.Após o referendo sobre armas de fogo, hoje tramitam no Congresso Nacional 300 propostas de referendo e plebiscito. Entre os temas está a legalização do aborto. Don Geraldo Majella, diz que a igreja não concorda com um referendo para consultar a população sobre a questão. "Direitos secundários podem ser colocados em um referendo, mas direitos fundamentais não".Para Dom Antônio Queiroz, tanto a igreja quanto a sociedade têm a obrigação de dar apoio a uma mulher grávida. Perguntado sobre a expulsão de uma garota grávida do grupo de jovens da Igreja Maria Imaculada, na cidade satélite Guará II, em Brasília, com a justificativa de que ela não era um bom exemplo para os demais adolescentes, Dom Antônio respondeu que "expulsaria esse padre do ministério, porque ele não entendeu nada. Sobre essas pessoas, paira o maior risco de ser condenado por Deus".
10/11/2005

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CPIs e VEJA,
a tabelinha da baderna tucana




Vladimir Poleto nega repasse de dinheiro cubano

O economista Vladimir Poleto, ex-servidor da prefeitura de Ribeirão Preto, disse ontem durante depoimento à CPI dos Bingos que foi coagido pelo jornalista Policarpo Júnior, da revista Veja. Segundo a publicação, Poleto teria participado de uma suposta transferência de dinheiro enviado de Cuba para a campanha do presidente Lula. Poleto disse que sofreu constrangimento pessoal por parte do jornalista da Veja, para que assumisse a participação no transporte de caixas de bebidas onde estaria escondido dinheiro supostamente enviado de Cuba. O economista disse que a matéria Veja "é mentirosa". Ao final do depoimento, a CPI dos Bingos aprovou requerimento para que o Ministério Público e a Polícia Federal investiguem Poleto por falso testemunho. O advogado Rogério Buratti, ex-assessor da Prefeitura de Ribeirão Preto, também negou a participação na suposta transferência de dinheiro. Citado na mesma matéria da Veja, Buratti afirmou que foi apenas consultado por Ralf Barquete sobre a suposta transferência. Barquete foi secretário de Finanças de Ribeirão Preto na gestão de Antonio Palocci. "Nunca tive conversa com o ministro (da Fazenda, Antonio) Palocci sobre esse assunto e não ajudei em nenhuma operação", ressaltou. O PT está processando Veja por danos materiais e morais.

Fontana critica prorrogação dos trabalhos da CPMI dos Correios

O líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), criticou ontem a prorrogação dos trabalhos da CPMI dos Correios por mais 120 dias. "Para mim, é uma tentativa da oposição de garantir, agora sim, um palanque eleitoral para as vésperas das eleições do ano que vem", disse. Segundo ele, se quiser trabalhar seriamente ao longo de toda a semana, a CPMI pode concluir os trabalhos até 15 de dezembro, a data prevista para o encerramento dos trabalhos. "Nesse período, é possível investigar o que falta e aprofundar os relatórios". "Fontana disse que não se quer cercear os trabalhos da CPMI, mas alertou que ninguém é ingênuo para deixar de observar a motivação política da oposição para transformar os trabalhos em palanque eleitoral. "Sabemos que uma investigação parlamentar tem como um dos componentes a luta pelo poder. Isso é evidente e fica claro pela posição daqueles que querem prorrogar a CPMI". "O líder petista disse que a CPMI, em quase seis meses de trabalho, já quebrou sigilos bancários, fiscais e telefônicos, com avanços nas investigações. "Agora é hora de concluir os trabalhos e entregar toda a documentação à Polícia Federal e ao Ministério Público". Para Fontana, o Congresso Nacional deve ser ferramenta auxiliar dessas duas instituições cuja finalidade principal é a investigação. Fontana utilizou o mesmo raciocínio para posicionar-se contra a prorrogação dos trabalhos de duas outras comissões em curso - a da Compra de Votos e a dos Bingos. O petista disse que a atuação da CPI dos Bingos "vem sendo totalmente inconstitucional, investigando tudo aquilo que ela imagina que pode prejudicar o governo Lula ou atacar o PT". Eu a chamaria de CPI anti-PT e anti-Lula. Este é o nome real da CPI dos Bingos: a CPI do fim do mundo", afirmou. "Segundo Fontana, a CPI vem sendo utilizada como palanque eleitoral. Foi lá que se ouviu recentemente o ex-juiz federal João Carlos da Rocha Mattos, preso acusado de vender sentenças judiciais. "A CPI ouviu um presidiário, preso durante o governo Lula e que comandava uma quadrilha que vendia sentenças judiciais. Este ex-juiz e atual presidiário vem à CPI dos Bingos e só tem acusações a fazer contra o PT e o governo Lula. Será que ao longo dos anos que ele comandou essa quadrilha, ele nunca viu nenhum caso que envolvesse outro partido ou outros setores da sociedade?", indagou o líder.

Rands considera relatório tendencioso e incompleto e pede vistas

O deputado Maurício Rands (PT-PE) considerou "tendencioso e incompleto" o relatório parcial sobre movimentação financeira do empresário Marcos Valério de Souza foi considerado. Ele pediu vistas do parecer apresentado ontem pelo sub-relator de fontes financeiras da CPMI dos Correios, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR). Com isso, o texto que pede o indiciamento do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e de Marcos Valério só será discutido e votado na sexta-feira da próxima semana (18). Segundo Maurício Rands, o sub-relator agiu com parcialidade ao concentrar o parecer apenas no período de 2003 a 2004 e nos erros cometidos por setores do PT. "O esquema de financiamento de campanha via empresas de Marcos Valério começou em 1998, com o envolvimento do PSDB de Minas Gerais. A CPMI dispõe de documentos e depoimentos que comprovam isso. No entanto, os fatos foram ignorados para dar a entender que o esquema foi inaugurado com o PT", afirmou Rands. O deputado petista sugeriu que sejam incluídos no relatório dados relativos ao depoimento do tesoureiro da campanha para reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas Gerais em 1998, Cláudio Mourão. Maurício Rands destacou que o pedido de vistas não significa blindagem ou proteção a Marcos Valério ou a Delúbio Soares. "O que queremos é a complementação do parecer. Sobre o indiciamento, a CPMI já dispõe de documentos suficientes para pedir o indiciamento dos dois", dissed. O relatório recomenda que Ministério Público e Polícia Federal indiciem Delúbio Soares e Marcos Valério por falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, fraude na lei de licitações, tráfico de influência entre outros. Delúbio, segundo o sub-relator, deverá responder também por crime eleitoral.

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Quinta-feira, Novembro 10, 2005

Trogloditas
A barbárie não é uma opção!



O Judiciário brasileiro e a ameaça 'venezuelana'
Wanderley Guilherme dos Santos
Cientista político
A direita brasileira tomou ares de direita venezuelana. Depois de re-introduzir, com sucesso, o radicalismo de facção nos colegiados parlamentares, começa a desafiar o Poder Judiciário e a provocar fisicamente os adversários. Foram poucas as vezes em que indiciados nos processos parlamentares em curso apelaram às cortes, assustados pela incontinência verbal da oposição e pela audácia da crônica golpista, que pretendem vedar-lhes, mais que real direito de defesa, a possibilidade de que sejam inocentes. A paralisia do Partido dos Trabalhadores, principal alvo da truculência oposicionista, estimulou a multiplicação de denúncias irresponsáveis e a crescente vulgaridade de gestos e palavras com que se manifesta. É inegável que, comprovada e confessadamente, delitos eleitorais foram cometidos por todos os grandes partidos, alguns médios, e outros pequenos. Está provado que empresas para as quais as campanhas eleitorais são grandes negócios, cometeram crimes tributários e fiscais, transferindo montanhas de dinheiro para bancos no exterior. Finalmente, há fortes indícios de que, sob pretexto de utilização de caixa dois, deputados individuais desviaram parte dos recursos para fins privados.
Tudo somado, temos aí suculento catálogo de malfeitorias a serem elucidadas e punidas. Longe, entretanto, do enredo que a dupla PSDB/PFL, acumpliciada com a imprensa de oposição, quis enfiar a toque de caixa pelo esôfago da opinião pública. A tese de que os ilícitos descobertos só correspondiam a parcela de um grande plano de saque dos recursos públicos, executado por lideranças do PT, foi perdendo credibilidade à medida que, passado o choque inicial, as bombásticas chamadas do noticiário televisivo e as letras garrafais das manchetes dos jornais fracassavam em entregar o que prometiam. Não, não é verdade que a utilização de caixa dois tenha sido inventada ou monopolizada pelo PT. Reconhecer a ilegalidade não equivale a justificá-la, e sério tratamento da matéria deve comparar a legislação à realidade da disputa eleitoral, apurando a extensão em que regras nefelibatas contribuem para aumentar a sedução do ilícito. Por isso o PSDB e o PFL acabaram por entrar na roda, consumidores por igual do pecado clandestino. Também desmorona a fábula de que existiria um sistema de desvio de fundos que, à semelhança das antigas divisões do SNI, estaria implantado nas empresas estatais. Atenção: o total de falsos anúncios de falcatruas, divulgados pelos relatores e sub-relatores já é, hoje, provavelmente, superior ao número de mentiras efetivamente comprovadas nos depoimentos de Marcos Valério. As quinzenais promessas de relatórios comprometedores continuam vãs.
A incapacidade de emprestar verossimilhança ao que se revela, a cada alucinada denúncia, como uma farsa, construída ao longo do empenho em interpretá-la, vem enervando a oposição, que teme as conseqüências eleitorais do golpe fracassado. Torna-se evidente que as CPIs tem andado acuadas por ocasional maioria constituída por mal educados histriões. Os mesmos que, apoiados pela infantilidade da esquerda ressentida, pretendem impor um desafio venezuelano ao Judiciário. Na verdade, o Judiciário vem sendo tímido no restabelecimento das normas processuais estabelecidas em lei. Os direitos devem ser mantidos íntegros quanto mais graves forem as acusações aos indivíduos indiciados, ao contrário da tese predominante nas comissões e colegiados de que julgamentos políticos podem se dar ao desfrute da selvageria sem satisfação a ninguém. Ao contrário, a transferência da soberania popular implícita na concessão de um mandato político é ato que instaura regras de civilidade na administração de conflitos, não significando nunca a expedição de alvará para a inauguração de volúveis e subjetivos patíbulos.
Quando a exaltação política se reduzir, vídeos e documentos da presente época atestarão o surrealismo de relatórios de Comissão de Inquérito em que, mediante pelo menos uma demonstrável mentira e orações sem sujeito, pede-se a cassação dos mandatos de parlamentares sobre alguns dos quais, inclusive, o relatório afirma não existirem nem mesmo indícios de culpabilidade. Denúncias vazias são posteriormente, citadas como juízos passados em julgado, da mesma maneira que suicídios de pacientes são depois computados como casos comprobatórios da sólida experiência de psicanalistas. Senadores anciãos sublevam-se contra decisões do Judiciário e tentam transformar o Legislativo em tribunal de última instância de si próprio. Deputados encarregados de avaliar a credibilidade de denúncias contra membros do Legislativo interpretam de forma inábil, diante de câmeras de televisão, textos de que, conforme parece, não foram os autores. Daí a teatralização canhestra, pausas fora de lugar, ênfases burlescas e a indignação nada convincente, macaqueando a opinião impressa e bajulando a pública.
Contradições e ridículos históricos são seguros indicadores da prevalência de tais equívocos. Por exemplo: o pedido de cassação do mandato do deputado José Dirceu por ser o organizador de um crime ? o mensalão ?, cuja inexistência foi motivo suficiente para o afastamento de quem o proclamou, o ex-deputado Roberto Jefferson. Ou seja, o ilícito do mensalão ora não existiu, para que, de consciência limpa, se faça a condenação de um parlamentar, e ora existiu, para que se penalize da mesma maneira um outro parlamentar. Custo a crer que o deputado José Dirceu ignorasse que o PT recorria ao caixa dois. Mas não é impossível que não estivesse ciente de sua administração específica. Cabe às CPIs esclarecerem o assunto conforme a processualística em vigor e julgá-lo também segundo as normas vigentes. Qualquer desvio em direção à excepcionalidade afronta a Constituição e, se solicitado, o Superior Tribunal Federal tem a obrigação de repor as coisas e gentes em seus devidos lugares constitucionais. Os histriões parlamentares não têm autonomia para serem tirânicos. Serão, quando muito, arrivistas "venezuelanos".
Em outro exemplo de peça pregada aos incautos pelo tempo, é bem provável que aquela pobre deputada do PSDB de Goiás, Raquel Teixeira, depois de haver servido aos propósitos facciosos da CPI, venha a perder o mandato por ter mentido a respeito do agora inocentado deputado Sandro Mabel (PL-GO). O único elemento de prova, dado como suficiente para sugerir a pena radical de cassação de mandato, era a palavra de um par. E a mesma leviandade de juízo vem sendo exercida em relação a outros acusados, contra os quais não existe senão a palavra de terceiros. O colégio da Câmara aceita ou não a "evidência" conforme a distribuição de suas simpatias e, assim, depoentes, relatores e juízes acabam se revelando, em um ou outro momento, igualmente arbitrários. O Legislativo comporta-se autocraticamente, declarando que é justo e conforme o direito o que vier a declarar como tal. Esse comportamento viola a doutrina que sustenta a existência de direitos anteriores às leis positivas e que não podem ser maculados por estas. Basta
perguntar a John Locke. O histrionismo eleitoral da oposição está conduzindo o Congresso, por ações e omissões, a um conflito de tipo venezuelano. O motivo propagandístico de atribuir ao presidente Luiz Inácio tendências "chavistas", tal como inventava a mesma mídia, há exatos 50 anos, que os comunistas queriam tomar o poder junto com JK, arrisca se converter, assim como antes, na cobertura do golpismo. O obstáculo, hoje, é o Judiciário.

Wanderley Guilherme dos Santos é membro da Academia Brasileira de Ciências e Pró-Reitor da Universidade Candido Mendes.

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No Such Thing


http://www.possiblefilms.com/
site do diretor Hal Hartley

Synopsis:
Writer-Director Hal Hartley takes a humorous and satirical look at a society concerned only with instant gratification and voyeuristic sensationalism. Disgusted with human evolution, a foul-mouthed Monster (Robert Burke) kills anyone who crosses his path. When a news crew sent to investigate the Monster disappears, a guileless young woman (Sarah Polley) dispatched to follow up on the story befriends the Monster and becomes his only hope in ending his life of misery.

Quem não viu, procure ver. Um filme fantástico em todos os sentidos. O diretor Hal Hartley faz quase tudo, inclusive a trilha sonora. Vale a pena conhecer esse filme e esse diretor.
No Brasil só tem em DVD um filme dele:
Categoria:
DVD
Título
As Confissões de Henry Fool (Henry Fool) Categoria:3 Gênero: Dramaano de produção: 1997ator(es): Thomas Jay Ryan, James Urbaniak, Parker Poseydiretor(es): Hal Hartley

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NO SUCH THING







O OCIDENTE EM TRANSE.
AQUI NO BRASIL A "VITÓRIA" DO
NÃO, NOS EUA O CRIACIONISMO. NA EUROPA, A REBELIÃO DA PERIFERIA.

Comentando a matéria mais abaixo...

Para algumas correntes da esquerda que acham que quanto pior melhor; quanto pior, pior. Quanto mais miséria, mais ignorância, obscurantismo e barbárie. Com a globalização da miséria, o mundo está ficando cada dia mais perigoso e mais ameaçador para o nosso futuro como espécie. Esse é um desafio para a própria esquerda, não sucumbir também na miséria capitalista.

Recorro a Nietzsche em dois momentos:

Isto é, quanto menos alguém sabe mandar, mais avidamente deseja alguém que mande, que mande com rigor, um Deus, um príncipe, uma classe, um médico, um confessor, um dogma, uma consciência partidária. (A GAIA CIÊNCIA)

O homem é uma corda, atada entre o animal e o além-do-homem - uma corda sobre um abismo. Perigosa travessia, perigoso a-caminho, perigoso olhar-para-trás, perigoso arrepiar-se e parar.
O que é grande no homem, é que ele é uma ponte e não um fim: o que pode ser amado no homem, é que ele é um passar e um sucumbir. (Prefácio de Zaratustra, 1883)

Adauto Melo
Grupo Beatrice

Evolucionismo sofre mais um revés nos Estados Unidos
BBC BR

Teoria da evolução é amplamente aceita pelos cientistas
O Estado do Kansas, nos Estados Unidos, aprovou novos padrões para o ensino de ciências que abrem espaço para professores das escolas públicas questionarem a teoria da evolução em suas aulas.
A decisão do comitê de educação desse Estado americano, por seis votos a quatro, é considerada uma vitória dos criacionistas e dos defensores do "desenho inteligente", teoria segundo a qual o universo é tão complexo que deve ter sido criado por um poder superior.
Muitos cientistas dizem que os criacionistas reembalaram velhas idéias em uma nova linguagem com tom científico para driblar uma decisão da Suprema Corte dos EUA em 1987.
Na época, o principal tribunal americano se opôs ao uso da Bíblia nas escolas públicas para explicar a origem, ou criação, do ser humano.
Amplamente aceita pela comunidade científica, a teoria da evolução, ou evolucionismo, foi popularizada pelo cientista britânico Charles Darwin, na década de 1850, baseada na evidência de que as espécies evoluem adaptando-se às condições naturais, a chamada seleção natural.
Violação constitucional
Para os críticos da decisão do comitê do Kansas, tomada na terça-feira, os novos padrões para o ensino de ciência são uma tentativa de introduzir Deus e o criacionismo nas escolas públicas, violando a separação constitucional entre igreja e Estado em vigor nos EUA.
Os novos padrões estabelecidos pelo Kansas dizem que os estudantes do ensino médio devem compreender importantes conceitos da teoria da evolução.
Contudo, também declaram que a teoria básica de Darwin de que toda a vida teve uma origem comum foi desafiada recentemente pela descoberta de fósseis e pela biologia molecular.
A decisão segue medida similar tomada em outros quatro Estados americanos, Minnesota, Novo México, Ohio e Pensilvânia.
Pressão
De toda forma, o que de fato é ensinado na sala de aula continuará a cargo dos 300 comitês escolares locais do Estado do Kansas, embora alguns educadores temam que em algumas comunidades aumentará a pressão para ensinar menos sobre evolução ou mais sobre criacionismo e "desenho inteligente".
"Este é um dia triste. Estamos nos tornando motivo de risos não apenas da nação, mas também de todo o mundo, e eu detesto isso", disse Janet Waugh, membro do comitê do Kansas ligada ao Partido Democrata.
Contudo, John Calvert, um promotor aposentado e fundador da rede "Desenho Inteligente", disse que as mudanças no ensino de ciências serão graduais, com alguns professores se sentindo mais livres para discutir teorias críticas ao evolucionismo.
"Essas mudanças não têm como objetivo mudar os corações e mentes dos fundamentalistas da teoria de Darwin", afirmou Calvert.

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Quarta-feira, Novembro 09, 2005




Documentário diz que EUA usaram arma química no Iraque

EUA dizem que bombas de fósforo foram usadas para iluminação
Um documentário de 20 minutos transmitido nesta terça-feira pela RAI, a TV estatal italiana, acusa o Exército dos Estados Unidos de usar bombas de fósforo contra civis iraquianos na cidade de Falluja em novembro de 2004.
O filme diz que isso representa o uso ilegal de armas químicas, apesar de as bombas serem consideradas dispositivos incendiários.
Testemunhas e ex-soldados americanos afirmam que a bomba foi usada em áreas populosas na cidade controlada pelos insurgentes.
O Exército americano nega as acusações, mas admite o uso de bombas de fósforo no Iraque para iluminar os campos de batalha.
Washington não é signatário de um tratado internacional que restringe o uso de dispositivos de fósforo branco.
Ataque
A transmissão do documentário ocorreu um dia após a chegada à Itália do presidente do Iraque, Jalal Talabani, para uma visita oficial de cinco dias.
A divulgação também coincide com o primeiro aniversário do ataque liderado pelos EUA a Falluja, que provocou a fuga da maioria dos 300 mil moradores da cidade e deixou muitas de suas construções destruídas.
O documentário foi transmitido simultaneamente por um canal aberto da RAI e por seu canal de notícias 24 horas, com um aviso de que algumas das imagens poderiam ser perturbadoras.
O documentário começa com imagens anteriormente classificadas como secretas de militares americanos usando bombas de napalm durante a guerra do Vietnã.
Ele mostra uma série de fotografias de Falluja com corpos com a carne queimada, mas com as roupas ainda intactas – o que seria um dos efeitos do uso de fósforo branco em humanos.
Jeff Englehart, descrito como um ex-soldado americano que serviu em Falluja, conta como ele ouviu em rádio militares ordens para o uso de fósforo branco e diz ter visto o seu resultado.
"Corpos queimados, mulheres queimadas, crianças queimadas. O fósforo branco mata indiscriminadamente... Quando entra em contato com a pele, então é um dano absolutamente irreversível, queimando a carne até o osso", diz ele.
Mitos
Em dezembro, o Departamento de Estado americano divulgou um comunicado negando o que chamou de "mitos generalizados" sobre o uso de armas ilegais em Falluja.
"As bombas de fósforo não são proibidas. As forças americanas as usaram de forma muito esparsa em Falluja para fins de iluminação. Elas foram disparadas no ar para iluminar as posições inimigas à noite, não contra combatentes inimigos", disse o comunicado.
Porém o documentário da RAI também alega que Washington vem tentando sistematicamente destruir as imagens que provariam o suposto uso de fósforo branco contra civis em Falluja.
A opinião pública italiana tem se posicionado consistentemente contra a guerra, e o documentário da RAI deve aumentar ainda mais os pedidos públicos para a retirada dos soldados italianos do Iraque o mais rápido possível.
O governo italiano vem negociando com líderes da oposição uma retirada gradual a partir de 2006.
O presidente iraquiano e os Estados Unidos dizem que a presença das forças internacionais é essencial para a estabilidade do Iraque.
BBC BR

A imprensa tucana continua censurando esse assunto, vamos divulgar e mostrar para o Brasil como é "livre" a imprensa "brasileira".

Informação oculta é censura
28/12/2004 VERMELHO

A mídia no Brasil tem categoria de primeiro mundo. Não é preciso ser especialista na matéria para chegar a esta constatação, basta assistir os programas televisionados e ler os jornais de vários países europeus para perceber o nível lamentável existente. Esta riqueza de um país ainda subdesenvolvido como o Brasil – refiro-me aos milhões de desempregados, de analfabetos, de famintos e ao patrimônio natural que anualmente perde matas, rios, fauna e flora que correspondem a países inteiros – existe devido aos investimentos enormes feitos por empresas poderosas da comunicação social, pela formação profissional e tecnologia do mais alto nível e pelo acesso à informação nacional e internacional.
Temos presenciado a capacidade de obtenção, pela mídia brasileira, de informações guardadas a sete chaves pelos defensores da ditadura de 1964, assim como de outras do mundo do crime que revelam tanto ao grande público como às autoridades governamentais, indícios que fazem com que a polícia realize o seu papel de investigação com o maior êxito. Obras primas de detetives resultam do trabalho de jornalistas bem equipados e bem relacionados com “anônimos” que conhecem os meandros em que os crimes se dão. Até aí fica o agradecimento popular e a admiração pelo talento e a organização do trabalho profissional.
Diante deste quarto poder, que é o da mídia, e da eficiência comprovada com que atua, temos o direito democrático de perguntar porquê algumas importantes notícias que circulam em grandes jornais do mundo não são transmitidas no Brasil. A lista é imensa, mas vou me ater apenas às recentes revelações de uso de armas químicas pelo exército norte-americano contra os iraquianos. Será que a mídia brasileira considera sem importância tais acontecimentos? Evidentemente conhecem as informações seguintes, que reproduzo do jornal português “O Avante” de 9/12/04:. A Al-Jazeera (28/11/04) afirma que “os militares dos EUA estão utilizando napalm e outras armas proibidas contra civis na cidade iraquiana de Faluja”;. O jornal britânico Sunday Mirror retoma as acusações (em noticia publicado no seu site de Internet de 28/11/04), descrevendo os efeitos do napalm: “transforma as suas vítimas em bolas de fogo humanas, uma vez que o gel funde as chamas com a carne” (o que talvez explique a expulsão do Crescente Vermelho Iraquiano, de Faluja, por ordem do comando americano, diz a France Presse de 05.12.04;. no Washington Post de 10.11.04 o Capitão Erik Krivda a propósito da notícia sobre o uso do fósforo branco contra os habitantes de Faluja, diz: “Algumas peças de artilharia dispararam salvas de fósforo branco que criou uma cortina de fogo impossível de ser extinta com água. Insurretos relataram que foram atacados com uma substância que lhes derretia a pele, uma reação como a de queimaduras com fósforo branco”;. O jornal britânico Daily Telegraph de 9.11.04 confirma a notícia acima;. A autora Naomi Klein escreveu no The Guardian, 26.11.04: “No Iraque, as forças dos EUA e dos seus súditos iraquianos já nem se dão ap trabalho de esconder os ataques contra alvos civis e estão eliminando abertamente todos quantos – médicos, clérigos, jornalistas – se atrevam a contar os cadáveres.
Perante um protesto do Embaixador dos EUA no Reino Unido, Naomi Klein repetiu as acusações (The Guardian 4.12.04) citando numerosos relatos de imprensa, entre os quais os de que os primeiros alvos dos ataques dos EUA em Faluja foram os hospitais e centros médicos, opção que o New York Times refere a 29.11.04 como sendo “a fonte de boatos sobre pesadas baixas”;. O New York Times de 29.11.04 refere um relatório da Cruz Vermelha Internacional denunciando a prática de torturas no campo de concentração dos EUA em Guantânamo, dizendo que tais práticas são “cada vez mais refinadas e repressivas” e contam com o apoio de médicos do campo que transmitem informações sobre a vulnerabilidade e a saúde mental dos presos, o que viola a ética médica”.
Jorge Cadima, o articulista de “O Avante” que relatou os horrores acima reproduzidos, compara “o imperialismo dos EUA cada vez mais ao hitlerismo não apenas nos seus objetivos de dominação mundial pela força, mas também nos seus crimes”.
Negar a divulgação de tais informações é o mesmo que ocultar as provas dos crimes contra a humanidade impedindo-a de tomar consciência da ameaça que paira sobre todos os que lutam pela liberdade. Quem tomou conhecimento de tais denúncias internacionais e impediu que elas viessem a público no Brasil cometeu o crime da “censura” tantas vezes condenada pela imprensa que se diz livre no país.
As pessoas hão de perguntar o quê fazer para evitar que este descontrole mundial se torne uma tragédia irreversível. Não há receitas, mas há muitos caminhos. O primeiro deles é participar das iniciativas em defesa da paz, como a que está em curso pelo Cebrapaz para que Bush seja julgado como criminoso de guerra que utiliza os recursos terroristas, que diz combater, para subjugar os povos indefesos e todo o mundo que se cala.

Zillah Branco, Brasileira, 67 anos, formada em Ciências Sociais (USP), experiência de vida e trabalho no Chile , Portugal e Cabo Verde, colaboradora do jornal O Avante (PCP).

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Leia excelente entrevista com a filósofa Marilena Chauí, professora da USP na Revista Caros Amigos de novembro/2005 sob o título: A CRISE É UM PRODUTO DA MÍDIA.

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Líder do PT critica “denuncismo irresponsável"

O líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS) criticou duramente nesta terça-feira, na tribuna, a forma como o PSDB e o PFL vêm fazendo oposição ao governo Lula. Para Fontana, as infundadas críticas que sistematicamente o PSDB e o PFL fazem ao governo estão deixando de ser debate político para se transformarem em agressões pessoais.
“Se esperássemos por uma avaliação positiva desses dois partidos, poderíamos esperar sentados pelo resto de nossas vidas. Só fico me perguntando porque o PSDB e o PFL não utilizaram todo esse conhecimento sobre como bem governar para resolver os problemas do Brasil nos 8, 10, 15, 20 ou 30 anos em que a maior parte dos seus quadros esteve no Governo” salientou Fontana.
O líder petista também criticou o trabalho da CPI dos Bingos, considerada por ele como inconstitucional. “A CPI não está investigando fato determinado, como manda o regimento, apenas transformou-se em palco para uma luta político partidária antiesquerda”, enfatizou.
“Outro dia assisti a um depoimento na CPI, do ex-juiz, atual presidiário Rocha Matos. Trata-se de um chefe de quadrilha que vendeu sentenças ao longo do Governo Fernando Henrique Cardoso, operando livremente durante 10 anos no país. O ex-juiz foi preso durante este Governo e, portanto, é inimigo visceral do Governo Lula. Todas as denúncias do ex-juiz são contra o PT e o Governo Lula. Mas, porque será que o presidiário Rocha Mattos, não sabe de nenhum crime envolvendo outro setor, outro partido, para contar na CPI”, indagou o líder Henrique Fontana.
Para o líder petista, o que está acontecendo é uma onda de denuncismo irresponsável. “Os problemas existem. Houve um caixa dois ilegal feito dentro do PT. Não concordamos com esse caixa dois. Mas a punição para o caixa dois do PT tem que ser idêntica à punição para o caixa dois do PSDB feito na campanha do ex-presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo. Não é possível aceitar dois pesos e duas medidas”, enfatizou.
O líder Henrique Fontana defendeu a votação da reforma política, como forma de acabar com a hipocrisia de alguns partidos. “Vamos acabar com o caixa dois na política brasileira, fazendo a reforma política. O que não podemos é acusar um partido por essa prática, deixando os olhos fechados para os outros que também a realizaram. Queremos investigações e punições republicanas”.
Gizele Benitz
Todos os direitos reservados.É permitida a reprodução dos textos desde que citada a fonte.http://www.informes.org.br/Liderança do PT na Câmara dos Deputados

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Excelentíssimos Senadores e Deputados da oposição.


Tenho assistido os discursos de vossas excelências nas tribunas do Senado e da Câmara, e tenho lido declarações em jornais de vossas excelências, sobre o governo Lula e sobre o presidente Lula. Percebo a irritação de todos os senadores e deputado da oposição, ao bom desempenho do governo Lula. Vejo que os excelentíssimos ficam irritados com o sucesso do Bolsa Família que está tirando milhões de pessoas da miséria, combatendo a fome e devolvendo a dignidade aos cidadãos, vejo a irritação com o sucesso das exportações, vejo a indignação de vossas excelência com o Credito Consignado, que devolve dignidade ao cidadão trabalhador e aos aposentados que podem quitar suas dividas, comprar bens, muitos sonhos de consumo antes proibidos pela falta de crédito. O Crédito Consignado livrou os trabalhadores e aposentados da humilhação de pedir dinheiro emprestado para amigos e parentes para uma necessidade. Vejo que há muita irritação e ódio ao bom desempenho da economia do país, com a queda dos juros, a queda da inflação,a queda do dólar, aumento nas vendas, aumento na produção, geração de empregos e renda. Vejo que os excelentíssimos senadores e deputados, tem ódio do PROUNI, que da oportunidade de todos cursarem a universidade e não somente um parcela abastada da população. Como sou profissional da área da saúde, tenho obrigação de informar a vossas excelência que o ódio, a raiva é muito prejudicial a saúde. Tive a honra de trabalha com o Prof. Dr. Adib Jatene, ele me disse uma vez, o que mata não é o trabalho é a raiva. Estudos feitos por vários pesquisadores da saúde revelam que pessoas que sentem muito ódio, raiva, tem muito mais chance de desenvolver doenças coronarianas e câncer. Gostaria de deixar vossas excelências cientes do risco que correm com a saúde, e orientar para que tirem o ódio do coração para terem vida longa e saudável, para verem de pé a vitória desse que é o melhor presidente que o Brasil já teve, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente de todos os brasileiros.
Jussara SeixasSP Brasil
SEM MEDO DE CONTINUAR SENDO MUITO FELIZ!LULA 2006

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Bolsa Família, uma história de conquistas
Por Patrus Ananias
Há exatamente dois anos, o presidente Lula editou a medida provisória 132, posteriormente convertida na lei 10.836, que instituiu o Bolsa Família, hoje considerado o maior programa de transferência condicionada de renda dos países desenvolvidos. Com essa iniciativa, não “inventamos a roda”. Mas, justiça seja feita, esse pode ser considerado o marco de uma revolução na área de políticas públicas na área social. As primeiras experiências de programas de transferência de renda no país datam do início da década de 90, que serviram de exemplos para outros programas em vários municípios e alguns estados; foram modelos para o Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e Cartão Alimentação. Por sua vez, o Bolsa Família – prioridade do nosso governo, carro-chefe do Fome Zero – incorporou, ampliou e consolidou experiências implantadas nas três esferas de governo e avançou, se tornando um dos principais eixos na construção de uma grande rede de proteção social.
O primeiro avanço do Bolsa Família começa com o seu próprio conceito de unificar as políticas de transferência de renda e de direcionar o foco da sua ação e da ação das outras políticas complementares e interligadas na família. Esse foco no ambiente familiar potencializa o programa, que desde sua criação vem passando por etapas de aperfeiçoamento, incluindo um vigoroso esforço de ampliação do programa, o que possibilitou o alcance de 8 milhões de famílias pobres em 24 meses de existência. O mais recente avanço é a adesão das prefeituras à repactuação do programa, que vai permitir um programa mais descentralizado e com mecanismos de controle mais fortes.
Com a assinatura do Termo de Adesão ao Bolsa Família, firmado com todos os municípios até o final de outubro, MDS e município vão compartilhar a responsabilidade de atualizar cadastros, bloquear, desbloquear e cancelar benefícios, além de reafirmar a obrigação dos gestores municipais pelo envio de informações de freqüência escolar e de acompanhamento da saúde de crianças até seis anos, gestantes e mães em período de amamentação.
Em razão da aplicação rigorosa do princípio republicano, marca comum a todos os programas do governo do presidente Lula, estamos conseguindo dar prosseguimento aos avanços que representa o Bolsa Família.
A Rede Pública de Fiscalização do Bolsa Família, formada por meio de convênios com a Controladoria Geral da União, com o Tribunal de Contas e com promotores e procuradores de Justiça federais e de todas as comarcas do território nacional, apresenta ótimos resultados no controle de pagamento de benefícios. Esse trabalho é feito em consonância com os instrumentos de controle social e com os mecanismos de controle próprio criados pelo próprio Ministério. Os dados do Cadastro Único foram cruzados com as informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), o que possibilitou verificar a renda dos beneficiários e corrigir eventuais distorções. O Cadastro passou também por testes de consistência, cujos resultados foram enviados aos municípios para atualização cadastral com maior qualidade.
Ao mesmo tempo, o Ministério tem apoiado os gestores do Bolsa Família para implantação dos chamados Programas Complementares e para controle das condicionalidades – controle de acompanhamento de saúde e controle de freqüência escolar dos filhos das famílias atendidas. Conforme definição dos instrumentos normativos do programa, essas iniciativas são formas de cooperação básica dos municípios para fazer valer o pacto federativo e converter os benefícios do Bolsa Família em mudança na qualidade de vida de seus cidadãos, que é o verdadeiro objetivo que nos une nessa empreitada.
Patrus Ananias é ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Artigo publicado originalmente no site da Agência Carta Maior (http://www.agenciacartamaior.com.br/)

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Terça-feira, Novembro 08, 2005

Dois filmes fundamentais para esse momento



A Batalha de Argel descreve eventos decisivos da guerra pela independência da Argélia, marco do processo histórico de libertação das colônias européias na África. A ação concentra-se entre 1954 e 1957 [a guerra só terminaria em 1962], mostrando como agiam os dois lados do conflito: enquanto o exército francês recorria à política de eliminação e à tortura, a Frente de Libertação Nacional [FLN] desenvolvia técnicas não convencionais de combate baseadas na guerrilha e no terrorismo. Neste filme de imensa atualidade, o mestre italiano Gillo Pontecorvo mudou a história do cinema político ao construir uma narrativa de tirar o fôlego, em que mistura técnicas de documentário e de ficção.
Gênero
Cinema Europeu
Atores
Brahim Haggiag, Yacef Saadi, Jean Martin, Tommaso Neri, Fawzia el Kader, Michele Kerbash, Mohamed Ben Kassen, Samia Kerbash,
Direção
Gillo Pontecorvo,
Idioma
Francês, Árabe,
Legendas
Português,
Ano de produção
1966
País de produção:
Argélia, Itália,
Duração
121 min.
Distribuição
Videofilmes
Região
4
Áudio
Dolby Digital 2.0 (Francês e Árabe)
Vídeo
Tela Cheia
Cor
Preto e Branco



Eleito um dos melhores filmes brasileiros contemporâneos pela Revista de Cinema e vencedor da competição nacional de documentários do festival É Tudo Verdade,
Notícias de uma guerra particular é um amplo e contundente retrato da violência no Rio de Janeiro. Flagrantes do cotidiano das favelas dominadas pelo tráfico de drogas alternam-se a entrevistas com todos os envolvidos no conflito entre traficantes e policiais - incluindo moradores que vivem no meio do fogo cruzado e especialistas em segurança pública. A realidade da violência é apresentada sem meio-tons e da forma mais abrangente possível, tornando patente o absurdo de uma guerra sem fim e sem vencedores possíveis.
Produto em Pré-Venda. Faça o pedido deste produto separadamente dos demais.
Gênero
Documentário
Atores

Direção
João Moreira Salles, Kátia Lund,
Idioma
Português,
Legendas
Inglês, Espanhol, Francês,
Ano de produção
1999
País de produção:
Brasil,
Duração
56 min.
Distribuição
Videofilmes
Região
Multizonal
Áudio
Dolby Digital 2.0 (Português)
Vídeo
Tela Cheia
Cor
Colorido

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Metade dos presos em Paris é menor de idade


Garotos de até 11 anos já foram detidos incendiando carros

Cerca da metade dos jovens detidos desde o início da onda de violência na periferia de Paris é menor de idade, fato que vem preocupando as autoridades. A idade média dos garotos presos, segundo a polícia francesa, é de apenas 16 anos.
Neste final de semana, dois garotos de apenas 11 anos foram presos no momento em que incendiavam carros na cidade de Orléans, a cerca de 130 km de Paris.
Todos os seis jovens detidos em um local que servia para a fabricação de coquetéis molotov em Evry, no subúrbio da capital, têm idade entre 13 e 16 anos. Eles haviam fabricado uma centena de explosivos.
"Nós estamos estupefatos com a pouca idade desses jovens", afirmou ao jornal Le Parisien o procurador da República em Evry, Jean-François Pascal.
Vandalismo
Os policiais também se dizem chocados ao descobrir, em vários casos, que os atos de vandalismo na periferia de Paris e em cidades de outras regiões francesas são cometidos por garotos tão jovens.
Até ontem, 500 pessoas haviam sido encarceradas nas delegacias do país, sendo a metade menores. O número de pessoas controladas pela polícia de forma geral (o que inclui, por exemplo, a apresentação de documentos de identidade) e que podem ou não ser levadas à delegacia é bem maior e já ultrapassa o número de mil.
De acordo com a direção de assuntos criminais do Ministério da Justiça francês, 15 menores tiveram prisão preventiva decretada. Eles comparecem diante de um juiz especial para crianças. Na França, eles podem ter sua prisão decretada a partir de 13 anos de idade.
Exclusão
Já na adolescência, esses garotos, muitos deles nascidos na França, mas de origem imigrante, já vivem o sentimento de exclusão social.
Eles ainda não passaram por discriminações no mercado de trabalho, como ocorre com pessoas originárias de países do Magreb (Argélia, Marrocos, Tunísia) e do restante da África que vivem nos subúrbios da capital francesa, onde a taxa de desemprego é de 21%, o dobro da média nacional. Entre os jovens desses subúrbios, o desemprego chega até a 40%.
Mas a escola dessas periferias também não funciona como um elemento de integração social, disse à BBC Brasil Imed Midouni, responsável do centro educativo Trampolim para a Inserção, em Val de Marne, na periferia de Paris.
O centro que ele dirige recebe jovens que foram enviados por um juiz da vara de infância e adolescência e tenta inserir socialmente e profissionalmente os delinqüentes juvenis. É uma espécie de última oportunidade antes da prisão.
"Nas escolas dessas zonas urbanas sensíveis não há nenhum mix social e cultural. As crianças e jovens só convivem com pessoas que também são de origem imigrante. Tudo é propício para a criação de guetos", diz ele.
"A infra-estrutura dessas periferias é bastante pobre, e eles vivem, normalmente, em prédios insalubres", diz o educador, que viveu durante 25 anos no distrito de Seine-Saint-Denis, na periferia de Paris, onde os atos de vandalismo começaram.
Midouni afirma que a onda de violência é motivada por um sentimento de injustiça e de pouca perspectiva diante do futuro. Além disso, esses garotos de pouca idade convivem no dia-a-dia com adultos desempregados, que sofrem discriminação e enfrentam inúmeras dificuldades.
Ele não acredita que os adolescentes tenham se juntado a jovens na faixa de 18-20 anos para destruir prédios e queimar carros simplesmente por diversão, como comentam alguns parisienses em relação ao assunto. Para ele, esses garotos sentem uma verdadeira revolta.
O ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, chamou nesta segunda-feira os autores desses atos de vandalismo de "hooligans" e "criminosos".
Daniela Fernandesde Paris BBC BR

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Alemanha já teme protestos 'à francesa'



Cinco carros foram queimados na noite de domingo em Berlim

Cinco automóveis foram incendiados na noite de domingo na capital alemã, Berlim, e mais três na cidade de Bremen, no norte do país, onde desconhecidos também puseram fogo em um prédio que ia ser demolido.
A polícia alemã não vê uma relação com os protestos na França, mas admite que os incêndios podem ter sido inspirados pelos confrontos no país vizinho.
Com isso, cresce o temor de que os confrontos verificados na França se repitam na Alemanha.
Como a França, a Alemanha abriga um número grande de estrangeiros: são cerca de 7,5 milhões de pessoas, ou mais de 8% da população.
A maioria dos estrangeiros, quase 2 milhões, é de origem turca. Muitos deles têm grandes dificuldades para se integrar na sociedade alemã.
Estudos mostram que jovens turcos têm menos chances de alcançar sucesso na escola e de conseguir um bom emprego.
Eles também são mais afetados pela atual crise econômica no país do que os alemães.
Aviso
A onda de violência na França despertou o interesse dos políticos alemães para um assunto que não é dos mais populares no país – a integração dos estrangeiros.
O atual governo alemão, composto pelos partidos social-democrata e verde, possibilitou a crianças estrangeiras nascidas no país a escolha entre a nacionalidade dos pais ou a alemã quando atingem os 18 anos de idade.
No entanto, o governo não implementou todas as medidas que prometeu durante a campanha eleitoral, como por exemplo um aumento sensível do número de cursos de alemão para estrangeiros residentes no país.
Wolfgang Schäuble, apontado como o novo ministro do Interior do próximo governo alemão, disse que a integração tem que ser fomentada por meio de mais cursos de língua alemã e mais chances para jovens estrangeiros no mercado de trabalho.
O ministro do Interior do Estado da Baviera, Günther Beckstein, admitiu que até agora os esforços dos políticos alemães nesse campo deixam muito a desejar. "Nós falhamos", disse Beckstein, que acha que protestos violentos de jovens estrangeiros poderão ocorrer na Alemanha.
Um porta-voz do governo lembrou que a situação na França não pode ser comparada à da Alemanha, mas que os confrontos franceses devem servir de "aviso" aos políticos alemães.
Repetição improvável
Representantes da comunidade turca na Alemanha acham improvável a repetição dos protestos violentos na Alemanha.
Bülent Arslan, presidente do fórum turco-alemão no Estado da Renânia do Norte-Westfália, diz que até agora ele não vê nenhum perigo.
No entanto, segundo Arslan, o governo deve evitar que os turcos vivam cada vez mais em guetos, o que ocorre, por exemplo, na região industrial do Vale do Ruhr, que abriga um grande número de estrangeiros.
Marcelo Crescentide Frankfurt BBC BR

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Países vizinhos temem que violência da França se espalhe

Milhares de carros foram incendiados na França

Incidentes similares aos distúrbios ocorridos na França nos últimos 11 dias foram registrados na madrugada desta segunda-feira em Bruxelas e Berlim, provocando o medo de que a violência se espalhe pelo resto da Europa.
Segundo a polícia belga, cinco carros foram incendiados em frente à principal estação de trem da cidade, a Gare de Midi, no centro da capital, onde grande parte da população é de imigrantes.
Mas as autoridades belgas disseram que não se trata da mesma situação, segundo a agência de notícias France Presse.
Em Berlim, cinco carros também foram incendiados em um bairro operário durante a noite.
Segundo a agência de notícias Associated Press, a polícia disse que está investigando para saber se o incidente foi uma tentativa de copiar os distúrbios da França.
Tumultos
De acordo com a France Presse, também houve distúrbios pela segunda noite consecutiva na cidade de Bremen, norte da Alemanha, onde contêineres de metal foram incendiados 24 horas depois de carros e um edifício fora de uso terem sido queimados.
O político conservador alemão Wolfgang Schaeuble, cotado para ser ministro do Interior no governo da chanceler Angela Merkel, disse em entrevista ao jornal alemão Bild não acreditar que o país venha a sofrer o mesmo tipo de violência da França.
"Nós não temos os enormes conjuntos habitacionais que você vê na periferia de cidades francesas", disse ele ao jornal.
Mas Schauble admitiu que é preciso melhorar a integração dos estrangeiros na Alemanha.
BBC BR

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Não é a ordem que precisa ser restaurada, é a dignidade humana.
A ordem precisa ser transformada, o capitalismo está desmoronando sobre si mesmo.
E eles não compreendem o que está acontecendo. A globalização da miséria, é a globalização da resistência ao sistema.

Chirac: 'restaurar a ordem é prioridade na França'

Chirac disse que é preciso melhorar justiça social na França
O presidente francês, Jacques Chirac, disse neste domingo que o Estado está determinado a ser mais forte que aqueles envolvidos em atos de violência, e que a restauração da ordem é prioridade na França.
Chirac vinha sendo criticado por não ter se pronunciado publicamente sobre onda de violência que começou há dez dias nos subúrbios de Paris e se espalhou pelo resto da França.
Chirac disse ainda que os responsáveis pela violência serão detidos, mas admitiu que é preciso mais justiça social e oportunidades iguais para acabar com os piores choques na França em quatro décadas.
A declaração foi feita após uma reunião de emergência convocada mais cedo para discutir a crise, depois da noite mais violenta desde o início dos choques.
O primeiro-ministro, Dominque de Villepin, disse que a segurança vai ser reforçada onde for necessário, mas o secretário-geral do sindicato dos policiais, Nicolas Compte, disse que a polícia está sob intensa pressão por causa da violência, e que muitos agentes estão exaustos, depois de terem sido atacados noite após noite.
Neste domingo de manhã, cidades francesas limpavam os estragos e as cinzas da décima noite consecutiva de protestos nas comunidades onde a maioria da população é de origem árabe ou africana.
Mais de 1.300 carros foram incendiados durante a noiteOs manifestantes queimaram cerca de 1.300 carros durante a noite, e a polícia prendeu mais de 300 pessoas em cidades em todo o país, desde Nice, na Cote d'Azur, até Estrasburgo, no Vale do Reno.
No sábado à noite, os protestos chegaram pela primeira vez ao centro de Paris.
Segurança
Alguns ministros chave do governo também convocaram reuniões para discutir a segurança.
Villepin convidou professores e policiais das áreas mais carentes para um encontro.
O ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, visitou oficiais da polícia durante a noite, nas áreas de Essone e Val-de-Marne, nos arredores de Paris.
Os choques começaram no último dia 27, depois que dois jovens de origem africana morreram eletrocutados no subúrbio de Clichy-sus-Bois quando, supostamente, fugiam da polícia.
Na cidade de Evreux, na região da Normandia, pelo menos 30 carros e três lojas foram incendiados no sábado à noite, informaram as autoridades.
Uma escola também foi atacada com bombas de fabricação artesanal, e quatro policiais ficaram feridos nos choques com os adolescentes.
A polícia também disse ter encontrado uma fábrica de bombas artesanais em um dos subúrbios da capital.
Uma loja da cadeia de restaurantes McDonald's foi praticamente destruída em Corbeil-Essones, e uma creche foi incendiada em Grigny, ao sul de Paris.
Uma fábrica de reciclagem de papel também foi atacada em Essone, onde 800 m2 de papel e cerca de 35 carros foram incendiados.
Em Drancy, nordeste de Paris, dois adolescentes foram presos depois de tentar incendiar um caminhão.
BBC BR

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Repressão: mais do mesmo. São os tucanos de lá. A miséria não pode ser contida para sempre.
O mundo da extravagância está com os dias contados,
de um jeito ou de outro.
Este é o desafio para a esquerda.

França autoriza toque de recolher para conter distúrbios

Violência já dura 12 noites em várias cidades francesas
O governo da França autorizou governos regionais a impor toques de recolher sob uma lei de Estado de emergência invocada em decorrência dos distúrbios que atingiram várias partes do país nas últimas 12 noites.
O ministro do Interior francês, Nicolas Sarkozy, disse que os toques de recolher visam áreas onde têm ocorrido os maiores problemas – em geral, subúrbios com altas concentrações de minorias étnicas.
Além disso, ele anunciou que serão mobilizados 1,5 mil agentes extras para reforçar o policiamento das áreas dos distúrbios.
A lei que impõe Estado de emergência também permite aos policiais que realizem batidas em locais onde eles acreditam que estejam sendo armazenadas armas.
Sarkozy – que na semana passada chamou os participantes dos distúrbios de "escória" – disse que, neste momento, o governo francês vai se comportar com firmeza, cabeça fria e moderação.
Menos violência
A reunião do gabinete aconteceu após o que foi descrito pela polícia como uma noite mais calma que as anteriores.
Ainda assim, mais de 1.173 mil veículos foram queimados pelo país, e cerca de 330 pessoas foram detidas pela polícia.
"A intensidade da violência está diminuindo", disse o chefe da Polícia Nacional, Michel Gaudin.
Um correspondente da BBC em Paris disse que os subúrbios da cidade estão aparentemente mais calmos, mas é difícil dizer se esta trégua é permanente ou se não passa do resultado de um reforço da presença da polícia nas ruas francesas.
A reunião do gabinete francês terá o objetivo de avaliar a imposição de toques de recolher em áreas afetadas pelos distúrbios, que têm sido comuns sobretudo em regiões habitadas por imigrantes.
BBC BR

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LULA E A TARTARUGA


A Tartaruga

Moradores de Copacabana, comprai vossos peixes na peixaria Bolívar, Rua Bolívar 70, de propriedade do Sr. Francisco Mandarino, porque eis que ele é um homem de bem. O caso foi que lhe mandaram uma tartaruga de cerca de 150 kg, dois metros e (dizem) 200 anos, a qual ele expôs em sua peixaria durante 3 dias e não a quis vender; a levou até a praia, e a soltou no mar. Havia um poeta dormindo dentro do comerciante, e ele reverenciou a vida e a liberdade na imagem de uma tartaruga. Nunca Mateis a Tartaruga. Uma vez, na casa de meu pai, nós matamos uma tartaruga. Era uma grande, velha tartaruga do mar que um compadre pescador nos mandara para Cachoeiro. Juntam-se homens para matar uma tartaruga e ela resiste horas. Cortam-lhe a cabeça, ela continua a bater as nadadeiras. Arrancam-lhe o coração, ele continua a pulsar. A vida está entranhada nos seus tecidos com uma teimosia que inspira respeito e medo. Um pedaço de carne cortado, jogado ao chão, treme sozinho de súbito. Sua agonia é horrível e insistente como um pesadelo. De repente os homens param e se entreolham com o vago sentimento de estar cometendo um crime. Moradores de Copacabana, comprai vossos peixes na peixaria Bolívar, de Francisco Mandarino, porque nele, em um momento belo de sua vida vulgar, o poeta venceu o comerciante. Porque ele não matou a tartaruga.
Rubem Braga

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Não deixem de ler,
qualquer semelhança com o Brasil hoje,
não é mera coincidência...




Carta aberta
aos juízes de Negri
por GILLES DELEUZE [1925-1995]



publicado no jornal La Repubblica
em maio de 1979
Tradução Francisco de Guimaraens



A partir dos procedimentos judiciais, está velozmente avançando a impressão de que não há nada, literalmente nada, nos dossiês da acusação, que conduza o julgamento à prisão e a posterior detenção do Professor Negri, seus colegas e camaradas. A voz no telefone durante a ligação à família Moro está, de repente, sendo desconsiderada; os lugares onde Negri supostamente esteve vão, de alguma forma, desaparecendo do caso; e seus escritos, ao contrário de serem 'estratégicas resoluções das Brigadas Vermelhas', se apresentam como textos que expressam clara oposição às posições das Brigadas Vermelhas.


Os promotores, ao longo do processo, têm continuamente deixado de apresentar suas evidências legais - nos foi dito para 'ter paciência'. E, enquanto isso, os procedimentos do julgamento tomaram a forma de um ideológico debate sobre os escritos de Negri, em um espetáculo digno da Inquisição.


De fato, os magistrados têm o tempo a seu lado: a Lei Reale (1975) os autoriza a manter presos, por até quatro anos sem serem julgados, aqueles encaminhados à prisão preventiva. Dois princípios estão em jogo nesse caso, dois princípios que vitalmente dizem respeito a todos os democratas responsáveis.


Primeiramente, a justiça deve satisfazer o princípio segundo o qual o conteúdo da acusação deve conter uma certa identidade. Não apenas deve o acusado ser identificado precisamente, mas também a substância da acusação deve conter uma identidade precisa e não pode ser contraditória. Do contrário, se elementos da acusação emergem posteriormente, então tal fato envolve um novo caso.


Em suma, a acusação feita deve conter em sua substância um mínimo de consistência identificável. A menos que tal precisa identificação exista nas acusações feitas contra o indiciado, a defesa não pode operar caso as acusações permaneçam genéricas e não-específicas.


Este princípio foi violado, por exemplo, na ordem de prisão emitida por Roma. Tal ordem inicia-se pela recapitulação do seqüestro de Moro (como se Negri fosse acusado de estar presente). Então, segue invocando seus escritos e suas idéias (de modo que, mesmo que não estivesse diretamente envolvido, foi 'responsável' pelo ocorrido).


Aqui temos uma fórmula de 'cercar por todos os lados', não uma acusação legalmente consistente; pula-se da ação à instigação e à mera cogitação, de idéias para qualquer evento que se amolde ao prosseguimento do caso. A tal acusação, tão diversificada e indeterminada, falta a mais elementar identidade jurídica: 'serás considerado culpado de qualquer modo...'.



Segundo, os interrogatórios do processo devem conformar-se a um certo princípio de disjunção e exclusão. Ou A é o caso, ou B; se for B, então não é A etc. No caso de Negri, parece que os magistrados têm intenção de 'manter suas opiniões em aberto', de maneira que, os fatos que se opõem, não mais são alternativas que excluem uma à outra. Se Negri não estava em Roma, a ligação telefônica para a família Moro ainda é tida como uma pista incriminadora, ao se deslocar quem fez o telefonema para Paris (ou vice-versa).


Se Negri não estava diretamente envolvido no seqüestro de Moro, então de algum modo ele o inspirou ou 'pensou' a respeito, o que é quase o mesmo do que executar o seqüestro. Se Negri em seus textos e pronunciamentos se opôs claramente às Brigadas Vermelhas, tratava-se apenas de um inteligente 'despiste', provando ainda mais conclusivamente que ele estava em secreto acordo com as mesmas e era seu líder oculto. E assim por diante.


Elementos contraditórios nas acusações não cancelaram um ao outro. Ao contrário, nesse caso eles se tornaram cumulativos. Como Franco Piperno, um dos acusados 'foragidos', expôs, tais fatos implicam em uma extremamente curiosa forma de avaliar o significado de textos políticos e teóricos.


Aqueles que formularam as acusações contra Negri estão tão acostumados em acreditar que em um discurso político é possível dizer qualquer coisa, de modo que a explícita 'política' é sempre um encobrimento, que eles simplesmente não podem conceber a situação em que um intelectual revolucionário não pode escrever outra coisa, senão o que ele realmente pensa.


Andreotti, Berlinguer e seus pares podem sempre esconder o que eles realmente pensam, porque em tal discurso político tudo é oportunismo calculado, o que pode certamente ser dito (citando um notável exemplo de outro intelectual revolucionário) no caso de Gramsci.


Em suma, longe de proceder através da exclusão de alternativas, os interrogatórios do julgamento de Negri e dos outros acusados em seu caso se basearam em um princípio de inclusão, o acréscimo de elementos contraditórios.


Nós devemos agora perguntar como e por que tais negações de justiça se tornaram possíveis. É aqui, acredito, que o papel da impressa e da mídia exerceu, com poucas exceções, e continua exercendo, uma crucial influência no caso de Negri. Não pela primeira vez, evidentemente, mas talvez pela primeira vez através de tão sistemática e organizada forma, a imprensa preparou e pré-esvaziou o terreno para um sensacional 'pré-julgamento' (e a imprensa francesa não menos desejou se juntar a tal campanha de difamação e de calúnia).


O sistema judicial nunca seria capaz de abandonar o princípio da específica identidade nas acusações; os interrogatórios não teriam jamais sido conduzidos nos termos da inclusão, se a imprensa e a mídia não tivessem preparado o terreno, oferecido meios através dos quais tais regras pudessem ser flagrantemente abandonadas e esquecidas sem reação pública.


De fato, a mídia, por sua vez, operou de acordo com outro princípio específico. Fosse no caso dos jornais diários ou semanais ou do rádio e da TV, a mídia é governada pelo princípio de acumulação.


Então, pode haver 'notícias' que relatam cada dia e, como repúdios ou contradições do dia anterior não têm qualquer influência nas 'notícias' do dia seguinte, a imprensa e a mídia podem realizar uma acumulação de tudo que é dito de um dia para o outro, sem se temer qualquer contradição. O uso do 'condicional' permite que todas as possibilidades se multipliquem e coexistam.


Assim, é 'possível' tornar público que Negri esteve em Roma, Paris ou Milão no mesmo dia! Estas três 'possibilidades' estão simplesmente acumuladas. Ele é apresentado, de um lado, como um 'membro ativo' das Brigadas Vermelhas, ou seu 'líder oculto', e por outro como representante de uma tendência e de táticas totalmente opostas. Sem problema...


As diferentes versões estão de novo acumuladas. Se nós acreditarmos no jornal Francês (Le Nouvel Observateur), percebemos o seguinte resultado: mesmo que Negri não estivesse nas Brigadas Vermelhas, ele é um Autonomista, e 'todos nós sabemos quem são os Autonomistas de esquerda na Itália'.


Quaisquer que sejam os fatos, o tratamento de Negri se tornou justificado. A imprensa se lançou nessa tarefa em direção a uma fantástica acumulação de 'fazer-acreditar', que não seguiu depois o judiciário, mas por seu 'pré-julgamento' preparou ativamente o modo pelo qual o judiciário e a polícia esconderam sua total falta de evidência ou substância nas acusações.


O novo espaço para repressão judicial e policial em Europa hoje pode apenas funcionar através de um crucial papel preparatório da imprensa e da mídia. Todos os órgãos da mídia, da esquerda à extrema direita aceitaram essa grosseira violação da justiça e do devido processo legal. Parece que chegou à Europa o tempo em que a velha reivindicação de que a imprensa deve 'manter uma certa distância', deve representar uma certa resistência aos 'slogans oficiais' não mais se aplica.


Dadas as alegadas ramificações de tal conspiração, como informado na imprensa ('A conexão francesa', o 'QG das Brigadas Vermelhas' etc.) não se pode deixar de pensar nessa ocasião que minha carta é uma 'intromissão em assuntos italianos a respeito dos quais somos ignorantes'.


Negri é um cientista político, um intelectual de ponta, tanto na França quanto na Itália. Italianos e franceses têm hoje os mesmos problemas em encarar a escalada da violência, mas também em confrontar uma escalada de repressão, que não sente sequer a necessidade de ser juridicamente legitimada - desde que sua legitimação seja conferida adiantadamente pela imprensa, pela mídia, os 'órgãos da opinião pública'.


O que estamos testemunhando aqui é um autêntico massacre judicial, através das modalidades da mídia, de homens e mulheres que estiveram presos, indefinidamente, sob o fundamento de 'evidência' legal a respeito da qual o mínimo que se pode dizer é que se trata de não-substanciais e vagas acusações.


Enquanto isso, as tão esperadas 'provas' são constantemente adiadas para amanhã. Nós, de fato, não acreditamos nessas 'provas' que têm sido constantemente prometidas. Ao contrário, gostaríamos de mais informação a respeito das condições daqueles que estão presos e do solitário confinamento ao qual eles têm sido submetidos. Talvez, estamos esperando outra 'catástrofe prisional', que, sem dúvida, daria chance à imprensa para achar a tal elusiva e 'definitiva prova' da culpa de Negri?


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Esse livro é literalmente
prova de inocência
por GILLES DELEUZE [1925-1995]

publicado em dezembro de 1979

resenha do livro de Negri
Marx au-delà de Marx (Harmattan, 1979) edição francesa de Marx oltre Marx, quaderno di lavoro sui Grundrisse editado em 1979 na Itália ( Feltrinelli ) e que resultou de nove seminários sobre os "Grundrisse" de Karl Marx na École Normale Supérieure de Paris na primavera de 1978 a convite de Louis Althusser.


Por que a aparição do livro de Negri é importante, não só em si mesmo, mas também em relação à sua situação na prisão especial? Porque, em vários jornais italianos, um curioso empreendimento de depreciação ocorreu: 'Negri não é um pensador importante, ele é um medíocre e até um patético teórico'. Nós notamos que o fascismo, quando prendia um pensador ou teórico, não sentia a necessidade de diminuí-lo; ao contrário, diz que 'nós não temos nada a ver com pensadores, eles são detestáveis e perigosas pessoas'.


A democracia dos dias de hoje precisa depreciar para persuadir a opinião pública que a pessoa em questão é um falso pensador. Mas o livro de Negri mostra claramente o que todos de nós aqui sabemos: que Negri é um novo Marxista teórico extremamente importante. Em segundo lugar, Negri nunca quis ser apenas um teórico; sua teoria, suas interpretações são inseparáveis de um certo tipo de luta social prática.


Agora, o livro de Negri descreve seu campo de luta como uma função que ele chama de capital social, como uma função de uma nova forma de luta dentro do capitalismo; em particular segue-se disso que as lutas não mais se dão na simples estrutura da empresa ou da associação. Mas, em nenhum momento, o tipo de luta prática defendida por Negri passa pelo caminho do terrorismo, nem pode a mesma ser confundida com os métodos promulgados pelas Brigadas Vermelhas.


Neste sentido, desde que os juízes italianos estão tão interessados no estilo de Negri, em suas intenções e seus pensamentos, esse livro é literalmente prova de inocência. Então, poderíamos dizer que Negri é duplo, que como um escritor ele empreende uma teoria de uma certa prática social, mas que, como um agente secreto, ele tem uma prática terrorista completamente diferente? Essa idéia seria particularmente idiota, pois, a não ser que ele esteja sendo pago pela polícia, um escritor revolucionário não pode praticar um tipo de luta diferente daquelas que ele aprova e promulga em seus escritos.







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A IMAGEM DA ERA FHC

Naufrágio da P-36, 92 acidentes em 3 anos

A covardia é a prisão dos fracos e decadentes.

Peçonha virtual

Artur Virgílio é uma abominação. Um idiota, criado no seio de uma ridícula família burguesa, que se acha aristocrata só porque tem a falta de imaginação de repetir o mesmo nome há quatro gerações.
É um cafajeste metido a refinado, que grita com mulher em público e acha aceitável ameaçar dar uma surra no Presidente da República..
ACM Neto também é um boçalzinho, que nunca precisou trabalhar duro na vida, se elegeu deputado às custas do avô coronel. E que avô, hein? Fraudador de painel de votação do Congresso que, quando se viu prestes a perder o mandato, não honrou as calças que vestia e renunciou. Não vale um traque de José Dirceu. Pois é o netinho deste sujeito asqueroso quem se acha no direito de ameaçar publicamente o Presidente da República do Brasil, eleito com a maior votação da história. Queria ver ser macho pra ameaçar um dos generais ditadores que seu vovô tanto apoiava. Bravateiro, inconseqüente, arrogante, sem um pingo de compostura e decoro para exercer o cargo que exerce.
A louca da Heloísa Helena, que acha que ser de esquerda é fazer esse triste papel de lavadora das privadas da direita, o qual vem exercendo há tempos, também achou bonito ameaçar de pancada o mandatário maior da nação. É claro que não foi levada a sério, pois além de mal poder com um gato morto pelo rabo, sempre teve fama de histérica e mal-amada, que faz da agressividade verbal exibicionista uma espécie de sexualidade alternativa. É uma piada ambulante, até naquele Congresso de bufões.
O Brasil tem hoje a pior bancada na Câmara Federal de todos os tempos.Com raras e honrosas exceções, que só confirmam a regra.
E também, salvo as raras e honrosas exceções confirmadoras, o Brasil tem hoje a pior imprensa que já teve desde que vendidos e golpistas como Carlos Lacerda e David Nasser bateram as botas.
A começar pelas “estrelas” dos noticiários e programas de entrevistas.
Arnaldo Jabor é um cineasta fracassado, que cometeu três filmecos pornográficos, metidos a cult. Desistiu, felizmente, e quando pensávamos estar livres de sua falta de talento, eis que o monstro ressurge e resolve torrar nossa paciência de outro jeito: fingindo que está com encosto do Paulo Francis. Paulo Francis era um direitista doente. Mas, pelo menos era ele mesmo. Uma bosta de ele mesmo, vale lembrar. Agora, imagine um pastiche desta bosta? Acertou, é Arnaldo Jabor.
Jô Soares é o filho único de um casal de grã-finos, criado no Copacabana Palace, e que nunca conseguiu superar a idade mental de doze anos. Tanto que não consegue fechar a boca e comer do jeito que um homem de sessenta anos deveria. Com barbas brancas na cara, continua se comportando como o garoto gordo que faz o papel de bobo da classe. Acha que é engraçado, quando está sendo apenas ridículo. Acha que é mais inteligente que todo mundo, quando só é arrogante. Assistiu um programinha mambembe de um entrevistador estadunidense, imitou em tudo, até no cenário, e com isso se sente no direito de humilhar seus entrevistados, seus músicos, sua equipe técnica e até sua platéia. Ou claque, melhor dizendo.Agora, decidiu que seu papel de deformador de opinião é fazer campanha declarada contra um governo que foi democraticamente eleito.
Nas quartas-feiras, reúne no seu picadeiro um grupelho de peruas, todas na menopausa e se achando o máximo por serem debochadamente chamadas de “meninas”.
Cristiane Lobo ri com cara de idiota e concorda com tudo que o Gordo diz. Talvez com medo de perder o empreguinho global e ter de cobrir defunto de periferia na Record.
A pobre professora da USP , que deve estar por lá atrás de um mensalinho pra engordar seus honorários, tenta falar, mas, é sempre atropelada por Lúcia Hipólito. Aí sorri amarelo e deixa pra lá, com aquela cara de “tia” que entende a ignorância das criancinhas.
Ana Paula, aquela mistura de loura do Tchan com foca de jornal de bairro, é tão competente que só conseguiu emprego mesmo no falido JB. Diz um monte de besteiras, sacode as bijuterias e faz caras e bocas pra câmera, talvez sonhando com um convite tardio para posar na Playboy.
E tem a Lúcia Hipólito, a pior figura que já apareceu na telinha nos últimos tempos. É feia, é brega, é antipática, é arrogante, é mal educada, interrompe a fala das outras e ainda se acha a última coca-cola gelada do sertão. Parece a bruxa malvada das antigas histórias da Disney. É o estereótipo da perua de família rica que quer se afirmar como “intelectual” pra esnobar as amigas no chá das cinco. Apresenta-se como “cientista política”. Como assim, “cientista”? Alguém já leu algum artigo científico desta senhora? Já discutiu seus livros em algum congresso? Já viu o currículo Lattes dela? Ela realiza suas pesquisas científicas em qual instituição?
O que se sabe é que exerce função de jornalista e pelo que se intitula, sem ter a devida formação na área. Mas, acha que pode ditar regras sobre tudo. Solta batatas imperdoáveis até na boca de um estudante de primeiro período de sociologia. Como a da última quarta-feira, dia dois de novembro, quando disse que não poderíamos ter escolhido Lula para “gerenciar” o Brasil, “pois ele nunca gerenciou nem mesmo um carrinho de pipocas”.
Claro que todo mundo que estudou “ciências políticas” sabe o quanto é importante a experiência gerencial de carrinhos de pipocas na carreira de um presidente da república, não é mesmo?
Alguém precisa avisar à “cientista” que o cargo de Presidente da República é representativo e não gerencial. E que o Estado não é uma empresa. Tem relações sociais, econômicas e humanas bem mais complexas que uma padaria ou uma fábrica de automóveis. Não pressupõe a hierarquia existente em uma empresa. Não visa o lucro e não tem dono. Se a gente fosse escolher Presidente, como se escolhe gerente, era melhor fazer concurso público em vez de eleição.
A única das “meninas” que dizia coisa com coisa, a veterana jornalista Teresa Cruivinel, foi posta pra fora do programa, ou saiu de lá correndo para não pagar mais mico naquele festim idiota, que mais parece um fim de tarde na Daslu.
E o que temos na mídia impressa? A revista VEJA.
A revista VEJA merece um capítulo à parte, pois já deixou de ser uma publicação jornalística, pra embarcar no gênero ficcional com narrativa de literatura fantástica. Traz em suas páginas seres que só poderiam existir mesmo na ficção fantástica, como o Diogo Mainard.
Eu até acredito em fadas, saci, duendes e fantasmas. Mas, não acredito que alguém como o Diogo Mainard possa existir de verdade.
O pior é que, ao embarcar na literatura de ficção fantástica, a VEJA devia ter, pelo menos, treinado seus repórteres, distribuindo um exemplar de “Os Cavalinhos de Platiplanto”, clássico do gênero, escrito por J.J.Veiga. A boa referência literária faria com que as criaturas, pelo menos, conseguissem imaginar uma historieta melhor do que esta de Fidel mandando ao Brasil dinheiro para financiar a campanha de Lula. E ainda escondido em caixas de uísque. Por que não caixas de charutos, que seria mais verossímil? Ou será que Fidel invadiu o Paraguai desde 2002 e a gente ainda não sabe?
As outras publicações chafurdam num mar de jabaculês, sensacionalismo e ignorância.
Nem escrever corretamente em português conseguem mais.
Mas, é essa imprensa sem preparo e totalmente comprometida com as forças conservadoras que forma a opinião da classe média brasileira.
A classe média brasileira que é tonta, idiota e tem péssima formação educacional. Quem chega a fazer faculdade, nunca mais lê um livro, depois que se forma. Quando lê, é auto-ajuda, escrita pelo Lair Ribeiro.
Mesmo assim, essa turma acha que é bem informada às custas de VEJAS, ÉPOCAS, FOLHAS, GLOBOS e se sente elite, adotando as idéias e comportamentos da gentalha da mídia, que forma sua opinião.
Já a elite de verdade é hipócrita, canalha, egoísta e cruel. Tem ódio de Lula, por ser mestiço, nordestino e pobre. Acha um insulto ser governada por ele e se pudesse já o teria tirado do poder na ponta da baioneta, como fez com João Goulart, que nem pobre, nem nordestino era, apenas um moderado socialista.
É uma elite pobre de cultura e formação, composta por quatrocentões decadentes, descendentes de degredados, que se julgam nobres e por emergentes ridículos, que se sentem quatrocentões.
Uma elite ignara, que compra livros como de fossem azulejos, para decorar paredes.
E é uma elite burra, que nunca leu Gilberto Freyre nem Adam Smith e não aprendeu que, até para poder continuar a habitar a casa grande, precisa deixar a senzala comer um pouco melhor.
Não, Poeta Cazuza, eu não vou “pedir piedade para esta gente careta e covarde!” “Pelo menos esta noite, não.” Estou mais é querendo que todos eles vão pro diabo que os carregue.
Estou de saco cheio de tanta baixaria, mediocridade, autoritarismo, maucaratismo e violência real e simbólica.
Estou de saco cheio de ver esses cretinos mentindo, enganando e manipulando pra não deixar que o sonho do povo se realize.
Estou de saco cheio de ver a desfaçatez com que tentam convencer o povo de que ele sempre toma a decisão errada e que, por isso, é melhor não decidir mais e entregar o país pra que eles, os iluminados, governem.
Estou de saco cheio de ver esse mesmo filme se repetindo nos últimos quarenta anos, desde que me entendo por gente: a elite canalha governando, mesmo que à força. A classe média pusilânime aplaudindo, e se sentindo representada, como se tivesse algum poder. E o povo, sofrido e conformado, “levando pedras como penitente” e sonhando com um Messias, que o virá salvar.
Estou de saco cheio de ver o país dar um passo adiante e dez para trás, por que o progresso democrático contraria os interesses de meia dúzia de poderosos, cuja ganância é maior que o tempo que eles terão de vida para aproveitar o produto de sua perversidade.
Estou de saco cheio de ver o único Governo em muitos anos que nos livrou do FMI, voltou a financiar moradias, criou um programa de segurança alimentar para atender os famintos, assumiu a liderança da América Latina e impôs respeito no mundo todo, ser execrado diariamente nos jornais, como se tivesse inventado a corrupção, a violência e todos os problemas que o país arrasta há quinhentos anos.
Estou de saco cheio de saber que isso é preconceito, sim. É ódio de classe, sim. É desejo de manter privilégios inaceitáveis, sim. Pois quando o sociólogo da Sorbone quebrou o país três vezes, liquidou o patrimônio do país a preço de banana, sucateou o parque industrial do país com uma política monetária absurda, multiplicou a dívida externa e comprou votos pela bagatela de duzentos mil para se reeleger, nunca mereceu da mídia o linchamento diário que vêm recebendo o Governo Lula e o PT. Nunca foi desrespeitado em plenário pela oposição da forma como o presidente Lula tem sido desrespeitado. Nunca foi ameaçado de pancada por um canalha, uma histérica e um herdeirozinho de quinta categoria.
Estou de saco cheio de ver tanta injustiça, tanta mentira tanta cara-de-pau, tanta irresponsabilidade com o futuro do país, no esforço de criar uma crise que eles sabem que é hipócrita, falsa e eleitoreira, pois trata como novidade práticas seculares.
E tudo isso em um momento que poderíamos estar aproveitando para crescer, promover o bem-estar do povo, afirmar nossa grandeza como nação pacífica e progressista diante do mundo.
Eles não se importam em jogar na lata do lixo da história o futuro das nossas crianças, desde que possam trazer de volta ao poder o partido da compra de votos, da privataria, da dengue, da quebradeira e do apagão.
Eles não pensam que, se interrompermos os projetos sociais que hoje assistem a mais de trinta milhões de brasileiros, estaremos fomentando ainda mais os bolsões de miséria, donde sairão os bandidos que matarão, seqüestrarão e roubarão a paz de seus filhos e netos.
Essa gente dorme, meu Deus? Essa gente coloca a cabeça no travesseiro à noite e sonha com os anjos, sem ouvir a voz do Ministro Gil cantando insistentemente em seus ouvidos “gente estúpida, gente hipócrita” ?
Se você está acostumado a ler meus textos, deve estar espantado e até indignado com a virulência e agressividade deste aqui. Deve estar também de saco cheio de me ver aqui a xingar e blasfemar por tantas linhas. Pois saiba que é exatamente assim que estou me sentindo, depois de passar seis meses sendo submetida a um bombardeio diário de baixarias e canalhices golpistas daqueles que querem única e exclusivamente o poder.
Esse texto é um desabafo, uma vingança, um grito transbordante de quem está de saco cheio de agir corretamente, de respeitar os outros, de seguir as leis, a Ética, os bons modos, o politicamente correto e, olhando em volta, ver o triunfo dos canalhas sobre o homem de bem, do medo sobre a esperança, da covardia sobre a vontade de mudar pra melhor.
É um gesto de legítima defesa, destes que a campanha do “NÃO” tanto nos convenceu ser um direito.
O texto está ofensivo, grosseiro, chocante? Que bom! Era isso mesmo que eu queria.Que toda a bile que derramei aqui possa chegar até essa gente nefasta e provocar neles raiva, amargor, ódio, ressentimento.
Palavras não matam, mas, ferem. Ficam ecoando na cabeça e infernizando a alma por muito tempo.
Tomara que todos eles leiam. E tenham um mau dia. Uma péssima semana. E um mês pior ainda.

VERUSKA

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CPMI ouve acusados de vender votos para reeleger FHC

A CPMI da Compra de Votos marcou hoje o depoimento do deputado Ronivon Santiago (PP-AC) e do suplente dele, Chicão Brígido (PMDB-AC). Eles foram acusados de ter recebido dinheiro para votar a favor da emenda que permitiu a reeleição do então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1997. O depoimento está marcado para as 11h30, na sala 6 da ala Nilo Coelho, no Senado.
Santiago renunciou ao mandato e foi eleito novamente em 2002. Brígido foi absolvido pela Câmara em 1998. O depoimento de Ronivon Santiago à CPMI da Compra de Votos foi cancelado três vezes porque o deputado não compareceu à comissão. Ele disse que não poderia depor porque, no mesmo dia, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) discutiria a cassação da liminar que preserva o mandato dele.
O mandato de Santiago foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre por compra de votos na eleição de outubro de 2002. Chicão Brígido, que poderá assumir a vaga do parlamentar, também não compareceu aos depoimentos para aguardar a decisão da CCJ. O presidente da CPMI da Compra de Votos, senador Amir Lando (PMDB-RO), prometeu acionar a Polícia Federal para garantir a presença de Santiago e Brígido no depoimento de hoje.
Denúncia - A Folha de S.Paulo publicou em maio de 1997 a transcrição de conversas telefônicas em que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do Acre, diziam ter recebido R$ 200 mil cada um para votar a favor da emenda da reeleição. Nas gravações, eles disseram que os deputados Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, todos do Acre, também haviam recebido dinheiro.
Ronivon e Maia renunciaram aos mandatos e se negaram a prestar depoimento na CCJ. Os demais envolvidos negaram qualquer participação na negociação de votos. Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra foram absolvidos pela Câmara.

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Dirceu recorre novamente à CCJ

O deputado José Dirceu (PT-SP) apresentou, ontem, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, recurso solicitando a anulação do processo que pede a perda do seu mandato no Conselho de Ética. Os advogados do parlamentar petista argumentam que o processo tem uma série de irregularidades, inclusive a de cerceamento do direito de defesa do deputado.
Para o advogado José Luiz de Oliveira Lima "foram ouvidas as testemunhas de defesa antes das testemunhas de acusação, o que impediu uma defesa real diante das acusações. Levantamos isso como uma questão de ordem para o relator Júlio Delgado (PSB-MG), mas ele passou por cima", afirmou.
Os advogados de José Dirceu também solicitaram que a CCJ não encaminhe à Mesa da Câmara o processo de cassação do mandato do parlamentar, antes de ter sido julgado o recurso em tramitação na comissão.
Ainda esta semana os advogados do petista encaminham outro recurso no STF (Supremo Tribunal Federal). Entre os argumentos alegam a retirada da representação contra José Dirceu pelo PTB e o desrespeito aos prazos regimentais.

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PT entra na Justiça contra revista Veja

O Partido dos Trabalhadores entrou ontem com ação ordinária de reparação por danos imateriais contra a Editora Abril, empresa responsável pela publicação da revista Veja. A ação, que foi ajuizada no Fórum Distrital de Pinheiros, em São Paulo, sustenta que desde janeiro deste ano, a revista vem repetindo capas que ofendem a imagem e o nome do PT e que não têm apoio na realidade dos fatos.
O processo cita oito capas que "tentam macular a imagem e o nome do PT como partido composto de quadros incompetentes ou corruptos". Entre elas as edições nº 1927, de 19/10/05, "Um fantasma assombra o PT"; e nº 1929, de 02/11/05, "Os dólares de Cuba para a campanha de Lula".
Na avaliação do deputado Fernando Ferro (PT-PE) a ação se fez necessária porque tem sido recorrente na revista as agressões de conteúdo político e a prática de um jornalismo que desrespeita o direito de se ouvir as partes envolvidas. "Não dá para se ficar assistindo a agressões de todo tipo e o PT quer a responsabilização penal da revista por danos políticos e morais", disse. Para o deputado, a revista ataca de maneira generalizada as forças de esquerda com uma clara conotação ideológica.
Na avaliação do deputado Ferro a Veja contribui para uma linha de desqualificação política que pode se assemelhar a uma tentativa de golpe que já se viu em outros momentos políticos do país e de outros governos populares. Ele citou edição da revista que divulgou precipitadamente golpe contra o presidente Hugo Chávez, na Venezuela, quando ele já tinha voltado para o poder.
Para o deputado Carlito Merss (PT-SC) a representação contra a revista se fez necessária "porque é preciso respeitar os limites". "A Veja rompeu os limites aceitáveis e deixou evidente que seu objetivo não é o de fazer jornalismo, apenas campanha contra o PT". Carlito lembrou que esta postura da revista se repete desde que o presidente Lula assumiu o governo.
De acordo com o parlamentar petista, a editora Abril tem uma "evidente ligação com o PSDB, inclusive financiou a campanha de 2002 do líder tucano, Alberto Goldman".
Ofensas - Na ação o PT argumenta contra cada uma das capas e alega que, de forma sucessiva, elas "constituem um robusto conjunto de ofensas claramente destinadas a grafar negativamente a imagem do partido e seus militantes, sem apego concreto com a realidade fática contida nas respectivas matérias insertas no corpo das revistas".
O texto da ação ressalta, ainda, que é incalculável o poder de disseminação dos danos causados pelas referidas capas uma vez que, além dos leitores e dos assinantes, a revista é reproduzida livremente em jornais, rádios, televisões, sites da internet e demais meios de comunicação.

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Segunda-feira, Novembro 07, 2005








SERRA E FOLHA,
DE RABO PRESO COM O DOUTOR...

Petistas rechaçam crítica de Serra ao Bolsa Família

Deputados da bancada do PT na Câmara reagiram com indignação às críticas do prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), ao Programa Bolsa Família, do Governo Lula. Serra classificou o programa de “assistencialista e eleitoreiro”.
O programa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem reconhecimento internacional. Recentemente o presidente foi homenageado pela ONU, em Roma, pela política de combate à fome no Brasil.

As críticas de Serra foram feitas durante a convenção estadual do PSDB, em São Paulo, no último final de semana. Segundo Serra, “os programas de renda mínima se tornaram um instrumento de benesse política. O Bolsa Família está sendo preparado como instrumento assistencialista de política eleitoral".

Para o líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), “talvez falte análise mais aprofundada do prefeito de São Paulo sobre o impacto do programa de transferência de renda do governo, maior já executado na história do país”. Lembrou o líder que o Bolsa Família é um projeto sério de transferência de renda que unificou programas fragmentados do governo anterior e que trabalha com acompanhamento sistêmico.

“Chamar de assistencialista uma iniciativa dessa magnitude é, no mínimo, irresponsabilidade. Talvez pudéssemos perguntar ao prefeito se ele se disporia a perguntar às famílias atendidas pelo programa em São Paulo se elas aceitariam suspender o recebimento”, considerou.

Ainda, na avaliação de Fontana, o que poderia ser chamado de eleitoreiro foi a fragmentação de programas no governo anterior que levaram à multiplicidade de repasses de valores baixíssimos – como o Vale Gás, o Bolsa Escola e o Bolsa Alimentação.

Para a deputada Fátima Bezerra (PT-RN), as críticas de José Serra demonstram um ato de “desespero”. Lembrou ela que o Bolsa Família “é elogiado pelo mundo inteiro como uma das maiores e mais eficientes políticas de transferência de renda da América Latina. É um programa que atende às famílias que vivem insegurança alimentar e, ainda, que aperfeiçoou outras políticas, promovendo o processo de unificação que eles (tucanos) não fizeram. Assistencialismo eles fizeram na época deles”, disse a deputada.

Para o deputado Nilson Mourão (PT-AC), ao contrário do que “os tucanos” dizem, o governo Lula reorganizou os programas sociais que deixaram de ser eleitoreiros e se transformaram em programas de inclusão social. “Eles não conseguiram atingir o número de famílias que nós atingimos, sempre apostaram contra, sempre apostaram no fracasso”. Lembrou ainda Mourão que o Bolsa Família tem o reconhecimento não só de organismos internacionais, mas também dos beneficiários.
Agência Informes (www.informes.org.br)

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Mantega: diminui inadimplência de empresas com BNDES

O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira que os empréstimos feitos pela instituição são "dos mais sólidos concedidos na economia brasileira". A afirmação foi uma resposta à reportagem de domingo (6) do jornal Folha de S. Paulo. A matéria afirma que relatórios do Banco Central não divulgados teriam constatado que BNDES não avalia bem o nível de risco ao conceder um crédito.

Em coletiva à imprensa, Mantega mostrou os índices de inadimplência do BNDES dos últimos dois anos. Em 2004, a taxa foi de 0,64%. Neste ano, foi ainda menor: 0,57%. Enquanto isso, segundo ele, o índice do mercado financeiro nacional é de 3%.

Mantega diz que, antes de conceder um empréstimo, o BNDES faz uma análise acurada do risco da empresa que pede o crédito. "Não tem nenhuma instituição que tenha uma análise de projeto tão acurada quanto o BNDES", afirma. Segundo ele, o banco "avalia o projeto, o fluxo de caixa, a solvência do empreendimento".

"Isso resulta em uma das mais baixas taxas de inadimplência do mercado", disse o presidente do banco. Além disso, o BNDES estaria apresentando lucros líquidos anuais crescentes nos últimos quatro anos. Em 2002, o banco lucrou R$ 550 milhões. Até junho deste ano, o lucro registrado foi de R$ 1,8 bilhão.

"Como um banco que tem lucro crescente e as menores taxas de inadimplência pode avaliar mal os empréstimos? Já pensou se a gente avaliasse bem, então? Seria uma maravilha, teríamos um inadimplemento zero", afirmou Mantega.

Segundo a reportagem, o Banco Central teria apontado oito falhas e 15 deficiências nos procedimentos de avaliação dos riscos para a concessão de crédito do BNDES a empreendimentos. Tais "controles frágeis", segundo o jornal, poderiam contribuir para o aumento da inadimplência no banco.
Agência Brasil

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Em carta, deputado mineiro detalha caixa dois de Eduardo Azeredo

O deputado estadual de Minas Gerais Rogério Correia (PT) enviou à Executiva Nacional uma carta em que detalha informações que detém sobre denúncias de caixa dois com uso irregular de verbas públicas na campanha à reeleição do então governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo, em 1998. Correia diz que entregou ao Ministério Público de Minas Gerais e ao Ministério Público Federal documentos que comprovam as denúncias.

Leia a carta:

Belo Horizonte, 4 de novembro de 2005

A Ricardo Berzoini
Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores
(Solicito que seja encaminhada cópia aos membros do Diretório Nacional)

Com meus cordiais cumprimentos, venho através desta solicitar à Executiva Nacional do PT que encaminhe pedido à Comissão de Ética do Senado Federal para abertura de processo para cassação do senador Eduardo Azeredo, pelos motivos que passo a expor.

Como deputado estadual em Minas Gerais, venho denunciando a utilização de caixa dois com uso irregular de verbas públicas e de recursos provenientes de empréstimos bancários obtidos, tendo como aval contratos estaduais, na campanha à reeleição do então governador Eduardo Azeredo. Acompanhando o trabalho das CPIs Nacionais, constatei que as irregularidades cometidas naquele ano foram feitas pelos mesmos atores de agora: BMG, Banco Rural, DNA, SMP&B, Marcos Valério, Duda Mendonça e outros.

Passo a remeter resumo das informações que possuo, colocando-me à disposição para relatá-las em detalhes. Reitero que possuo documentos comprobatórios, os quais entreguei ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais e ao Ministério Público Federal.

1. No ano de 1996, após o misterioso falecimento de um dos sócios, Sr. Maurício Moreira da Silva, e a entrada de Marcos Valério para a sociedade, a agência SMP&B Propaganda passa a ser denominada SMP&B Comunicação. Com esta mudança, a empresa deixou de ser exclusivamente uma elaboradora de propagandas e passou a atuar na obtenção de recursos para campanhas eleitorais;

2. Entre os dias 25 de maio e 4 de setembro de 1998, o governo do Estado de Minas Gerais promoveu a transferência de R$ 3 milhões para a empresa SMP&B, com conta no Banco Rural. O dinheiro foi repassado através de dois órgãos da administração indireta do Estado de Minas Gerais, as estatais Copasa e Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig). A referida importância foi utilizada para patrocinar o evento denominado “Enduro da Independência”, realizado pelo Estado com os trabalhos da SMP&B. O Ministério Público Estadual entrou com ação civil pública por atos de improbidade administrativa contra o Sr. Eduardo Azeredo e outros dez réus, que foi acolhida e tramitou no Superior Tribunal Federal, retornando recentemente a Minas Gerais para julgamento no Tribunal de Justiça. Não houve licitação e não há comprovação de serviços de publicidade prestados;

3. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) efetuou diversos pagamentos à SMP&B Comunicação em 1998 no valor total de R$ 2.182.512,72.


Data
Valor em Reais
19/6/1998
R$ 57.500,00
4/8/1998
R$ 75.000,00
7/10/1998
R$ 65.613,25
21/10/1998
R$ 1.673.981,90¹
9/12/1998
R$ 53.713,05
18/12/1998
R$ 121.000,00
5/2/1999
R$ 60.704,52
7/11/1999
R$ 75.000,00

-----------------------------------------
¹Valor dividido em quatro pagamentos distintos, efetuados na referida data.

4. Em 22 de outubro, a SMP&B efetuou vários pagamentos a políticos ligados ao ex-governador Eduardo Azeredo. Os mesmos são comprovados por ‘docs’ do Banco de Crédito Nacional e totalizam R$ 1.162.459,28. Ressalta-se também que foram feitos, através de ‘docs’ do Banco Rural, no dia 28 de setembro de 1998, à véspera do primeiro turno, depósitos que totalizam R$ 718.025,00, a pessoas também ligadas ao PSDB, PFL e aliados, com dinheiro proveniente da conta da SMP&B. Os destinatários dos valores foram apresentados por Marcos Valério, no dia 9 de agosto deste ano, à CPI do Mensalão. Ou seja, no dia 21, a Cemig repassou à SMP&B o valor de R$ 1.673.981,90 e a empresa, no dia seguinte, o distribuiu a políticos para ajudar na campanha de segundo turno de Azeredo. Pelo menos os deputados federais Romel Anízio e Custódio Mattos foram beneficiados, além de Paulo Abi-Ackel, filho do relator da CPI do Mensalão, Ibraim Abi-Ackel, e outros deputados estaduais. Para tentar justificar a corrupção eleitoral, a SMP&B apresentou notas frias de gráfica fantasma em nome de laranjas. O presidente da Cemig à época, Carlos Eloi, que autorizou a transferência, era coordenador da campanha de Eduardo Azeredo;

5. O Sr. Cláudio Mourão, ex-tesoureiro da campanha de Azeredo, moveu contra ele uma ação por danos morais e materiais sob a justificativa de que teria contraído dívidas para cobrir gastos da campanha de 1998. Nesta, Mourão afirma que "no epílogo da campanha existia uma dívida de mais de R$ 20 milhões". Na Justiça Eleitoral, o então candidato declarou o gasto de R$ 8,5 milhões, não tendo apresentado dívida alguma. Dá-se, então, como assumiram o próprio senador Eduardo Azeredo, presidente do PSDB Nacional, e Nárcio Rodrigues, que preside o estadual, o uso inequívoco de um imenso caixa dois via empresas de Marcos Valério. A pendenga só teve fim depois que Marcos Valério pagou a dívida do senador com o tesoureiro. O pagamento foi feito por meio do cheque número 7683, de R$ 700 mil (bem inferior à quantia de deputados que hoje respondem em Brasília no Conselho de Ética), emitido por Marcos Valério em 18 de setembro de 2002. O dinheiro saiu de uma conta mantida pelo casal (Valério e Renilda Santiago, sua esposa) na agência Assembléia do Banco Rural em Belo Horizonte. Nos autos do processo que corre na Justiça há um recibo de Mourão acusando a quitação do débito. Coincidentemente, o acerto que Valério fez com Mourão em nome de Azeredo ocorreu numa época em que o senador e o publicitário andaram se comunicando regularmente (53 ligações telefônicas, segundo a quebra de sigilo telefônico de Valério). Apesar do acordo firmado em 2002, Cláudio Mourão voltou à carga contra o senador este ano, ingressando no STF, em 28 de março, com uma ação de indenização por danos materiais e morais. O novo processo de Mourão teve um desfecho igualmente suspeito. Misteriosamente, o ex-tesoureiro retirou a ação, numa decisão tomada em 12 de agosto, semanas após o surgimento dos documentos que apontavam as primeiras ligações de Azeredo com Marcos Valério.

6. O Sr. Nilton Monteiro, que participou, à época, da campanha de Azeredo, denuncia que o valor total das contas da mesma chegou ao valor de R$ 53 milhões. Ele apresentou os ‘docs’ bancários dos repasses aos políticos ligados a Azeredo e tem várias outras denúncias esclarecedoras do "tucanoduto" em Minas Gerais. O próprio Marcos Valério disse em seu depoimento à CPI que existem, além dos já apresentados, nomes "graúdos" de outros receptores dos recursos. A bancada do PT deve pressionar a CPI para marcar a data do depoimento do Sr. Nilton Monteiro. Ele quer contribuir. Deve também ser ouvido novamente o Sr. Cláudio Mourão, que mentiu à CPI. O documento apresentado pelo Sr. Nilton, diferentemente do que afirmou Mourão, é verdadeiro, como demonstrou reportagem da revista Isto É.

7. O Sr. Rogério Tolentino integrou a corte do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. Após sua saída do TRE, tornou-se advogado de Marcos Valério e sócio do mesmo na empresa "Tolentino e Melo Assessoria Empresarial". Ele agiu, enquanto juiz eleitoral, influenciado por suas relações com Valério, inclusive na votação da prestação de contas da campanha do ex-governador, o que pode vir a anulá-la;

8. Para tentar esclarecer os fatos, apresentamos na Assembléia Legislativa de Minas Gerais pedido de instalação de uma CPI para apuração de contratos firmados entre as empresas SMP&B Comunicações e DNA Propaganda e outras agências com órgãos públicos em Minas Gerais. A mesma não pôde ser instalada por não termos conseguido recolher o número de assinaturas necessárias, pois os deputados do PSDB, PFL e aliados do governador Aécio Neves não quiseram aderir. Além disto, toda a documentação foi entregue ao Ministério Público Estadual, para o promotor Dr. Leonardo Barbabela (31 - 3250.5046 / 5036) e ao Ministério Público Federal, nas mãos do Dr. Eduardo Morato Fonseca (31 - 2123-9001)

Ressalto que não procedem os argumentos de que tudo se passou em 1998 e o senador foi eleito em 2002. O cheque de R$ 700 mil para "calar a boca" do Sr. Mourão foi de setembro de 2002, próximo à eleição, quando tanto Hélio Costa (PMDB) como Tilden Santiago (PT) se aproximavam de Azeredo nas pesquisas. Apertado, pediu apoio de Marcos Valério para garantir o silêncio do tesoureiro. Certamente, caso a denúncia viesse à tona naquele ano, quem estaria ocupando a vaga no Senado não seria o ex-governador Eduardo Azeredo.

As informações aqui expostas já foram remetidas ao Sr. Osmar Serraglio e tentativas de agendar reunião foram feitas. Porém, não obtive resposta alguma. Restou-me parecer que o relator somente deseja investigar o PT, deixando de lado o que concerne aos tucanos e assando, assim, uma “grande pizza”.

Por tudo isto, o PT tem de solicitar à Comissão de Ética do Senado a cassação do senador Eduardo Azeredo por ser comprovado seu envolvimento com caixa 2, via Marcos Valério, com uso e abuso de dinheiro público. O corporativismo ou justificativa de "governabilidade" da nossa bancada no Senado, ou receio de revide, não pode impedir o Partido de cumprir seu dever.

Me permitam os senadores petistas alertá-los para o fato de que devem reagir e não se acovardar frente aos arroubos tucanos. O Sr. Artur Virgílio, que ameaçou dar uma surra no presidente, precisa ser investigado. Pesquisem sua relação com o Banco do Amazonas e empréstimos pré-eleitorais. A ameaça que ele está sofrendo é de perder o discurso. Por isto anda tão valente.

Investiguem a estatal mineira Furnas e sua atuação em 2002, o maior caixa 2 com dinheiro público do mundo. Financiamento tucano criminoso. Convoquem o Sr. Dimas Toledo para depor. Vai voar pena para todo lado! A Polícia Federal e o Ministério Público sabem do que falam.

Sem mais para o momento, coloco-me à disposição para mais detalhes e com documentos que comprovam tudo o que venho denunciando sobre o senador Eduardo Azeredo.

Atenciosamente,

Rogério Correia
Deputado Estadual – PT
2º Vice Presidente ALMG

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França: jovens e automóveis do tempo presente

A mídia trata a rebelião juvenil nos subúrbios de Paris como obra de vândalos e incendiários. Como não atentar para o fato de que esses rebeldes, ao contrário dos de 1968, vêm das periferias urbanas e escolheram o automóvel, principal bem simbólico de nosso tempo, como alvo?
A rebelião juvenil, começada há mais de dez dias nos subúrbios de Paris, está se espalhando, com características muitos semelhantes, por várias partes do território francês. As notícias veiculadas falam de um modus operandi que inclui a destruição obsessiva de automóveis, o incêndio de prédios públicos e privados e o enfrentamento com as forças policiais.
O coquetel Molotov – garrafa com gasolina e uma mecha – parece que é a principal arma dos insurretos. Há notícias do uso de pedras, de paus e dos punhos. Domingo último, foi noticiado um caso isolado de uso de armas de fogo, produzindo alguns feridos. As polícias, encarregadas da repressão, usam o arsenal contemporâneo de armas não-letais, permitido pelas democracias do pós-guerra. Até o presente momento, não há informações sobre o uso de maior força bélica. Existem dezenas de presos e alguns feridos. Os bombeiros são peça chave do aparato de poder, devido à sucessão interminável de incêndios.
O espetáculo midiático conservador trata os jovens como vândalos e incendiários. Relata que a rebelião vem ocorrendo nas noites frias do quase inverno francês, iluminado por inúmeras fogueiras e, também, movimentadas por correrias e gritarias dos excluídos da riqueza local. Os rebeldes, muito diferentes dos de 1968, vêm das periferias urbanas, sobretudo de Paris, onde se concentram os graves problemas dos emigrantes e dos nativos mais pobres. De modo geral, as mídias mais integradas ao poder de nossa época não têm interesse em analisar as condições de vida e emprego destes insurgentes. Obviamente, há todo um interesse em chamar à atenção para a presença de muçulmanos e de negros.
Ao que parece, o movimento é fundamentalmente espontâneo. Seu desdobramento foi, possivelmente, mimetizado a partir da leitura pública das mídias de sua existência. A aparição nos veículos dos discursos racistas e conservadores de membros do governo Chirac retro-alimentou o movimento, tal como se usasse gasolina para apagar um incêndio. O governo é co-responsável por tudo o que está ocorrendo. Vive-se uma crise política local, com desdobramentos ainda desconhecidos.
As razões desta insurreição referem-se à face que normalmente se esconde das nações contemporâneas, ou se destacam como problemas exclusivos do denominado Terceiro Mundo. Na Europa ocidental rica e orgulhosa do sucesso do euro, milhões de pessoas têm imensas dificuldades de sobrevivência. Diz-se aos jovens, por meio da publicidade massiva, que eles devem consumir os símbolos da atual modernidade. Mas, as possibilidades de um simples emprego são de fato distantes, quando não inalcançáveis.
A destruição de centenas de automóveis não deve parecer estranha, apesar de historicamente nova. Afinal, o automóvel é o principal bem real e simbólico de nosso tempo. O que seria do mundo atual, onde as nações são conduzidas a desenvolver modelos de consumo similares, se a produção e venda de carros sucumbisse? A publicidade diz para todos que ser feliz é dirigir uma máquina em uma auto-estrada. O sentido da vida tem quatro rodas. O amor é possível para quem dirige. O sucesso é simbolizado pelo preço, modelo e aparência do veículo que se possui.
O anarquismo incendiário destes jovens, não-politizados pela escala convencional, talvez tenha muito mais significados do que se imagine. Seriam eles os novos bárbaros que abalariam os fundamentos do neoliberalismo? É cedo para afirmar. O que se sabe é que está ocorrendo na França pode ocorrer em muitos outros lugares do mundo. Basta haver miséria, poder de Estado insensível, gasolina e juventude.
Luís Carlos Lopes é professor do Instituto de Artes e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense.
Carta Maior

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A esquerda morreu; a rebelião vive

Vai ser difícil impedir que as agitações se confinem ao território francês. Estamos no mundo mais ou menos como a Europa estava antes das rebeliões operárias de 1848, mas com muito mais vantagem para os pobres. Hoje, às barricadas das ruas, somam-se as barricadas da internet.
Conviria a Mr. Blair (e a Mr. Bush) fazer o que parece mais difícil: pensar. Pensar no que está ocorrendo na França. Inventaram um mundo único, preparem-se para o mundo único. Crescendo tanto a riqueza quanto a miséria, o globo ficou pequeno para pobres e ricos. Três são as possibilidades: os ricos acabam com os pobres, os pobres acabam com os ricos, ou se encontra um “modus vivendi” entre os eternos adversários da História. Para que haja esse convívio tolerável, mesmo que ainda de alguma forma injusto, é preciso restabelecer a ordem do Estado, colocando-o como o instrumento limitador dos conflitos sociais. Por enquanto, o Estado só está abrindo mais espaço aos ricos.
Vai ser difícil impedir que as agitações se confinem ao território francês. Se não houver um milagre em favor dos grandes, dentro de horas ou, no máximo, de dias, as mesmas agitações virão a ocorrer na Itália e na Grã Bretanha, para se espalharem pela Europa e, quem sabe, chegarem aos próprios Estados Unidos. O que ocorreu em Nova Orleans mostra que a grande nação norte-americana não está tão unida quanto se pensava, e paira, em seu destino, a advertência de Lincoln, em seu célebre discurso sobre “a casa dividida”.
Estamos, no mundo inteiro, mais ou menos como a Europa estava antes das rebeliões operárias de 1848, mas com muito mais vantagem para os pobres. Hoje, às barricadas das ruas, somam-se as barricadas da internet. De tanto ver a violência nos cinemas e na televisão, os pobres sabem como preparar seus coquetéis molotov e atingir os alvos com precisão. A pressão chegou a tal nível que os expedientes dos excluídos para a sobrevivência, como o tráfico de drogas, o comércio de mercadorias com grifes falsas (afinal, convenhamos, que diferença essencial há entre uma bolsa Vuilton autêntica e a falsa?), o malabarismo nas ruas e a guarda dos automóveis já não são suficientes para mantê-los contidos. Esse é um fenômeno universal. Até o fim do século passado, as cidades absorviam os subúrbios; hoje os subúrbios estão sitiando as cidades.
Os jornais estão ocupados com a visita de fim de semana do presidente Bush à Argentina e ao Brasil. Ora, Bush se encontra acossado pela realidade política de seu país, com os seus principais assessores envolvidos em casos que podem ser considerados, na tradição constitucional norte-americana, como atos de traição. Não deixa de ser um ato de traição a mentira utilizada para justificar a guerra contra o Iraque, que já custou mais de dois mil mortos e milhares e milhares de feridos, além dos imensos gastos militares.
O futuro do mundo não está na Casa Branca, nem no Capitólio. Ele está sendo jogado na periferia de Paris. Na periferia de Paris, de Londres, de Roma, do Rio, de São Paulo. A bola está com os pobres.

Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.

MAURO SANTAYANA
8/11/2005

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Domingo, Novembro 06, 2005






Grupo Beatrice assistiu ao filme curto abaixo e acha que você vai gostar também:

Clique e veja:
» Ilha das Flores
Documentário De Jorge Furtado
Com: Ciça Reckziegel
A exibição deste filme via internet é um oferecimento da PETROBRAS

Não deixe de espiar!

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Sábado, Novembro 05, 2005


Enviado para o Jô Soares,
o pistoleiro da madrugada

Não pense que uma grande parte da sociedade não está observando o que vocês estão fazendo. É muito grave apoiar esses dois parlamentares, estimulando a violência contra o presidente da república. LULA não é apenas o individuo LULA, ele representa uma instituição da democracia, não chegou lá através de um golpe de estado, não é um ditador, foi eleito pela grande maioria do povo brasileiro. Além da demonstração de boçalidade e estupidez contra a pessoa do presidente. Esses dois desqualificados deveriam sofrer um processo de cassação por falta de decoro, insistem em não aceitar que foram derrotados em 2002 nas urnas.

GOLPE NUNCA MAIS. LULA É MUITOS!!!

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Grupo Beatrice assistiu ao filme curto abaixo e acha que você vai gostar também:

Clique e veja:
» Está Lá? É do Inimigo?
Experimental De Pedro Lobito, Jel 3 min
A exibição deste filme via internet é um oferecimento da PETROBRAS

Não deixe de espiar!

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Um silêncio impossível de não ser ouvido.
(UMA PROPOSTA PARA A ESQUERDA BRASILEIRA)

Esse deveria ser um pacto fechado por todas as forças de esquerda e pelo movimento social em todo o Brasil. Ninguém deveria falar mais nada com a grande imprensa, a imprensa tucana brasileira. Seria um silêncio impossível de não ser ouvido, criaria um constrangimento internacional para eles e aqui dentro também. Faço essa proposta a todos, que ninguém fale com eles até que o nosso silêncio seja ensurdecedor.

Mídia é pior que a Inquisição, diz Marilena Chaui
RICARDO MELODA REPORTAGEM LOCAL

A filósofa Marilena Chaui, 63, não tem dúvidas: a crise que corrói o governo Lula é encomendada e teve como gatilho o trabalho de um jornalista especializado em vender dossiês. Tudo isso amplificado pela ação da mídia, que chega a ser pior do que a Santa Inquisição [antigo tribunal da igreja que investigava e punia crimes contra a fé católica]. Uma das fundadoras do PT e personalidade do mundo acadêmico, Chaui expôs sua visão ontem em debate realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP).
Para sustentar seu raciocínio, Chaui se baseia em artigo publicado pela jornalista Marina Amaral na revista-jornal "Caros Amigos", edição especial de setembro. A reportagem fala de um jornalista que ganha a vida atualmente dissolvendo ou criando crises, um gerenciador de crises, no jargão do mercado. "É apavorante, porque eu sabia que a crise era encomendada, eu sabia que tinha sido uma operação de produção da crise, isso todos nós sabemos", disse Chaui para os cerca de 200 metalúrgicos presentes ao evento.
"Mas eu não pensei que fosse dessa maneira. Digamos que eu pensei que fosse mais sofisticado, mais político. Mas não: o cara vendeu para alguns políticos os dossiês que ele tinha acumulado, alguns verdadeiros, outros ele recheou segundo a fantasia dele, para derrubar o Lula, porque ele não gostou do Lula."
A versão conspiratória recebeu aplausos da platéia, que na verdade compareceu ao sindicato não exatamente para ver uma palestra sobre "Ética na Política", como constava da faixa colocada à frente da mesa. O jornal do sindicato, distribuído logo na entrada, já dava o tom do que deveria ser o debate, ao pôr em manchete: "Filósofa responde por que a direita quer criar, a imprensa alimenta e você deve entender a crise".Escalada como alvo, a imprensa, ou a mídia, não foi poupada por Chaui. Ao responder a pergunta de um metalúrgico sobre o poder da mídia em comparação com o poder da Igreja Católica nos tempos inquisitoriais, a filósofa afirmou que a ação dos meios de comunicação é mais nefasta.
Para Chaui, a mídia só age com alguma isenção quando os donos dos meios de comunicação se sentem ameaçados por algum governo ou ordem política. Ou quando os interesses econômicos desses mesmos donos podem ser beneficiados por uma mudança de governo. Fora isso, "a ação deles é pior do que a Igreja Católica", pensa Chaui. Na visão dela, o poder da Inquisição era pelo menos mais transparente. "A Igreja católica operava pela produção visível, direta e clara do medo", afirmou. "Já a mídia opera não só por meio da destruição de instituições e da destruição de pessoas. Ela opera pela acusação sem provas."
Entre exposição e debate, o evento durou duas horas. Antes da sessão de perguntas, Chaui falou uma hora sobre o conceito de ética e repetiu idéias sobre a necessidade de uma reforma política, já expostas em artigo publicado quando da eclosão do "affair" Waldomiro Diniz.
No final do evento, a reportagem da Folha tentou dirigir algumas perguntas a Chaui sobre os desdobramentos da crise do governo Lula. Sem sucesso. Quando percebeu a aproximação do repórter da Folha e de um jornalista do Estado de S. Paulo, a filósofa preferiu interromper uma entrevista para o jornal do sindicato. "Não é nada pessoal, mas não falo", desculpou-se.

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Dirceu sofre "execução sumária" e pode recorrer ao STF

Almir Teixeira

O ex-ministro da Casa Civil e deputado federal José Dirceu (PT-SP) tem sido alvo de uma "execução sumária" e terá direito de recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) mesmo que tenha seu mandato de deputado federal cassado pelo Congresso. O entendimento é do especialista em direito administrativo e professor de direito constitucional da PUC-SP Pedro Estevam Serrano, que concedeu entrevista exclusiva a Última Instância.Na semana passada, Dirceu obteve uma significativa vitória no STF. O tribunal julgou nula a sessão do Conselho de Ética que decidiu, na sessão da quinta-feira (27/10), pedir ao plenário sua cassação. O presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), disse na semana passada que faria o possível para que o processo contra Dirceu corresse rapidamente, mas respeitasse as determinações do STF. A previsão de Izar é que o Conselho vote na próxima sexta o relatório sobre o deputado. Caso aprove novamente o pedido de cassação, deve enviar seu parecer ao plenário da Câmara a tempo de ser apreciado na sessão do dia 9 de novembro. Para Serrano, Dirceu sofre um processo de "execução sumária" no Congresso, uma vez que não estariam sendo respeitadas as regras mais básicas do devido processo legal. Ele argumenta que "julgamento político" não pode ser confundido com "ausência de embasamento jurídico" e afirma que, se Dirceu tiver o mandato cassado, pode conseguir que o Supremo determine a nulidade de todo o processo de cassação. Leia a seguir os principais trechos da entrevista:Última Instância - Quais as possibilidades jurídicas que Dirceu ainda tem de retardar a votação de seu processo de cassação?Pedro Estevam Serrano - Acho que ele tem chances tanto antes da decisão quanto depois, caso seja condenado e seja cassado seu mandato. Porque, na minha opinião, há uma posição equivocada que eu tenho notado na mídia. Se usa a expressão julgamento político do congresso como se "político" significasse algo estranho ao Direito ou à Lei. É como se o Judiciário julgasse questões de legalidade e estivesse submetido à Lei e o Legislativo não, o Legislativo tivesse só um juízo político. UI - E como deve ser o julgamento político?
Serrano - Quando se usa a expressão "político" não se quer dizer algo fora do Direito, quer dizer um político no sentido jurídico. É julgamento político porque não é feito pelo Judiciário. O mérito da decisão é um mérito de conveniência e oportunidade e esse mérito é intangível pelo Judiciário. De qualquer forma, esta decisão está condicionada por normas jurídicas.
UI - Quais são essas normas?
Serrano - Tem que seguir o devido processo legal, ou seja, tem que haver um processo com direito à ampla defesa. Isso implica não só no direito à manifestação. Ela significa a possibilidade de o réu produzir provas; que as provas sejam obtidas por meio lícito; e que não haja pré-julgamento, que quem for julgar não esteja, vamos dizer, prevenido, quanto a uma dada posição. Quem for julgar que leve em conta os argumentos da defesa e que haja prova do fato imputado, que haja prova material ou testemunhal do fato imputado ao réu. UI - No caso de Dirceu, foi garantida a ampla defesa?Serrano - Não. Acho que foi garantida uma defesa como um simulacro, uma defesa como mera formalidade, não uma defesa substancial. A defesa não pode ser uma mera formalidade, "vai lá, deixa ele se manifestar e depois a gente condena ele", quem for julgar tem que levar em consideração aqueles argumentos, tem que ponderar aqueles argumentos, nem que seja para rejeitá-los. E quem for julgar não pode estar prevenido.
UI - O senhor acha que Dirceu foi pré-julgado?
Serrano - O que eu noto é que já julgaram ele, estão querendo trucidá-lo, querendo fazer uma execução sumária e não um julgamento real. O devido processo legal não é uma mera formalidade, ele é uma substância, é um direito efetivo do cidadão a ser exercido em termos de conteúdo de mérito. O que me parece é que se dá o direito de defesa a ele como mera formalidade.
UI - O que faltou no processo?
Serrano - Hoje não há prova constituída suficiente para justificar a cassação do mandato. Obviamente, não há como considerá-lo culpado, não há prova. O julgamento político não significa um julgamento ditatorial, no qual quem for julgar faça o que quer. Ninguém no Estado de Direito faz o que quer. Não havendo prova, se o julgamento for no sentido de cassar o mandato, ele é nulo.
UI - A que instância ele pode recorrer, então?
Serrano - Ao STF. Há também uma visão estranha, de que seria uma interferência do Judiciário no Legislativo. Só que a função do Judiciário é controlar os demais poderes do Estado. Senão, nós viveríamos não numa democracia, mas num império dos atos do legislativo. E democracia não é ditadura do legislativo. UI - Caso Dirceu seja condenado e perca os direitos políticos, ainda pode recorrer ao STF?
Serrano - Pode. Aí ele recorreria ao STF não pelo foro dele, mas porque ele diria que o ato do Legislativo é nulo e quem julga os atos do Legislativo é o STF.
UI - E quando um político perde os direitos políticos, o que é proibido de fazer?
Serrano - Ele não pode votar. Depende da extensão que for dada. Direitos políticos são entendidos como capacidade eleitoral ativa e capacidade passiva. Ativa é o direito de votar. Passiva é o direito de ser eleito e os direitos inerentes ao fato de ser eleito, como se filiar a partidos políticos, por exemplo.
UI - Então ele terá de sair do PT?
Serrano - Depende de como for a expressão do impedimento. Se for uma cassação de todos os direitos políticos dele, aí ele não vai poder nem estar filiado a partidos políticos, porque a finalidade da filiação é a pessoa poder se candidatar. Ela se filia como um pré-requisito para poder se candidatar.
UI - Quem irá determinar a extensão?
Serrano - Vai ser no final, a Justiça Eleitoral é que vai interpretar. Quem determina a cassação é o Legislativo. Agora, o que significa isso, se ele pode ou não estar filiado é a Justiça Eleitoral.
UI - O senhor considera então que o processo contra Dirceu não tem fundamento?Serrano - No meu ponto de vista, caso ele venha a ser cassado, há um equívoco. Não há prova e não houve direito de defesa. Entretanto, eu acho equivocado o argumento dele de que não é responsável pelos atos que praticou como ministro. Eu acho que ele como ministro não estava no exercício do mandato, mas era titular do mandato, tanto é que ele voltou a exercer esse mandato quando saiu do ministério.

Segunda-feira, 31 de outubro de 2005

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Sexta-feira, Novembro 04, 2005

A existência humana não pode ser propriedade de ninguém




Gente

hoje resolvi fazer um comentário sobre essa contribuição preciosa e dedicada do companheiro Julio Cesar. O Julio entrou para o nosso grupo eu nem sei direito como, e o CURTAS E BOAS já está no nº 35, ele não coloca o Nº, sou eu que coloco para evitar que as pessoas pensem que é mensagem repetida e apaguem sem ler. Mas parando para refletir sobre esse trabalho do Julio, me sinto cada dia mais indignado com essa maldita imprensa "brasileira", é revoltante constatar que para punir e desgastar um governo e um partido, programas e ações fundamentais para a melhoria das condições de vida da população (como esse das minibibliotecas), sejam boicotados e escondidos da grande maioria. Não divulgam nada, ontem o Jornal Nacional fez a mesquinharia de não dar o credito do programa Revelando os Brasis II, que foi apresentado como matéria final do jornal, ao Ministério da Cultura (ver o Curtas e Boas 34). São horas e horas de TV, desperdiçadas com porcarias como faustãos, gugus e outras merdas que só servem para embrutecer e deseducar a população.

Isso precisa mudar gente, não podemos mais ficar assistindo esses boçais comprometendo o futuro do Brasil impunemente, temos que encontrar maneiras de boicotar e criar um novo modelo de existência para os meios de comunicação no Brasil, acho que nesses últimos 5 meses ficou claro para todos nós, que essa gente não tem nenhum compromisso com o país e a sua gente, vivem nesse mundinho de extravagância, futilidades e estupidez. É preciso ter coragem de dizer que a TV brasileira está mergulhada numa mesmice estúpida e cretina que fica cada dia mais selvagem e vulgar. O programa daquele pistoleiro da madrugada ontem, foi mais um exemplo de vulgaridade e falta de compromisso com a democracia e as instituições que existem para garantir a vida civilizada em nosso país. Vamos colocar nossas cabeças para pensar e encontrar maneiras de enfrentar e vencer essa máfia que controla e impede a comunicação entre os brasileiros. Faço um apelo especial ao PT, para que levante essa bandeira, chame a sociedade para discutir e enfrentar esse desafio fundamental para a radicalização da democracia no Brasil.

A nossa capacidade de comunicação única, nos define como homo sapiens, há 40 mil anos nossos ancestrais foram capazes de dar esse passo fabuloso para a nossa história, não podemos tolerar que essa máfia de meia dúzia de famílias e seus pistoleiros, pretenda nos redefinir como espécie, o homo sapiens tem que prevalecer, a existência humana não pode ser propriedade de ninguém.

Adauto Melo

----- Original Message -----
From: jotaamorim
Sent: Thursday, November 03, 2005 10:15 PM
Subject: Curtas e Boas


Minibibliotecas levam conhecimento ao Semi-Árido. Em Estrela de Alagoas (AL), distante 160 km de Maceió, informações variadas sobre a produção agrícola estão à disposição de quem mais precisa: o homem do campo. O município foi escolhido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para receber uma Minibiblioteca, que foi instalada há três meses. No local, além dos pouco mais de mil alunos, cerca de 17 mil habitantes de Estrela de Alagoas podem ter acesso a livros, revistas e outras publicações técnicas sobre o cultivo de milho, feijão, batata, além da criação de gado bovino e caprino, enfim, ali pode-se aprender muito sobre toda a produção agrícola praticada na região. A minibiblioteca conta com dezenas de publicações e foi instalada na antiga sala de leitura da escola. Toda a estrutura, com livros e estantes, foi entregue pela Embrapa. "Quem quiser pode levar os livros para casa. Com isso toda família acaba lendo e multilicando o conhecimento", reforça a diretora Anaiza. O projeto começou a ser desenvolvido em outubro de 2004 com a inauguração da primeira unidade, em Arapiraca (AL). No total, 255 municípios do Semi-Árido e do Maranhão já estão contando com as Minibibliotecas. Até o final deste ano, outras 155 localidades vão receber os kits com livros e estantes, o que vai totalizar 440 salas de leitura. As cidades onde são instaladas as bibliotecas são aquelas onde são registrados os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). Os primeiros municípios foram escolhidos com base nos mesmos critérios usados para a implementação do Fome Zero. De acordo com o diretor executivo da Embrapa, Geraldo Eugênio de França, o programa é complementar ao Fome Zero porque leva conhecimento e informações às populações que vivem nas regiões mais pobres do país.

Programa Brasileiro de DST/Aids

Na década de 90, estimativa do Banco Mundial indicava que, em 2000, o Brasil teria 1,2 milhão de pessoas com o vírus HIV. Graças à eficácia das ações de prevenção da aids, incluindo campanhas educativas e distribuição de preservativos, o Ministério da Saúde estima que hoje o Brasil tenha 600 mil pessoas vivendo com HIV, metade da projeção do Banco Mundial.
Desses 600 mil, um total de 163 mil é tratado pelo Ministério da Saúde com o coquetel de medicamentos anti-aids. O Brasil este ano está gastando R$ 1 bilhão com o coquetel de anti-retrovirais. O restante dos 600 mil ou não sabe que tem o vírus ou não precisa tomar os medicamentos. Em 2002 eram apenas 119.300 pacientes recebendo os medicamentos.
A política de acesso universal e gratuito aos medicamentos anti-retrovirais, ao contrário de previsões pessimistas, teve sucesso e reduziu custos diretos e indiretos, como internações hospitalares e de emergência. Hoje, o Programa Brasileiro de DST/Aids é reconhecido internacionalmente, e o Brasil tem cooperação com vários países.
Acordo com o laboratório Abbott: o Ministério acaba de negociar uma redução de 1,17 dólar para 63 centavos de dólar no preço da cápsula do medicamento Kaletra. Dos 163 mil que recebem o coquetel, 23 mil tomam Kaletra. Esse acordo vai possibilitar que, entre 2006 e 2011, o Brasil economize US$ 339,5 milhões. Essa economia vai permitir o fortalecimento da prevenção. Também será possível qualificar ainda mais o tratamento, melhorando a qualidade de vida dos portadores do HIV.

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Quarta-feira, Novembro 02, 2005

O que a Veja quer esconder





Como a matriz intelectual da elite bufona transformou Fidel em pára-raios dos ACMs

Escondendo Azeredo
Serra e o "alto Tucanato" não sabem mais o que fazer para esconder o ex-presidente do PSDB pego tomando "água" no "Valerioduto".


Por Renato Rovai, da revista Fórum

A melhor maneira para esconder uma forte notícia é produzir outra que cause maior impacto. Não à toa que o panfleto semanal dos Civita traz na capa desta semana um Fidel de olhos arregalados substituindo Benjamin Franklin no verso de uma nota de cem dólares. Franklin é reconhecido pelo papel que desempenhou na independência norte-americana, principalmente por ter construído o tratado de paz assinado em 1783. Mas também foi o inventor do pára-raios. Como se sabe, o distinto invento serve para atrair as danosas descargas elétricas oriundas dos céus. A revista Veja bem sabia que nesta semana cairiam raios sobre líderes da oposição. Para neutralizá-los, nada mais fulminante do que atrair Fidel para o centro do esquema petista de captação de recursos ilegais.

Mas o que Veja quer esconder? Em primeiro lugar, busca tirar de cena o caso do senador mineiro Eduardo Azeredo, revelado na semana passada (21/10) pela concorrente Isto É. A revista provou que Marcos Valério pagou o silêncio do ex-tesoureiro da campanha de Azeredo, Marcos Mourão, com um cheque de 700 mil. A denúncia da Isto É, que derrubou o senador da cadeira de presidente nacional do PSDB, ainda trazia revelações que ficaram sem explicações.

A ver: “Embora os caciques do PSDB argumentem que o dinheiro que abasteceu o caixa 2 de Azeredo não tinha origem em corrupção nem em verbas públicas, as provas indicam o contrário: boa parte dos recursos da campanha mineira teve origem em empresas estatais, como as Centrais Elétricas de Minas Gerais (Cemig).

Em 21 de outubro de 1998, por exemplo, saiu R$ 1,6 milhão dos cofres da Cemig como pagamento à SMP&B, uma das agências de Marcos Valério. O pretexto para o pagamento era a produção de uma campanha publicitária da estatal para convencer os mineiros a gastar menos energia. Segundo a investigação do MP, o dinheiro teve outro destino. No dia seguinte, R$ 1,2 milhão foi parar nas contas de políticos aliados de Azeredo.”

Jornalismo "inconveniente"
ACMinho e a ACMão se incomodam com Carta Capital. O reinado dos "neo moralistas" cada dia mais perto do chão. Sem pudores para retornar ao poder.

Mas não era só aos amigos tucanos que a capa com Fidel na nota de cem dólares interessava. Desde o fim de semana passado comentava-se em Salvador que a revista Carta Capital desta semana (28/10) traria fortes revelações sobre o esquema da Bahiatursa, estatal de turismo local subordinada a Secretaria de Cultura e Turismo do governo do Estado. E trouxe. Mas a operação pára-raios de Veja parece ter dado resultado. O midiático poder ignorou a descarga elétrica que, se bem investigada, pode aniquilar com o esquema de ACM.

A denúncia publicada por Carta Capital tem origem em um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) assinado pelo conselheiro Pedro Lino. São 200 páginas que revelam como funciona um caixa 2 operado a partir de contratos do governo do Estado com a agência de publicidade Propeg e ONGs formadas por funcionários públicos do esquema carlista. O relatório de Pedro Lino fala de uma movimentação, entre janeiro de 2003 a abril de 2005, de R$ 101 milhões em uma conta bancária não registrada no sistema de controle do caixa oficial do Estado. Para se ter uma idéia da grandeza dos números é praticamente o dobro dos R$ 55 milhões movimentados pelo PT via Marcos Valério. Os 55 milhões que, segundo o deputado federal ACM Neto, um dos mais escandalosos acusadores, produziu o maior escândalo da história da República.

ACMinho sabia que a matéria seria capa de Carta Capital. Seu painho-avô também. E tudo indica que já tinham trabalhado para que a denúncia deixasse de circular em semanas anteriores. Carta Capital mostra que a revista Época trouxe destaque no índice para o caso por duas vezes. Na edição do dia 10/10, apontava que a denúncia contra o esquema carlista circularia na página 43. Nenhuma linha. Na edição de 17/10, a página anunciada era a 37. Outra vez, nada. O leitor que achar um caso como esse na história do jornalismo deve enviá-lo para redação da revista Fórum. Uma matéria por duas vezes anunciada em um índice e que ficou sem publicação. Com a Carta Capital, os carlistas sabiam que seria diferente. A matéria sairia. E dessa conclusão pode ter nascido a solução Fidel.

Se não fosse isso, Veja poderia apurar melhor o material coletado. A própria reportagem se justifica dizendo que há contradições nos números apresentados pelas duas testemunhas vivas e que a única pessoa que teria conhecimento total do caso está morta.

Mas não pense, leitor, que Veja faz isso tudo só porque não gosta da barba quase branca do presidente Lula.

Os laços entre os Civita e a família tucano-pefelê são sanguíneos e os interesses comerciais comuns. O atual vice-presidente de Finanças do grupo Abril foi presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo FHC. Emílio Carrazai ficou na CEF até 2002. De lá saiu para ajudar a Abril a enfrentar a campanha presidencial vindoura. Deixou a presidência de um banco público, para dirigir o caixa de uma revista de banca.

Há outros irmãos de sangue tucano-pefelê na turma dos Civita. Claudia Costin, secretária de Cultura do governo Alckmin até maio deste ano, é a vice-presidente da Fundação Victor Civita. Costin foi também ministra de Administração Federal e Reforma do Estado nos tempos FHC. Lembram-se da reforma de Estado na era FHC?


O sorriso do criador
Ensina a cartilha que o ódio e o rancor não podem mover um publish. A criatura Veja se desmoralizou e virou símbolo de tudo que é atraso, manipulação e interesses "não jornalísticos". Mais uma obra do Governo Lula.

Em Veja nada é por acaso. A revista é a matriz intelectual da elite bufona. Seus petardos têm objetivo claro, criminalizar a esquerda. E defender seus interesses políticos e econômicos. Agora, Lula e o PT que se expliquem. É assim que funciona. A revista sabe que para ela é difícil comprovar a veracidade da história. Para os acusados é tão ou mais difícil desmenti-la. Imaginem Palloci reconstituindo um caso de recebimento de garrafas de uísque ou de rum. Sendo assim, a reportagem ficará sempre ali, a postos, para ser tratada como algo sem explicação. O jornalismo de Veja é isso, covarde. E a elite brasileira, nojenta. Pena que Lula e o hoje chantageado Palloci tenham sido tão dóceis com esses escroques.

Qual a sua opinião sobre este assunto?

11.2005

Fortaleça a imprensa independente do Brasil e a Livre Expressão disseminando este artigo para sua rede de relacionamento. Imprima ou envie por e-mail.

NOVAE

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Serra quer privatizar a esmola


PSDB lança campanha contra esmola

http://www.emilianojose.com.br/noticias.php?ID=692

O tucano José Serra (PSDB) quer que as pessoas parem de dar esmolas aos pobres nos semáforos e depositem suas contribuições nos cofres da prefeitura, para financiar campanha publicitária.

Contra os ensinamentos de Jesus Cristo que disse: daí pão a quem tem fome e daí água a quem tem sede, o prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), acaba de lançar uma campanha para que as pessoas parem de dar esmolas às crianças pobres e aos indigentes nos semáforos paulistanos. O argumento é impiedoso: se os motoristas pararem de dar esmolas às crianças, elas obrigatoriamente deixarão as ruas. Sem dinheiro, com fome, terão de procurar abrigos e programas assistenciais da prefeitura. A barbaridade foi lançada com o slogan "São Paulo protege suas crianças", do qual faz parte a campanha "Dê mais que esmola. Dê futuro”. A notícia está na Folha de S. Paulo.

O projeto foi apresentado aos piedosos empresários da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) pelo prefeito José Serra (PSDB) e pelo secretário de Assistência Social. Segundo o prefeito tucano, o objetivo é integrar várias secretarias municipais para atender a população de rua. As crianças viciadas em droga, por exemplo, serão encaminhadas à Secretaria Estadual da Saúde. Mas, não diz para quê. Serão presas, indiciadas, internadas em manicômio? Essa gente é capaz de tudo para arrecadar dinheiro.

ESMOLA PARA A MÍDIA

Também será realizada uma campanha para que a população substitua a esmola individual, de natureza religiosa e espontânea, por uma doação financeira para o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (Banco do Brasil, agência 1897-x, c/c 5738-x), com abatimento do Imposto de Renda: 1% para pessoa jurídica e 6% para pessoa física. Para quem conhece o Brasil, essa história está parecendo mais uma fonte de renda para a prefeitura. Com os recursos do fundo e doações, a prefeitura pretende, além de outdoors e painéis em pontos de ônibus, fazer uma campanha no rádio e na TV. A mídia vai adorar. O dinheiro da caridade cristã iria para o bolso dos empresários. É o fim do mundo.

De acordo com levantamento da Secretaria da Assistência Social, há cerca de 3.000 crianças e adolescentes em 180 cruzamentos de bairros centrais da capital, sendo que 30% são da periferia ou da região metropolitana, 85% moram com a família e 96% vão à escola. Elas arrecadam cerca de R$ 20 por dia, mas a maioria tem aliciadores que ficam com 80%. "Quando o motorista deixar de dar um trocado, ainda que seja pela compra de uma bala ou pela apresentação de malabares, as crianças irão buscar atendimento, diz o secretário. Aí, poderemos incluir suas famílias em programas de renda e colocá-las em atividades educativas, como o programa pós-escola".

O pós-escola é uma ação da Secretaria Municipal da Educação que oferece atividades culturais e esportivas no período alternativo ao do colégio. Hoje, são 70 mil estudantes no programa e a orientação do secretário, José Aristodemo Pinotti, é para que as crianças de rua tenham prioridade nessas atividades. "Precisamos conquistá-las, fazer com que não tenham vontade de voltar para o farol e ajudar suas famílias a sobreviver sem o dinheiro que levavam". O curioso é que os tucanos atacam o Bolsa-Escola e o Bolsa-Família do Governo Lula. Por que acham que o Pós-Escola funcionaria? Tirar os pobres da rua...isso cheira a fascismo. Primeiro ele tira as crianças pobres, os indigentes, os deficientes físicos, depois os negros, os trabalhadores e, por fim, os judeus. (Com informações da Folha de S. Paulo).

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Tucanos na terceirona


Torcedores do Bahia começam a descobrir a verdade



A revista Carta Capital, além do escândalo do desvio de uma dinheirama do governo baiano através da Bahiatursa, publica o drama do Esporte Clube Bahia e identifica o vilão da história

A revista Carta Capital - a mesma edição que publica o escândalo do dinheiroduto que desviou R$ 101 milhões da Bahiatursa – retoma o drama do Esporte Clube Bahia que está mergulhado na pior crise de sua história, com R$ 50 milhões de dívidas, salários atrasados e rebaixamento para a terceira divisão. A história tem um vilão e se chama Daniel Dantas, o cavaleiro das sombras. Seu banco, o Opportunity, firmou um contrato que significou o desmonte, a destruição moral, patrimonial e esportiva da agremiação. A família e o grupo político de ACM estão metidos nessa história até os ossos.

Os opositores aos atuais gestores do Bahia querem saber como a dívida da agremiação saltou de R$ 6 milhões para quase R$ 50 milhões, desde que o Opportunity assumiu a administração. “Eles prometeram a contratação de craques do nível de seleção, mas aconteceu o contrário. Venderam as revelações”, diz Edmilson Gouvêa. “O (lateral) Daniel foi para o Sevilha por US$ 1,7 milhão. O (atacante) Nonato foi emprestado à Coréia por US$ 500 mil. Onde foi parar esse dinheiro?”, pergunta.

COMO A REVISTA DESAPARECEU MISTERIOSAMENTE DAS BANCAS DE SALVADOR PUBLICAMOS AQUI A MATÉRIA NA ÍNTEGRA:


Revista Carta Capital

DANTAS NA TERCEIRONA

Torcedores contestam acordo entre o Bahia e o Banco Opportunity

Por Sergio Lirio

Campeão brasileiro de 1988, detentor das maiores médias de público nos estádios na primeira metade desta década, o Bahia está mergulhado na pior crise de sua história. Rebaixado à Terceira Divisão do Campeonato Nacional, sem levantar uma taça há três anos, o time acumula dívidas de quase R$ 50 milhões. Os salários dos funcionários estão atrasados desde julho e o departamento de futebol, na falta de alternativa, deu férias de 45 dias ao elenco de jogadores.


Enquanto a maioria da fanática torcida tricolor tenta entender o que está acontecendo, um grupo de sócios e torcedores do Bahia acredita ter encontrado o vilão dessa história. Ele mesmo, o banqueiro Daniel Dantas, chamado nos bastidores do clube de “cavaleiro das sombras”. Na quinta-feira 27, o grupo encaminhou ao Ministério Público Federal um pedido de abertura de ação civil pública para que os procuradores investiguem a lisura do contrato firmado em 1998 entre o Bahia e o Grupo Opportunity. Segundo a representação, o acordo significou “o desmonte, a destruição moral, patrimonial e esportiva” da agremiação.

A associação entre o Bahia e o Opportunity foi a primeira experiência de clube-empresa no País, possibilidade aberta pela Lei Zico, editada em 1993. A lei permitia aos times de futebol tornarem-se sociedades anônimas, atrair investidores e colocar ações nas Bolsas de Valores, a exemplo do que ocorre na Europa. Em 1998, o tricolor baiano, como hoje, enfrentava uma situação financeira difícil. Devia R$ 6 milhões e, no ano anterior, havia sido rebaixado à Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. O acordo com Dantas foi saudado como a salvação da lavoura.

Para os autores da representação ao Ministério Público, diretores do Bahia à época, entre eles o ex-presidente Marcelo Guimarães, a pretexto de recuperar as finanças e levar o time de volta aos tempos de glória, entregaram o patrimônio do clube de mãos beijadas ao Opportunity. Uma das provas anexadas é a ata da assembléia que aprovou a associação, em 9 de janeiro de 1998.

Há realmente algo estranho no documento. Durante a assembléia, os defensores do acordo com o banco afirmaram que o único patrimônio a ser repassado para a nova empresa seria o elenco de jogadores, avaliado em R$ 12 milhões. A sede social, o estádio e outros imóveis não seriam incluídos no acordo. Prometeram também que a gestão do clube seria compartilhada. A companhia, que se chamaria Bahia S.A., seria administrada por um conselho formado por quatro integrantes indicados pelo clube, quatro pelo Opportunity e um representante escolhido “entre os notáveis da Bahia”. Citou-se até um nome, Antonio Carlos Magalhães Júnior, filho de ACM e tricolor fanático.

Em meio a promessas de grandes investimentos e sonhos de conquistas internacionais, os conselheiros aprovaram a associação por unanimidade. No fim da reunião, entoaram o hino do Bahia. A ata traz, porém, um adendo não discutido pelos presentes na reunião. Cinco itens, acrescentados após o encerramento do encontro, alteram de forma substancial vários dos pontos aprovados pelo conselho.

Na introdução do adendo, Marcelo Guimarães investe-se de poderes para alterar, “a qualquer momento”, os contratos com o Opportunity. O item C modifica a composição do conselho do Bahia S.A. Em vez de quatro, o Opportunity ganhou o direito de indicar cinco nomes. No item E, o clube compromete-se a arrendar por 25 anos ao banco o centro de treinamento e o estádio Pituaçu, caso o governo estadual aprovasse o arrendamento. São os mesmos imóveis que os defensores do contrato haviam jurado não fazer parte do acordo. Um mês depois, Guimarães fez valer os itens do adendo e assinou protocolo que ampliava os poderes do Opportunity.

“São acordos criminosos, ilegais. Queremos que o Ministério Público mande romper essa sociedade que lesou o Bahia”, afirma o advogado José César de Oliveira, que foi do departamento jurídico do clube. “É preciso devolver o clube aos verdadeiros donos, os torcedores”, diz Edmilson Gouvêa, que encabeça a representação enviada ao MP. Gouvêa mantém um site ( http://www.diretasja.com.br), no qual defende eleições diretas para a diretoria. Procurado por CartaCapital, Marcelo Guimarães, que presidiu o Bahia por nove anos e só deixou o posto após a queda para a Terceira Divisão, não quis falar.


Apesar de os documentos entregues aos promotores revelarem uma “esperteza”, mais uma, do Opportunity, é difícil definir se o banco de Dantas é mesmo vilão ou mais uma vítima da crise do Bahia. No fim dos anos 90, tal qual a bolha no setor de tecnologia, imaginou-se que seria possível ganhar dinheiro com futebol no Brasil. DD não foi o único a apostar nessa possibilidade. O Bank of America fechou parceria com o Vasco da Gama. Após torrar US$ 200 milhões, a instituição tirou o time de campo.

Dantas imaginava obter lucro administrando vários clubes ao mesmo tempo, mas seus planos foram frustrados quando a Lei Pelé, editada meses depois da associação com o Bahia, proibiu que um investidor controlasse mais de um time.

No início, a associação até funcionou. O Bahia foi tricampeão baiano. Por força de uma virada de mesa patrocinada pela Confederação Brasileira de Futebol, voltou à Primeira Divisão do Brasileiro em 2000, ao lado do Fluminense. Mas a maré mudou rapidamente. Em 2001, o time ganhou seu último título estadual. Os tricolores baianos tiveram de engolir um tricampeonato do arqui-rival Vitória. Em 2003, caiu novamente à Segunda Divisão. Neste ano, acompanhou o Vitória rumo à Terceira.

Dos R$ 48 milhões que o Bahia deve, R$ 15 milhões são compromissos com a Liga Futebol, empresa controlada pelo Opportunity. Outros R$ 25 milhões referem-se a impostos estaduais e federais. O clube deve R$ 8 milhões a funcionários e fornecedores privados.

Há uma divergência sobre o tamanho dos investimentos de Dantas. Os documentos anexados na representação mostram que o Opportunity havia se comprometido a cobrir as dívidas do clube à época, equivalentes a R$ 6 milhões. Segundo o advogado Oliveira, o montante nem teria sido pago à vista, como era a promessa inicial. As dívidas com o INSS foram parceladas em 96 meses no Programa de Refinanciamento Federal, o Refis. “Entregaram o patrimônio praticamente de graça”, diz.

Paulo Maracajá, presidente do Bahia por 15 anos e um dos defensores da parceria, diz que o Opportunity investiu muito mais. Segundo Maracajá, o banco aplicou inicialmente R$ 12 milhões. Nos últimos sete anos, emprestou outros R$ 15 milhões para que a diretoria cobrisse as despesas do clube. “Dantas tem sido um grande amigo do Bahia, solidário nos momentos difíceis”, afirma Maracajá.

Os opositores querem saber como a dívida saltou de R$ 6 milhões para quase R$ 50 milhões, desde que o Opportunity assumiu a administração. “Eles prometeram a contratação de craques do nível de seleção, mas aconteceu o contrário. Venderam as revelações”, diz Edmilson Gouvêa. “O (lateral) Daniel foi para o Sevilha por US$ 1,7 milhão. O (atacante) Nonato foi emprestado à Coréia por US$ 500 mil. Onde foi parar esse dinheiro?”, pergunta.

Representante do Opportunity no conselho, Jorge Goldstein diz que o banco não teve lucro com as operações e rejeita qualquer culpa pela atual crise. “O dinheiro da venda ou de empréstimos de jogadores serviu para cobrir as despesas do dia-a-dia”, diz. “Há muitas explicações para a situação atual, mas elas não estão na parceria. Na verdade, é mais uma prova de que onde o Opportunity não manda as coisas vão mal”, acrescenta.

Goldstein afirma que o banco pretende deixar a parceria, mas ainda não conseguiu elaborar uma fórmula que permita a saída com o mínimo de prejuízo. “Se houvesse uma maneira, não continuaríamos na associação”, afirma.

Além da enorme capacidade do Opportunity de se meter em negócios espinhosos, o conflito em torno do contrato expõe a maré de azar que tomou conta do Bahia e que parece não acabar nem com “reza braba”. As eleições da diretoria estão marcadas para 7 de novembro, mas faltam candidatos. Parte significativa dos conselheiros não paga mensalidade há meses e estes não poderão votar, o que dará menos legitimidade ao resultado das urnas.

Sem dinheiro para as despesas básicas, o clube é obrigado a carregar um fardo inesperado. Contratado para tirar o Bahia da Segundona, o veterano centroavante Viola, de 35 anos, machucou-se no início do torneio e ficou de fora de várias partidas. A diretoria não conseguiu negociá-lo e é obrigada a cumprir o contrato. Viola recebe cerca de R$ 60 mil mensais.


31/10/2005

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GRAMPÃO E GRAMPINHO FAZEM A MAIOR ASSINATURA DA CARTA CAPITAL NA BAHIA...

O DUTO BAIANO

- Capa da revista CartaCapital que desapareceu rápida e misteriosamente das bancas de Salvador.

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ARENA DE VALENTÕES


ACM Neto “grampinho” esquece o próprio apelido e diz que está sendo grampeado


O líder do PT na Câmara, Henrique Fontana (RS), foi irônico ao responder ontem (1/11) à afirmação do deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA) -foto- de que suspeita que esteja sendo espionado pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência). “De grampo a família dele entende bastante”, afirmou o petista, referindo-se ao escândalo do grampo no painel do Senado, que levou à renúncia do avô do pefelista, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), em 2001. Por causa deste episódio que colocou mais uma mancha na já enlameada trajetória política da família ACM, o neto de Antônio Carlos Magalhães é conhecido nos bastidores da Câmara como "grampinho".

Em discurso no Plenário da Câmara, o deputado pefelista exigiu providências ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. “Não mexam com os meus, nem comigo, porque eu estou pronto para me defender. Vou recorrer aos meios legais para fazer isso da forma mais transparente e democrática possível, como tenho procurado atuar como membro-titular da CPI dos Correios” afirmou ACM Neto. Disse que iria se juntar ao líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), que afirmou na segunda-feira que daria “uma surra no próprio Lula” se alguém mexesse com sua família. “E digo mais, ao associar-me às palavras do senador Arthur Virgílio, sou capaz de dar uma surra. Senador Arthur Virgílio, vossa excelência não dará uma surra sozinho, terá um aliado, porque não tenho medo”, declarou ACM Neto.

Fontana também ironizou esta ameaça de ACM Neto de juntar-se a Arthur Virgílio para “surrar” o presidente Lula. “Espero que não cumpra as suas promessas de dar uma surra em seus adversários. O plenário não é ringue de luta de boxe. É preciso debater as diferenças de forma civilizada”, disse o líder petista.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) negou que a Abin esteja monitorando parlamentares que integram as CPIs que investigam o mensalão. O GSI afirmou que essa operação seria ilegal.

Discurso da ditadura

O deputado Walter Pinheiro (PT-BA) também respondeu a ACM Neto de forma irônica, igualmente lembrando as acusações contra ACM, que teria grampeado seus adversários na Bahia. “Essa choradeira não adianta nada. O fato de a Bahia usar esse instrumento, com o aparato do Estado, para investigar pessoas, não pode ser repetido em Brasilia. Imagina se o Geddel [Vieira Lima – PMDB], o [Nelson] Pellegrino [PT] e o Benito Gama fossem dar uma surra em quem os grampeou?”, indagou.

Ao falar sobre as bravatas de Arthur Virgílio, Walter Pinheiro disse que as afirmações do senador tucano são lamentáveis. “Esse tipo de discurso foi muito usado no tempo da ditadura, que não cabe mais em tempos de democracia e até no Norte e Nordeste brasileiro, quando alguns coronéis prometiam essa ou aquela ação para aqueles que ousassem reclamar contra eles”, ressaltou Pinheiro.

Na avaliação de Walter Pinheiro “é preciso respeito no enfrentamento político, e não o espírito anti-democrático e de violência”.

“Eu desafio esses parlamentares a apresentar a comprovação das acusações de que estão sendo ameaçados”. Walter Pinheiro lembrou que as CPIs instaladas no Congresso estão investigando todas as denúncias apresentadas, “sem nenhum cerceamento”. Pinheiro classifica as acusações como “atitudes isoladas de alguns indivíduos que extrapolam” e não uma atitude de toda a oposição.

Molecagem

Mas quem respondeu de forma mais dura às bravatas de Arthur Virgílio foi o deputado Fernando Ferro (PT-PE). O deputado, que até bem pouco ocupava a liderança do PT na Câmara, subiu à tribuna para chamar Arthur Virgílio de “moleque”.


“Isso é um fraseado típico de gangue da periferia”, disse o deputado petista. “É coisa de moleque. Não condiz com o equilíbrio que se exige de um líder no Senado”. Como que decidido a soar em tom condizente com o seu sobrenome, Ferro completou: "Saiba que, se for partir para a agressão, vai ter troco.” Mas Ferro parece descrer da coragem de Virgílio: “Quem vai bater de verdade não avisa”. Ele concluiu: Deixe de ser o ‘João Grandão’ do Senado e faça política, não molecagem”.

Fernando Ferro não ouviu as bravatas de ACM Neto por isso dirigiu seu protesto somente ao senador tucano.

Entre dezenas de disparates lançados na direção do governo, o blog do jornalista Josias de Souza teve um raro momento de lucidez na sua edição de ontem e registrou que "o Parlamento é (ou deveria ser) justamente a alternativa à briga física. A boa maneira de resolver conflitos é fazendo política. A linguagem do braço é o oposto do que se espera dos senhores congressistas. O Congresso já tem problemas demais para acrescentar à má fama a pecha de arena de valentões."

Da redação
com informações do boletim Informes (PT)


VERMELHO

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Terça-feira, Novembro 01, 2005

A VEJA DESCOBRIU COMO O DINHEIRO VEIO DE CUBA


Fidel enviou dinheiro ao PT através de UFO's


Segundo a VEJA que chegará as bancas no próximo final de semana (Domingo), fontes seguras informam que um Disco Voador pousou em Varginha/MG e de dentro da nave saíram pessoas que se pensava estarem mortos, mas foram apenas abduzidas.

De lá, os ETs entregaram a Delúbio uma caixa que conteria criptonita, mas, na verdade, a coisa verde eram maços de dólares.

Segundo Buratti, homem sério e sem máculas, Dark Lord esteve hospedado na mansão de Fidel em Havana e recebeu de Hugo Chaves, Mahmoud Ahmadinejad e Osama Bin Laden o dinheiro para dar a Lula.

A confederação interplanetária, com sede em Alfa-Centauro, detectou uma mensagem cifrada que havia sido enviada através de micro-ondas e avisou os Super-Amigos sobre a farsa e a trapaça montada.

Imediatamente, Super Bush e Sharon Man usaram o novo MCDCEM, módulo captador de conversas entre mortos, sendo que então se confirmou que um diálogo entre RALF BARQUETE e Madre Tereza, onde o primeiro confessou os pecados a segunda, sendo tudo relatado imediatemente pela santa senhora ao papa João Paulo 2, para remissão dos pecados do primeiro.

Tendo sido dado o perdão pelo santo padre, após 1 milhão de padre nosso e 1 bilhão de ave-maria, o MCDCEM, módulo captador de conversas entre mortos, perdeu o contato, pois Ralf foi remetido a um do Eons celeste onde o aparelho não consegue adentrar, assim, a principal testemunha não poderá mais se pronunciar.

Mas, segundo Policarpo Junior e Digo Mainardi, é tudo verdade.

Desta forma, não resta a Lula outra alternativa a não ser renunciar e devolver aos cofres públicos de Marter o dinheiro sonegado pela suposta importação ilegal de criptonita .

"Arreda cão"

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